Cinco coisas chatas quando você sai de férias (e volta)

 

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Estar de volta ao trabalho é sempre um prazer, desde que se goste muito do que se faz. É o meu caso. Por isso, madrugar nesta terça-feira para estar à frente do Jornal da CBN foi uma tarefa agradável, depois de duas semanas de férias.

 

No período em que estive distante do trabalho, aproveitei o que pude cada momento. Especialmente para descansar.

 

Li alguns livros, como de costume. Bebi e comi. Descansei mais um pouco. Fiz passeios por lugares interessantes ao lado da família e sem nos impor uma agenda turística muito intensa. Ou seja, evitamos o excesso de programas e deslocamentos que costuma deixar o viajante mais cansado do que relaxado.

 

Faço esse introdutório para que ninguém pense que sou um chato de galocha daqueles que reclamam de tudo e de todos. Agora, e imagino que você me dará razão no que escreverei a seguir, tirar férias gera algumas situações incomodas.

 

A primeira que listo – e isso não quer dizer que é a mais chata, apenas que foi a que me veio à memória no momento em que escrevo – está relacionada as poltronas de avião. Atravessei o Atlântico em direção à Europa. Portanto, foram mais de 11 horas de voo até o destino final.

 

Fico imaginando quem desenhou aqueles assentos. E bastam alguns minutos no ar para entender porque não temos na lista dos mais renomados designers do mundo nenhum projetista de poltrona de avião. Claro que a situação piora com o espaço que a fabricante de aviões, com a anuência da companhia aérea, oferece para os passageiros. Mas mesmo que você tenha a sorte de marcar assento na saída de emergência ou decida pagar um pouco mais por algo que chamam de “espaço conforto” (ou qualquer outro nome criativo), é impossível relaxar naquelas cadeiras. Quem descobrir uma poltrona de avião que não faça mal às costas, me avise. Não vale a da primeira classe.

 

E como o tema é tamanho, sigo na minha lista de coisas chatas que acontecem nas férias. Antes de sair do Brasil, aluguei um carro para quatro pessoas e três malas. Um modelo que se encaixasse na categoria de “carro grande”, como informava o site de buscas de preços e serviços que consultei. O modelo que aparece na imagem nunca é o mesmo que está à disposição; sem contar que jamais se encaixa no seu conceito de carro grande. Portanto, você e as bagagens só vão caber lá dentro após um esforço extra da família, bancos rebaixados e malas espremidas.

 

O terceiro item da minha lista está diretamente relacionado a compra das passagens e do aluguel do carro. A tecnologia nos permite consultar vários sites que agregam preços de companhias aéreas, locadoras de carro e hotéis, além de programas turísticos. Minha experiência mostra que esses serviços facilitam a compra e costumam oferecer preços razoáveis. Também mostra que depois do negócio fechado, eles nunca mais soltam o seu pé. Além de receber uma quantidade enorme de ofertas por e-mail, basta abrir um site para você se deparar com um banner deles relacionados a sua viagem, sempre propondo mais uma ótima oportunidade, sugerindo um novo roteiro e atrás do seu dinheiro. Sem contar os infalíveis feedbacks: o que você achou da sua experiência? Mas por que está dando nota 0 para o serviço? Como podemos tornar sua vida melhor? Nunca mais mandando nenhum email, por favor!

 

Emails? Claro, eis aí outro item para minha lista de coisas chatas durante as férias. Por mais que você programe sua caixa de correio eletrônico, eles não param de chegar. Ao abrir a minha, havia cerca de 4 mil a espera de uma resposta. Apagar todos de uma só vez pode parecer uma solução. Mas como fica a sua consciência ao imaginar que no meio daquela quantidade enorme de mensagens pode haver ao menos uma realmente importante? As favas com a consciência. Em tempo: se você mandou algum nestes dias de férias e considerava importante, mande de novo, por favor. Já estou na ativa.

 

O quinto, último e não menos importante item da minha lista de coisas chatas nas férias é que elas um dia acabam e a conta chega. No cartão de crédito, debitado diretamente na conta corrente ou no boleto bancário, seja na forma que for, pagar é preciso: as passagens, o hotel, o carro alugado, as compras, almoços e jantares … Esse item pode ficar menos chato se você se programar bem, fizer uma reserva e mantiver o controle nos gastos. Prometo lembrar disso no ano que vem.

 

Tudo posto e listado, fique certo do seguinte: independentemente de qualquer uma dessas ou de outras chatices que você encontrar no seu caminho, tirar férias é muito bom. Tão bom que já estou louco para encarar poltronas apertadas, carros estreitos, emails lotados e spam na minha caixa de correio …

 

Até breve, férias!

2 comentários sobre “Cinco coisas chatas quando você sai de férias (e volta)

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