Pequenos empreendedores dominam o e-commerce no Brasil

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Mercadão de São Paulo está no e-commerce, foto de Luis F Gallo/FlickrCBNSP

Pesquisa SEBRAE e E-Commerce Brasil* indica que 90% do comércio eletrônico brasileiro estão sendo realizados por pequenas empresas. Empreendimentos com vendas de até R$ 3,6 milhões anuais. Um mercado cuja previsão de faturamento para este ano é de R$ 52 bilhões, atingindo  crescimento de 8% sobre 2015, enquanto o PIB deverá retroceder 3,3%.

 

A base da pesquisa considerou a seguinte estruturação dos negócios:
Somente e-commerce 15%
Loja física e e-commerce 13%
Pretendem abrir e-commerce 12%
Somente loja física 31%
Nenhuma das anteriores 28%

 

Dentro desta base 53% correspondem a E-commerce puro e 47% a loja física e e-commerce.

 

Em princípio, o tamanho do mercado real e potencial não condiz com a pouca participação das grandes empresas. As poucas que atuam apresentam os melhores desempenhos.

 

A taxa de conversão é de 2% para as grandes e 1,5% para as pequenas. Enquanto 51% das pequenas tem lucro e para as grandes são 80%.

 

Ao mesmo tempo o comércio eletrônico tem evoluído apresentando índices menores de trocas e apontando ações de melhoria competitiva focadas em mix de produtos, atendimento, preço, entrega e acessibilidade. Exigências que a escala maior poderia apresentar vantagem.

 

Dentro deste princípio, a SOKS, criou uma plataforma para atender em 2D e 3D as lojas do Mercado Municipal de São Paulo, que servisse de modelo para grandes corporações.

 

Hoje estão no ar o Don Mercatto, o Shopping Piratas, o Shopping TV Record, e em desenvolvimento o Shopping TV Cultura. Esta tecnologia possibilita infinitas formas de comunicação e vendas, incluindo licenciamento de produtos inerentes a programas e artistas.

 

A trajetória da SOKS, segundo seu fundador e CEO, Antonio Mesquita, contabiliza R$ 43 milhões investidos, e sete anos de trabalho contatando empreendedores de Shopping Centers e de Comunicação para convencê-los desta oportunidade que a pesquisa SEBRAE evidencia. Embora com uma modesta taxa de conversão tendo em vista a efetiva taxa potencial de sucesso.

 

Mesquita, sem esmorecer, atenta também para o setor público ao propor a gestão tecnológica comercial do Mercado Municipal de São Paulo. Licenciar a marca do Mercado e todas que ali operam, vender tudo para todos e remunerar a Prefeitura.
Um avanço

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

*Pesquisa SEBRAE/E-Commerce Brasil
Pesquisa quantitativa, 2781entrevistados em junho de 2016, obedecendo ao código de ética ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, e ICC/ESOMAR Code on Marketing and Social Research

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