Avalanche Tricolor: obrigado, Grêmio!

 

Grêmio 1 (3) x (1) 1 Atlético MG
Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

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Torcida comemora o título e homenageia a Chape em foto de LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Era mais do que um jogo. Mais do que um título que estava em disputa.

 

A noite de hoje era memorável.

 

O futebol precisava renascer após a tragédia aérea da Chapecoense, que matou jogadores, dirigentes, comissão técnica e dezenas de colegas da imprensa. Era uma gente que nos dava alegria com a bola no pé. Que usava a inteligência para oferecer espaço aos craques no campo. Que registrava cada lance de emoção.

 

Era a nossa gente.

 

E foi pensando nessa gente que todos foram à Arena nesta noite de quarta-feira, 7 de dezembro de 2016. Havia um misto de excitação pela proximidade do título e de resignação diante da morte. Acima de tudo, havia respeito a este momento de luto.

 

Foi impossível segurar as lágrimas diante das dezenas de homenagens realizadas. Chorei no grito de Chape. Chorei ao ver o nome dos jogadores da Chape nas mãos dos torcedores. Chorei nas centenas de camisas verdes que vestimos todos nesta noite. E chorei copiosamente ao som do toque militar que marcou o minuto de silêncio.

 


Eram lágrimas que se juntavam a outras centenas que não fui capaz de conter desde a semana passada quando sofremos a perda de 71 pessoas e algumas muito próximas do meu coração.

 

Tudo que pedia nesta noite era o direito de voltar a chorar. Mas chorar de alegria, por um título que havia sido conquistado pela última vez há 15 anos. Pela vitória de um time que se notabilizou por ser Imortal.

 

O resultado da primeira partida oferecia uma margem de segurança, mas jamais a certeza da conquista. Pois do outro lado havia outro clube que escreveu sua história com vitórias impossíveis. Era preciso lutar, suar, chorar se necessário fosse, e jogar muita bola. E o Grêmio fez tudo isso com o talento que Roger lapidou e com uma força incrível que poucos são capazes de transferir para o time como esta que Renato trouxe para o elenco.

 

O Grêmio venceu esta decisão pois foi firme na marcação, equilibrado com a bola no pé e preciso no ataque. Foi inteligente em saber moderar o jogo e dar o ritmo que precisava depois de ter feito o resultado fora de casa.

 

Como se não bastasse e inconformado com o placar zerado ainda se deu ao direito de marcar um gol, pelos pés de Miller, como que querendo coroar tudo que foi construído partida após partida nesta Copa do Brasil.

 

O Grêmio ganhou a Copa. É o maior campeão de Copas no Brasil. É o Rei de Copas. E só o Grêmio para me fazer chorar de alegria após as tristes emoções que marcaram os últimos dias.

 

Por tudo isso e por tudo que você já me proporcionou na história: obrigado, Grêmio!

Um comentário sobre “Avalanche Tricolor: obrigado, Grêmio!

  1. Caro Milton estive na Arena nesta noite magica e inesquecível para todos nós Gremistas. Tudo perfeito coroando com chave de ouro o magnifico trabalho de todos lá no Gremio. Neste momento estou no aeroporto aguardando o vôo e curtindo essa noite que poderia não acabar mais. O campeão voltou. Saudações Tricolores!

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