
O rádio brasileiro tem agora uma data oficial a celebrar. Com a nova lei assinada pelo presidente Lula, o 25 de setembro passa a ser o Dia Nacional do Rádio. A decisão ratifica uma escolha feita pela ABERT — que reúne emissoras de rádio e TV — em 1966, ao simbolicamente adotar a data. O motivo? Foi em 25 de setembro de 1884 que nasceu Edgar Roquette-Pinto, pioneiro da radiodifusão no Brasil e fundador da primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Roquette-Pinto transformou o rádio em um meio poderoso de educação e cultura.
Mas não pense que essa é a única data no calendário do rádio. Além do 25 de setembro, temos o 13 de fevereiro, Dia Mundial do Rádio, criado pela UNESCO para lembrar a primeira transmissão da Rádio das Nações Unidas, em 1946. E, ao olhar a folhinha pendurada na geladeira, você ainda vai deparar com o Dia do Radialista. Sim, duas vezes! A data oficial é 7 de novembro, em homenagem ao aniversário de Ary Barroso. Mas há também o 21 de setembro, vinculado à regulamentação profissional da categoria no governo Vargas.
E, para complicar um pouco mais esse calendário já agitado, que tal incluir mais uma data? Proponho o 21 de janeiro, aniversário do padre Roberto Landell de Moura. Esse padre brasileiro e gaúcho foi o responsável pela primeira transmissão de voz por ondas de rádio no mundo, em 1899 — antes mesmo do italiano Guglielmo Marconi. Apesar de injustiçado e pouco reconhecido, Landell merece nosso aplauso, talvez com um “Dia Nacional da Invenção do Rádio.”
Brincadeiras à parte, para quem apresenta um programa radiofônico, como eu, todos os dias são uma celebração ao rádio. Cada transmissão é uma oportunidade de fazer o melhor trabalho possível para homenagear quem realmente importa: o ouvinte.
Afinal, mais do que datas, o que define o rádio é o seu impacto diário nas nossas vidas, unindo informação, cultura e emoção com a mesma sintonia.