Mundo Corporativo: pense simples, seja ágil e não tenha medo de errar, ensina Gustavo Caetano

 

 

“Muitas coisas estão na nossa frente, muitas oportunidades estão na nossa frente, e a gente não enxerga, porque a gente tende a achar que as coisas são mais complexas do que elas são”. Foi pensando assim que Gustavo Caetano descobriu a solução para um problema que emissoras de televisão enfrentavam diante da necessidade de enviar vídeos para suas afiliadas, no Brasil. Fundador da Samba Tech, Caetano usou essa tese para criar vários dos seus negócios. Hoje é reconhecidamente um empreendedor bem sucedido e compartilha sua experiência em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Apesar dos bons resultados, não esconde de ninguém que falhou muito durante sua carreira: “falhar é parte do processo de inovação”. Caetano lançou o livro “Pense Simples – você só precisa dar o primeiro passo para ter um negocio agir e inovador” (Editora Gente)

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Avalanche Tricolor: que venha o título da Libertadores!

 

Cruzeiro (3) 1×0 (2) Grêmio
Copa do Brasil – Mineirão – BH/MG

 

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Luan antes de colocar Barrios na cara do gol (reprodução SporTV)

 

Algumas horas já se passaram desde a frustrada tentativa de chegar a mais uma final de Copa do Brasil. Seria a chance de seguirmos fazendo história na competição que inauguramos com um título, em 1989; na qual acumulamos mais vitórias do que qualquer outro participante e em que tínhamos a oportunidade de vencer duas vezes seguidas, algo inédito. Além disso, estaríamos muito mais próximos de garantir ao menos uma das cinco conquistas possíveis neste ano – o que seria prêmio merecido ao time que tem apresentado o mais vistoso futebol da temporada.

 

Nem sempre as coisas são como deveriam ser. Ou gostaríamos que fossem. Deixa-se de fazer o resultado mais amplo em casa, mesmo que o placar nos tenha sido favorável; a bola matadora não é executada com a necessária precisão, como poderia ter ocorrido aos cinco minutos de jogo; alguém aparece mais livre do que seria admissível na nossa área; e, mesmo quando temos a chance de recuperação, desperdiça-se um pênalti atrás do outro. É uma sequência de fatores que conspiram contra nosso desejos. Coisas do futebol.

 

A vantagem de escrever à distância é que as palavras já não são mais escritas com a melancolia da frustração. Os primeiros sentimentos pouco católicos provocados pela graça não alcançada já não ficam nos tentando e cochichando no ouvido para influenciar nossa opinião. E a razão se eleva, permitindo um olhar mais equilibrado e menos dolorido.

 

Claro que não foi a busca pela razão que me afastou desta Avalanche por mais horas do que estou acostumado. Geralmente, o texto flui assim que o árbitro encerra a partida. Ontem não dava para fazer isso. A decisão estendida da vaga à final me levou para cama muito mais próximo do horário de acordar do que eu imaginava. Não bastasse o jogo terminar tarde, mais tarde ficou até a batida no coração voltar ao normal – já era madrugada e foi de madrugada que sai de casa.

 

Com a razão e o olhar em perspectiva evita-se culpar um erro qualquer e individual: os torcedores tendemos a procurar um algoz para justificar nossas derrotas, pois assim não precisamos admitir que, em algum momento, o adversário foi superior ou competente. Justifica-se a perda pelo destino que nos tirou o melhor zagueiro em atividade no Brasil mesmo que seu substituto em nada tenha comprometido, ao contrário. Fixamo-nos naquele ali que só assistiu ao adversário saltar para marcar seu gol quando deveria estar mais próximo. Ao apagão que possa ter impactado o craque da competição. Às vezes a desculpa está na decisão do técnico em ter deixado no banco um jogador em detrimento de outro. Em outras, é este fantasma dos pênaltis que nos ronda já faz algum tempo e faz com que a bola seja precisamente chutada na trave. Somos tão irracionais que agora alguns de nós colocam a culpa na preservação da equipe, estratégia usada para poupar nossos titulares de um calendário intenso de jogos e decisões.

 

Distante, descansado e consolado, tendo a ser mais razoável. Afinal, sei que o futebol tem dessas coisas, não é exatamente um esporte justo, especialmente em competições em que toda partida pode ser decisiva. Procuro ver o copo meio cheio e deixar o vazio da derrota para os inimigos do futebol bem jogado. Sim, porque perder a Copa do Brasil, esta que temos aos montes no armário do clube, tem apenas um aspecto preocupante a meu ver: o risco de terminarmos esta temporada sem um título, o que seria uma injustiça absurda ao estilo de jogo que temos apresentando e reforçaria a tese dos adeptos do futebol burucutu, emburrado e sem graça que muitas vezes rondou nosso gramado.

 

Sem a Copa, diante da falta de privilégio ao Brasileiro e, claro, pelo amor que temos a esta camisa tricolor: que o Grêmio seja campeão da Libertadores! O futebol de qualidade, com estilo e inteligência merece este título.

Poluição visual na Marginal: um susto e uma esperança

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A utilização da parceria com as empresas privadas para financiar melhorias para a cidade sempre foi um tema destacado na fala de João Doria, como candidato e como Prefeito de São Paulo.

 

Esta proposição, dada a competência empreendedora do prefeito e de sua facilidade em aglutinar os mais destacados empresários do país, poderia criar uma expectativa mercantilista na administração de Doria. E até ameaçar a Cidade Limpa.

 

Entretanto, logo que assumiu, a Administração Doria lançou a bandeira da Cidade Linda. Tão louvável quanto a Cidade Limpa. Foi uma importante sinalização em termos de preservação e de preocupação com o meio ambiente paulistano.

 

Surpreendentemente agora o Prefeito vem a público para referendar a notícia de que irá flexibilizar a Lei Cidade Limpa, para efetivar as reformas necessárias e as melhorias devidas nas Marginais.

 

Um susto e tanto se considerarmos que a Lei Cidade Limpa é hoje um marco na imagem de São Paulo. Tanto no âmbito nacional como internacional, tendo se alinhado como um modo paulistano de tratar o visual urbano. E que tem sido copiado por cidades até fora de nossas fronteiras.

 

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Imagens publicadas na revista VejaSP comparando antes e depois da Cidade Limpa

 

De outro lado, se considerarmos a competência do Prefeito em sensibilizar os grandes empresários, a implantação desta parceria terá significativa adesão, o que aumenta a apreensão.

 

Nesta altura, fui até a idealizadora da Cidade Limpa, a arquiteta Regina Monteiro, e, do susto, passei à esperança.

 

Regina Monteiro é hoje Assessora do Presidente da SPUrbanismo e está incumbida de fazer o Plano Diretor da Paisagem de São Paulo. Cargo e função que recebeu recentemente do Prefeito João Doria ao procurá-lo e externar a sua preocupação com a cidade neste aspecto de paisagem urbana.

 

Mérito para Doria que soube atribuir importante cargo e função a quem já mostrou que sabe idealizar e realizar leis e obras para beneficio de São Paulo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Tá esperando o quê? Câmara não cumpre lei da transparência, em SP

 

 

Por Marcia Gabriela Cabral
Advogada, especialista em Direito Constitucional e Político,
Integrante do Adote um Vereador

 

 

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É público e notório que devido às práticas improbas dos governantes, os cidadãos necessitam acompanhar e exercer o controle social das atividades desenvolvidas pelos membros dos Poderes do Estado. Para permitir isso e tornar efetivo o princípio constitucional da publicidade, o Brasil, em 2011, sancionou a Lei de Acesso à Informação (LAI) que possibilita o exercício da fiscalização por meio do acesso aos dados públicos.

 

 

No entanto, o site da Câmara dos Vereadores de São Paulo não possui à disposição da sociedade um sistema eletrônico conhecido como “e-SIC” (Sistema de Informação ao Cidadão), que segundo a LAI é o sistema no qual o cidadão faz sua solicitação de informação e acompanha o andamento do requerimento junto ao órgão público.

 

E-SIC

 

Na Câmara o setor responsável pela aplicação da LAI é a Ouvidoria, contudo, já se passaram seis anos da vigência da LAI e o Poder Legislativo paulistano não respeita a lei em sua totalidade.

 

 

A Câmara disponibiliza apenas a transparência ativa (informação franqueada espontaneamente), porém, em relação à transparência passiva (informação que não se encontra disponível), embora seja possível requerer uma informação, ao fazê-lo o cidadão não recebe de imediato o protocolo, não pode anexar arquivos para embasar seu requerimento, não há a possibilidade de recorrer e não possui o histórico dos seus pedidos de informações para realizar o seu acompanhamento.

 

 

Diante desta realidade, foi questionado na Câmara o motivo pelo qual a mesma ainda não disponibiliza tal mecanismo previsto na legislação. Segue o pedido de informação realizado em 24 de maio de 2017:

 

 

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A resposta foi fornecida em 30 de junho de 2017, ou seja, após o decurso do prazo que compreende 20 dias, sem que houvesse qualquer dilação do mesmo por parte da Ouvidoria. Além de não respeitar o prazo legal, portanto, mais um ato em desconformidade com a LAI, a resposta foi totalmente evasiva.

 

 

Segue a resposta genérica alegando que o sistema e-SIC será implantado, sendo que só está dependendo da vontade da Ouvidoria da Casa.

 

 

EMAIL 2

 

 

Apenas a título de exemplo, a Câmara Municipal de Guarulhos possui o e-SIC a disposição do cidadão, assim como diversos outros parlamentos. Até mesmo nas cidades menos estruturadas, as Câmaras tem um mecanismo destinado a transparência passiva.É inconcebível que o maior Parlamento municipal do país ainda não possua seu respectivo e-SIC.

 

O que estaria aguardando a Ouvidoria da Câmara?

 

Avalanche Tricolor: meu programa preferido na TV foi oxo

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Meu programa preferido na televisão mudou de horário, neste domingo. Foi ao ar pela manhã, ainda quando a maioria da turma na vizinhança dormia. Aqui em casa, também. Todos preferiram ficar embaixo das cobertas. Não era para menos, fazia frio e chovia, em São Paulo. A temperatura variou dos 15 aos 17 graus, um pouco mais alta só do que em Porto Alegre. Como estou acostumado a madrugar, ver o Grêmio às 11 horas, convenhamos, estava longe de se transformar em sacrifício. Ao contrário, programa de primeira e no conforto da minha sala.

 

Pena que o jogo foi oxo, como dizia o narrador da extinta TV Tupi, Walter Abrahão, aqui de São Paulo. Oxo no placar e no futebol jogado. Muito esforço e pouca produtividade. Muito ensaio e pouco protagonismo. Às vezes se tentava um drible, em outras um toque de bola mais rápido. No gol mesmo, quase nada, exceção a uma boa jogada de Everton já no segundo tempo, que se completou com a precipitação de Kaio para fora. O adversário impôs mais perigo do que nós, o que ao menos serviu para testar Paulo Victor e mostrar que estamos em boas mãos. De resto, desperdício. Falta de criatividade. Oxo.

 

O time alternativo, ops, reserva do Grêmio tenta jogar no mesmo molde que o titular. Faz parte da mesma ideologia. Não poderia ser diferente. Por que então não funciona da mesma forma? Claro, tem a ver com a qualidade técnica de jogadores: ninguém conseguiria manter dois times – titular e reserva – com atletas do mesmo nível. Mas tem também a ver com um aspecto tático importante, que faz muita diferença dada a maneira com que o futebol gremista se desenvolve.

 

Um dos motivos que põem o Grêmio acima da média dos demais clubes brasileiros é o fato de ter passe preciso e veloz. Isso ocorre não apenas pela qualidade do passe dos seus jogadores, mas pelo posicionamento daqueles que vão receber a bola. No plural mesmo. Porque cada jogador que está com a bola tem mais dois se movimentando próximo para recebê-la. Com opções para passar, o marcador tem dificuldade para interceptar. E assim evolui o futebol gremista.

 

No time reserva, tenta-se o mesmo ritmo de passe, mas falta entrosamento. O que é totalmente justificável. Nem todos os jogadores conseguem se movimentar de maneira harmônica e o jogo não flui, passa a depender mais do desejo em acertar e de algumas jogadas individuais. Infelizmente nada disso deu certo neste domingo pela manhã e o elenco do meu programa de TV preferido teve uma perfomance sem muita graça, abaixo da esperada. Foi oxo.

 

Agora não pense que saio de frente da televisão frustrado pelo resultado, mesmo porque sei que o sacrifício de hoje está diretamente relacionado às necessidades de quarta-feira quando se conquistarmos um “OXO” maiúsculo estaremos mais uma vez na final da Copa do Brasil.

Conte Sua História de SP: uma carta escrita pelo livreiro da cidade

 

Por José Xavier Cortez
Ouvinte da rádio CBN

 

 

Esta é uma carta de alguém que se tornou editor e livreiro nessa cidade.
Cidade que acolhe pessoas que aqui aportam, vindas desse mundão de meu Deus, e o fazem sem indagar, sem exigir, sem distinguir se sua busca quer o bem ou não. Aqui nos fixamos.

 

Chegamos às vezes trazendo apenas uma única indicação, ou simples carta de apresentação para nos mostrarmos aos residentes daqui. Indicação ou apresentação obtidas por vezes junto a alguém conhecido na nossa origem, parente ou não.

 

As incertezas, o pavor, o medo, nos acompanham. De repente você se vê tão pequeno, diminuído, com pouco ou nenhum saber no meio dessa multidão, que está a disputar e a conviver com todas as bondades, riquezas e mazelas da grande cidade.

 

Minhas lembranças voltam no tempo. Só hoje, não sei porque não pensei nisso antes. Resolvi agradecer de coração por tudo o que de bom o povo dessa cidade de São Paulo me proporcionou e ainda me proporciona.

 

Quando aqui cheguei, no dia 05 de janeiro de 1965 não imaginava que quarenta anos depois, em 2005, receberia o tão honroso título de cidadão paulistano concedido a mim pela Câmara Municipal de São Paulo.

 

E não imaginava também que essa honra, 51 anos após minha chegada, se ampliaria a ponto de ver uma escola pública estadual da cidade de São Paulo ser denominada Escola Estadual José Xavier Cortez, homenagem sancionada pelo Governador de São Paulo, Gerald Alckimin, em 2016, ambas as indicações formuladas pelo vereador e posteriormente deputado estadual Carlos Giannazi.

 

Por que a mudança para São Paulo?

 

A punição que me impôs o regime militar em 1964 me fez mudar do Rio de Janeiro para cá. Não tinha profissão, mas tinha vontade ferrenha e muita disposição para ir à luta, para crescer, para me desenvolver como pessoa e como cidadão.

 

O que eu não queria mesmo era voltar para o local de onde saíra dez anos antes, o sertão do Rio Grande do Norte, sem conhecimentos, a não ser aqueles que você adquire observando o cotidiano das grandes cidades e que se traduzem no corre corre das pessoas, nas enchentes, nas favelas, na miséria, na riqueza não distribuída, nos crimes, etc.

 

Foi dentro desse contexto que consegui meu primeiro emprego sem carteira assinada, como lavador de carro num estacionamento que ainda existe hoje, na Rua Asdrubal do Nascimento, no centro de São Paulo.

 

Tenho apreço e orgulho de viver e trabalhar com minha família nessa cidade.
Foi ela que me ofereceu toda infraestrutura para minha aprendizagem e meu crescimento, tendo contribuído decisivamente para que eu construísse e consolidasse aquilo que sou e que faço hoje: ser um editor e livreiro em permanente comunhão com a metrópole.

 

José Xavier Cortez é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história: escreva para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Fábio Astrauskas diz como evitar os erros mais comuns que levam sua empresa para o buraco

 

 

“A crise chega aos poucos na empresa, ela dá sinais que vão evoluindo ao longo do tempo”. E esses sinais, citados por Fábio Astrauskas, professor do Insper e CEO da Siegen, especializada em reestruturação de empresas, aparecem em três grupos: gerenciais, operacionais e financeiros. Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Astrauskas sugere que os administradores das empresas construam estruturas de prevenção à crise.

 

O Mundo Corporativo é transmitido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN ou no domingo, às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Avalanche Tricolor: o Rei de Copas vence mais uma vez

 

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Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

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Barrios comemora o gol da vitória (reprodução SporTV)

 

 

(não me pergunte o motivo, mas este texto escrito logo após a partida de ontem à noite, não foi publicado; percebi a falha apenas agora e alertado por @seualgoz que toda semana me dá uma baita colher de chá postando meus textos no blog Imortal Tricolor; mesmo fora de hora, faço a publicação agora; perdão, caro e raro leitor desta Avalanche)

 

Um jogo de 180 minutos dizem quase todos ao se referir às decisões da Copa do Brasil. Ouvi da boca de um técnico e de outro, antes do jogo. Na dos comentaristas, também. No bate-papo de boteco, não poderia ser diferente. Têm razão todos eles se levarmos em consideração que só estaremos na final da Copa se obtivermos vantagem sobre o adversário no placar agregado, da primeira e da segunda partida.

 

O que poucos dizem é que para o Grêmio os jogos da Copa do Brasil não têm apenas 180 minutos; têm uma história a ser contada que se iniciou na primeira edição da competição e já nos fez campeão cinco vezes até agora. Cada vez que entramos em campo, somos o dono do cinturão, o lutador que é desafiado por todos seus adversários, o Rei de Copas a ser abatido. E por sabermos disso, nossa partida começa muito antes do apito inicial do árbitro. No caso de hoje, começou no fim de semana quando aceitamos levar a campo o time reserva para disputar o Campeonato Brasileiro mesmo jogando em casa e com chances de nos aproximarmos do líder.

 

Aqueles jogadores que encararam a falta de entrosamento e a desconfiança de parte dos torcedores foram fundamentais para permitir que os titulares focassem suas atenções à defesa do título, na noite desta quarta-feira. E se a maior parte de nós não percebeu isto, o goleador Barrios fez questão de demonstrar ao comemorar nosso único gol da partida abraçando um a um dos jogadores que estavam no banco. Um gol com a marca do Grêmio de Renato, que surgiu na roubada de bola, na transição veloz para o ataque, nos passes rápidos e precisos do meio de campo ao ataque e no oportunismo de nosso centroavante.

 

Saímos da primeira partida da semifinal com um gol de vantagem e sem levarmos nenhum, o que diante do regulamento da Copa do Brasil faz uma baita diferença, especialmente se levarmos em conta a forma como o Grêmio tem se comportado nas decisões fora de casa. Nada está resolvido, é verdade. Até porque teremos do outro lado um técnico que respeitamos, um time que também tem história e um estádio lotado de torcedores dispostos a chegar à final tanto quanto nós. Certamente a batalha será dura e o desafio enorme, mas nada que assuste um time consagrado com o título de Rei de Copas

 

Barriga no balcão e inovação

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Tivemos uma terça-feira em que o mundo corporativo não passou despercebido na mídia. Pela manhã, aqui no Blog, Mílton Jung apresentou uma chamada para dicas empreendedoras que facilitam o conhecimento das marcas e de seus consumidores. Logo depois à noite, William Bonner no Jornal Nacional mostrou reportagem sobre novidades em produtos e aplicativos que ajudarão o consumidor, tornando a sua compra ou o seu uso mais eficaz.

 

Como barriga no balcão e inovação sempre merecem comentários aqui vão alguns.

 

Na ascensão das primeiras marcas nacionais de moda, seus donos – Renato Kherlakian da Zoomp, Tufik Duek da Forum, André Brett da Vila Romana, etc. – circulavam variavelmente nos Shoppings durante a semana, e certamente aos sábados. Sós, ou com suas equipes.

 

É verdade que com o passar do tempo, esse hábito foi desaparecendo. Uma pena, pois certamente contribuíram no desempenho e desenvolvimentos de marcas e produtos. São poucos os remanescentes, assim como poucas as marcas que continuaram fortes.

 

Outra forma simples e eficiente de obter importantes informações é a Lista da Vez. Ou seja, um controle em que a equipe de vendas anota todos os clientes que entram na loja. Indicando o que foi comprado e o que não foi comprado. Quanto e Por quê. Simples e eficiente, gerando daí os principais parâmetros do varejo. Taxa de conversão, Número de peças por atendimento, Ticket Médio e Preço Médio de Venda.

 

Quanto à inovação, o engenheiro Fabio Piva apresentou no Jornal Nacional um aplicativo que poderá eliminar as filas nos caixas. Pelo celular o consumidor fará o seu pagamento. Entretanto, até que o novo aplicativo seja ajustado é bom lembrar que a utilização da equipe de vendas para efetuar a função de caixa também acaba com as filas. A simplicidade neste caso é tão evidente quanto é surpreendente que as lojas de forma geral ainda mantenham os caixas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.