Engajamento de jovens revela força do esporte eletrônico e desenvolve novo mercado, no Brasil

 

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Dois jovens disseram que deixariam de ir a escola para assistir ao jogo; outros lamentavam o horário da partida, mas se comprometeram a, na sala de aula, não tirarem o olho das redes sociais, na torcida para que os resultados fossem atualizados a cada segundo. Comportamento que eles próprios revelaram ao trocarem mensagem em um dos sites que costumo consultar para entender o que acontece com as novas gerações – o MaiseSports.com.br.

 

A motivação dessa garotada, diferentemente do que você, caro e raro leitor, imagina está distante da estreia da seleção brasileira de futebol nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia. A disputa que mobiliza jovens aqui no Brasil e em diversas partes do planeta ocorre, neste momento, na França e em cenário virtual onde são travadas as batalhas do League of Legends, jogo que se encaixa no conceito de esportes eletrônicos e, consta, é o mais praticado do mundo, com 68 milhões de jogadores ativos.

 

Importante não confundir videogame com e-Sports. É verdade que o e-Sports nasce como videogame, mas o que o eleva a categoria de esporte eletrônico é o engajamento da comunidade. É preciso que seus jogadores se mobilizem e comecem a criar um cenário competitivo. Ou seja, não depende da vontade da empresa que o criou, mas das pessoas que o praticam. Se elas abraçarem aquela ideia, o negócio vai para frente, a disputa ocorre, os times se formam, as competições são organizadas e o dinheiro aparece.

 

As partidas de League of Legends, por exemplo, são assistidas pela internet em tempo real com transmissão de alta qualidade e análises técnica e tática especializadas. Os times formados por cinco atletas somente chegam a esse nível graças a estrutura profissional que lhes é oferecida pelos organizadores e patrocinadores. Entre os maiores times do mundo, há um brasileiro, paiN Gaming, e não é a primeira vez que representantes nacionais têm o privilégio de conquistar uma vaga no Mundial. Mesmo que distantes dos sul-coreanos que dominam o LoL, nossos jogadores já foram capazes de comemorar suas vitórias nas rodadas iniciais da competição, surpreenderem adversários e criarem seus ídolos.

 

Há quem se anime e arrisque dizer que um dia os jogos eletrônicos poderão se transformar em modalidade olímpica. Acho um exagero, mas como desconfiar do poder desta turma que está em um mercado que movimentou U$24 bilhões só no ano passado. Já há cidades no mundo que foram capazes da capitalizar a admiração do público pelos jogos eletrônicos como é caso da polonesa Katowice, que sediou competições e entrou no roteiro turístico dos gamers, e da alemã Berlim, considerada pólo de games na Europa.

 

O Brasil, como sempre, tem forte potencial para crescer, pois seriam 45 milhões de jogadores espalhados por aí e mais uma enormidade de pessoas com telefones celulares em mãos dispostas a encontrar uma modalidade eletrônica para disputar. Atualmente, os desenvolvedores têm olhado com carinho para soluções móveis que facilitem o acesso ao e-Sport. São Paulo lidera a lista de praticantes, o Rio encheu o Maracanazinho para um final nacional de LoL, e disputas da modalidade foram capazes de mobilizar milhares de pessoas em estados do Sul e do Nordeste.

 

Nesta semana, entrevistei Danilo Salgueiro, um jovem empreendedor que, entre quatro das suas empresas, criou uma agência de publicidade especializada em esportes eletrônicos e videogames. No CBN Young Professional, que vai ao ar às segundas e domingos, no Jornal da CBN, o dono da Egg&Bacon explicou que existe um ecossistema de games formados por vários agentes, tais como jogadores, treinadores e outros profissionais da área que são alvos de marcas e empresas dispostas a associar sua imagem a deles. Você já encontra, inclusive, jornalistas especializados no tema – coisa que, registre-se, eu não sou, apesar de admirar a prática e me entusiasmar com os resultados.

 

De acordo com Salgueiro, as marcas já enxergam o esporte eletrônico como uma mídia a se investir, especialmente nos mercados dos Estados Unidos, China e Coréia do Sul – necessariamente nesta ordem, pois os chineses, há pouco tempo, atropelaram os sul-coreanos, apesar da supremacia técnica destes últimos. No Brasil, diz ele, “ainda não se faz da forma como deveria, não se olha como uma mídia consolidada, é preciso fazer um trabalho de convencimento muito forte apesar dos resultados que obtivemos até aqui”. As ações, porém, já ocorrem desde o patrocínio de atletas e eventos até o lançamento de produtos especificamente para as modalidades eletrônicas. Com a experiência desenvolvida e para ir além, a Egg&Bacon já negocia a abertura de escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

O esporte eletrônico no Brasil ainda está distante de movimentar os mesmos milhões de reais e milhares de pessoas que o futebol é capaz. Mas a profissionalização dos diferentes agentes que envolvem a modalidade sinaliza a importância econômica que o setor começa a ter no país. Não estranhe se, em breve, Amir Somoggi, especialista em gestão de esportes, que você ouve aos domingos na CBN e lê na privilegiada lista de influenciadores do Linkedin, dedique parte das suas análises para o e-Sport.

O rádio em que narrei meus jogos de botão

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Em sua última Avalanche Tricolor antes do recesso do futebol dos clubes – o que mais me agrada,diga-se de passagem – o Mílton filho me surpreendeu quando, no seu blog,a foto que ele usou me despertou o tipo de saudade que vai e que vem e, mesmo às vezes tardando, ressurge na minha mente. Ocorre que ele colocou uma foto de seus velhos botões,inclusive com o rosto do Danrlei em um deles.

 

Para quem não leu a Avalanche que me trouxe boas lembranças,explico que os “jogadores” eram azuis e o Mílton,no seu texto,escreveu que eles deveriam estar em algum lugar entre Porto Alegre e São Paulo. Disse-lhe que estavam comigo,guardados há não sei quantos anos. Valeu a pena o meu zelo não apenas com esses botões azuis,mas com todos os demais,guardados com carinhoso cuidado em uma caixa de sapatos,na companhia das goleiras,essas roídas e cansadas de tanto esperar por Danrlei.

 

O meu passado com botões é bem mais antigo do que o do Mílton. Os meus primeiros adversários em campeonatos e amistosos ocorreram no pátio da minha casa,na inesquecível Rua 16 de Julho. Não é só dos botões que lembro com saudade,mas dos meus adversários,amigos que cultivei até e mudar de residência. Deixei a casa paterna e fui morar sozinho já me considerando maduro e pronto para casar com Ruth,cujo pai,que era construtor,havia erguido um pequeno edifício. Casei e,finalmente,fiquei acompanhado pela minha jovem mulher.Jacqueline e Mílton nasceram quando ainda morávamos na Cairu,ambos no Hospital Cristo Redentor. O Christian veio à luz no Moinhos de Vento.

 

Com um ano,o Mílton fez companhia aos pais e aos irmãos.Então,havíamos nos mudado para a Saldanha Marinho. Os botões do Cruzeiro,Grêmio,Barcelona e Santos,foram chamados à luta novamente. Os amigos de minha infância ficaram na 16 de Julho. Eu já estava na Rádio Guaíba. Primeiro,jogávamos na casa de um deles. Depois,nas mesas da Associação dos Cronistas Esportivo. Os meus adversários eram os colegas da Guaíba e do Correio do Povo.

 

Sou obrigado a confessar que o episódio mais marcante deste botonista teve lugar na mesa do pátio da casa da 16 de Julho. O meu pai comprara um rádio – o Wells – importado dos Estados Unidos.Descobri, não queiram saber como, que o aparelho possuía uma entrada para toca-discos. Não sei o que deu na minha cabeça,mas resolvi plugar um par de fones de ouvido na tal entrada. Usei um dos fones como se fosse um microfone e,”milagre”,a minha voz saiu clara pelo alto-falante do Wells. Os vizinhos não devem ter ficado contentes com a narração dos nossos jogos de botão feitas por mim.

 

Não recordo se foi nos fones de ouvido que, pela primeira vez, ouvi minha voz não no “rádio”. Logo eu estava dando pitacos na “Voz Alegre da Colina”. Com certeza, foi a primeira vez que falei alto e bom som em um microfone de verdade. “A Voz Alegre da Colina” foi o primeiro movimento para que se angariasse fundos destinados a fazer da igreja situada no topo de uma colina a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.

 

Depois disso,parei de bancar o locutor:fiz um teste na Rádio Canoas,passei e nunca mais deixei o rádio tendo trabalhado apenas em duas emissoras:a Canoas e a Guaíba.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista,radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Foi um prazer conhecer Roger

 

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Conhecia Roger como ídolo da época em que jogava. Depois, como admirador pelo trabalho que vem realizando no comando técnico do Grêmio. A ESPN Brasil me ofereceu a oportunidade de ser apresentado pessoalmente a ele ao me convidar para entrevistá-lo no programa Bola da Vez, ancorado pelo polivalente Dan Stulbach, também meu colega de rádio CBN, e com participação do comentarista Mauro Cezar. Tanto quanto a conversa que foi ao ar na noite de terça-feira, o bate-papo que tivemos fora do programa foi enriquecedor.

 

Falamos muito de futebol, mas não somente sobre ele. Conversamos sobre momentos da infância e dificuldades superadas, que forjaram seu caráter e revelaram sua personalidade. Descobri um pai de família zeloso que, ao parar de jogar, entendeu que a mulher, dedicada a ele nos 17 anos em que esteve dentro de campo, merecia ter seu espaço para retomar a carreira profissional. Pai que não permite que suas meninas, com 7 e 9 anos, assistam à televisão sem que os programas sejam pré-selecionados. Nem entrega nas mãos delas computador e celular pois pretende manter o controle sobre o conteúdo que elas recebem.

 

Ao chegar na sala de espera da ESPN, Roger preferiu ficar em pé, posição que lhe oferecia mais conforto diante da dor provocada por três hérnias de disco que tendem a lhe incomodar, principalmente em momentos de pressão. Trata a situação com a mesma aparente calma que orienta seus jogadores no vestiário. Disse que jogar bola é sentir dor: “quando acordava sem dor, dava uma canelada no pé da cama, porque senão algo não estava normal naquele dia”.

 

Tentei descobrir o que o tirava do sério, pois mesmo na tensão do jogo tendia a falar baixo. No ar, falou pouco sobre o assunto. Fora dele, deixou claro que jogador desleixado o faz perder a paciência. A impressão que tive é que a falta de compromisso de alguns atletas, o remete a situações vividas no passado. Mesmo nessas situações, contudo, é capaz de refletir sobre sua reação, discute a situação com a mulher, especialista em recursos humanos; se precisar, vai ao divã, pois há anos realiza terapia. E se perceber que exagerou, pede desculpas, pois sabe que a humildade tem de ser exercida especialmente pelos que assumem posto de liderança.

 

Aliás, uma das coisas que me chamaram atenção na fala e comportamento de Roger foi a visão estratégica que tem da vida – do futebol, também, mas isto nós já sabíamos, haja vista o desempenho do Grêmio na competição. Planejou sua carreira, estabeleceu metas para cada dez anos, identificou o momento de parar de jogar, e determinou que se em cinco anos não fosse técnico de um grande clube brasileiro trocaria de profissão. Tem agora outras metas: ser campeão pelo Grêmio até o ano que vem, quando vê boas perspectivas para o time, isso se não conseguir diminuir a diferença para o Corinthians já este ano, no Campeonato Brasileiro. Deixará a carreira aos 55 anos de idade, mas ainda não decidiu o que fazer. A persistirem os sintomas, se transformará em gerente ou dono de algum clube de futebol.

 

Mostrou-se entusiasmado quando lhe entreguei um exemplar do livro “Comunicar para liderar”, que escrevi em parceria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos. Prometeu “devorá-lo” no voo de volta a Porto Alegre, pois o uso da comunicação nas relações interpessoais, disse Roger, tem sido tema de muitas conversas entre ele a mulher, em casa. Torço para que tenha lido e aprovado. Deixou claro que dá muito valor a palavra, além de valorizar o vocabulário. Sabe que mal colocada pode causar problemas de relacionamento no grupo. Mas quando usada com precisão, é capaz de transformar comportamentos.

 

Uma das histórias do futebol que me chamaram atenção foi quando contou sobre a conversa que teve com Douglas para mostrar a utilidade do camisa 10 no time, inclusive na marcação, pois nosso mais talentoso jogador do elenco tem capacidade de recuperação e controle do espaço, o que provoca erros de passe do adversário. Valores que as estatísticas não mostram e parte da torcida gremista não reconhece. “O que falam e pensam do nosso trabalho, não temos controle, o que você pensa sobre você mesmo, isso você é capaz de controlar”, disse o técnico em ensinamento que vale para Douglas, para mim e para você. E, claro, serviu muito para aquela equipe que encontrou desacreditada e colocou entre os melhores times do futebol brasileiro.

 

Aos caros e raros leitores que deixaram sugestões de perguntas, aqui e no blog do Imortal Tricolor, antes de mais nada agradeço pela colaboração. Muitas não puderam ser feitas e algumas foram atendidas no decorrer da conversa, como a que explica o baixo aproveitamento nas cobranças de falta e escanteio. Também respondeu aos que cobram o aproveitamento de jovens talentos na equipe principal mostrando que o percentual de garotos é alto, e mais não põe no time porque entende o risco que correm ao serem expostos sem estarem devidamente amadurecidos.

 

A pedidos, perguntei sobre a ansiedade do torcedor na busca de títulos e quanto isso poderia atrapalhar a construção do time para o ano que vem. Prefere usar esse desejo que considera justo, por gremista que também é, como motivador para a equipe. Por falar em ser gremista, foi perguntado quem é o melhor técnico que conhece e não titubeou: Tite. Quem é o melhor time: o Grêmio. E você treinaria o Inter? Disse que tem uma relação histórica com o Grêmio e, acrescentou: me preparei para treinar grandes times (entenda como quiser essa resposta).

 

Foi um grande prazer, Roger!

 

Aqui você assiste ao Bola da Vez com Roger Machado

Menos blablablá e mais www

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Em mercados em crise, o habitual blablablá fortalece o infortúnio. Afinal, a expectativa é um dos fatores que influencia a economia. Se for negativa, tanto pior. Entretanto, a dificuldade pressiona rupturas e inovações. E, por incrível que pareça, o momento é de extrema potencialidade para novos serviços e produtos. Só no meio virtual é imenso o universo a ser explorado. O mundo físico será levado por bem ou por mal à web ou às nuvens.

 

Aqui mesmo no BLOG, sexta feira, o Ricardo Ojeda abordou o uso das mídias sociais no mercado do luxo, citando benefícios e riscos, que, aliás, acho que os riscos são administráveis. Precisamos apenas nos adaptar à amplitude e à velocidade da web, pois é muito maior daquilo com que nos acostumamos no mundo físico.

 

Ainda no âmbito da moda o Pedro Diniz na FOLHA de segunda informa de Paris, que a semana de Moda foi dominada pela disputa de “likes” pelos estilistas, com destaque para Balmain, que mergulhou de alma na web.

 

Na área de serviço começam a aparecer soluções para as mais elementares necessidades de controle e gestão das documentações. Visitando uma startup da área, a PaperOff, ouvi do jovem empreendedor que reduziu significativamente as reclamações trabalhistas e também deixou de perdê-las numa folha de 120 mil funcionários. Recebeu até parabéns de Juiz pela correção dos documentos.

 

Entretanto, não basta estar em WWW para se tranquilizar.

 

Roberto Shinyashiki na entrevista com Milton Jung lembrou que o disquete deu lugar ao cd, que deu lugar para o pendrive que deu lugar para a nuvem, como que dizendo que a incerteza é a única certeza.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, as quartas-feiras

 

O título deste post reproduz mensagem do Banco Original aos seus clientes

 

A foto deste post é do álbum de Arrano no Flickr

Longe Deste Insensato Mundo: uma mulher muito independente

 

 

FILME DA SEMANA:
“Longe Deste Insensato Mundo”
Um filme de Thomas Vinterberg
Gênero: Romance
País:EUA

 

Adaptação do livro “Far From The Madding Crowd” de Thomas Hardy. Ambientada em 1840, a trama conta a história de Bathsheba Everdeen, uma mulher muito independente para os padrões da época, que recebe uma herança e continua em seu caminho no trabalho voltado à agricultura. Em meio a esse pano de fundo, ela é desejada por três homens e tem dificuldade em viver estes amores pois não sabe qual escolher.

 

Por que ver:
É um filme de época muito bem filmado, com uma história doce e sensual ao mesmo tempo. A história é construída de tal forma que te faz sentir na pele da protagonista em suas emoções.

 

Como ver:
Vinho certeza! Fondue, por que não? Aproveite o resto do friozinho e mande bala! Eu vi no avião sozinha, mas acompanhada do vinho… Bom, também vale!

 

Quando não ver:
Após um animado churras com a galera… Sério gente, não combina… Será tipo comer macarronada com limão… Não funciona. Prefira uma comédia besteirol para acompanhar a bebedeira.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Tudo pelo bem do jogo

 

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Os jornais do fim de semana sempre são lidos com mais tranquilidade, sem a pressa imposta pela rotina do trabalho. Aliás, essa rotina que me impõe sair da cama ainda de madrugada durante a semana, me acostumou mal: aos sábados e domingos, estou em pé quando a maioria das pessoas ainda sonha profundo. Boa oportunidade para o café, o omelete e, claro, a leitura das notícias no silêncio da manhã apenas quebrado pelo bando de sabiás que cerca minha casa (que sejam preservados!).

 

Reforma administrativa e falcatruas da política nacional à parte, duas notícias me chamaram especial atenção.

 

A primeira no mundo do esporte, que estava exposta em todos os jornais e já havia sido divulgada na CBN: os maiores patrocinadores do futebol internacional se uniram para pedir que Joseph Blatter renuncie, imediatamente, da presidência da Fifa, devido a insustentável onda de denúncias que atinge a ele e seus comparsas na entidade. Visa, Adidas, InBev, McDonalds e Coca-Cola – uma gente que investiu US$ 1,4bilhão somente na Copa do Mundo do Brasil – promoveram, na sexta-feira, uma inédita pressão política para afastar o dirigente.A nota da Coca-Cola foi a mais interessante: “Pelo bem do jogo, ele deve renunciar imediatamente para que um processo sustentável de reforma seja realizado”. Pelo bem do jogo?

 

A outra notícia encontrei na coluna de leitura obrigatória assinada por Fernando Reinach, no jornal O Estado de São Paulo, sob o título “O primeiro remédio contra o envelhecimento”. O biólogo diz que duas drogas disponíveis nas farmácias e baratas têm se mostrado promissoras para retardar o envelhecimento, a Rapamicina, um imunossupressor, e a Metformina, que combate a diabete. Por já ser conhecida desde 1960 e não ter praticamente efeitos colaterais, a comunidade médica estaria pronta para iniciar os testes em larga escala, com mais de 3 mil idosos, com a Metformina. Reinach informa que os testes não se iniciaram por falta de dinheiro e interesse, a medida que nenhum laboratório se dispõe a colocar milhões de dólares para conduzir os trabalhos,pois ninguém terá lucro com sua venda, já que a droga não tem mais patente, sem contar que, ao fim dos exames, há o risco de não se confirmar a propriedade esperada.

 

Os laboratórios com sua lógica se equivalem, nesse caso, aos patrocinadores da Fifa que decidiram reagir, como escreveram, “pelo bem do jogo” – expressão que me soou não exatamente como uma referência ao jogo de futebol.Se é que você me entende?

 

A foto que ilustra este post é do álbum de The Open University, no Flickr

Avalanche Tricolor: consolidados na vaga da Libertadores, ganhamos um ponto

 

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Brasileiro – Mineirão

 

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

 

Fui colecionador de times de botão, esporte que era muito praticado antes do surgimento dos jogos eletrônicos conquistarem a garotada com as franquias do Fifa e do PES – Pro Evolution Soccer. Claro que os botões com as cores gremistas eram os que mais faziam sucesso na minha mesa com vitórias heróicas sobre os adversários. Um deles também tinha o azul em destaque, era o do Cruzeiro, time que havia sido comprado pelo pai, se não me engano devido a admiração que ele tinha pelo volante Piazza.

 

Era uma época em que as informações não circulavam com a mesma velocidade de hoje nem era possível assistir aos jogos pela televisão com a mesma frequência. Mas os mineiros tinham conquistado a Libertadores e disputado o Mundial de Clubes, naquele tempo chamado de Copa Intercontinental, quando foram vencidos pelos alemães do Bayer de Munique. Talvez isso tenha levado o pai a encomendar o time de botão do Cruzeiro. Se não me engano, aquele time segue por aí guardado em alguma gaveta entre Porto Alegre e São Paulo.

 

Os tempos mudaram, o Grêmio já até foi campeão mundial enquanto seu adversário ainda não foi capaz de alcançar esta glória. Jogar botão não é mais uma prática tão comum, ao menos para mim, apesar de ainda ser possível encontrar muitos adeptos e minha mesa estar armazenada no depósito de casa. De qualquer forma, as partidas lá em Minas são sempre complicadas, especialmente depois da sequência de títulos que o adversário conquistou no Brasil. E hoje não seria diferente, a começar pelo fato de estarmos enfrentando um daqueles técnicos que admiramos: Mano Menezes, chegado recentemente à equipe de Belo Horizonte.

 

Muitas vezes quando empatamos é comum dizermos que perdemos dois pontos, mas, pelas circunstâncias da partida, arrisco dizer que ganhamos um. Sei lá por quais motivos, atacamos pouco e chutamos menos ainda. Foram apenas duas tentativas no gol adversário e em cobranças de escanteio finalizadas pelo zagueiro Geromel, que voltou ao time (será coincidência que ele voltou e não tomamos gol apesar da pressão sofrida?).

 

Aquela troca de bola precisa e movimentação veloz de nossos jogadores não se repetiram. Fomos incapazes de superar a marcação no meio de campo, coisa que já fizemos contra times muito mais competentes neste campeonato. Até parecia que ainda estávamos de ressaca dos acontecimentos do meio de semana.

 

Bem que Roger fez suas tentativas ao colocar no time, no segundo tempo, Fernandinho, Bobô e Max Rodriguez. Mesmo assim, nosso desempenho ficou aquém do nosso potencial. Menos mal que lá atrás nos mostramos firmes e fortes, reduzindo ao máximo o risco de gol.

 

Alguém haverá de lembrar que desperdiçamos a chance de nos aproximarmos do líder, mas jamais devemos esquecer que se há um título que queremos, este será disputado ano que vem na América, não no Brasil. E, a nove rodadas do fim do Brasileiro, estamos cada vez mais consolidados na vaga que nos credenciará a disputar a Libertadores, campeonato que na época dos meus times de botão jamais imaginara ter o direito de vencer.

 

Obs: nessa terça-feira, o técnico Roger será o entrevistado do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, e eu estarei na bancada de entrevistadores. Se você tiver alguma curiosidade e quiser fazer perguntas a ele, pode deixar registrada aí nos comentários.

De profetas do passado

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Sou a favor da extinção dos profetas do passado. Nada violento, de extinção radical do tipo prisão perpétua ou cadeira-elétrica. Sou a favor da extinção deles, da minha vida; e se eu fosse você faria o mesmo.

 

O profeta do passado tem sempre razão. Não larga o osso nem por decreto. Ao menos tem sido assim desde que eu me reconheço como ser pensante. Aplausos para ele, que já está careca de velho, mas não larga o bastão. Encabeça a minha lista dos alijados.

 

Fala sério, você sabe do que eu estou falando, e aposto que tem ao menos dois na sua agenda de amigos.

 

Você cai na própria armadilha quando está triste, desanimado, derrotado e precisa desabafar. Parece que eles têm radar; estão sempre por perto e interessados pela novidade nefasta. Você se abre e está perdido, meu amigo! Se estava triste, depressivo, inconsolável por um evento qualquer, o profeta saboreia o que você disser, com senho franzido, olhar de desaprovação e um virar para a esquerda e direita da cabeça.

 

Você para de falar, enxuga as lágrimas, e ele cai em cima:

 

– Eu sabia que isso ia acontecer!

 

Isso quando não diz:

 

Eu tinha certeza de que isso ia acontecer!

 

E o hiperbólico:

 

– Eu tinha absoluta certeza de que isso ia acontecer!

 

Cai a cortina, porque você tem vontade de cortar os pulsos, de se atirar da Torre Eiffel, ou mergulhar num dos lixões da cidade. Ele acaba de estraçalhar a pessoa onde você mora, desde que aterrizou no planeta Terra, e de onde vem aprendendo tudo o que pode, na escalada da vida.

 

Na minha lista de extinção também estão os estraga-prazeres. Para qualquer ideia tua, vêm logo com:

 

– Imagina! Sem chance! Perda de tempo! A vida tá difícil. A crise tá pegando. O mercado tá recessivo, a bandidagem tá solta…

 

Eu mandaria os dois times, o dos profetas do passado e o dos estraga-prazeres, – não precisa tirar as crianças da sala porque você sabe que eu sou educada – para uma linda ilha deserta do Pacífico.

 

Teríamos que, eventualmente, mudar o nome do Oceano, mas isso seria bem mais fácil do que ter que lidar com eles.

 

Imagina o cruzamento das duas raças!?

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: a tinturaria do meu tio no Bom Retiro

 

Por Tadeu Magnani

 

 

Década de 50, o terno, vezes incluso colete, era traje diário e também nos finais de semana.

 

Com intensa clientela, meus tios Guilherme, Primo, Casemiro e Mário Magnani eram proprietários da Tinturaria Guarani, no Bairro do Bom Retiro, incialmenteo na Rua Silva Pinto, depois na Rua Joaquim Murtinho, telefone 37-09-59.

 

Era eu, garoto de 8 a 9 anos, e adorava retirar e entregar ternos com meu tio Casemiro, pelas ruas do Bom Retiro e Campos Elíseos.

 

Passava pelo Palácio do Governo, em rua acanhada, pois esta, a época, ainda não havia sido alargada para dar lugar a atual Avenida Rio Branco, pela Estação e Parque da Luz, pelo Colégio Santa Inês.

 

 

Na Rua Três Rios, a Escola de Farmácia e a Igreja N. S. Auxiliadora, nela fui batizado, e onde minha avó Augusta levava – me quase todos os dias, comprando – me os “bêigales”, espécie de rosca de massa, recoberta com gergelim.

 

Mas, o que o menino mais gostava, eram os caminhões da Transportadora Mayer ( na maioria enormes FENEMES ), vindos do Rio Grande do Sul, estacionados na Joaquim Murtinho e os dois Ford 51 ( um azul e outro verde ) do pessoal da Cartonagem São Lázaro, vizinhos a tinturaria …………

Mundo Corporativo: Roberto Shinyashiki fala da nova lógica do sucesso

 

 

Para ter sucesso você precisa ser o líder da sua carreira, não se iludir acreditando que o seu chefe ou a sua equipe é quem vai puxar você. A recomendação. Para o consultor e palestrante Roberto Shinyashiki você precisa assumir a responsabilidade pelas coisa a sua volta: “tem que convidar inclusive os colegas e tem de chamar o chefe; hoje em dia, eu falo, você tem de liderar o seu chefe”. Shinyashiki traz outras dicas para acelerar a sua vida profissional nesta entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, na qual falou sobre seu livro mais recente: “A nova lógica do sucesso”(Editora Gente).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br . O programa é reproduzido, ao sábados, a partir das 8h10 da manhã, no Jornal da CBN.