Quem não ouviu Lupicínio, perdeu a mágica

 

Por Milton Ferretti Jung

Esses moços,pobres moços,
Ah,se soubessem o que eu sei,
Não amavam,
Não passavam aquilo que
Eu já passei…

 

Como de hábito,acordei cedo nesta terça-feira,dia em que já levanto pensando no que escreverei para o blog capitaneado pelo Mílton. Já na primeira edição do Jornal da CBN,fui alertado para um fato que começou a ser comentado desde muito cedo e que de maneira alguma eu não abordaria no texto que o meu filho posta na quinta-feira:neste 16 de setembro,um dos maiores sambistas deste país,o meu patrício Lupicínio Rodrigues estaria fazendo 100 anos. Fiquei muito satisfeito ao ouvir,durante o Jornal,elogiosas referências ao compositor,autor de inúmeras músicas que fizeram grande sucesso em uma época na qual o Lupi teve de concorrer com inúmeros sambistas altamente criativos. Afora o seu vasto repertório de músicas populares,Lupicínio Rodrigues só deixou de lado o samba para assinar o Hino do Grêmio. Reza a sua biografia que Lupe,como era chamado desde pequeno,cultivava três grande paixões:a música,o bar e as mulheres. Será que exagero se acrescentar uma quarta paixão às outras três? Lupicínio não comporia o Hino do Grêmio se não fosse torcedor do Imortal Tricolor. Se ele tivesse criado apenas esta música, eu seria seu fã.

 

Abri o meu texto desta quinta-feira lembrando o início daquele samba que ele chamou de “Esses Moços”,um dos meus preferido dentre o seu vasto repertório. E olhem que é difícil pinçar uma de suas criações no meio de tanta música inspirada. Criei-me em uma época de grandes sambistas e quando virei locutor de rádio,Lupicío Rodrigues,o velho Lupe,já encantava os ouvintes das duas únicas emissoras nas quais trabalhei,fora,é claro,a Voz Alegre das Colina,o serviço de alto-falante que rodava sambas de um compositor que inventou o termo dor-de-cotovelo ou,se fosse sob “a égide” da nova ortografia,sem hífen. Desculpem-me,mas já estou aproveitando ouvir no meu computador, para matar a saudade, os sambas de Lupe. Quem não ouviu Lupicínio,perdeu a mágica.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Excessos e faltas nas comunicações

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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“Não vá com tanta sede ao pote” ou “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Excelentes e oportunos alertas da cultura popular aos excessos. E se aplicam muito bem aos usos e abusos que estão impregnando as atuais comunicações. Pessoais e empresariais.

 

Diante de tantas facilidades de comunicação com o advento de meios eletrônicos, mais e mais alternativos e dinâmicos, estamos exagerando.

 

Como pessoas físicas, os recursos dos equipamentos móveis e seus aplicativos têm facilitado em muito o nosso dia a dia. Casa, filhos, trânsito, compras, diversões, etc. Ao mesmo tempo o conforto e o prazer dos modernos aplicativos têm sido interrompidos ou corrompidos pela mesma facilitação. O celular no clube, no carro, no restaurante, no cinema, no teatro, no aeroporto, no avião é, algumas vezes, cômodo e incômodo para nós e, sempre, desagradável para os vizinhos. E, definitivamente, para os acompanhantes. Cenas em restaurantes em que se veem todos conversando ao telefone estão se tornando comuns. Colocando os ausentes como presentes e os presentes como ausentes.

 

Entretanto, o fato é mais grave no âmbito empresarial. Além da dificuldade há muito existente quando se procura os serviços de atendimento ao cliente e se fala apenas com gravações, surge hoje uma tendência nos sites corporativos em omitir o telefone para contato. Se você quiser um contato comercial, é obrigado a seguir o canal único do e-mail. Falar com o gravador é para o SAC; sobre negócios, apenas o e-mail. Único. Para o bem dos burocratas e a infelicidade geral da nação que apanha em produtividade. Sem emoção.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mantenha-se em forma, exercite sua cidadania!

 

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Exercitar a cidadania é como fazer atividade física. Todos sabemos da importância para garantir uma vida com qualidade, ameaçamos iniciar a qualquer momento, às vezes até iniciamos, mas levar a tarefa em frente é obra árdua. Por isso, não me espanta que ao participar em diferentes atividades encontro quase sempre as mesmas pessoas: uns na organização, outros na agitação; tem os que sempre pedem a palavra e os que preferem ouvir; às vezes, estão todos juntos, mas em papéis trocados. Se a cena talvez cause desânimo em alguns batalhadores, para mim é a prova de que não podemos desistir jamais pois temos uma missão relevante na sociedade: mostrar que a luta cidadã é transformadora.

 

Já conversei com você, caro e raro leitor deste blog, que, a primeira reunião presencial da rede Adote um Vereador, em 2014, mostrou-me o verdadeiro valor desta ideia que lançamos há seis anos. No entorno da mesa do café do Pateo do Collegio, centro de São Paulo, havia uma dezena de pessoas, poucas ligadas diretamente ao Adote, todas motivadas a atuar em favor da comunidade em que vivem. Ser indutor das discussões políticas pelo cidadão é uma de nossas funções, por mais pretensiosa que possa parecer. E naquele momento enxerguei em volta da mesa pessoas que acreditavam no seu poder de transformação.

 

No sábado, estivemos mais uma vez no encontro que realizamos mensalmente no Pateo. Havia poucas e boas histórias sendo contadas, que passavam desde a vigilância à atuação dos vereadores-candidatos – que acabaram de ser avaliados pelo Movimento Voto Consciente – até a propaganda eleitoral, que insistem em colocar no lugar errado. A propósito, conta-me Alecir Macedo, com aval do Cláudio Vieira, ambos integrantes de primeira hora do Adote um Vereador, que as reclamações feitas ao Tribunal Regional Eleitoral, inclusive com foto de irregularidades, têm retornado com a informação de que nada foi encontrado. A dúvida deles é se os fiscais estão indo aos locais certos. Talvez tenham de levar esta bronca até o Ministério Público Eleitoral, outro órgão capacitado a por ordem na bagunça eleitoral que se transformam nossas cidades, neste período.

 

Outro tema interessante quem nos trouxe foi Ruth Pereira, conselheira da Subprefeitura do Aricanduva, na zona leste da capital paulista, que seguidamente está na nossa companhia. Ela nos convidou a pensar sobre a produtividade e funcionamento dos conselhos de representantes – organismos que começaram a atuar neste ano, em São Paulo -, a medida que as reuniões costumam reunir número pequeno de participantes eleitos pela cidade. Percebe como é difícil mobilizar pessoas em torno da ideia da cidadania? Ela lembra que, neste momento, alguns conselheiros estão mais envolvidos com as campanhas eleitorais de seus candidatos na região do que nas discussões locais. Além disso, reclama que a infraestrutura oferecida aos conselhos está aquém do necessário, muitas vezes com salas dentro da sede da subprefeitura, mas sem acesso a telefones e internet. Ou seja, os conselheiros têm de usar seu próprio equipamento se houver necessidade de levantar alguma informação relevante para o trabalho deles.

 

Estruturar os conselhos de representantes; controlar os abusos cometidos na campanha eleitoral; provocar novos parceiros a exercitar a cidadania. Esses são apenas alguns dos muitos desafios a serem enfrentados por quem se dispõe a ajudar na luta pela melhoria do ambiente urbano. Há os que o fazem por outros meios, usam ferramentas disponíveis na internet, atuam em seus grupos sociais, às vezes até mesmo dentro da família, orientando e educando seus mais próximos. O importante é que este exercício seja permanente.

 

Se você estiver precisando de uma forcinha para começar a colocar o corpo em forma, sugiro ouvir o Márcio Atalla. Já se quiser exercitar a cidadania, pode conversar com a gente do Adote um Vereador. Estamos à disposição!

Avalanche Tricolor: piano piano si va lontano

 

Atlético MG 0 x 0 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Arena Independência

 

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Antes de começar a rodada, costumo passar os olhos na tabela de classificação, identificar os adversários mais próximos, projetar os resultados e calcular em que posição ficaremos ao fim dos jogos. Claro que na minha rodada imaginária, independentemente de onde e de quem estivermos enfrentando, o Grêmio soma os três pontos da vitória, sempre. Os demais perdem ou empatam. Às vezes até seria bom que todos empatassem. Afinal, se posso sonhar, e o time atual tem nos oferecido esta oportunidade, porque não sonhar com o resultado ideal. Curiosamente, apesar de o exercício que realizo, rodada após rodada, sempre acabo desistindo de acertar as combinações de resultados, não perco meu tempo secando os adversários e foco o olhar no Grêmio. Fico na torcida para que se dê um passo definitivo para dentro do G4 e nos aproximemos dos líderes, pois como bem sabe você, caro e raro leitor desta Avalanche, ainda acredito nas nossas chances.

 

Minhas projeções otimistas também revelam em parte minha ansiedade de alcançar logo o que buscamos há tanto tempo. Quero ver o Grêmio o mais breve possível entre os primeiros, quero vê-lo campeão. Tenho consciência, porém, que me cabe guardar esta impaciência e aguardar os resultados. Nossa conquista está em construção e não virá de uma hora para outra; uma caminhada na qual temos de conquistar o maior número de “três pontos” possíveis – inclusive fora de casa -, enfrentaremos alguns empates e, infelizmente, vamos amargar uma ou outra derrota. É inevitável em competição tão longa quanto o Brasileiro. Na partida que fechou a rodada deste domingo, a vitória seria o ideal, um diferencial, pois a conquistaríamos na casa de um adversário que praticamente não perde por lá. Mas nosso time e nosso técnico sabiam que a paciência seria a principal estratégia. Levar para Porto Alegre um ponto pelo empate não nos colocaria no G4, mas próximo de alcançá-lo. A maior vitória não sairia do Independência, mas do conjunto de uma obra que começou a ser construída há algumas rodadas com a reorganização do time, o reposicionamento de alguns jogadores, o equilíbrio na marcação dos zagueiros, a segurança imposta pelos três volantes e a movimentação dos homens mais à frente.

 

Ainda temos muito a crescer e alguns jogadores precisam melhorar a produtividade, mesmo assim enfileiramos quatro vitórias e um empate nas últimas cinco rodadas, e no meio da semana voltaremos para Casa para mais uma partida recheada de nuances pelo passado recente. Felipão, da família Scolari, que tem Verona em sua origem, sabe como ninguém pronunciar, com sotaque e tudo mais, um velho provérbio italiano: piano, piano, si va lontano.

 

A foto deste post é do site Gremio.net

De bom e ruim

 

Quem está vivo, sempre aparece. Ditado antigo que ganha atualidade na minha caixa de correio ao identificar entre tantas mensagens uma assinada por Maria Lucia Solla, comentarista de primeira hora deste blog. Após alguns meses distante de todos nós, ela reaparece com seu texto típico e suas histórias atípicas, para alegria deste blogueiro e, com certeza, de você, caro e raro leitor. Seja “re-bem-vinda”, Malu! E que seja apenas o primeiro de uma nova série:

 


Por Maria Lucia Solla

 

Já nem sei o que dizer.
Meus pensamentos, tal qual instrumentos de orquestra, andaram executando melodias misteriosas e explícitas ao mesmo tempo. Imagina um dueto entre surdo e flauta? Alguma coisa entre o trágico, o humano, o incrível e o inesperado do desumano.
Adrenalina.

 

Fui vítima de um golpe muito comum, divulgado, decifrado nos mínimos detalhes, por toda parte. Aquele do celular não identificado que te chama, e você -que não tem o hábito de atender a esse tipo de chamada- naquela hora daquele dia, atende.

 

Uma voz angustiada, de homem diz de longe:

 

– Mãe, fui sequestrado, estou amarrado; faz o que eles pedem.
– Filho? Fala comigo! Onde você está?

 

Ele está no cativeiro, senhora. Tá imobilizado. e a vida dele está nas suas mãos.
Senhora?? Quem é que está falando? Meu D’us! Quem é você? Quero falar com meu filho!

 

Os detalhes da história estavam no meu Caminho, e não no teu, então pulamos essa parte.

 

Já está tudo bem, meu filho está bem, e tudo anda por aqui. Eu, dura na queda, vou me equilibrando na beleza da vida.
E tem lugar melhor?

 

Durante o sequestro -onde na verdade fui eu a sequestrada- minhas antenas vibravam dentro e fora de mim. Parte de mim suspeitava de um golpe, como disse lá em cima, mas a outra parte, aquela que não pertence a classe nenhuma, me alertava que eu não podia colocar em perigo maior, a vida do meu filho. Não tinha garantia. Eles tinham o meu número, eu não tinha o deles. Passavam de um chefe para outro.

 

Fiz o que pediram. Saí, fui carregar um celular com prefixo do Rio de Janeiro, tudo a pé, porque não tinha braço para dirigir e eu não devia afastar o celular do ouvido. Além de sequestrada, monitorada.

 

Foi tudo surreal. Surreal ruim, não bom!

 

O que há de bom em tudo isso?
Ah, tanta coisa que nem tem papel suficiente -nem virtual- para elencar um punhado delas.

 

Um viva à Vida!

 


Maria Lucia Solla é escritora, pensadora e colaboradora deste blog.

Conte Sua História de SP: minha turminha da William Harding, no Tucuruvi

 

Por Luiz Cesar de Almeida Bischoff

 

 

Rua William Harding, Tucuruvi, bairro que outrora, nos anos 50, chegou e a ter uma estação de trem, que antes de sua desativação pude ainda passar diversas vezes por ela. A lembrança do trem me traz a dos amigos de infância, dos quais grande parte perdi o contato. Mas voltando no tempo na “nossa” rua , sem os transtornos do trânsito ou dos carros estacionados tomando o “nosso” espaço, jogávamos taco , empinávamos pipas, papagaio, maranhão, não havia essa coisa de cerol ou cortante, apenas empinávamos para competir qual a mais bonita ou quem levava a “pipa” mais longe.

 

Competição sadia, jogávamos bola na rua mesmo, onde as traves do gol ou eram os nossos próprios chinelos ou mesmo dois pedaços de pedra, bola essa que quando caia no quinta do “seu” Olívio e da dona Francisca, era um terror, pois era certeza que a bola seria devolvida toda rasgada. Esse ódio pela bola é que sempre acertavam as roseiras do seu jardim.

 

Um dia, só de pirraça , após termos mais uma bola rasgada, combinamos que todos juntos iríamos “mijar” na garagem da casa do “seu” Olívio. Não foi surpresa nossas mães ficarem sabendo do fato e todos levamos uma “surra”, apenas o objeto usado variou de palmadas a cinto de couro grosso.

 

Em muitas vezes após sairmos do colégio Silva Jardim, onde logo em frente havia um morro, hoje Av Dr Antonio Maria de Laet, servia de palco para brincadeiras como escorregar com caixas de papelão morro abaixo.

 

Todos tínhamos nossos problemas e dificuldades, seja pela falta de um pai ou desemprego ou pelo apego à bebida , crianças que fomos, nossa vida era jogar pião, brincar de esconde-esconde, fazer fogueira e “roubar” frutas no enorme terreno dos Lima, que hoje é a estação do metrô e Shopping Tucuruvi.

 

Quanta diferença, onde está a garoa da minha infância que me acompanhava, quase todas as manhãs, como amiga solitária nas minhas idas a escola? Onde está o ar que podia aspirar com força e nele sentir o cheiro do capim cortado, que iria alimentar o cavalo do verdureiro? Onde está o canto dos bem-te-vis, que invadia nossos ouvidos e nos obrigava a acordar, mesmo sem querer? Onde estão as revoadas de andorinhas, que sempre invadiam o céu da “nossa” rua nas tardes quentes de verão? Onde está a água da bica, que todos tomávamos e que fluía em frente da rua Cônego Ladeira, rua essa em frente a simpática Paróquia do Menino Jesus e na qual fui batizado?
Lembranças que puxam outras e poderia passar horas, dias à escrever sobre elas mas tenho que terminar por aqu , não deixando porém de citar alguns amigos da “nossa” rua Willian Harding, como o Reinaldo, Luzia, Nelsinho, Neder, Fábio, Carlos, Mauricio, Nairo , Rolf ,Rosangela, Luis, Anselmo, Emílio, Leda, Ivo, enfim todos aqueles que de algum modo fizeram parte da minha infância e adolescência , deixo aqui um grande e fraterno abraço a cada um.

 

Luiz Cesar de Almeida Bischoff é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar outros capítulos da nossa cidade aqui na CBN enviando seu texto para milton@cbn.com.br. Ou pode gravar seu depoimento no Museu da Pessoa. Agende no email contesuahistoria@museudapessoa.net e receba depois um DVD com suas memórias.

Mundo Corporativo: Wesley Dias quer saber o que é sucesso para você

 

 

Assim como existem empresas de sucesso que sabem planejar e executar, também existe a possibilidade de se aplicar esses conceitos às pessoas, para que tenham sucesso. Baseado nesta ideia, o coach Emerson Weslei Dias sugere o desenvolvimento de uma metodologia aplicada que pode ser empregada na vida financeira, no dia a dia, nos objetivos pessoais e no desempenho das funções no trabalho. Autor do livro “O Inédito Viável”, Dias foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Uma das questões que ele propõe: descubra o que é sucesso para você?

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras no site da rádio CBN, toda quarta-feira, a partir das 11 horas da manhã. Você participa do programa pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Café com pólo na nova loja conceito da Ralph Lauren em Nova Iorque

 


Por Ricardo Ojeda Marins

 

ralphlauren

 

Alvo de desejo de homens e mulheres ao redor do mundo, a grife Ralph Lauren sabe como ninguém unir bom gosto, elegância e sofisticação. A marca americana que tem o cavalinho como seu principal símbolo – ícone do mercado do luxo – agora ganha um espaço especial: uma loja conceito em plena Quinta Avenida, em Nova Iorque.

 

Diferentemente de suas lojas conceitos, na também prestigiosa Madison Avenue, em Nova Iorque, esta flagship foca nas coleção da linha Polo, que envolve camisetas pólos, camisas e outros itens. A loja tem três andares elegantemente decorados em seus privilegiados 38 mil metros quadrados, com uma divisão masculina e outra feminina, além de uma novidade: Ralph’s Coffee, primeira boutique de café do estilista, que criou a sua própria linha de café orgânico em parceria com a empresa de torrefação La Colombe.

 

Seu mais novo espaço na cidade que nunca dorme reflete o lifestyle que a marca representa a seus clientes: sofisticação de sua decoração e elegância de suas criações até mesmo em roupas informais como a camiseta polo, carro chefe da marca que existe desde 1967. Ralph Lauren representa a seus clientes muito mais do que uma marca, e sim um estilo de vida.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Vereadores que são candidatos este ano recebem 6,9 por desempenho na Câmara Municipal de São Paulo

 

Reproduzo a seguir, material divulgado pelo Movimento Voto Consciente que avaliou o desempenho dos 17 vereadores de São Paulo que estão concorrendo nas eleições deste ano, a partir de quatro critério. O MVC informa que existem outras funções de vereadores que não são analisadas por não admitirem critérios objetivos. O material pode servir de base para o eleitor, porém é sempre importante lembrar que o cidadão deve levantar o máximo possível de informações sobre o candidato antes de decidir o seu voto:

 

O desempenho dos vereadores de São Paulo apresentou média final de 6,93, conforme apontam os dados de avaliação do Movimento Voto Consciente (MVC), que considerou quatro critérios: avaliação dos Projetos de Lei, presença nas comissões, transparência (avaliação dos sites pessoais) e presença em votações nominais.

 

Este relatório dos parlamentares do município de São Paulo considerou apenas os 17 vereadores que concorrem à vagas nas eleições deste ano. Foram coletados os dados até 30 de junho, exceto para as análises dos sites, que foram feitas no mês de julho.

 

O destaque positivo ficou por conta das presenças nas comissões, cuja média ficou acima de 9. Já as votações nominais não tiveram um desempenho tão elevado, ficando em 7,62. Na avaliação dos sites, o destaque ficou por conta do critério “declaração de bens ou link”, cuja divulgação não foi feita por nenhum dos 17 vereadores. Nesse quesito, o desempenho médio ficou em 5,41.

 

Como sempre ocorre na divulgação da avaliação do Legislativo municipal, não são considerados o presidente e o vice-presidente da Câmara. Os vereadores Eliseu Gabriel (PSB) e Netinho de Paula (PCdoB) foram avaliados somente durante este ano, por terem sido licenciados para assumir cargos no Executivo. Eliseu voltou à Câmara em março e Netinho em abril de 2014. Portanto, as avaliações consideraram apenas esse período.

 

Avaliação

 

Palavras no rádio e na TV que não consigo digerir

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Olho para trás e me dou conta de que passei a maior parte da minha vida trabalhando como radialista. Exerci várias funções,pasmem,atuando em apenas duas emissoras:a Rádio Canoas (que mudou de nome e virou Rádio Clube Metrópole ao receber concessão para funcionar em FM) e na Rádio Guaíba. Essa,inaugurada em 1957. Era um sonho dos locutores,na época,ser contratado pela rádio que se firmou no ano seguinte,1958,por ter transmitido a Copa do Mundo da Suécia com equipe própria:Mendes Ribeiro,Flávio Álcaraz Gomes e Francisco Antônio Caldas. De lá para cá,a Guaíba só não se fez presente na deste ano que os brasileiros preferem não lembrar por motivos para lá de óbvios. Além de locutor comercial,comecei a narrar futebol e,em 1964,passei a apresentar o Correspondente Renner que,modéstia à parte, foi durante muitos anos a principal síntese informativa da Guaíba.

 

O leitor – se é que tenho algum,especialmente fora do Rio Grande do Sul – não pode imaginar o que o Correspondente Renner representou,em uma época que o radiozinho de pilha era companheiro sempre presente dos agricultores. Até hoje,encontro quem diga que os pais de família não permitiam que os filhos falassem enquanto o Correspondente Renner estivesse no ar. Fiz esse intróito para dar ao leitor – insisto,se existir algum – uma ideia sobre este que lhes escreve e que vai,daqui para a frente,digitar algumas coisinha que,tanto no rádio quanto na TV atuais,não consegue digerir.

 

A grande maioria,sempre que se refere ao juiz de uma partida,diz que a arbitragem acertou ou errou. Ocorre que não é arbitragem que faz isso ou aquilo.O jogo é arbitrado só pelo juiz. Os seus auxiliares,por mais importantes que sejam,a rigor,não passam disso. O árbitro – e repito – apenas ele, é o indivíduo responsável, por fazer cumpriras regras,o regulamento e o espírito do jogo. A arbitragem é,digamos assim,o conjunto da obra. Quem manda,porém,insisto,é o que chamam,quando não fazem direito o seu trabalho,de “sopradores de apito”. Creio que os chefes desses moços que não sabem a diferença entre árbitro e arbitragem bem que poderiam ser alertados pelos seus superiores.

 

Outro erro, que já estou cansado de ouvir, é informar que “o estádio está completamente lotado”. Trata-se de um pleonasmo,isto é,repetição,na mesma frase,das mesmas ideias por meio de palavras. Narradores,comentaristas,repórteres e assemelhados,cometem os tipos de erros que citei. O pior é quando vejo que a mídia brasileirsa,com raríssims exceções,até agora não se decidiu entre chamar a maravilhosa Nova Iorque de Nova York. Que se use o nome em completamente em inglês ou todinho aportuguesado. Não pode,na minha modesta opinião,grafar o nome de maneira híbrida:Nova York.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)