De caminho

 

Por Maria Lucia Solla

Hoje assisti a Colegas. Quinta-feira à tarde, cinema e Shopping praticamente vazios, boa companhia, bom chocolate, a receita ideal para eu ir ao cinema hoje em dia. Já fui rato de cinemateca quando ainda era no centro da cidade, se não me engano, na 7 de abril, Não tinha tempo ruim que me segurasse em casa, nem esperava ter companhia. Ia atrás da Nouvelle Vague, Godard, Fellini e outros gênios da Nova Onda, arte contestadora e transgressora.

 

Hoje quase não há mais o que transgredir. A minha geração alcançou vitória na maioria de seus anseios. Lutamos bravamente, encaramos preconceito de homens que não gostavam nem um pouco que ‘suas’ mulheres se relacionassem com uma divorciada, e havia mulheres que simplesmente se esqueciam de convidar a divorciada para as festas em que os maridos estivessem presentes. Almoçavam com a divorciada, mas a mantinham a distância segura. Usamos mini-saia, fumamos, bebemos, fomos à luta quando foi preciso manter a família.

 

Tinha luta, eu estava envolvida a meu modo, mas hoje, quando finalmente aceitei que não sou imortal, que não posso tudo, que luto diariamente para poder conviver comigo mesma, dentro de mim, em momentos favoráveis ou não, continuo, percebendo a urgência em entendermos a mensagem do filme Colegas. Cada um do seu jeito, que é só como se pode ser.

 

De todo modo, qualquer caminho na vida passa pelo esvaziar-se, cada um no seu ritmo, e deixar-se completar cada vez em novo formato, com diferente capacidade de percepção do que realmente é a vida e de como somos diferentes entre diferentes. Todos. Ou será que você pensa que só os outros são diferentes.

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Moda masculina para o verão 2013/14

 

Por Dora Estevam
Instagramm e twiteer: @DORAESTEVAM

 

A moda brasileira que será entregue nas lojas em setembro, moda Verão 2013/14, acaba de ser lançada para a imprensa especializada e compradores. As coleções foram apresentadas (algumas) no São Paulo Fashion Week. Apesar de haver muitas marcas para as mulheres, hoje vou me dedicar à moda masculina. Vamos ver o que os estilistas prepararam para vestir os homens na próxima temporada.

Começando com o estilista Lino Villaventura. A coleção foi inspirada no acervo mental e ele buscou imagens guardadas na memória dentro de um pensamento próprio. Uma espécie de viagem ao imaginário. Me entende? Quer viajar junto com ele? Então, aprecie o painel de fotos abaixo ou assista aqui ao vídeo com imagens que revelam o desfile inteiro.

O proximo destaque é da Cavalera que trouxe a soul music para a passarela. Veja nas fotos e no vídeo a postura da marca diante da sociedade. A história que eles contam e a causa que eles defendem, tudo através do comportamento da moda, arte e música. Vá lá! Ou veja aqui.

Agora vamos para uma outra estação, a da Ellus. Muito conhecida por suas calças, jaquetas e saias jeans, a marca vem acrescentando detalhes a cada estação. Nesta por exemplo, a inspiração é uma viagem de moto pela Índia. Para dar esta cara e cor do Oriente foram usados os tecidos chamoix, seda metalizada, organza metalizada, denim, couro perfurado, cetim, algodão com testura de ráfia. Lembrando que estes materiais foram usados nas coleções masculinas e femininas. Já pensou em uma viajem de moto pela Índia? Bom, a marca contratou a top Lindsey Wixson para abrir o desfile, o styling carregou nas estampas e nos acessórios. Vamos lá, desperte o seu espírito aventureiro e acompanhe o desfile aqui em vídeo ou nas fotos abaixo.

Saindo dos “exageros”, vamos ver o que o estilista João Pimenta preparou para o cliente da marca, e para os novos, também, é claro. Normalmente, João apresenta grandes shows e uma moda para poucos com os seus exageros nas produções e silhuetas, mas, desta vez, a voz da consciência o alertou e ele resolveu fazer uma coleção “normal” para homens “normais”. A tradução é que tanto o cliente da marca quanto os novatos vão poder ir ao escritório vestidos de João Pimenta sem se sentirem estranhos, fora do normal. A moda mais comercial você vê agora em vídeo ou nas fotos, como preferir.

A coleção da Osklen é uma verdadeira festa. A inspiração no design das pedras preciosas e semipreciosas, nas lapidações e cores das pedras. Os materiais sustentáveis: seda, couro e algodão. Verde, laranja, azul e vermelho, cores que saíram das pedras preciosas. Uma coleção para se apreciar e usar. “O Rio vai viver agora um período longo de festas. Eu acho um luxo viver no Rio de Janeiro nesse equilíbrio do sofisticado com o despojado, mas como são as nossas festas, como é a maneira de se vestir? O que é esse luxo do Rio?”, pergunta Oskar. Divirta-se e se inspire no luxo tropical da marca nas fotos ou no vídeo que mostra o desfile completo.

Bem, queridos e queridas leitoras, por hoje é isso. Uma boa Páscoa e até a próxima semana.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: os fundamentos para uma venda de sucesso

 

“Vendas era a profissão do improviso; hoje, não é mais, só fica no mercado quem tem preparação planejamento e estratégia”. A afirmação é do consultor, palestrante e escritor Marcelo Ortega, entrevistado do programa Mundo Corporativo da CBN. Autor do livro “Sucesso em vendas – sete fundamentos para o sucesso”(editora Saraiva), Ortega fala para todos os profissionais que vendem sua imagem, suas ideias e seus negócios: “relações humanas é venda”, diz.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de SP: Liberdade, liberdade !

 

Por Ethel Naomi
Ouvinte-internauta da CBN

 

Ouça este texto que foi ao ar no CBN SP, sonozirado pelo Cláudio Antonio

 

“Estagiei” numa pensão no bairro Liberdade: de 1975 a 1980 – século XX, como toda oriental saída do oeste do Estado de São Paulo, para tentar uma vida diferente do provincianismo interiorano. O local-dormitório ficava na Rua dos Estudantes e na Tomás Antonio Gonzaga. Eu trabalhava durante o dia e ia direto para o pré-vestibular, posteriormente à universidade. No retorno, chegava de ônibus na Praça João Mendes, descendo a Rua Conselheiro Crispiniano, às vinte e três horas ou mais de meia-noite. As lojas do comércio fechadas, abertas as boates e restaurantes, frequentados pelos bons vivants, boêmios. Sentia-me protegida pelas prostitutas que aguardavam pelos clientes nas temperaturas geladas do inverno.

 

Certa ocasião, fomos acordadas pelos gritos de uma mulher, que buscava seu homem na boate em frente à nossa janela. Também me lembro dos comentários do jornaleiro nordestino da esquina, que madrugava, presenciava cenas e receava vender publicações proibidas pela ditadura: ele não sabia diferenciar quais materiais seriam considerados “perigosos”.

 

Neste ambiente interessante, eu vivia alienada das torturas nos porões, pois no interior, cantávamos o “eu te amo, meu Brasil, eu te amo” decretado pelo ditador Garrastazu Médice. Acreditava que existia respeito nos espaços das diversas “tribos” e sentia-me relativamente livre.

 

O que me intrigava era o nome do bairro: Liberdade, bem como do inconfidente, pois nesta época, o ambiente comercial era – e é até hoje -, tipicamente oriental. Antes mais da colônia japonesa e dos primeiros restaurantes chineses; hoje, são muitas as lojas coreanas. Não compreendia: o ambiente de emigrantes asiáticos não combinava com os nomes libertários, muitos deles nem falavam a nossa língua. Além disso, havia ainda existência de duas igrejas católicas, uma no caminho da Rua dos Estudantes, nos fundos de uma pequena quadra, enfeitada com lanternas orientais (a dos Aflitos) e outra maior, de cor cinza na Avenida Liberdade, as duas sempre com odor de parafina. Na esquina da avenida, ao lado do metrô, hoje, os afrodescendentes vendem ervas, procuradas devido à comprovação do benefício fitoterápico; na época não estavam na moda.

 

Após décadas, tive a oportunidade de esclarecer, participando do curso sobre a história da cidade de São Paulo, palestra do professor Nicolau Sevcenko, publicada no livro Incursões na Entropia Paulista, São Paulo Uma Viagem no Tempo, Série 2 Nossa História, Apoio institucional do CIEE.

 

Hoje de nome Avenida Liberdade, no século XIX, a rua limitava o antigo distrito da Glória, até o Largo da Pólvora, este um lugar maldito da cidade. Tratava-se de um monte, conhecido como Morro da Forca. Devido à altura, o patíbulo fora estabelecido desde 1775, por ordem do vice-rei, para exemplificar a justiça implacável de sua majestade imperial, supliciando exemplarmente os réprobos, recalcitrantes e insubordinados: escravos revoltosos.

 

Nos espaços circundantes, estendia-se o primeiro Cemitério Geral, dos Aflitos – 1779, destinado aos condenados e escravos. Como os africanos fossem bantos, iorubás ou nagôs, sua tradição centrava no culto dos antepassados e a igreja dos Aflitos tornou-se o centro da religiosidade popular. Além disso, em 1821, um ano antes da independência, o cabo Francisco José das Chagas e o praça Joaquim José Cotindiba, ambos negros, encabeçaram um motim pelo pagamento dos soldos em atraso, foram presos e condenados à morte. O cabo foi executado primeiro, quando foi a vez do enforcamento de Chagas, a corda se rompeu, nas três tentativas e também na ultima com laço de couro. Ele então foi executado no chão, por um major, para revolta da população, que acreditava na intervenção divina, como causa das cordas rompidas; (a comutação da pena era condição para libertar o condenado quando ocorria e era praticada no mundo todo). Porém o militar da vez, embebido de ódio, assassinou o soldado, pela arma.

 

Chagas foi venerado como santo. A lenda diz que as velas acesas para ele jamais se apagavam, mesmo à noite e nas intempéries. Para abafar o sentimento popular de suplicio e crueldade, a igreja católica e as autoridades transferiram a antiga e humilde igreja do morro, construindo outra na esquina da atual Avenida Liberdade, a Santa Cruz dos Enforcados. Mesmo hoje, o sincretismo é praticado nas duas igrejas (igualmente na dos Aflitos). Há muitas velas derretidas no pequeno labirinto sombrio, nas entradas ao lado, ala separada do culto oficial. Sobretudo, os vendedores de ervas permanecem nesta esquina, como se pontuasse um lugar não somente sagrado, mas de resistência, às injustiças praticadas pelas autoridades neste país de desigualdade: de aparência verde-amarelo, mas, de fato, de diversas cores.

 


Conte a sua história de São Paulo, envie um texto para milton@cbn.com.br ou marque uma entrevista, em áudio e vídeo, no site do Museu da Pessoa.

Avalanche Tricolor: me permita tocar a corneta

 

Grêmio 1 x 2 Cruzeiro
Gaúcho – Arena Grêmio

 

Nos melhores lances do primeiro tempo, gostei apenas de três jogadas proporcionadas por Zé Roberto, Barcos e Cris. Não por acaso, três carrinhos para roubar a bola do adversário, sendo o terceiro, cometido por nosso zagueiro, o mais importante, pois abortou jogada perigosa de ataque. Por mais que seja fã incondicional deste tipo de lance, em especial quando o adversário sequer é tocado, a ponto de aplaudir alguns desses momentos, não vou dedicar esta Avalanche a exaltar cada um desses instantes como, aliás, já fiz em outras oportunidades. O resultado desta noite, guardada a devida importância e levando em consideração o fato de que pouco influenciará em nossa classificação, tem de nos ajudar a refletir sobre o time que está sendo construído por Vanderlei Luxemburgo para os desafios da temporada.

 

Se você me permite, em raro momento de “corneteada” deste escriba, alguns aspectos a se pensar:

 

– Dida por melhor goleiro que seja é fisicamente frágil, como mostrou a lesão desta noite.
– O banco de reserva faz mal aos reflexos e ritmo de jogo de Marcelo Grohe.
– A defesa tem defeitos que surgem mesmo nas partidas mais fáceis.
– O esquema com três atacantes prejudica Zé Roberto, isolado e sempre em busca de um companheiro para trocar passe.
– Marco Antonio não é este companheiro que Zé Roberto precisa; aliás se alguém tiver boa memória poderia me dizer quando ele entrou no time e mudou o jogo a nosso favor?
– Ter Welliton, titular, e Willian José, no banco, enquanto Marcelo Moreno assiste ao jogo da arquibancada, não faz o menor sentido.

 

Dito isso, corneta tocada e angústias compartilhadas, fique tranquilo, estou pronto para a próxima Avalanche. Que venha o Passo Fundo, o Fluminense, o Gaúcho, a Libertadores, que venha quem quiser, pois já sacudi a poeira e estou preparado para dar a volta por cima.

O sistema é único, a saúde é lamentável

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Nós, brasileiros, já nos acostumamos a ler, ver na televisão e ouvir nas emissoras de rádio, com indesejável frequência, críticas aos mal afamados serviços do SUS. Muitas pessoas, embora necessitem deles às vezes com urgência, nem sequer sabem o significado da sigla. Permitam-me reproduzir o que a Wikipedia, a enciclopédia livre, postou sobre o meu assunto desta quinta-feira:

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) é a denominação do sistema público de saúde brasileiro, considerado um dos maiores sistemas público de saúde do mundo, segundo informações do Conselho Nacional de Saúde. Foi instituído pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, como forma de efetivar o mandamento constitucional do direito à saúde como “um direito de todos” e “dever do Estado” e está regulado pela Lei nº8.080/1990, a qual operacionaliza o atendimento público da saúde.

 

O SUS, porém, não é bem o que está escrito acima. Quem se obriga a aguardar até por mais de ano por uma consulta, quem precisa ser internado, mas depende para tal da existência de vaga, quem frequentemente precisa de cirurgia, quem, afinal, não dispõe de planos de saúde particulares,que são caríssimo, necessita contar com a sorte para atingir o objetivo que deveria estar, de fato e de direito, ao alcance de todos.

 

Nesta semana, um cidadão idoso, cardiopata, buscou atendimento do SUS. E morreu na fila de um hospital. Outro exemplo de péssimo atendimento foi o de Alex Gabriel Labres, 23 anos, internado desde 3 de janeiro no Hospital Bruno Born, em Lajeado, no Rio Grande do Sul. Espera por cirurgia porque, em acidente de moto, perdeu parte do osso do joelho da perna direita. O hospital lajeadense não possui traumatologista e Labres teve de aguardar por decisão judicial que possibilitará sua internação em estabelecimento capaz de realizar a operação, sem a qual o jovem pode perder a perna.

 

Episódios lamentáveis como os relatados demonstram que a lei, em se tratando do SUS, é descumprida descaradamente. É, pelo jeito, mais fácil fazer demagogia com bolsas disso e daquilo do que cuidar da saúde dos pobres.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Novas regras, novas músicas para as domésticas

 

 

A aprovação das novas regras para as empregadas domésticas causaram enorme polêmica e uma série de dúvdas, parte delas tiradas durante a apresentação do Jornal da CBN. A mudança nos inspirou, também, a produzir a charge eletrônica de encerramento do programa que ganhou um toque especial com Paschoal Junior e Thiago Barbosa, sempre dispostos a aprontar para cima do Clésio Botelho. O resultado foi tão bom que recebi, por e-mail, pedidos para reproduzir o fim do jornal, o que faço agora neste post.

 


Ouça o encerramento do Jornal da CBN, desta quarta-feira.

Congresso desonera empregador empresarial e onera domiciliar

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

As brasileiras idosas, as de classe média, as que conseguiram cargos executivos, todas dependentes do trabalho das empregadas domésticas, certamente não eram o alvo da comemoração no Senado, no dia 21 (e na noite de ontem), ilustrada pelo abraço da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, com a deputada Benedita da Silva. E pelas homenagens ao ex-senador Carlos Bezerra PMDB MT, autor da PEC que obteve 76 votos na segunda instância. Unanimidade que não deixou dúvida para a aprovação e consequente promulgação, pois mudança na Constituição não precisa de aval da presidente.

 

O importante momento, embora exagerado pelo senador Randolfe Rodrigues PSOL PI, que avaliou como “a segunda abolição da escravatura”, abria caminho para a igualdade total entre o trabalho doméstico e o corporativo. As mulheres festejadas eram as empregadas domésticas. O “animal em extinção” previsto por Delfim Neto acabara de receber o benefício do FGTS, da multa de 40% na demissão, limitação de 44hs de serviço semanal, horas extras remuneradas, e licença maternidade de quatro meses.

 

Curiosamente, no dia 26 de fevereiro, este mesmo Senado aprovou a MP 582/12 do relator Marcelo Castro PMDB PI que desonera a folha de pagamento de 40 setores empresariais, e não exige a manutenção dos empregos por parte das empresas. Sem entrar no mérito da PEC e da MP, é indecifrável a razão das duas antagônicas aprovações. A MP reduz impostos das empresas, enquanto a PEC legitimiza os mesmos impostos para os domicílios.

 

A MP já está sendo implantada e o ministro da fazenda sinaliza que irá continuar desonerando impostos. E a PEC do emprego doméstico, como será efetivada? Envolve contabilidade e legislação que o cidadão comum pode não ter acesso. De outro lado a fiscalização, necessária para o cumprimento da lei terá que considerar sete milhões de trabalhadores em endereços residenciais. Será possível?

 

É realmente um momento histórico!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Cadê o dinheiro do Lalau ?

 

 

O juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto construiu um prédio nababesco para abrigar o Tribunal Regional do Trabalho, na capital paulista. Aproveitou para fazer um acerto de contas com o dono da construtora, ex-senador Luis Estevam, que resultou no desvio de R$ 170 milhões, de acordo com denúncia que o levou a ser condenado a pouco mais de 26 anos de prisão, pena que havia sido revertida em prisão domicilar. Ontem, Lalau, apelido carinhoso que recebeu dos amigos (e foi propalado na imprensa pelos inimigos), teve de voltar à cadeia com a suspensão da prisão domiciliar. Pergunta comum quando tratamos do caso Nicolau é quanto de dinheiro voltou aos cofres públicos. Quase nada é a resposta. Em setembro do ano passado, a Suíça decidiu repatriar cerca de US$ 7 milhões bloqueados desde 1999 em uma conta do ex-juiz em um banco do país.

 

A busca pelo dinheiro desviado e a volta de Lalau à prisão inspiraram o encerramento do Jornal da CBN, desta terça-feira, dia 26/03, que você ouve clicando neste link.

Brasil, meu Brasil brasileiro

 

Por Julio Tannus

 

Nada como um artista para expressar nossa realidade.

 

 

De qualquer forma, como diz Sylvia, aos 94 anos de idade:
Tudo muda tudo passa
Neste mundo de ilusão
Vai para o céu a fumaça
Fica na terra o carvão

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung