Reforma ortográfica só é boa para amansa-burro

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Existem muitas coisas as quais,por mais que me esforce,não consigo aceitar.São tantas que vou me atrever apenas a citar uma para não encher a paciência dos meus raros leitores,se é que os tenho: a tal de Reforma Ortográfica,fruto de mais um acordo estapafúrdio entre os países que falam a língua portuguesa. Aliás,esse acordo,aprovado em 2008,pelo jeito,satisfez somente os dicionaristas,que lançaram,de imediato,novos amansa-burros e,graças a eles,encheram de dinheiro as suas burras. A propósito,escreve-se amansa-burros ou amansa burros,sem hífen? O verbete,que não aparece nos dicionários,é separado por esse sinal. Ou era.

 

Na nova ortografia,hifenizar ou deixar de colocar hífen transformou-se em um dos piores problemas da estúpida mudança. Nesse 1º de janeiro,a mais racente reforma (já enfrentei,no mínimo,outra)deveria ter sido efetivada de direito,eis que,de fato,já foi. Os colégios maristas já a adotaram em 2009. Nas escolas Estaduais,a recomendação é que seja incorporada ao processo de alfabetização. O Senado, entretanto,quer discutir o assunto e,com isso,as alterações ortográficas podem se oficializadas em 2016.

 

Quando começou a se falar na Reforma Ortográfica e tomei conhecimento das mudanças que ela provocaria e que atingiriam os recém alfabetizados e os já acostumados em grafar palavras com trema, acentos, alguns deles diferenciais etc.,fiquei furioso com os autores desse despropósito. Não fui,porém,somente eu quem detestou a “novidade”. Darcília Simões,professora de língua portuguesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNP),descreve assim o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa:”Um acordo desnecessário e complicado”.

 

E disse ainda:”Hoje em dia, ninguém mais sabe usar hífen. Do ponto de vista prático do usuário,essa reforma foi um problema”. Para a Professora,o novo acordo teve motivações políticas e econômicas,em vez de ter como objetivo facilitar a vida dos usuários da língua. Para a Professora,o que houve foi um confronto de força entre Brasil e Portugal,cada um dizendo “eu quero que você escreva como eu”. Deixo aqui meus cumprimentos à Professora Darcília Simões por ter posto os pontos nos ii.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Para onde vão os livros?

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

Mílton Jung, ontem no jornal da CBN iniciou a sua conversa com Viviane e Cony informando que o livro digital passava a ser usado por 23% dos americanos, subindo 7% em relação aos 16% do ano anterior. O livro impresso caía de 72% para 67%. Enquanto Viviane explicitava o uso pessoal de ambos em ocasiões pertinentes, em função do ambiente ou da velocidade a ser executada, Cony também externava a sua crença nas duas hipóteses, mesmo não sendo usuário do digital, e ainda lembrou o abandono aos papiros e pergaminhos quando surgiu a imprensa.

 

A pauta é das mais atuais e relevantes, pois no momento em que assistimos ao sucesso das mudanças nas grandes livrarias, ao atrair o público para o lazer em suas lojas, terão agora que competir com as novidades do mundo digital.

 

Será uma briga entre os grandes. Já está clara a concentração de títulos no ambiente das lojas, quando se nota a repetição de exposição dos livros mais promovidos. Em detrimento de lançamentos menos robustos. Segundo a FOLHA de segunda, as livrarias justificam a locação de espaço de exposição para melhorar as condições de negociação com as editoras. Entretanto, a variedade ficou reduzida e abre espaço para o mundo digital, justamente quando a Amazon e a Livraria Cultura disputam os leitores com os e-books.

 

Interessante notar que a batalha ora iniciada tem objetivos diferentes entre os contendores. A Amazon não ganha no Kindle ou nos livros vendidos para o iPad ou nos tablets Android, mas nos demais produtos de sua extensa linha. A Apple está neste mercado para vender iPad e seu interesse é apresentar uma completa biblioteca que alavanque o seu produto. A Livraria Cultura, com o Kobo, visa provavelmente uma posição preventiva e de atendimento a um novo hábito de leitura.

 

E as editoras? Bem, estão sendo forçadas a baixar preços, enquanto há torcida para que sejam pressionadas em virtude da democratização do meio eletrônico. Ao mesmo tempo, os best sellers deverão ficar com elas, pois seu investimento é alto.

 

Então, para onde vão os livros?

 

Considerando os papiros e pergaminhos do Cony, a menina que lê um livro por dia no iPhone, e mesmo amando os meus 2.000 livros, concordo com William Uricchio do IMT que diz sobre o livro:

Não precisa de luz, não precisa de internet, não fica sem baterias, é reciclável, e o mais importante: o compramos só uma vez.

 

Entretanto, ao imaginar o mundo sem esta geração e dentro da inovação que certamente ocorrerá, fico com o paradigma dos papiros e pergaminhos. O livro deixará de existir. Ao menos com a função atual.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Vereança e Câmaras Municipais

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

O Vereador representa o povo junto à instância primeira da democracia representativa que é a Câmara Municipal. Congressistas, Deputados Estaduais, Governadores e Presidentes da República (Prudente de Moraes, Wenceslau Brás, Delfim Moreira, Artur Bernardes, Washington Luís e Tancredo Neves) iniciaram as suas trajetórias políticas pela vereança.“Os ocupantes da nobre função de vereador são a voz mais próxima do administrado e, nessa condição, devem velar para que sua atuação no trato de bens, pessoal e valores públicos sirva como exemplo aos integrantes da comunidade”, enfatizou a prestigiada Ministra Eliana Calmon em voto proferido no Superior Tribunal de Justiça.

 

O Legislativo Municipal é uma instituição política de caráter permanente que representa a sociedade. Embora eleito por seus simpatizantes, o vereador legisla em nome de toda a comunidade. No exercício desta representação popular, dispõe de competência para tratar de assuntos pulsantes vinculados ao cotidiano dos cidadãos, desde o valor das passagens do transporte coletivo ao número de andares dos prédios, passando pela fiscalização do Executivo, valor do IPTU e serviços públicos.

 

Com o advento da Constituição Federal de 1988 guindando os Municípios a uma autonomia condizente à sua importância, às Câmaras foram conferidas novas prerrogativas e responsabilidades foram ampliadas. Por conta disso, os Vereadores protagonizam, no mínimo, quádrupla função: deliberativa, fiscalizadora, julgadora e legislativa. Simultaneamente, foi-lhes estendida a inviolabilidade por opiniões, palavras e votos.

 

Neste aspecto, três abordagens esclarecem o perfil desta atividade. A primeira, que nenhuma representação política deve ser idealizada. Por conta disso, junto aos parlamentos, a diversidade social se encontra não somente representada mas efetivamente reproduzida. Do Vereador com doutorado aquele que não concluiu o primário, do decano ao novato, do abnegado ao relapso, todos exercem atribuições diversas e indelegáveis que, exatamente por conta disso, merecem fiscalização permanente.

 

A outra, que as Câmaras Municipais não podem prescindir de parlamentares que se distinguem positivamente. Exceções existem, sempre e em tudo que diz respeito à delegação popular de poder. Porém, aqueles que reúnem experiência e produtividade devem ser valorizados eis que acumular mandatos ou tarefas públicas não pode ser uma injusta coloração pejorativa que deprecie o trabalho parlamentar.

 

A última, que exercer mandato de Vereador não significa manter vínculo empregatício, profissional ou relação trabalhista com a Câmara Municipal. A representação parlamentar, em qualquer esfera legislativa, corresponde a uma realidade constitucional de natureza política que expressa a soberania popular (CF/88, art. 1º, Pár. Único). O povo, ao votar, delega poder e não emprego aos que são eleitos. Se o eleitor fiscaliza esta delegação isto é outra coisa. O Blog do Milton Jung, como se sabe, fiscaliza e também colabora.

 

Ao arremate, o óbvio: prestar contas e potencializar o postulado constitucional da transparência do mandato local corresponde a um agir que não somente fortalece as relações democráticas como amplia o respeito mútuo entre cidadãos, agentes políticos e instituições.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Divirta-se e faça suas previsões para 2013

 

 

Está na hora de tirar a bola de cristal da gaveta, lustrar bem e enxergar o ano de 2013 com tudo que tem para nos oferecer. Aproveite a virada do ano e se divirta com as previsões na economia, na política, na cultura, no esporte e na sua vida. Anote no papel, registre no seu Facebook, publique aqui no Blog e, daqui um ano, confira o desempenho da sua versão “Mãe Dinah”. Hoje, no Jornal da CBN, vamos convidar os ouvintes-internautas para se divertirem com as previsões para o próximo ano. E para inspirar suas visões, deixo imagem flagrada pelo fotógrafo e jornalista Moisés Gáudio, registro de São Paulo no amanhecer de 21 de dezembro, e o desejo de que você, caro e raro leitor, encontre novos horizontes em 2013 e que o ano que chega seja cheio de boas notícias.

 

O que escreveram alguns dos ouvintes-internautas (atualizado às 12h09):

 

[Neusa Stranghette]

 

– vai ser confirmado que ELE sabia de tudo
– o Palmeiras vai ser campeão da Libertadores
– a Catia Tofoleto vai acertar na Mega da virada… e então
– todas as manhãs vamos acordar sem ouvir falar do Curintias!!!!!

 

[Rose Martin]

 

– todos os impostos arrecadados pelo governo não serão devidamente destinados a saúde, moradia, educação, transporte, saneamento básico, etc.
– Depois que o Corintians chegou a ser Campeão Mundial, qualquer previsão sobre o próximo campeão em qualquer torneio fica impossível de se prever. FOI MUITA SORTE !!! O titulo de Campeão Mundial combina muito mais com SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE.
– Todos os condenados pelo STF continuarão LLS ( leves, livres e soltos).

 

[Carlos Silveira]

 

– tem muita bola de cristal movida a pilha xing ling

 

[Jean Nogueira]

 

– … Quanto as previsões, minha bola de cristal ainda está com apagão, mas acredito que o crescimento econômico alcançará o que foi previsto para 2012, claro, somando o que já conseguiu neste ano. A presidenta Dilma vai falar com frequência que não pode fazer mais nada, pois estará preocupada em manter a cordialidade com as bases aliadas do seu governo. No futebol, penso que o Grêmio vai dar trabalho, mas não, o título para os gremistas, ok, e o Barça, embora não sendo campeão, continuará sendo o melhor time do mundo.

 

[José Martin]

 

Na área econômica:
– o PIB continuará um pibinho,
– a inflação irá subir,
– os investimentos em infraestrutura será medíocre.
Na área política:
– o Lula continuará dizendo que não sabia de nada,
– os escândalos crescerão,
– as promessas dos políticos ficarão no papel.
No futebol:
– o Santos será campeão do paulista e do brasileirão,
– o Palmeiras continuará na segundona,
– o o Corínthians não chega nem no G-4 do brasileirão,
– o Sao Paulo ficara apenas como coadjuvante,
– na copa das confederações o Brasil não chega nas quartas de final.

 

[Elza Mureb]

 

– os royalties do petróleo serão divididos junto com todas as riquezas brasileiras, entre todos os municípios; escândalos de corrupção política; o salário mínimo será votado em 2.000,00.

 

[Jary do Vale]

 

– sobre as minhas previsões são as seguintes; 1 No dia 1º de abril de 2013 o mundo se acaba kkkkkkk. 2 No mesmo dia mensaleiros presos juntamente com o cachoeira e todos os corruptos

 

[Prof. Shayr Alf-Hari]

 

– sou tarólogo. Minhas pevisões para 2013: o ano será regido pelo Arcano 6 do Tarô [Os Amantes]. É uma carta escolhas que deveremos fazer durante todo o próximo ano. No Candomblé, como o ano começa numa terça feira, será um ano de lutas por causa de Ogum, o orixá do ferro e da guerra.

 

[Robson Fávero]

 

– o Palmeiras será campeão da Libertadores e também voltará a série A do Campeonato Brasileiro, Felipe Massa será campeão da F1, Paulo Maluf será preso e condenado e o Sargento Garcia prenderá o Zorro,rs.

 

[Eduardo Damasco]

 

– será um ano duro para o governo, algo mediz que as prisões dos mensaleiros ira terminar em pizza e meu Timao será Bi Campeão do ano! Se eu nao acertar algumas das previsões espero acertar a ultima !!!

De dois mil e treze

 

 

Estava com um texto quase pronto, contra o poliiticamente correto, quando dois mil e treze me pegou pelo pescoço e me fez mudar de direção. Me dei conta de que 2013 promete uma estrada amorosa, porque a soma de 2 + 0 + 1 + 3 é 6, e seis é o número que simboliza o amor, que vibra com o planeta Vênus, exala paz, arte, maternidade, compaixão, reação e a essência feminina.

 

Além disso, me chamou a atenção que o número da vibração em que vivemos, o número que representa a matéria, é a do número nove. Assim, entra ano sai ano, o nove estará presente enquanto vibrarmos predominantemente na matéria. Ele rege nosso presente nível de evolução.

 

O nove tem essência masculina, de guerra, de conflito e agressão, ação. O número da matéria vibra com o planeta Marte. Então, 2013 chega com os opostos nas prateleiras do imponderável, oferecendo farta oportunidade de buscarmos um patamar melhor de equilíbrio. Amor e conflito, paz e agressividade estarão aqui como sempre estiveram, mas se mostram, eu vejo assim, como oportunidade de caminharmos mais perto do outro e de chegarmos mais longe do desconforto em que temos vivido.

 

Neste ano que chega daqui a pouco, seis e nove reinam parceiros. Se completam. 69. O símbolo do signo de Câncer, a Grande Mãe. A Mãe do Mundo. A Lua. Um número contém a possibilidade do outro. Yin e Yang. Há respeito, há reconhecimento mútuo da força. Espelham-se. Simbolizam Pai e Mãe.

 

Você já se deu conta de que o nove multiplicado por qualquer número dá um resultado que somado dá nove? Por exemlo: 9 X 4 = 36. 3 + 6 = 9. 436 X 9 = 3924. 3 + 9 + 2 + 4 = 18. 1 + 8 = 9. Ah, e que tal a soma dos algarismos: 1+ 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9 = 45. 4 + 5 … Os números encantam. Que os usemos mais responsavelmente no ano que vem, e que a vida não caiba só em cartōes de crédito.

 

No fim do ano passado lexigramei o nome deste ano, então fiz o mesmo com o nome do ano que está chegando. O que será que dois mil e treze tem para dizer com as letras do seu nome? Encontrei diversas palavras, que exponho abaixo, e construí algumas frases, mas antes de finalizar com meus votos de um ano gostoso, quero agradecer ao nosso amigo blogueiro, Mílton Jung, pela confiança e pela acolhida de todos estes anos. Agradeço também aos amigos que me escrevem no blog ou no email e me fazem companhia, e aos “raros e caros” leitores, que dão vida ao que escrevo.

 

Divirta-se, e Feliz Ano Novo!

 

O delito no deleite, e o direito dorme. / Solte o medo. / Semeie o riso. / O metro da elite é mistério. / Modele-se o setor de trem. /Deitei no leito do mistério. / Temor de tiro. / Rezo / Sorte / LER.

 



Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O desfile mais sexy do ano

 

Por Dora Estevam

 

Para alegrar este fim de ano, que tal algumas pitadas do desfile mais sexy do mundo, o Victoria’s Secret Fashion Show 2012? Algumas TVs brasileiras exibiram o evento, mas, se você não teve a chance de ver, podemos conferir juntos alguns trechos. Alessandra Ambrosio, Adriana Lima, Miranda Kerr, Doutzen Kroes, Candice Swanepoel, Erin Heatherton e Lily Aldridge, todas lindíssimas e muito sexys. O desfile foi gravado em sete de novembro, em Nova Iorque, Estados Unidos. Nesta edição participaram os cantores Rihanna, Bruno Mars e Justin Biener.

 

 

O evento é quase que um carnaval, eles preparam o ano inteiro, mês a mês, pensam nos temas, nas modelos, nas músicas, em tudo. Vejam este clipe com trechos dos bastidores e na sequência a apresentação de Bruno Mars.

 

 

Fever Bieber! Foram duas apresentações. É só apertar o play:

 

 

 

Gostaram da escolha?

 

Este é o último post do ano, agradeço a todos os que nos acompanharam nesta jornada e espero vocês em 2013. Desejo muita saúde, alegria, amor e que os seus sonhos sejam realizados.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: os erros mais comuns que levam ao fracasso do negócio

 

Assumir a culpa de todos os erros ou sempre por a culpa nos outros? Ter objetivos errados ou não ter objetivo nenhum ? Afinal, quais são os erros mais comuns que levam ao fracasso na carreira ou nos negócios ? Sobre este assunto nós entrevistamos o consultor de empresas e CEO do Grupo Triunfo, Sher Soares, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN. Dentre as muitas estratégias que impedem o profissional de alcançar o sucesso, Soares chama atenção para a necessidade de se agir com equilíbrio, conhecimento e segurança nas tomadas de decisão: “frases prontas como ‘onde é que eu errei’, ‘eu sempre faço isso errado’, ‘eu não levo jeito para isso’ acabam tendo um efeito psicológico devastador dentro de nós mesmos, afetam a nossa auto-estima e quando afetam nossa auto-estima afetam a nossa auto-confiança e se afetam a nossa auto-confiança nos deixam inseguros e se nos deixam inseguros, nos tornam frágeis em determinadas posições”. Na entrevista, Scher Soares também conta detalhes sobre a participação dele no processo de transição cultural dentro do grupo Telefonica.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Laser cria ciclofaixa virtual

 

Este texto foi publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

 

Começo minha jornada no fim da madrugada quando a luz do dia ainda não ilumina as ruas e avenidas de São Paulo. É comum cruzar por ciclistas a caminho do trabalho tanto quanto perceber que a maioria pedala às escuras, sem nenhuma sinalização na bicicleta ou na roupa. Tendo a cuidar nas ultrapassagens, circulando na faixa de rolamento ao lado, mas sempre temo ser surpreendido com o aparecimento de uma bicicleta no meio da caminho. Quando estou no pedal, luzes traseira e dianteira são obrigatórias, dia ou noite, mesmo assim fico preocupado com os motoristas que insistem em ultrapassar próximo de mais.

 

 

Ainda neste ano, a prefeitura de São Paulo ensaiou campanha para que motoristas de carro respeitem a distância de 1,5 metro considerada segura para ultrapassar ciclistas, tarefa que também não é fácil se levarmos em consideração o espaço que existe nas vias da capital. Recomendo, se é que minha experiência na condução de carro e de bicicleta me autoriza a tal, que o motorista reduza a velocidade e se não houver área suficiente na faixa de rolamento, o veículo desvie para a faixa ao lado, como faria, naturalmente, se estivesse passando outro carro.

 

Hoje, na leitura do blog Mirá! do jornalista argentino Julián Gallo, encontrei um equipamento que pode ser bastante útil para você que, como eu, gosta de pedalar na cidade, principalmente à noite, período no qual, conta o próprio, o perigo aumenta de duas a cinco vezes e acontecem 40% das mortes de ciclistas. O dispositivo, que tem nome de batismo XFire, cria uma pista virtual com duas linhas vermelhas, demarcada por laseres colocados na parte de trás da bicicleta. Além das linhas, XFire vem equipado com luzes de LED que piscam para aumentar a visibilidade do ciclista, e tem autonomia de 20 horas, usando 3 pilhas AAA. O vídeo a seguir mostra com clareza como funciona o equipamento que pode ajudar o motorista a visualizar melhor o ciclista. Em sites americanos é possível encontrá-lo por algo em torno de US$ 25.

 

Este texto foi publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

Brasileiros conservadores

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O conservadorismo brasileiro não é novidade, mas os dados apresentados pelo Datafolha ontem, resultante de pesquisa realizada no dia 13, em 160 municípios, com 2.588 entrevistas, merecem ser comentados.

 

86% acham que acreditar em Deus torna as pessoas melhores
83% aprovam a proibição do uso de drogas
58% atribuem à criminalidade a maldade das pessoas
46% afirmam que os sindicatos fazem política e não defendem os empregados
42% são favoráveis a pena de morte
37% acreditam que a pobreza é devido à preguiça
30% defendem o porte de armas
25% combatem o homossexualismo

 

Como podemos observar, mesmo nos itens em que o percentual é abaixo de 50%, como no caso da pena de morte e da pobreza, 42% e 37%, respectivamente, para itens tão conservadores, é significativo. São indices muito altos para fatores tão radicais.

 

O regime democrático em que indubitavelmete vivemos convive com uma população que aceita o autoritarismo do sistema. Principalmente o financeiro. Daí os impostos crescentes. E, pior, com burocracia e penalidades cada vez mais draconianas para os contribuintes.

 

A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, impede o contribuinte prestador de serviço de emitir nota fiscal se estiver inadimplente, criando um ciclo burocrático infernal ao pequeno empresário. Esta mesma prefeitura atualiza o IPTU pela valorização do imóvel, como se cada proprietário fosse um sagaz investidor imobiliário e estivesse de posse de algo que está sempre à venda, à espera de um bom negócio.

 

Os impostos sobre veículos podem ocasionar apreensão se não estiverem pagos, mas o proprietário não pode quitar ao ser flagrado. É obrigado a deixar o carro onde estiver, a qualquer hora e em qualquer lugar, mesmo correndo risco de vida. O estado pune, mas não protege.

 

Até o Supremo Tribunal Federal, como analisou Cony em sua coluna, ontem, na Folha, poderia ter levado em consideração que no mensalão não houve “fatto di sangue”, e, portanto, opina que a maioria dos crimes deveria ser punida adequadamente à natureza dos mesmos, ou seja, dinheiro. O conservadorismo provavelmente influenciou mais na prisão do que no ressarcimento aos cofres públicos do montante desviado. E ficaram todos felizes.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

A nossa Língua Portuguesa

 

Por Julio Tannus

 

Como lidamos com a Língua Portuguesa de maneira tão diferente, nós brasileiros e nossos irmãos portugueses. Os implícitos, os subentendidos, os subtextos, as entrelinhas fazem parte de nossa literatura e de nosso cotidiano, diferentemente dos portugueses, que a lidam de forma mais concreta.

 

Hospedado em um hotel na cidade de Lisboa, perguntei a um porteiro onde ficava a farmácia mais perto. Ele responde: depende. Diante de minha surpresa ele pergunta: à direita ou à esquerda?

 

Na cidade do Porto, interessado em ir ao Teatro Rivoli, perguntei: o sr. sabe onde fica o Teatro Rivoli? A resposta: sei!

 

Uma anedota: Manuel retorna a Portugal após visita ao Rio de Janeiro. Perguntado sobre o que achou de diferente, responde – lá os táxis voam, pois quando cheguei ao aeroporto o taxista me perguntou aonde eu ia, então respondi vou para Copacabana. E Aí ele me diz – a que altura o sr. vai?

 

Uma das últimas manifestações literárias do gerúndio em Portugal se vê em Camões, conforme se vê no Canto 2. E no Canto 106 uma expressão dos dias de hoje:

 

Luís Vaz de Camões – Os Lusíadas

 

Canto 1

As armas e os barões assinalados,

Que da ocidental praia Lusitana,

Por mares nunca de antes navegados,

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram;

 

Canto 2


E também as memórias gloriosas

Daqueles Reis, que foram dilatando

A Fé, o Império, e as terras viciosas

De África e de Ásia andaram devastando;

E aqueles, que por obras valerosas

Se vão da lei da morte libertando;

Cantando espalharei por toda parte,

Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

 

Canto 106

No mar tanta tormenta, e tanto dano,

Tantas vezes a morte apercebida!

Na terra tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade avorrecida!

Onde pode acolher-se um fraco humano,

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme, e se indigne o Céu sereno

Contra um bicho da terra tão pequeno?

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve, às terças-feiras, no Blog do Mílton Jung