Náutico 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Recife (PE)

Como se estivesse em uma corrida de gato e rato mal sucedida, cheguei em Porto Alegre assim que o Grêmio acabara de deixar a cidade a caminho de Recife onde enfrentaria o Náutico. E voltei para São Paulo no momento em que o time jogava no estádio dos Aflitos, de tão boas quanto sofridas memórias. Como se não bastassem estes desencontros, fui visitar o Olímpico Monumental e dei com a cara na porta da loja onde me abasteço de pequenas lembranças do Imortal Tricolor. Era fim da manhã de domingo e na capela no Pórtico dos Campeões uma missa estava sendo rezada com os bancos todos ocupados. Sem contar os fiéis, ainda era possível ver uma boa quantidade de famílias curiosas em conhecer o estádio e perambulando por ali. Por isso, fico sem entender esta estratégia de marketing do clube que fecha sua loja de camisas e souvenir com tantos potenciais consumidores em seu entorno, não percebendo que o Olímpico, é ponto turístico na capital gaúcha, principalmente para uma torcida que aproveita cada dia para se despedir deste palco de conquistas. Ainda que mal comparando, imagine visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e as lojinhas de badulaques com a imagem da estátua estarem fechadas em um domingo. Inacreditável. A propósito, não entendo esta estratégia de marketing tanto quanto não entendo a do presidente Odone que desestimula seus torcedores ao demonstrar desânimo em relação a recuperação na semifinal da Copa do Brasil, nem a do técnico que monta e faz o time jogar de uma forma estranha – quanto a este último, porém, prefiro que você que assistiu a todo o jogo deste domingo faça seus comentários e críticas.
De minha parte deixo apenas a ironia de que Luxemburgo ao menos já conseguiu um feito histórico no Grêmio: é nossa primeira derrota para o Náutico em 21 anos. E uma esperança: de que tudo isso não passe de apenas mais uma provação para a grande vitória de quarta-feira.



