Avalanche Tricolor: Moderno, talvez; Imortal, sempre

 

Grêmio 4 x 1 Santa Cruz
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Se a melhor defesa é o ataque, o melhor ataque esteve na defesa na partida de sábado à noite, pelo Campeonato Gaúcho, a primeira em que a vitória se construiu com folga, mesmo que tenhamos saído em desvantagem no placar. Naldo fez dois de cabeça, o de empate e o terceiro, que nos ajudou a respirar aliviado; Douglas Grolli, não com a cabeça, mas com o pé e bem ajeitado, marcou o gol da virada – o mesmo Grolli, aliás, que havia garantido os três pontos no jogo anterior com o gol nos acréscimos. Na partida de ontem, Kleber completou a goleada.

 

Por alguns momentos lembrei da fala de Caio Júnior pouco antes de começar o Campeonato Gaúcho na qual prometeu que o Grêmio jogaria futebol moderno. Contra o Santa Cruz, havia jogadores de defesa no ataque e atacantes marcando o adversário – nem por isso Kleber e Marcelo Moreno deixaram de incomodar o goleiro; havia, também, movimentação intensa na turma do meio campo com especial destaque para os volantes, Fernando e Gilberto Silva, este dando mais segurança ao time e aquele, qualidade no passe. Muita coisa ainda nos falta, jogadores inclusive, mas havia um esboço de time interessante para assistirmos no programa de sábado à noite.

 

Digo-lhe com convicção de que estou pouco me importando se o que teremos em campo tem a ver com a modernidade desejada por Caio, o que eu quero é a volta da Imortalidade.

De educação

 

Por Maria Lucia Solla

 

Ouça “De educação” na voz e sonorizado pela autora

 

Prédio e janela

 

Olá,

 

por que é que carro ainda tem buzina? No século vinte e um, pelo amor de Deus! Quem mora na vizinhança onde eu moro sabe que a situação está insustentável durante todo o dia e principalmente no início da noite. Moro perto de um laboratório clínico, e quem está ali já está estressado o bastante para levar buzina no ouvido além de agulha no braço.

 

A invenção do automóvel nasceu da vontade do homem de se locomover mais depressa e com menos esforço. Nada contra. No início, mais parecia uma charrete com uma roda só, na frente, no lugar do cavalo. Lindo! Depois foi movido a vapor, a motor de quatro tempos, até chegar aos nossos dias, onde os bólidos se servem de toda sorte de droga para atiçar cavalos invisíveis.

 

Agora, o fato de a buzina ter persistido é que não me convence. Tem sinal de trânsito de todo tipo e tamanho, em todo lugar. Tem radar, tem pedágio inteligente, marronzinho, azulzinho, amarelo e verde, todos de caderninho na mão, procurando, eu quero acreditar, organizar o caos e punir os caóticos. Não vou dar palpite no sistema, que disso eu não entendo, mas será que quem cuida do assunto entende mesmo, num país em que ser político é ter um diploma multifuncional? Se é político e está do lado do rei, mesmo sendo professor de biologia pode reger as finanças do pais ou cuidar da malha rodoviária. Se além de político você ainda tiver prestígio, dinheiro e manha para se safar de safadeza, não há limite para o poder. Então, quem sou eu para entender de organizar o trânsito. Entendo de letrinhas, de gente, e dou um duro danado para entender de mim mesma.

 

Procuro não sair de casa, de carro, em horário crítico, para fugir da muvuca, e tem vezes que, frustrada, oscilo entre a sensação de liberdade e de prisão. Agora, vamos combinar que quem sai na chuva, pelo motivo que for, vai se molhar. A vida prega peças e, mesmo planejando idas e vindas, acabamos caindo na armadilha de avenida entupida, acidente na Marginal, ponte que arreia por isso, por aquilo, pontos de alagamento, arrastão, fila tripla de caminhão.

 

Ontem sentei na frente da loja de conveniência do posto de gasolina perto de casa, esperando que meu carro fosse lavado. Um belo capuccino, o livro que sempre levo na bolsa para casos desse tipo, e me pus a ler. Sentindo o forte calor na pele, suspirei em paz. Foi quando o gato subiu no telhado e levou com ele a minha paz.

 

Relaxar? Levei um susto com uma buzina que gritava, gritava rouca, sem parar. Levantei os olhos e dei de cara com uma mulher que dirigia um desses carros enormes que ocupam o lugar de dois. Ela tinha a janela aberta e seu braço trazia toda a caixa de jóias com ele. Irritada, batia a mão na porta e buzinava, buzinava. Me assustei, levantei da cadeira, espichei o pescoço para ver o que acontecia e, pasme!, era só o carro da frente esperando que o da frente dele conseguisse entrar no super mercado, para continuar a viagem. Coisa de trinta segundos. Num zás, a epidemia tomou conta do quarteirão inteiro, e outros começaram a buzinar histericamente sem mesmo saber por quê.

 

O automóvel percorreu um longo e interessante percurso na história, para chegar ao que é. E nós? Permanecemos um bando de mal-educados mimados. Ganhamos dinheiro para comprar carros grandes e caros para fazer crer que somos importantes, mas não tivemos tempo de nos educarmos, e buzinamos como bebês enfurecidos quando lhes tiram a chupeta. Marmanjos e marmanjas de dar dó. Vergonha!

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

As lentes da moda internacional 2012

 

Por Dora Estevam

 

Campanhas como as da Prada, Marni, Lanvin, Chanel, entre muitas outras, são sempre esperadas no mundo da moda. A maioria é dirigida por grandes diretores de cinema e fotografia. Veja a produção deste vídeo da grife Marni para a coleção H&M com direção de Sofia Coppola.

 

 

O vídeo da campanha de verão da Prada segue as preciosas coordenadas de Steve Meisel, diretor-fotográfico predileto de Miuccia Prada. As modelos Natasha Poly, Elise Crombez e Guinevere Van Sennus arrasaram em um posto de gasolina no melhor clima vintage dos anos 1950. Os cabelos enrolados para dentro ficaram fantásticos. Amei! Dê um play!

 

 

O que dizer da marca Lanvin. Lembra-se daquele vídeo engraçado que postei aqui sobre a marca no qual as modelos dançavam todas desengonçadas? Então, é o mesmo. Neste as modelos brincam com a cobra e a maçã em uma brincadeira com o fruto proibido, tudo durante um jantar chiquérrimo. Aos fãs da marca vale lembrar que em quatro de abril a grife francesa abrirá uma loja no Shopping JK, em Brasília. Projeto que faz parte do plano de expansão da marca.

 

 

Chanel, verão 2012. Uma coisa! Karl Lagerfeld clicando todos os momentos no making of.

 

 

Agora um pouco de sensualidade no catálogo da Victoria’s Secret. Se você é cliente com certeza vai receber na sua caixa de correio o catálogo completo. Enquanto ele não chega dá uma espiada aqui para ver como foi feito. As Angels: Miranda Kerr, Alexandra Ambrosio e Candice Swanepoel.

 

 

Para quem curte umas fotos também achei bacana incluir nesta lista o making do Calendário da Pirelli 2012, com Mario Sorrenti e as modelos Lara Stone, Kate Moss, em Corsiga.

 

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Mundo Corporativo: Tem vida após os 60

 

A maior parte das empresas e executivos brasileiros ainda não planeja sua vida pós-carreira o que poderá gerar uma série de dificuldades profissionais e pessoais quando este momento chegar. Para o consultor Dorival Donadão, sócio-fundador da DN Consult, que atua na área de recursos humanos, a partir dos 30/35 anos é preciso desenvolver uma estratégia de atuação que leve em consideração a aposentadoria produtiva, a qual pode ser exercida dentro da mesma empresa ou com um reposicionamento na carreira. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Donadão conta a história de executivos que voltaram a estudar após os 50 anos para investir em uma carreira musical ou se transformar em chef de cozinha. Há situações, também, em que a própria empresa planeja a carreira deste profissional visando aproveitar a experiência dele no papel de conselheiro, consultor ou coach. Ele alerta, porém, para o preconceito que ainda existe em relação a idade e a ideia da aposentadoria, apesar de estar mais do que evidente que há muita vida após os 60 anos.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, com transmissão exclusiva no site da CBN (www.cbn.com.br) e participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é retransmitido aos sábados, no Jornal da CBN

Você sabe quanto o vereador gastou do seu dinheiro?

 

Os vereadores de São Paulo têm direito de usar até R$ 15.393,75 por mês para manter seu gabinete e parte de seu mandato. Este valor é cumulativo, portanto se não for gasto em um mês poderá ser somado às despesas dos meses seguintes. Ano passado, os 55 gabinetes desembolsaram R$7.546.787,33 para pagar correio, material gráfico, locação de veículos, combustível e material de escritório, entre outros itens permitidos por lei. Tradicionalmente, os valores mais altos são gastos com material gráfico e correio, e não foi diferente em 2011 quando 41,89% da verba de gabinete foram registrados nestes dois itens. O fornecedor privado que mais se beneficiou com este dinheiro, não por acaso, foi a Gráfica Palomar Ltda, que embolsou (no bom sentido) R$ 156.544,83. Já o parlamentar que mais fez uso da verba de gabinete foi Toninho Paiva (PR) com gastos de R$ 196.129,02 – mais de um terço deste dinheiro foi para ressarcir as despesas que teve enviando material pelo correio.

 

O serviço “Prestação de Contas da Câmara Municipal de São Paulo” criado pelo cidadão e programador Maurício Maia tem todos estes dados à disposição e organiza a busca das informações que estão publicadas no site do legislativo municipal. O projeto dele foi apresentado no ano passado e atualizado nesta semana e tem se tornado importante fonte de consulta para quem pretende entender melhor para onde vai o dinheiro público. Toda vez que me deparo com este trabalho, me questiono porque o site da Câmara, que custa tão caro para o bolso do contribuinte, não agrega este serviço, e passa a publicar as informações em códigos que permitam o cruzamento de dados. Registre-se que a renovação do site feita há dois anos foi um avanço em relação ao que se tinha até então.

 

A propósito: você tem ideia de quanto seu vereador usou do seu dinheiro para sustentar o gabinete dele?

 

Acesse “Prestação de Contas” e saiba onde ele gastou a verba de gabinete.

Alguma droga tem de ser feita na Cracolândia

 

Artigo escrito na revista Época São Paulo, de fevereiro

 

Precisa fazer alguma coisa, repete o paulistano sempre que se depara com o aglomerado de miseráveis na Cracolândia. A região começou a ser tomada no início dos anos 1990, quando usuários de drogas se refugiaram ali para escapar de grupos de extermínio que atuavam na periferia. O que nenhum de nós sabe bem é o quê, afinal, tem de ser feito para resolver um problema que só vem aumentando – e expondo a fragilidade do serviço público e da própria sociedade.

 

Por coincidência ou não, o clamor do paulistano aumentou de volume à medida que o tráfego de carros passou a ser bloqueado pelo tráfico. Nossa neurose do trânsito parece ter servido de estopim para autorizar o ataque aos “noias”, atropelando as regras internacionais de enfrentamento ao crack. Ou teria sido nossa fissura imobiliária em construir um novo bairro, já batizado de Nova Luz? Sem respostas, nos dividimos entre aplausos e vaias à operação da Polícia Militar que, como se estivesse diante de um lixão de pessoas a céu aberto, tenta limpar a área com balas de borracha.

 

A operação Centro Legal foi deflagrada às pressas pela PM, com uma sequência de trapalhadas em desarticulação com as áreas social e de saúde e que esbarra na falta de infraestrutura para atender os emigrados da droga. Fatores que o secretário de Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto, prefere chamar de “desencontro”. A propósito, não se espante com o fato de o porta-voz do combate ao crack ser da segurança, e não da saúde. Os interessados em cuidar da doença parecem ter sido coagidos a aceitar a invasão policial. O secretário municipal de Saúde, Januário Montone, discorda da minha percepção, mas admite que, agora, será preciso resgatar a confiança dos usuários.

 

O vínculo entre equipes de saúde e dependentes vinha sendo construído ao longo dos últimos dois anos, período no qual 4.350 viciados foram encaminhados a serviços de atendimento e cerca de 2 mil, internados – o número é duas vezes maior, na média mensal, do que o de drogados que buscaram ajuda em janeiro, sob a operação policial. Nem mesmo as internações podem ser comemoradas. No Brasil, seis em cada 10 dependentes tratados voltam à droga, diz pesquisa da Unifesp. Senti essa frustração ao conviver com um rapaz de 24 anos que, sem nunca ter ido à Cracolândia, pediu socorro ao ser ameaçado de morte. Recebeu o apoio necessário, viveu seis meses numa clínica particular, seguiu à risca o tratamento baseado nos 12 passos dos Narcóticos Anônimos, teve orientação psicológica, médica e espiritual, retornou à família e, mesmo assim, não resistiu à tentação da reincidência.

 

São Paulo precisa, sim, fazer alguma coisa. E teria outras opções que não con- vocar suas tropas para espantar os “zumbis”. Poderia ser inteligente e aceitar a colaboração oferecida, em 2009, pelo centro de acolhimento de San Patrignano, em Rimini (Itália), que mantém 1,6 mil jovens e recupera sete em cada 10 atendidos. Poderia ser audaciosa e reproduzir a experiência de Frankfurt (Alemanha), que, desde 1994, mantém narcossalas: espaços onde o consumo é controlado e onde são oferecidas assistência médica e psicológica permanentes, internação voluntária e política de empregos. Em 10 anos, a cidade derrubou à metade o número de viciados. Mas São Paulo prefere ser reacionária e investir em uma política que, em lugar de construir a Nova Luz, corre o risco de criar novas cracolândias. Torçamos para que isso não aconteça.

Avalanche Tricolor: Uma noite pouco e bem dormida

 

Ypiranga 1 x 2 Grêmio
Gaúcho – Erechim (RS)

 

 

Dormir à meia noite, acordar às 4 da manhã e ter um dia inteiro de trabalho pela frente é tarefa árdua, exige sacrifício incomum e causa especial. Feita a escolha de encarar o desafio que ao menos sejamos premiados. E foi assim que me senti ao ver a bola raspar na cabeça de Douglas Grolli (confesso que só identifiquei que era a dele na repetição do lance) e parar no fundo do poço, como diria meu pai em memoráveis narrações futebolísticas. Aquele gol, aos 48 minutos do segundo tempo, foi redentor. Já estava me lamentando por mais uma noite perdida diante da televisão a espera de um jogo mais bem qualificado. Praguejava contra as bolas mal passadas, os chutes sem direção, as defesas do goleiro inimigo e as escapadas dos atacantes adversários. Temia pelas reações dos torcedores e a falta de convicção dos diretores se o resultado não fosse positivo, pois nesta altura do campeonato – aqui não apenas como figura de linguagem – é preciso paciência para não se abortar um trabalho que pode dar resultado mais à frente. Se havia certeza na escolha do técnico Caio Junior, comissão técnica e elenco, recentemente, é de se esperar que algumas semanas apenas não sejam suficientes para uma revisão, apesar do desempenho frágil até aqui. Sem contar que mudanças agora, além de precipitadas, poderiam ser desastrosas dadas as opções que temos à disposição no mercado. Os sentimentos mudaram ao fim da noite com aquele gol de cabeça. Justiça seja feita, Marcelo Moreno ajudou e muito com o gol de empate, não apenas porque nos abriu a possibilidade da virada, mas por ter mostrado, novamente, que não está na área para brincadeiras. A bola sequer era dele, mas o que importa? Atacante é para fazer gol, sem depender de apelidos e imagens forjadas nas páginas de jornal. Moreno fez o dele. Douglas, também. E o Imortal, está de volta. Minha noite pouco e bem dormida, agradece.

Fiscalizem o uso do cinto de segurança

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Sinto-me obrigado, volta e meia, a retornar a um assunto sobre o qual não gostaria de ser tão repetitivo: o lado negativo do trânsito. Faz algum tempo, numa dessas quinta-feiras da vida, nas quais, a convite do meu filho, escrevo neste blog, relatei uma pequena viagem a Tramandaí, em que estava acompanhado por Maria Helena, minha mulher. Então, ainda era de 100 quilômetros por hora a velocidade máxima, para veículos leves, na Free-Way, apelido recebido pelo trecho da BR-290 que leva às praias do Rio Grande do Sul, quando se acreditava que a rodovia fosse, realmente, permanecer free, o que não aconteceu. Subiu, hoje, para 110, tratando-se de veículos leves. Já os pesados, ônibus e caminhões, não podem (ou não deveriam) ultrapassar 90 por hora.

 

Fiquei revoltado, especialmente no retorno da viagenzinha, com os motoristas dos veículos pesados que rodavam bem acima da velocidade permitida. Afinal, com minha Tucson a 100 por hora, era ultrapassado por ônibus e caminhões. Pois bem, nos últimos dias, sem falar nos caminhões tombados ao longo de rodovias gaúchas, o que ocorre com frequência, quatro ônibus se envolveram em trágicos acidentes em estradas gaúchas. As causas desses desastres ainda não foram explicadas, mas é difícil que o excesso de velocidade não tenha estado presente.

 

Fiquei sabendo que os ônibus, fabricados antes de 1990, não estão obrigados, por lamentável falha da legislação, a oferecer cinto de segurança para os passageiros. Não me lembro quando o cintos passaram a ser acessórios obrigatórios em veículos leves. Sei, porém, que já faz muitos anos. Ora, por que os ônibus anteriores a 90 também não são forçados a se atualizarem? Caso isso não ocorra, que sejam descartados. O diabo, é que mesmo muitos condutores de automóveis dispensem o uso deste apetrecho que salva vidas. Nunca peguei um táxi, por exemplo, cujo motorista, apesar de eu estar sentado ao seu lado, me alertasse para afivelar o cinto. Se sento atrás, então, nem se fala.

 

A Polícia Rodoviária Federal, aqui no Sul, pretende, visando às viagens do carnaval, fiscalizar os ônibus a fim de tentar conscientizar motoristas e passageiros para a necessidade de usar cinto de segurança. Sem ele, basta apenas uma travada mais forte – imaginem uma queda ou trombada de qualquer tipo – para que as pessoas sejam projetadas contra os bancos que ficam à frente. Seria interessante que a PF desse uma olhada, igualmente, nos motoristas e passageiros de veículos leves.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Facebook: fenômeno social e comercial

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

O Facebook é o sucesso definitivo desta geração de mídia social pois traz na bagagem cardápio completo. Rompe com o que tínhamos antes. A principal inovação é a chance que dá aos 750 milhões de usuários para criarem páginas totalmente personalizadas. Tanto para funções sociais como para atividades comerciais. Qualquer um pode produzir fotos, filmes e artigos com interesses artísticos ou de vendas e divulgar. Para os amigos e/ou para o mundo. É a customização absoluta.

 

Esta vocação de ruptura que originou a sua criação quando Mark Zuckerberg, para sacramentar a briga com a namorada a expôs no site de Harvard, seguiu em frente. Eduardo Saverin, segunda vítima, brasileiro, estudante de economia e colega de Mark, estudante de computação, viveram em Harvard a experiência inicial do The Facebook. A participação de Saverin era de 25% na recém-criada empresa e enquanto o brasileiro buscava investidores Mark procurava aumentar usuários, e instigado por instintos não recomendáveis deixou Eduardo com 0,3% de ações. Que foram recuperadas através da justiça americana, arbitrando ao primeiro investidor do Facebook 5% de participação.

 

De 4 de fevereiro de 2004 até hoje, quando o IPO do “Feice” poderá impulsioná-lo ao valor otimista de 100 bilhões de dólares, tornando Zuckerberg o nono mais rico do mundo com 28,8 bilhões, atrás de Eike Batista, o oitavo, e Saverin com agradáveis 5 bilhões, milhares de internautas “feicianos” já tem usufruído da rede através do f-commerce, construindo lojas da mais variadas especialidades.

 

E como para comprovar que a customização é uma atualização do passado ressurge a venda direta, agora através de cômodas operações virtuais. Não há mais os riscos de cães bravos ou de clientes agressivos. Em julho, o site Compra Fácil recrutou colaboradores para redes sociais e espera dobrar os 15 mil de hoje para 35 mil até o fim do ano. O Magazine Luiza desde agosto disponibilizou para parentes de funcionários montarem lojas para venda de seus produtos através do “feice”. A partir de janeiro, começou a recrutar internautas em geral e ampliou também ao Orkut o programa “Magazine Você”.

 

Marcas de prestígio começam a entrar no fcommerce, utilizando o “feice” para recrutar pessoas com grandes quantidades de amigos. Richards, Enoteca Fasano, Reserva, Cantão e Hope são uma realidade. Empresas menores se associam a grupos como o formado pela agência WVTodoz que conta hoje com 1700 lojas e, para espanto de alguns, a maioria são de moda. Quem disse que não se pode vender moda pela internet?

 

Quem sabe o “feice” não rompe definitivamente também esta barreira?

 

O Facebook deve estar dando tratos à imaginação dos prestigiados autores de Marketing de Guerra, Al Ries e Jack Trout, que até então atestavam a vantagem do pioneirismo. “O primeiro a chegar normalmente mantêm a vantagem competitiva que lhe dá o topo. Seja sempre pioneiro.” O fenômeno “feice” permite acrescentar que se o último fizer melhor poderá predominar e suplantar o primeiro.

 

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung

Canto da Cátia: Prédio desaba em São Bernardo

 

Prédio desaba em São Bernardo

 

O que está acontecendo com os prédios no Brasil? A pergunta voltou a se repetir desde que na noite de segunda-feira despencou parte de um prédio na área central de São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista. Há pouco mais de uma semana, a tragédia foi no Rio de Janeiro, com três edifícios se transformando em entulho e pó e soterrando uma quantidade enorme de pessoas. A repórter Cátia Toffoletto que acompanhou o trabalho de resgate do Corpo de Bombeiros conversou com o prefeito de São Bernardo, Luis Marinho, que se antecipou às críticas de que há falta de fiscalização do setor público dizendo que a documentação do prédio estava em dia. Perícia técnica e investigação serão feitas nos dois casos para que se tenha ideia de quem é o responsável pelos acidentes, mas, historicamente, aqui no Brasil, sabe-se que boa parte destes dramas poderia ser evitada se houvesse trabalho preventivo e responsabilidade do cidadão e das autoridades. Infelizmente, o jeitinho brasileiro, sempre alardeado como sendo uma habilidade para saírmos de situações complexas, tem se transformado em um desastre para nossa sociedade.

 

Para ver mais imagens do desabamento em São Bernardo, feitas pela repórter Cátia Toffoletto, visite nosso site no Flickr, clicando na foto acima.