Conte Sua História de São Paulo: Brincadeira de rua

 

As ruas de terra batida se transformavam em campos de futebol e para tanto bastavam alguns pedaços de pau que ganhavam o formato de gol e o desejo da criançada se divertir. É deste tempo que o ouvinte-internauta Sebastião Martins Vieira lembra em trecho do depoimento que foi ao ar no Conte Sua História de São Paulo. Seu Sebastião, pauslistano, nascido em 1941, gravou suas histórias no Museu da Pessoa.

 

Ouça a história de Sebastião Martins Vieira, sonorizada pelo Cláudio Antônio

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, a partir das 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade enviando texto para milton@cbn.com.br ou agendando entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa.

Avalanche Tricolor: É preciso coragem, convicção e coerência

 

São José 2 x 1 Grêmio
Gaúcho – Olímpico Monumental

 

 

Escrevo sem saber o que será do amanhã. Leio nos sites de que o Grêmio pretende trocar seu técnico Caio Júnior, antes mesmo do Gre-Nal de quarta-feira. O nome preferido da diretoria é o de Wanderley Luxemburgo, treinador que há algum tempo aparece no noticiário muito mais por seus problemas e polêmicas do que por seus méritos. Torço para que não passe de especulação e falta de notícia nestes dias de Carnaval. Pois, a mudança neste momento, se for confirmada, é muito mais sinal da insegurança e incapacidade dos cartolas que mandam no Grêmio do que de seu técnico. Os resultados neste início de temporada não são mesmo alvissareiros – e o jogo de sábado à tarde reforçou este quadro -, mas as análises não levam em consideração a desconstrução do time e a falta de reforços para posições fundamentais.

 

O Grêmio mudou os dois zagueiros e os dois titulares atualmente são jovens para a responsabilidade que assumiram, além disso não contam com a assistência de volantes experientes – Fábio Rochenback deixaram ir embora. Os dois alas que demonstravam boa performance, Julio César e Mário Fernandes, especialmente, estão lesionados. Douglas, o jogador de qualidade e passe preciso, se foi também e a posição dele ficou órfã, não encontraram ninguém com capacidade para apoiar os dois atacantes, Kleber e Marcelo Moreno. A falta de talentos levou a diretoria a buscar reforços que começaram a chegar somente agora, portanto nunca estiveram à disposição de Caio Júnior.

 

Tivessem coragem, convicção e coerência, dariam tempo para Caio montar a equipe com os novos jogadores e analisariam seu desempenho neste cenário. Como não os têm, fazem do técnico bode expiatório. Deveriam, sim, assumir diante da torcida de que erraram ao permitir a saída de jogadores qualificados e demoraram em substituí-los. Mas isto seria esperar demais desta gente.

 

É curioso notar que o clube que marcou sua história pela bravura e superação, tenha seu destino nas mãos de gente covarde. Espero estar redondamente enganado em tudo o que escrevi neste post.

De dor

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Quero falar de dor, mas como é que se fala de dor? Quando é muito forte não se consegue dizer nada, e quando não abala os alicerces da tribo não vale a pena piar. Ninguém está interessado na dor alheia. Cada um tem sua alegria ou sua própria dor para lidar e sempre a toma como medida padrão. Dor faz parte dos sentidos vivos, está em cada célula. Tem a dor do amor não correspondido, a do adeus não pretendido, a do parto, a do você fica e eu parto, e parto, de lambuja, um pedaço das nossas vidas. Dor não avisa, não dá sinal de chegada, chega e pronto, ou será que somos nós que nos esquecemos da sua aparência, que procuramos ignorar sua presença? Será que somos nós que não damos a ela a atenção devida, e ela cresce para lembrar que alguma coisa não anda bem? Venha de onde vier, depois de quantas tiverem vindo e ido, cada dor parece sempre a primeira e a mais dolorida. Não adianta que a gente não se acostuma. Doer dói e pronto; em você e em mim.

 

Quando meus filhos estavam na fase aguda do crescimento, em que espicham a ponto de nem os ossos, nem eles mesmos, saberem como lidar com a velocidade do crescimento, e com os enormes braços e pernas que na semana anterior não estavam ali, eu sentava um pouquinho na beirada da cama deles e ouvia, entre histórias e sonhos, a queixa: mãe, a perna tá doendo; e dizia: filho, eu sei, crescer dói. Fazia uma massagem nas pernas e eles dormiam entendendo que aquele tipo de dor não dava para impedir.

 

Cresceram, são homens feitos, têm barba e bigode, se quiserem, e eu digo bem alto para que eles ouçam de onde estiverem: meus filhos, meus amores, estamos sempre crescendo, e crescer dói. Tentar impedir é bobagem, e não existe atalho na dor, assim como não existe atalho na verdade. Seja ela do tamanho que for, é preciso permitir que entre e que percorra o seu caminho em nós; mas é da mesma importância deixar uma janela aberta para que ela, depois de fazer o que veio fazer, siga o seu caminho e nos deixe maiores. Mas quem sou eu para falar de dor.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

 

Roupa íntima, sem medo de aparecer

 

Por Dora Estevam

 

 

É senso comum que as mulheres adoram comprar roupas, sapatos, acessórios, makes e muito mais coisas – e a maioria não esconde isso – mas ninguém sai por ai falando que comprou calcinhas e sutiãs, mesmo porque é algo bem pessoal. Nem por isso, nem por ficar escondida que não vamos nos preocupar com estas peças, certo.  Como diz a autora de “É tudo tão simples”, Danuza Leão, vai que você seja confundida com uma espiã no aeroporto internacional e tenha que tirar toda a roupa, como vai fazer se tiver com uma calcinha fio dental ou feia e rasgada ? Pensando nisso, separei algumas marcas de moda íntima, nacionais e conhecidas, fáceis de se encontrar, e anotei o que elas trazem de  mais novo para as estações de verão e já antecipando a próxima.

 

Vamos começar pela tradicional Darling que  colocou no mercado toda a coleção nova com peças lindas. Tem aquele estilo básico muito bom para trabalhar e tem os modelos mais atraentes para os momentos mais íntimos. Tudo na maior sofisticação que uma mulher merece. Pensando no alto verão brasileiro, as estilistas da marca fizeram uma coleção mais leve e vaporosa, fácil de perceber nos tecidos usados e nos materiais de acabamento, aliás, impecáveis.

 

A novidade desta estação também fica por conta das coleções Lace que traz peças mais amplas para atender todos os biótipos, e, a Lace Power que é uma linha exclusiva de sustentação. Ou seja, tem para todos os gostos. As cores são as mais comerciais possíveis, as que não denunciam uma mulher, as que deixam você tranqüila sem ter a preocupação de ficar se insinuando na hora errada. Vamos lá: branco, preto, avelã, maquiato, marine e mescla. Para ter um gostinho do que estou falando veja as fotos que separei para você, lá no alto e cá embaixo.

 

 

Outra opção de lingerie é a marca Puket, muito conhecida pelas suas peças irreverentes e confortáveis. Agora, também apresenta para o mercado a primeira linha Boutique, inspirada nas tendências de moda, para a coleção de inverno 2012. As estilistas criaram dois temas: Sunshine e Ballet. A Sunshine vem com um conceito sensual e ao mesmo descontraído, desenvolvida no tule estampado. As cores jovens como tons de rosa, verde água e marinho, nas estampas de poás e florais. Já para a linha Ballet a proposta foi baseada nos tons nude para dar fluidez nas peças.

 

Mas as novidades não param por ai, a primeira coleção do tema da Puket traz uma linha de coleção de lingerie moleton desenvolvida com elastano, com detalhes em tule e pespontos em rosa bebê, que adornam as peças. Imagina que graça! E para finalizar, mais para frente a marca vai distribuir nas lojas as calcinhas divertidas, criação que faz da grife a marca registrada. Modernidade e conforto unidos numa mesma peça. É  tudo o que você precisa.

 

 

Para quem gosta de ousar um pouco mais nas peças íntimas a dica é a coleção da loja Any Any, super referencia de moda lingerie no mercado nacional. A marca propõe para esta temporada coleções com peças únicas e exuberantes, se preparem! Toda a pesquisa entre tendência de moda e de tecidos gerou em uma coleção com três temas: Minimalismo; Boudoir e Retro.

 

A volta do minimalismo está presente nas peças com tecidos nobres, aliás muito importante a qualidade dos tecidos, com recortes ousados que se harmonizam com as cores neutras dos pijamas, camisolas e a linha de lingeries. Para o Boudoir a coleção foi pensada no conforto da mulher, a modelagem privilegia as formas femininas e não apertam o corpo. Tem coisa pior que roupa apertada? Aqui os tecidos leves como chifon, seda e mousseline permitem uma peça com franzidos e babados, e ainda com aplicações de renda, mais romântico impossível.  Nesta mesma linha romântica também foram trabalhados os algodões com estampas, sempre com aquele ar de inocente. Tudo muito urbano, para dia e noite. Você sabe que uma das tendências é usar calça de pijama misturada com camisetas e jaquetas e sair livremente por aí, com as peças da Any você vai arrasar no figurino.

 

Como a moda também está relembrando os anos 40 e 50 a linha Retro aparece com conjuntos clássicos revisitados pela marca. Ao mesmo tempo em que eles relembram a década também passam um ar de sedutor e ao mesmo tempo divertido, pois as cores verde bandeira, índigo, pink e azul estão presentes  nas peças que foram elaboradas nos tecidos nobres da coleção.

 

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Sucessão de empresas familiares, sem crise

 

Planejar a sucessão das empresas familiares e como o funcionário deve se comportar dentro de grupos que tenham estas características foram temas da entrevista com Priscila Mello, sócia fundadadora da De Família, consultoria especializada em governança familiar. No programa Mundo Corporativo, da Rádio CBN, Priscila conta, também, sobre a sua experiência na Samello, empresa da qual a família dela é dona e de onde saiu após um trabalho de governança familiar.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN (www.cbn.com.br) com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e e-mail milton@cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Foto-ouvinte: Arte política, político boa vida

 

Arte política,político boa vida

 

Por Devanir Amâncio

 

O grafite está em alta em São Paulo. Na parede do Minhocão, na rua General Olímpio da Silveira, Perdizes, zona oeste, tem um político de barriga avantajada fazendo sinal de positivo. O parlamentar de sorriso largo está cercado de ratos com bocas abertas pulando de um lado para o outro. Uma frase na ‘obra política’ externa o bom humor do autor: “Político tipo brasileiro”.

 

Pena que o desenho foi pichado com um diabinho desengonçado de cabelo ouriçado.

Eu voto sustentável

 

Post publicado originalmente no Blog Adote São Paulo da revista Época São Paulo

 

São Paulo

 

Muitas vezes falei com você, caro e raro leitor deste blog, sobre meus sonhos e desejos para a cidade de São Paulo e sempre que uma eleição municipal se aproxima renovo minha expectativa de que encontraremos alguém disposto a melhorar de forma significativa a qualidade de vida dos paulistanos. Bem verdade que, neste momento, políticos e partidos ainda estão mais preocupados em arregimentar apoio de outros políticos e outros partidos que lhes garantam espaço para a propaganda eleitoral no rádio e na TV – é lá que a eleição se decide, costumam dizer. E talvez não tenham tempo nem interesse de elaborar um programa de governo consistente para ser apresentado ao eleitor. Portanto, caberá ao cidadão cobrar propostas coerentes e transformadoras.

 

Eu já sei o que quero: apoio incondicional ao programa Cidades Sustentáveis, uma agenda de propostas que está sendo apresentada a todos os candidatos dispostos a disputar a eleição 2012. A intenção é que eles se comprometam a defender esta plataforma e apresentem programas de governo coerentes a ideia de termos uma São Paulo social, econômica e ambientalmente sustentável. Que seja uma cidade disposta a privilegiar o transporte coletivo, a adotar políticas que ofereçam acesso qualificado à saúde e a ampliar de maneira corajosa a coleta seletiva, entre tantos outros exemplos que podem ser encontrados pelo mundo. Alguns, inclusive, bem próximos de nós, como a cidade de Uberlândia -MG que tem 100% da sua frota de ônibus acessível, como disse Ariel Kogam, coordenador do Programa Cidades Sustentáveis, em entrevista, nessa quinta-feira, na CBN. Os candidatos não devem ficar apenas na assinatura de apoio, se eleitos deverão apresentar plano de governo condizente com o compromisso assumido e que seja contemplado no Plano de Metas, em vigor desde 2008, no qual o prefeito e sua equipe estabelecem quais os objetivos que pretendem alcançar nas diferentes áreas da administração municipal, ao longo dos quatro anos.

 

Apenas um lembrete: antes de você cobrar do seu candidato propostas por uma cidade sustentável, pense se está disposto a assumir sua responsabilidade com esta ideia. Não adianta, por exemplo, ter coleta seletiva mais organizada se os resíduos produzidos na sua casa são despejados em qualquer canto, ou melhorar a mobilidade se o seu carro sempre terá prioridade nos cruzamentos e sobre a faixa de segurança. É preciso que nós também estejamos engajados nesta plataforma e para você conhecer um pouco mais acesse aqui o programa Cidade Sustentável, desenvolvido pela Rede Nossa São Paulo, Instituto Ethos, Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis.

Pais têm medo de deixar filhos irem de bicicleta para escola

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Ainda não tinha ouvido falar em um programa chamado Caminho da Escola. Li sobre ele, nessa terça-feira, na Zero Hora, e achei-o muito interessante. Ele está sendo colocado em prática não somente no Rio Grande do Sul, mas em outros estados. Ao todo, por enquanto, foram entregues 100 mil bicicletas até o final de 2011. Vou me fixar, porém, no que está ocorrendo, no meu estado,o Rio Grande do Sul, com o Caminho da Escola. A matéria do jornal explica que três municípios daqui receberam bicicletas visando a beneficiar estudantes que precisam caminhar de dois a 12 quilômetros para que cheguem às suas escolas ou aos pontos onde embarcam em ônibus escolares. Barros Cassal ganhou 400, Marcelino Ramos, 150 e Santo Cristo, 450.

 

Não chega a me espantar, preocupado que sou com questões de trânsito, que a secretária municipal de Educação de Marcelino Ramos, Isabel Ramich, esteja encontrando dificuldades para encontrar famílias dispostas a permitir que os filhos participem do programa. Os meus caros e pacientes leitores já devem ter adivinhado o que leva os pais a temerem que seus filhos pedalem até suas distantes escolas. Claro, a preocupação deles é com a segurança das crianças. Essas, evidentemente, encontrarão veículos pelo caminho. Fosse eu pai de família em uma cidade beneficiada pelo Caminho da Escola, com certeza, pensaria seriamente na questão da segurança e não sei se aceitaria que um filho meu usasse bicicleta para ir ao colégio.

 

Seja lá como for, os pais interessados no programa que, repito, é interessante, devem procurar a prefeitura de sua cidade para fazer o cadastro e assinar contrato de cessão de uso. Os prefeitos precisam, igualmente, entrar em contato com a Polícia Rodoviária Estadual para que, por meio de palestras de seus integrantes, as crianças, que utilizarão as bicicletas, recebam lições sobre segurança, principalmente se terão de pedalar por estradas vicinais. Há, afinal, muitos motoristas que, esses sim, não aprenderam a respeitar sequer os adultos que andam de bicicleta. O que dizer, então, quando se trata de ciclistas infantis? A propósito, a PRF bem que poderia promover palestras. E atenção! Nesta sexta-feira começa a Operação Carnaval 2012 da Polícia Rodoviária Federal. Ponham suas barbas de molho, apressadinhos!

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Prédios sem segurança e sem seguro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Prédio desaba em São Bernardo

 

Os três edifícios que desabaram no Rio, ocasionando 18 mortes, e o acidente de São Bernardo do Campo com dois falecimentos, tem ao menos contribuído para um oportuno debate sobre a segurança das residências e escritórios situados em construções verticais.

 

Pelo número de prédios e quantidade de pessoas que circulam e moram nestas condições é até admirável que ainda não tenha surgido numero maior de catástrofes. A pouca fiscalização e o desconhecimento sobre condições de segurança, além da inevitável irresponsabilidade de alguns, poderiam ter gerado mais danos.

 

Há tempos, divulgou-se que o ex-ministro Delfim Neto estava levando a sua biblioteca de dez mil livros para o sitio com a precaução de não causar danos estruturais no prédio que morava.

 

É bem verdade que não são muitos que possuem biblioteca deste tamanho, mas também devemos considerar que esta preocupação estrutural não é para todos.

 

Controle e conscientização geral são atitudes óbvias que deveríamos tomar para aproveitar o momento. Ocorre que isto vale tanto para os bem intencionados como para os oportunistas.

 

No Rio, as empresas afetadas cobram lucros cessantes do Estado, enquanto entidades de engenheiros apoiam uma fiscalização com altas taxas visando lucros permanentes e extraordinários.

 

Em São Paulo o prefeito Kassab, embora tenha vetado em 2009, projeto do vereador Domingos Dissei que estabelecia laudo técnico obrigatório para as edificações, porque a Prefeitura já tinha o Contru – Departamento de Controle e Fiscalização de Obras apresenta agora um caça níquel invejável. A obrigatoriedade de cinco em cinco anos, ou até de dois, de laudo técnico por engenheiro especializado para toda a edificação acima de 500 metros quadrados, pago pelo proprietário. Estimasse que o valor será em torno de cinco a quinze mil reais por laudo.

 

A inescrupulosa ação política na busca do aumento de arrecadação e o corporativismo insensato visando faturamento cativo, exatamente por parte de quem pode equacionar o problema de segurança, Prefeitura e Engenheiros, deveriam ser substituídas pelo cumprimento da lei através dos órgãos existentes. E, criar o inexistente seguro sobre as demolições.

 


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feiras no Blog do Mílton Jung

Vereador, apóie o Candidato Cidadão para o TCM

 

A Câmara Municipal de São Paulo tem a oportunidade de mostrar que está disposta, realmente, a mudar a forma de se fazer política e a dar credibilidade ao trabalho do legislativo. Pela primeira vez, os vereadores poderão escolher um conselheiro para o Tribunal de Contas do Município que não seja indicado apenas por interesses políticos-partidários e em negociações de bastidor, permitindo a inscrição de uma candidatura independente e abrindo espaço para o debate público no plenário da Casa. Para tanto é preciso que, no mínimo, 1/3 dos vereadores assinem decreto legislativo apoiando o nome de Luiz Camargo, servidor efetivo do TCM e ex-Subsecretário de Fiscalização e Controle.

 

A candidatura de Camargo saiu de um processo democrático, com eleição de dois turnos e realização de debates, promovido pelo Sindicato dos Servidores da Câmara Municipal e do Tribunal de Contas do Município de São Paulo. A intenção é acabar com prática comum na qual o conselheiro é sempre um político prestes a se aposentar das disputas eleitorais, decidido a partir de conchavos que acabam prejudicando o desempenho dos tribunais de conta, responsáveis por fiscalizar negócios e contas do Executivo. O sindicato e mais uma série de entidades querem que o cargo passe a ser ocupado por técnicos qualificados sem comprometimento partidário.

 

O TCM de São Paulo tem cinco cargos de conselheiro – três indicados pela Câmara e dois pelo prefeito -, um deles está vago desde a saída de Antonio Carlos Caruso, que se aposentou em dezembro. Este cargo é da cota da Câmara que, consta, pretende indicar o vereador Domingos Dissei (PSD) que, assim, não disputaria a próxima eleição municipal. Se 18 vereadores aceitarem a proposta de apresentar a candidatura do Conselheiro Cidadão se teria, ao menos, a oportunidade de um debate com participação popular e divulgação da importância do papel do Tribunal de Contas do Município.

 

Para ajudar nesta campanha, minha sugestão é que o paulistano mande um e-mail para seu vereador com a seguinte mensagem:

 

“Vereador, por favor, assine o decreto legislativo indicando o nome de Luiz Carrgo para conselheiro do Tribunal de Contas do Município”

 

Para saber qual o e-mail do seu vereador, entre aqui.

 

Para conhecer a proposta de Luiz Camargo, o Candidato Cidadão, acesse aqui.

 

Uma nova vaga deve ser aberta, em breve, no TCM, com a saída, ainda não confirmada, de Eurípedes Sales, permitindo que o prefeito Gilberto Kassab indique seu substituto. O nome mais provável para substituí-lo é o do Vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), ex-presidente da Câmara.