Itu pressiona vereadores por incentivo à indústria

 

Os 12 vereadores de Itu serão alvo de campanha organizada pela sociedade para aprovação de projeto de lei que garante incentivos fiscais às indústrias que se instalarem na cidade paulista. Cidadãos organizados em torno da ideia do Adote um Vereador decidiram convidar outros moradores a enviar e-mails aos parlamentares pedindo o apoio para a ideia que, segundo eles, “pode beneficiar as empresas já existentes e ajudar a trazer novas empresas”. Na mensagem que pretende mobilizar a cidade, os integrantes do movimento lembram que a Câmara Municipal é “a linha de frente de qualquer cidade, onde estão as pessoas que nos representam … nós somos os chefes deles e precisamos estar presentes”

No e-mail que foi repassado ao Adote Um Vereador_SP por Jefferson Fernando está o texto completo do Projeto de lei de incentivo as indústrias e a relação dos vereadores com endereço eletrônico para onde podem ser enviadas as mensagens. Se você é de Itu, leia o texto do projeto de lei, entenda a intenção do prefeito Herculano Castilho e mande seu recado aos vereadores justificando sua opinião a favor ou contra a ideia.

Adauto Gonçalves PR 
vereadoradautoautoescola@yahoo.com.br  
Dito Roque PSDC 
ditoroque@hotmail.com
http://ditoroque.blogspot.com/
Dr. Emerson Cury 
PTB 
assessoria.dr.emerson@gmail.com  
Fátima Scavaccini PV 
fátima.scavacini@bol.com.br
Giva PV 
givaitu@hotmail.com
http://www.givaitu.com.br/  
Guilherme Gazzola PPS 
contato@guilhermegazzola.com.br
http://www.guilhermegazzola.com.br/
Luiz Costa DEM 
vereadorluizcosta@yahoo.com.br  
Nair Langue PRB 
vereadoranairlangue@hotmail.com
Neto Belici PP 
vereador@netobeluci.com.br  
Rick Schmidt 
PDT 
vereadorrick@gmail.com
http://www.rickitu.com.br/
Serginho da Saúde 
PP 
sergioluiscorsi@hotmail.com  
Sérgio Castanheira 
PV 
dr.sergiocastanheira@terra.com.br
http://drsergiocastanheira.blogspot.com/

E segue o desrespeito ao espaço público

 

Rua ocupada

Por falar em desrespeito ao espaço público, é um mistério os motivos que levam a CET e a prefeitura de São Paulo a permitirem que o dono desta mansão no bairro do Morumbi impeça o estacionamento de carros diante de sua residência. Todos os dias, o privilegiado morador de São Paulo coloca cones e fitas para delimitar o local impedindo que cidadãos comuns tenham o direito de parar seus automóveis por ali. A rua onde o desrespeito se repete é a Albertina de Oliveira Godinho, uma travessa da Oscar Americano, do lado contrário do Hospital São Luiz. Se a Companhia de Engenharia de Tráfego tiver dúvidas, basta acessar o Google Earth e verá como é possível transformar em privado o espaço que é um direito do público, pois a imagem está “eternizada” na internet, também.

A morte de um repórter cinematográfico

 

Última imagem gravada pelo repórter Gelson Domingos

Filho de jornalista, sobrinho de jornalista, afilhado de jornalista e casado com jornalista, jornalista que sou sofro quando sei que um colega de profissão foi morto à bala, vítima da troca de tiros entre policiais e bandidos. Gelson Domingos, 46 anos, foi alvo encontrado de um tiro de fuzil durante a cobertura de uma operação da PM contra o tráfico de drogas na favela de Antares, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Estava com colete de segurança, insuficiente para impedir a morte.

Um dos meus tios, Tito Tajes, foi repórter em guerra – por favor, parentes de melhor memória, me digam em qual delas. Mesmo sendo uma das pessoas mais queridas por mim, infelizmente nunca conversamos muito sobre as aventuras dele naquela cobertura, mas imagino como difícil deve ser o campo de batalha. Minha mulher, repórter de televisão, apesar de evitar as pautas mais perigosas, invariavelmente se depara com situações complicadas. Às vezes, uma simples gravação de rua a coloca no meio de um assalto ou no caminho de um caso policial. Sem contar que, atualmente, babacas sem causa têm atacado também estes profissionais quando entram ao vivo.

Apesar de alguns anos trabalhando no conforto de um estúdio de TV e rádio – onde vivenciamos outros tipos perigosos -, antes de ser âncora estive na rua, também. Como repórter, porém, poucas vezes tive de me deparar com ações de violência. Lembro de uma perseguição na qual transmiti ao vivo a fuga de bandidos que estavam em três carros com reféns após longa e dura rebelião de presos no Presídio Central de Porto Alegre. Entre o carro de um dos chefes da quadrilha e o da polícia estava o da rádio na qual trabalhava. Deste narrei boa parte do caminho por onde os bandidos passavam. Em nenhum momento eu e motorista levamos em consideração o risco de sermos atingidos por balas disparadas de um lado ou de outro.

No trajeto da notícia nem sempre calculamos o risco real da situação. Verdade extrapolada quando nos referimos aos repórteres cinematográficos e suas câmeras sempre apontando para o alvo mais significativo. Apesar de experientes, são repórteres bem menos valorizados do que aqueles que aparecem diante das câmeras e em algumas emissoras sequer lhes é dado o direito de serem chamados como tal. Mesmo assim, motivados pelo desejo de registrar a melhor história ao público esquecem o medo, as balas e a guerra na qual estão metidos. Transformam-se em vítimas de suas próprias escolhas e do compromisso que assumem ao entrar na profissão, o que em nada exime a responsabilidade das empresas nas quais trabalham, das condições e equipamentos que lhe são oferecidos e do País em que vivemos, no qual guerras diárias são travadas nos morros e favelas expondo não apenas jornalistas, mas cidadãos que aqui sobrevivem.

A ciclofaixa de Moema e o respeito ao espaço público

 

Começo por esclarecer que não fui até lá. Escrevo baseado nas reportagens, comentários em blogs e no Twitter e no que conhecemos das pessoas e hábitos de São Paulo. Houve muita confusão no primeiro dia de funcionamento da ciclofaixa no bairro de Moema, zona oeste da capital, com carros estacionados em local proibido ou parados em locais permitidos mas injustificáveis, motoristas e ciclistas desorientados, sinalização atrapalhada e organização precária. Todos aspectos que podem ser facilmente resolvidos com ajustes simples e um pouco mais de tempo. Há, porém, questões bem mais complexas que a cidade ainda precisará encarar, a começar pela cultura em favor do automóvel que nos domina. Mais do que isso: há um egoísmo que nos pauta e cega, impedindo a reflexão sobre a necessidade do convívio entre os diferentes e o entendimento de que o espaço público é do público, portanto de todos. Comentários publicados neste blog deixam evidente o tamanho do problema (leia o post “por que punir Moema com ciclovia?”).

Muitos de nós ainda imaginamos que o estacionamento diante de nossas casas e prédios é área privada na qual apenas nós ou nossos autorizados podem ocupar. Ai de quem se atreve parar ali, corre o risco de ver seu carro alvejado. Somos os mesmos que reclamamos, porém, quando restaurantes e bares agem assim diante de seus estabelecimentos para privilegiar os clientes.

Estamos pouco nos lixando se as estações de metrô ou pontos de ônibus são distantes e mal localizados, mas nos incomoda profundamente se temos de deixar nossos carros uma quadra atrás. Curioso é que em shopping podemos subir vários andares, percorrer enormes corredores e nos perder em labirintos de lojas até encontrar a nossa favorita. E pagamos caro pela vaga, sem reclamar.

O que mais me incomoda, contudo, é a dificuldade das pessoas em dialogar, conversar de forma civilizada, sem ofender, dando tempo para ouvir o contraditório, tendo chance de refletir sobre o que o outro pensa, quem sabe até repensar. Seja como for, a faixa pintada no piso e as bicicletas desenhadas no asfalto são sinais de que alguma coisa começa a mudar nesta cidade. A lentas pedaladas, mas estão mudando para melhor.

A foto deste post é do site Vá de Bike, que fez avaliação da ciclofaixa de Moema e apontou alguns problemas na semana que antecedeu a inauguração do sistema.

Avalanche Tricolor: Cada um com o seu desafio

 

Atlético (MG) 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Sete Lagoas (MG)

“Estou curioso pra ler o que vais escrever na Avalanche Tricolor” foi a desafiadora mensagem que recebi de meu pai na manhã deste domingo. Esta tem se repetido com irritante frequência. Que fique claro: o que me irrita não são os e-mails enviados por ele – são sempre bem-vindos tanto quando as ligações telefônicas e as visitas a São Paulo -, mas o fato de ao fim de cada rodada escrever sobre o jogo no qual seu time de coração não fez por merecer uma só palavra de consolo ter se tornado comum. É simples a tarefa quando assistimos à uma partida como a do domingo anterior em que seus jogadores se transformam em campo e reproduzem com a bola nos pés aquilo que seu coração de torcedor tanto espera. Quando nos vemos em situações como a de ontem, dá vontade de chutar tudo para o alto e abrir mão da tarefa auto-imposta de descrever nesta Avalanche de palavras meu sentimento a cada partida.

Houve um tempo em que meu time superava os desafios mais impressionantes. Consagrou-se por estas histórias que beiravam o absurdo. Conquistava o que os outros eram incapazes de vislumbrar. Estar atrás no placar e ter um, dois, três, quatro jogadores a menos não fazia a menor diferença, não abalava nossa fé. Mas estamos vivendo um outro tempo no qual ter um jogador a mais em campo pouco significa, estar com o domínio da bola não resulta em nada além de algumas trocas de passes e chutes esparsos distante do gol. Não vou perder meu tempo pesquisando o histórico das partidas neste Brasileiro, mas tenho a impressão de que em muitas delas o adversário teve jogador expulso e nós não soubemos como se comportar diante desta situação. Deviam aprender com o padrinho Ênio Andrade que na simplicidade de seu olhar ensinava: cada um marca um e sempre sobrará um do nosso lado; não tem como perder.

A me consolar, algo sobre o qual já me referi nesta Avalanche: em uma temporada de tão poucos feitos tínhamos diante de nós duas decisões, a primeira vencida domingo passado, a próxima, marcada para a última rodada deste Campeonato. Pode parecer pouca pretensão para quem sempre está em busca dos grandes momentos, mas ao menos consigo responder ao desafio de meu pai e escrever uma Avalanche mesmo diante de tão pouca inspiração. Espero que o Grêmio seja capaz de responder aos nossos desafios. E esteja mais inspirado e inspirador na próxima.

De ser ou estar

 

Por Maria Lucia Solla

De ser e estar

O que te deixa entusiasmado; o palpável, o impalpável? Em grego, Ενθουσιασμος (enthusiasmós) quer dizer estar inspirado por Deus, conter Deus. Dou um pitaco e digo que estar entusiasmado é refletir o Criador que inevitavelmente habita você, e você Ele. O fato de não refletir entusiasmo não quer dizer que o Criador lhe vire as costas, nem que você vire as costas a Ele. O deus criado pelo homem talvez vire; o Deus indizível, impensável, indescritível, intraduzível, não.

Ontem uma pessoa de uma religião – que não é a minha porque não tenho nenhuma, por opção – me disse que não tenho deus em mim. Que deus quer fazer um trabalho na minha vida, mas que eu não deixo. E que eu com certeza não estava entendendo o que ela queria dizer, mas que um dia eu entenderia. Não entendi, mesmo.

Suas palavras tinham tom de engessada certeza; de acusação. Fiquei chocada. Perguntei por quê, como assim, como ela podia dizer aquilo? Mas nem precisava responder, eu não comungo da sua crença. Tentei manter a calma, que é minha companheira até não aguentar o tranco e me deixar na mão, mas ficou puxado. Não é a primeira vez que sou atacada por religiosos, com assédio ou enfrentamento. Há algum tempo, um amigo que tinha encontrado o seu caminho, entre as religiões pelas quais já tinha passado, me perguntou se eu achava que era filha de deus. Quando respondi que não achava, que tinha certeza porque ao Criador é impossível não me conter, como contém toda a Criação – homem, mulher, criança, branco, negro, amarelo e vermelho, planta, animal, estrela, sol, lua, pedra, – ele disse que, nana-nina-não, eu não era filha de deus, eu era apenas criatura. Perguntei o que eu deveria fazer para que esse deus me reconhecesse como filha, e ele disse que eu teria que ir à igreja dele, confessar minha condição de criatura – como se isso fosse pecado – etc., etc., etc. Na avaliação dele, havia um vazio em mim, e esse buraco poderia ser preenchido unicamente daquela forma, naquele lugar, através daquelas pessoas. De outra forma para mim não haveria salvação. Não discuti porque não acredito em discussão e sou fraca no jogo. Cada um sabe de si, ou ao menos procura saber. Agora, desta vez, atacada por outra fonte da mesma religião, meus lábios tremeram. Mais uma vez eu era discriminada, diminuída, menosprezada por não ser nem pensar igual. Por não ser um deles.

Se religião – futebol e política – desse senha para entusiasmo, bem-estar e qualidades quetais, religiosos não matariam em nome de Deus, não apontariam o dedo uns para os outros se vangloriando de serem guardiões da verdade, vendo na verdade do outro, mentira. Não é assim?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Os maquiadores e seus truques

 


Por Dora Estevam

Pode acreditar ! Se você ainda não viu, vai ver agora o que um creme super poderoso pode realizar na vida ou na pele de uma pessoa. O filme que você vai assistir é da campanha para lançamento de um creme; e como garoto propaganda ninguém mais nem menos tatuado do que Zombie Boy o garoto que tem no corpo o desenho de um esqueleto.

Ficou impressionada ? Desculpe, eu fiquei. Foi um trabalho incrível, você imaginou a reação das pessoas vendo esta transformação. Será que a mãe dele viu isso? É incrível. Sem contar a beleza do menino escondida atrás desta pintura.

O produto foi desenvolvido para melhorar a aparência estética de quem tem problemas com a pele ou na pele. A história é que uma marca de cosméticos francesa lançou a linha Dermablend Pro e contratou o rapaz para ser garoto-propaganda do produto, que podemos, sim, dizer que é milagroso. Ah, o nome verdadeiro do garoto é Rick Genest.

OK, vamos continuar falando em maquiagem só que agora mais suave, mais leve, mais menina; está de volta a maquiagem feminina que tem os olhos pintados com delineador e o risco sai em forma de gatinha. A moda ficou marcada nos olhos de Brigitte Bardod, Elizabeth Taylor, Kate Moss e Sophia Loren.

Para quem tem o hábito de se maquiar é muito fácil fazer o risco, mas para quem não tem, a mão fica trêmula, o risco fino demais e torto ou grosso e borrado … e por ai vai o estrago do limpa e faz.

Para facilitar a sua vida esta semana a maquiagem Eudora fez uma apresentação de produtos novos no salão do cabeleireiro Marcos Proença, em São Paulo. Algumas meninas que participaram do lançamento da coleção foram maquiadas por ele. Como eu não pude ir, separei o vídeo da blogueira lindíssima e muito querida Mariah, no qual o badalado Lavosier faz um olho gatinho na moça. Ele vai pintando e falando sobre o assunto. Bem legal!

Este é o poder da maquiagem, acredite. As meninas acima já popularizaram este olhar, agora é com você.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Descubra sua personalidade

 

A tecnologia está à disposição de todas as empresas, portanto o que influencia o seu destino mesmo é o comportamento do profissional. É o que afirma o consultor de empresas Khristian Paterhan com base nos escândalos que atingiram algumas das maiores corporações do mundo como a Enron ou com grandes líderes no mercado financeiro, caso de Bernard Murdoff. Paterhan falou no Mundo Corporativo, da CBN, sobre a necessidade de se descobrir a verdadeira personalidade dos profissionais e defendeu a aplicação de uma das técnicas que desenvolve, o Eneagrama, considerado o caminho para o sucesso individual e profissional.

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, com transmissão ao vivo pela internet, na página http://www.cbn.com.br. E você pode participar enviando perguntas para @jornaldacbn, no Twitter, ou mundocorporativo@cbn.com.br. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN

Que São Paulo você quer em 2022?

 

Outono em São Paulo

Faz dois anos estava com 30 pessoas em volta de uma mesa e três perguntas em cima dela. Tínhamos um dia inteiro para responder ao desafio que havia sido apresentado por cinco organizações e movimentos sociais de forte atuação na capital paulista:

1. Qual sua visão para integrar utopia e realidade para São Paulo em 2022?
2. O que projetar e priorizar para 2022?
3. Como construir os caminhos para a concretização das propostas?

Antes de seguir em frente, uma explicação para a data citada: em 2022 comemora-se o bicentenário da Independência e o centenário da Semana de Arte Moderna, e se encerra a vigência do Plano Diretor Estratégico que a cidade esqueceu de implantar e rediscutir nestes anos todos. Bons motivos para provocar a reflexão sobre a São Paulo que queremos ou a que podemos ter.

Lembrei-me do encontro agora porque no fim do mês – dia 23 de novembro – será lançado o Projeto São Paulo 2022, com a intenção de oferecer ao cidadão e ao setor público informações sobre a Capital e, assim, levar adiante a construção de uma cidade que contemple uma agenda de desenvolvimento justo e sustentável.

Naquela oportunidade me coube o papel de provocador. Estava lá para gerar reações dos demais participantes da mesa de discussão e fazê-los imaginar como seria esta cidade melhor que todos buscamos. Antes deles falarem, porém, apresentei o que considero ser fundamental para que se possa planejar. E repito neste artigo. Nossas ideias – sejam quais forem – têm de estar calçadas em três dimensões: custo, acesso e qualidade. Nenhuma se sobrepõe a outra, todas precisam ser medidas com a mesma régua. No Brasil, costuma-se por as questões do custo em primeiro lugar e o resultado tende a ser o aumento do gasto no setor público e a redução no privado, sem que haja efeito no acesso aos serviços e na qualidade oferecida.

Leia o texto completo no Blog Adote São Paulo

Acampa Sampa: troca de afago e banheiro para o público

 

O pessoal do Acampa Sampa resiste no Vale do Anhangabau, centro de São Paulo, e o colaborador deste blog, Devanir Amâncio, da ONG EducaSP, toda vez que passeia por ali registra um momento desta ação. Para esta sexta-feira, publico dois “flagrantes” do local, assinados e fotografados pelo Devanir:

Banheiro do Ocupa Sampa

A privada do Ocupa Sampa – no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo – é de verdade e também poderia ser interpretada como um inteligente protesto contra a falta de banheiros públicos na cidade, e a falta de saneamento básico no Brasil e no mundo, principal causa de morte por diarréia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O sem-teto Antonio da Silva Monteiro,40,pintor e pedreiro, diz que ainda não assimilou o objetivo do Ocupa Sampa, e não sabe nada sobre os 7 bilhões de pessoas no mundo, mas levou seus préstimos ao movimento: construiu um banheiro com plástico e pedaços de madeira encontrados no lixo.

“Fiz rapidinho…Se o prefeito usasse a cabeça construiria vários desses no centro. Na hora do aperto ninguém liga pra luxo[…]

Uma turista alemã achou fantástica a ideia do sem-teto.

Tapume do amor

O Movimento Ocupa Sampa quer melhorar  a comunicação com o povo  e transmitir seus objetivos com clareza.  Projetou no tapume da Praça da Artes – em construção – no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, um frase cercada de coraçõezinhos: ” Kassab, mais amor por favor”.