De Se

 

Por Maria Lucia Solla

Se

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Se na nossa seara cumplicidade campeasse, e traição rareasse.

Se a dor tivesse um botão para que a gente a controlasse, e a lágrima rolasse solta sempre que a gente dela precisasse.

Se a comunicação fosse sempre certeira, e a gente se percebesse.

Se fosse possível dizer tudo aquilo que se sente, olho no olho, e se a carne fosse forte, a mente inteligente e o coração a acompanhassem.

Se a distância não separasse, a proximidade não desgastasse, e um no outro a gente acreditasse.

Se a espera não afligisse, a frustração não paralisasse, e da esperança a gente pudesse ver a face.

Se irmãos se apoiassem, e amadas e amados fossem cúmplices e não culpados.

Se remédio curasse, a doença afastasse, e a gente, forte, a vida tocasse.

E se a gente usasse o se a nosso favor e deixasse de lado a resistência ao que não dá para mudar, e estivesse sempre disposto a transformar em si, sempre e só em si, o que é possível melhorar e vivesse a vida assim, dia a dia, hora a hora, perdendo às vezes o rumo por ter os olhos na lua sem ver um passo adiante, mas não perdendo a disposição de levar a viagem avante.

E a gente levasse a vida não como tarefa a ser cumprida, mas como grande aventura emocionante e divertida, com bandeirada na chegada e pegadinha na partida?

Apenas se.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Modelos de fotógrafos

 

Por Dora Estevam

 
A fotografia exerce um fascínio nas pessoas e não escolhe classe e poder aquisitivo, qualquer um tem uma máquina em casa. O interessante é que na hora de bater ou clicar a foto muitos fazem pose (eu faço) e desejam que aquele momento “mágico” seja revelado com imagens e ângulos especiais.
 
Os fotógrafos mais cobiçados são os de moda. Muitos, maravilhosos, fazem tanto sucesso que viram celebridade tanto quanto as modelos. O italiano Giampaolo Sgura é um deles. E para conhecer o trabalho do rapaz, separei um curta no qual ele conta detalhes da vida profissional e pessoal:

E se interessar, visite o blog de Giampaolo Sgura para ver trabalhos incríveis dele.

Outro fotógrafo homenageadíssimo é Mario Testino. Ele é tão badalado que foi o fotógrafo oficial do casamento da modelo Kate Moss, este ano. Aliás, ele e ela são super amigos e, a toda hora, é possível ver fotos dos dois juntos nas colunas sociais do mundo inteiro. Não posso esquecer que o moço ai, também, era o predileto da Princesa de Gales, Diana.

E pra não perder o estilo dos meus posts de sábado, no qual sempre uso fotos de Street Style para ilustrar as novidades e produções de rua, acho justo falar dos colegas que são, na verdade, os paparazzi. Estas fotos são tiradas nas ruas, nas portas de grandes eventos de moda, geralmente. O trabalho deu tão certo que cresceram com eles, os blogs de moda fast, mania internacional.


 
Na blogosfera destaque para Tommy Ton, do Jak & Jil, e Scott Schuman, do The Sartorialist.
 
E você, tem fotografado muito?
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Coisa de família

 

“85% das empresas de pequeno e médio porte familiar tem algum tipo de conflito, as vezes ocultos, que podem explodir em um momento de sucessão”. O alerta é do professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, diretor da Ernest Youg University, no Brasil, Armando Lourenço Moreira Júnior, entrevistado pelo Mundo Corporativo, da CBN.

Autor do livro Bastidores das Empresas Familiares – Como reduzir conflitos por meio da governança corporativa, lançado pela Editora Atlas, Armando Lourenço diz que os principais problemas se dão pela quebra de confiança que acaba prejudicando as relações na empresa e na própria família.

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, na internet, quartas-feiras, às 11 horas, no site da CBN. Aos sábados, o programa vai ao ar no Jornal da CBN. Você participa com perguntas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail milton@cbn.com.br

SOS Morumbi: Tem de trocar muro por investimento social

 

Em sentido semelhante a texto que escrevi para o Blog Adote São Paulo, no site da revista Época São Paulo (reproduzido neste blog, também), mas com relato de alguém que vive dentro da Paraisópolis, publico, hoje, artigo de Gilson Rodrigues, presidente União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, no qual pede a imediata retomada da Virada Social na comunidade. Leia, pense e comente:

Diante da convocação de manifestação contra a violência para o próximo dia 28 de agosto pelo movimento SOS Morumbi, a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis gostaria de contribuir com este debate.

Em 2011 comemoramos mais de 60 anos de existência da comunidade de Paraisópolis. O Estado, no entanto, só se fez presente aqui nos últimos anos, e ainda de forma insuficiente. A canalização de córregos, abertura e asfaltamento de ruas, a posse legal das casas que já morávamos há décadas, a regularização dos serviços de água e luz, só começaram a partir das obras de urbanização.

Temos cerca de 70% de nossa população com menos de 30 anos. No entanto não contamos com teatros, cinemas, espaços de lazer e esporte. A única escola técnica para atender uma comunidade de 100 mil habitantes, tem apenas 2 em cada 10 matriculados morando aqui, temos cerca de 5.000 crianças fora de creche e ainda a escola com a pior avaliação da cidade de São Paulo.

Apesar do imenso trabalho realizado pelo projeto Escola do Povo, que alfabetizou mais de 3 mil jovens e adultos, Paraisópolis ainda conta com 12 mil analfabetos, uma das maiores taxas do Brasil. O desemprego atinge uma grande parte desta juventude, e 90% dos empregados tem uma média salarial de 1 a 2 salários mínimos.

Durante a realização da Operação Saturação da Polícia Militar em 2009, a comunidade de Paraisópolis, governo estadual e a prefeitura se uniram para transformar esta realidade e organizar a chamada “Virada Social”, que definiu 126 ações do Estado na comunidade, destas apenas 22 foram concluídas. Ações importantes como a construção de mais um CEU, mais uma ETEC, Clube-Escola, Centro de Educação Ambiental, CREAS, Parque Paraisópolis, CIC, Casa de Cultura entre outros, nunca saíram do papel.

No entanto, a “Virada Social” foi interrompida, e 83% das ações aprovadas e prometidas não foram executadas.

Nossos trabalhadores, estudantes e mulheres sofrem tanto ou mais com a realidade criticada pelo movimento SOS Morumbi. A solução para isso, no entanto não passa por aumentar o muro que divide o Morumbi de Paraisópolis, mas pela continuação imediata das ações da Virada Social e dos investimentos em educação, saúde, esporte e moradia. Afinal o que mais diferencia os jovens que moram em Paraisópolis daqueles que moram no Morumbi é a ausência de oportunidades iguais.

Ações pontuais, ditas “emergenciais” sozinhas não resolverão os imensos desafios que temos que vencer. Levando em consideração que todas as vezes que conquistamos algo foi unidos, e Paraisópolis e Morumbi estão diretamente ligados, contamos com o apoio e participação dos moradores do Morumbi para exigir que o Governo entre de fato nessa luta e retome imediatamente a Virada Social.

Problemas sociais se resolvem com políticas sociais e mais presença do poder público.

Morumbi quer segurança e Paraisópolis, respeito

 

Contraste Morumbi/Paraisópolis

Tem Casas Bahia, tem Correios e tem Banco do Brasil. O que não falta é loja de construção. Não é difícil encontrar farmácia por ali. Tem CEP em algumas ruas e a luz elétrica (oficial) chegou faz pouco tempo. A Maria mora lá. O Zé, também. Os meninos e meninas deles estudam bem pertinho. Não é no CEU, mas um CEU foi entregue em 2008. São 13 escolas, para meu espanto. Tá certo que duas delas estão entre as piores da cidade. Campo de futebol, quadra de esporte e jogador de rugby fazem parte do seu patrimônio. E uma das primeiras rádios comunitárias da capital está no ar desde o ano passado.

Na zona sul de São Paulo e na borda do Morumbi, Paraisópolis, que ganhou o status de comunidade mas não perdeu o estigma de favela, só não tem posto da polícia. Lá dentro, a PM costuma aparecer correndo atrás de algum suspeito. E correndo sai de lá para não se machucar. Nos últimos anos, por duas vezes, ocupou espaços, a última foi em 2009, após rebelião de algumas pessoas provocada pela morte de um conhecido em troca de tiros com policiais. Mas a Operação Saturação tem data de validade e assim que os policiais e suas viaturas luminosas deixam o lugar, a população fica a deus-dará.

Neste domingo, moradores do Morumbi e todos os demais bairros que receberam este nome por adoção se encontrarão na Praça Vinícius de Moraes, bem pertinho do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo. Às 10 e meia, com hino nacional, pompa e circunstância se darão as mãos e depois passarão abaixo-assinado pedindo que a PM coloque uma base comunitária fixa, funcionando 24 horas, dentro da Paraisópolis. Querem, também, elevação no número de policiais civil e militar, adaptando-o ao crescimento da população.

Leia o texto completo no Blog Adote São Paulo, no site da revista Época São Paulo

Referendo para decidir número de vereadores em Santos

 

A cidade de Santos tem 17 vereadores, mas a lei permite até 23, pois tem cerca de 400 mil moradores. Resta saber se eles querem o aumento no número de parlamentares. É com esta intenção que foi proposta a realização de uma consulta popular, durante debate promovido pela OAB, na quarta-feira. A ideia do referendo pode ajudar na mudança de comportamento do cidadão, afastado das discussões legislativas.

Além da baixa participação popular nas decisões tomadas pela Câmara Municipal, advogados, estudantes, ativistas e representantes de partidos políticos reclamaram da judicialização da política brasileira e das despesas dos poderes públicos, entre outras questões.

Antes do debate, conversei com o coordenador da Comissão de Assuntos Legislativos e Direitos Políticos da OAB, subseção de Santos, Renato Luiz de Jesus, que ressaltou para o fato de que o aumento no número de vereadores não garante maior representatividade da população. “Se perguntar às pessoas quantos vereadores a cidade precisa, muitas dirão que nenhum”, falou ao comentar o baixo nível de confiança da classe política.

Ouça a entrevista do advogado Renato Luiz de Jesus, ao Jornal da CBN

Você acha que a sua cidade precisa de quantos vereadores? Seja quantos forem, eu recomendo: adote um vereador, é uma das ferramentas que temos para garantir que ele será um representante seu no parlamento.

Ministério das Cidades perdeu razão de ser

 

O Ministério das Cidades não sai do noticiário, desde que Mário Negromonte foi acusado de oferecer R$ 30 mil a políticos do seu partido para que estes retirassem assinatura de apoio a abertura da CPI da Corrupção. Além disso, há suspeitas de liberação de pagamentos irregulares para empreiteiras que doaram mais de R$ 15 milhões ao PP, partido que comanda a pasta, nas eleições de 2010. Em um caso e noutro os dados ainda não são consistentes, mas expõem uma mudança clara de prioridades dentro da pasta responsável pelo Orçamento de R$ 6,21 bilhões.

Ao surgir no início do Governo Lula, tendo o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra como ministro, a expectativa era de que, pela primeira vez, os municípios brasileiros teriam dedicação especial do Governo Federal. Justo, dado o fato de que mais de 80% da população vive, hoje, no ambiente urbano. Na época, formou-se uma equipe com alguns nomes de trabalho reconhecido internacionalmente, como o da urbanista Raquel Rolnik.

Um ano e meio depois, o Ministério foi oferecido para o PP, partido do então presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti. O nome indicado foi o de Márcio Fortes de Almeida que permaneceu até o fim do segundo mandato de Lula e apenas não seguiu com Dilma Roussef por pressão de uma das alas do PP que defendia a nomeação de Mário Negromonte.

O Ministério das Cidades não passou para as mãos do PP de graça. A pasta se transformou em carro-chefe do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e responsável pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Um filão e tanto, político e financeiro.

Criado para o desenvolvimento urbano, hoje o Ministério é um mero tocador de obras sem planejamento. Um desperdício de ideia, oportunidade e dinheiro. Muito dinheiro.

Odeio os aeroportos

 

Por Milton Ferretti Jung

Desde abril não viajava de avião. No último dia 5, convidado que fui a participar ao lado do meu filho do programa Papo Aberto, apresentado por Gabriel Chalita na TV Canção Nova, precisei ir a São Paulo, o que fiz com enorme satisfação, como lembrei no texto que postei neste blog no dia 11 do corrente, eis que o convite do Chalita me proporcionou reencontrar o ramo paulista de minha família, o Mílton, a Abigail e os netos Gregório e Lorenzo. Quando eu narrava futebol pela Guaíba de Porto Alegre, sempre que podia, evitava viajar, não por ter medo de voar, mas é que já naquele tempo detestava aeroportos. E notem que então eram raros os vôos que saíam com atrasos enervantes ou, como acontece frequentemente agora, nem decolavam. Ninguém imaginava que haveria um 11 de setembro trágico envolvendo aviões dos Estados Unidos em atentados que abalaram o mundo. O reflexo da fatídica data se faz sentir, hoje em dia, principalmente nos aeroportos.

Aqui no Brasil não tinha ainda me deparado com o que me pareceu uma certa paranóia dos agentes fiscalizadores de bagagens e passageiros em vôos domésticos, o que me chamou especial atenção. Fui e voltei à Argentina com minha mulher sem enfrentar problemas ao cruzar a fiscalização de embarque. Claro, existem regras que precisam ser obedecidas. Nos bons tempos não se fazia necessário, por exemplo, que a gente se preocupasse com a capacidade das embalagens de líquidos, que agora não podem ultrapassar 100ml, na bagagem de mão.

Tanto na minha ida como na volta, no Salgado Filho e em Congonhas, passei por experiência desagradável. Com minha bagagem de mão não houve. Já,no entanto,quando cruzei aquele portãozinho (sei lá como é o nome técnico da coisa), o apitinho soou. Não levava nada no bolso capaz de provocar o maldito som. Quase me viraram ao avesso. – Tira o cinto! – mandou um “simpático” agente. Tirei o cinto e o relógio, mas me mantive calçado. No retorno a Porto Alegre, porém, nem os sapatos pude manter nos pés. Será, pensei, que tenho cara de terrorista? Diz a resolução 168 da ANAC, entre outras coisas, que os critérios para os casos em que passageiros e bagagens devam ser submetidos à inspeção mais detalhada são definidos pela Polícia Federal. Pelo jeito, dei azar. Ou os agentes escalados para os dias em que viajei dormiram mal e resolveram me fazer dançar. É possível também que tenham gostado de me “massagear”. Nem os idosos, atualmente, merecem respeito. Cada vez mais, odeio aeroportos.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

SOS Morumbi: “Policiamento não é suficiente”, diz Conseg

 

O Governo de São Paulo se antecipou a manifestação de moradores do Morumbi por mais segurança na região e anunciou a instalação de uma base da Polícia Militar ao lado da rua Doutor Francisco Thomaz de Carvalho, o Ladeirão, onde ocorrem assaltos com frequência. Além disso, o secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto disse que o policiamento será reforçado para coibir os roubos a residências. Na noite passada e neste madrugada era possível ver uma quantidade significativa de viaturas da PM paradas em pontos estratégicos da avenida Giocanni Gronchi. E para não haver dúvida de que estavam lá, todas com o giroflex ligado.

As ações, porém, não são suficientes para reduzir os índices de criminalidade na região, disse o diretor do Conseg Portal do Morumbi, Agnaldo Oliveira, em entrevista ao Jornal da CBN. Para ele, não bastam medidas pontuais, é necessário a criação de uma política planejada e permanente de segurança pública. “De acordo com o Censo 2010, o crescimento populacional da Vila Andrade foi de 73%, na última década, nem a infra-estrutura nem o efetivo policial aumentaram neste ritmo”, justificou assim os motivos que levarão os moradores a participar do SOS Morumbi, na Praça Vinícius de Moraes, no domingo, dia 28, a partir das 10 e meia da manhã.

Para o Conseg Portal do Morumbi, não adianta construir uma base policial no Ladeirão, é preciso instalá-la dentro da Comunidade de Paraisópolis “para gerar segurança inclusive para as pessoas que moram lá dentro que são reféns da criminalidade”, disse Agnaldo Oliveira.

Ouça a entrevista com o diretor do Conseg Portal do Morumbi, Agnaldo Oliveira, ao Jornal da CBN

Trabalho escravo na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

A produção de roupas na era moderna sempre se caracterizou por gradativamente se afastar dos países centrais para os periféricos. Na medida em que as nações se desenvolveram e ficaram prósperas, as confecções as deixaram e se dirigiram onde existiam pessoas dispostas a trabalhar por um prato de comida.

Até mesmo o trabalho domiciliar nos grandes centros urbanos em metrópoles cosmopolitas, propiciado a pessoas que cuidavam de parentes idosos ou doentes, foi se extinguindo. Não foi capaz de concorrer com os países asiáticos e afins.

A oferta de baixa qualidade, baixa remuneração e alta produção pelo enorme contingente humano disponível resultava num invejável preço competitivo à moda que se confeccionava.

Enquanto o gado começou a ser policiado e para ser vendido é preciso provar que sua origem não é de áreas desmatadas. Enquanto a madeira precisa de certificado de origem para ser comercializada nos grandes centros contemporâneos. Enquanto as roupas são ofertadas sem rastreamento, embora a etiqueta que as acompanha o permita e, às vezes, o baixo preço as denuncie nada de expressivo se fez.

E, é neste cenário que o recente caso dos guetos latinos em São Paulo possa trazer uma expressiva contribuição para corrigir esta distorção. Lição que precisa ser levada principalmente aos consumidores, pois é através da decisão de compra que se efetivará o real controle da cadeia produtiva. É preciso criar uma identificação que premie as marcas que estão respeitando o ser humano. É hora de vigiar e premiar. Para vigiar, até que se estabeleça um controle oficial, é atentar à origem, ao preço e ao tamanho das organizações.

Se no mais evoluído estado brasileiro há regime de escravidão, podemos imaginar nos confins da China ou da Índia. Se grandes corporações de varejo já quebraram enorme quantidade de micros e pequenas empresas fornecedoras utilizando seu absoluto poder econômico, cancelando encomendas exclusivas ou pressionando preços, imagina-se o que podem fazer com indefesos trabalhadores terceirizados ou quarteirizados. E, se o preço baixo é importante, melhor será aproveitar as liquidações das marcas fora do eixo potencial de risco.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung