Por Maria Lucia Solla
Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora
Se na nossa seara cumplicidade campeasse, e traição rareasse.
Se a dor tivesse um botão para que a gente a controlasse, e a lágrima rolasse solta sempre que a gente dela precisasse.
Se a comunicação fosse sempre certeira, e a gente se percebesse.
Se fosse possível dizer tudo aquilo que se sente, olho no olho, e se a carne fosse forte, a mente inteligente e o coração a acompanhassem.
Se a distância não separasse, a proximidade não desgastasse, e um no outro a gente acreditasse.
Se a espera não afligisse, a frustração não paralisasse, e da esperança a gente pudesse ver a face.
Se irmãos se apoiassem, e amadas e amados fossem cúmplices e não culpados.
Se remédio curasse, a doença afastasse, e a gente, forte, a vida tocasse.
E se a gente usasse o se a nosso favor e deixasse de lado a resistência ao que não dá para mudar, e estivesse sempre disposto a transformar em si, sempre e só em si, o que é possível melhorar e vivesse a vida assim, dia a dia, hora a hora, perdendo às vezes o rumo por ter os olhos na lua sem ver um passo adiante, mas não perdendo a disposição de levar a viagem avante.
E a gente levasse a vida não como tarefa a ser cumprida, mas como grande aventura emocionante e divertida, com bandeirada na chegada e pegadinha na partida?
Apenas se.
Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung




A cidade de Santos tem 17 vereadores, mas a lei permite até 23, pois tem cerca de 400 mil moradores. Resta saber se eles querem o aumento no número de parlamentares. É com esta intenção que foi proposta a realização de uma consulta popular, durante debate promovido pela OAB, na quarta-feira. A ideia do referendo pode ajudar na mudança de comportamento do cidadão, afastado das discussões legislativas.
O Governo de São Paulo se antecipou a manifestação de moradores do Morumbi por mais segurança na região e anunciou a instalação de uma base da Polícia Militar ao lado da rua Doutor Francisco Thomaz de Carvalho, o Ladeirão, onde ocorrem assaltos com frequência. Além disso, o secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto disse que o policiamento será reforçado para coibir os roubos a residências. Na noite passada e neste madrugada era possível ver uma quantidade significativa de viaturas da PM paradas em pontos estratégicos da avenida Giocanni Gronchi. E para não haver dúvida de que estavam lá, todas com o giroflex ligado.