Vai à Paulista, vá de bike, mas confira este vídeo antes

 

Vistoria nos Bicicletários da avenida Paulista from João Lacerda on Vimeo.

O videorepórter João Lacerda convidou Aline Cavalcante (@pedaline) para pedalar em busca dos atrativos culturais da Avenida Paulista. A intenção era descobrir como a bicicleta é tratada em todos estes lugares bacanas que fazem parte do roteiro de turistas estrangeiros, brasileiros e paulistanos. Algumas surpresas interessantes e outras frustrantes fizeram parte deste passeio que vale a pena acompanhar. Depois confira aqui a nota que a dupla deu para o Masp, Casa das Rosas, Conjunto Nacional, entre outros pontos bem conhecidos da gente.

Com Aline Cavalcante (@pedaline)

Kobra refaz painel atacado por religiosos, em Atenas

 

Eduardo Kobra refez o painel que havia sido atacado por religiosos incormados com o que entendiam ser uma agressão a tese do criacionismo, já que a obra “Evolução Desumana” retrata imagens da evolução humana, segundo Charles Darwin. O trabalho assinado por ele e Agnaldo Britto Pereira foi realizado em um muro próximo à estação do metrô Pefkakia, ponto nobre de Atenas, na Grécia. “Não podemos ceder espaço para os intolerantes”, disse Kobra em resposta ao risco de que novos ataques ocorram.

Médicos pedem rigor para carteira de motociclista

 

Cidade das motos

Em dez anos, os atendimentos pré-hospitalares a vítimas de acidentes com motos aumentaram 148,6% na cidade de São Paulo, de acordo com números divulgados pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Em 2010 foram 18.081 ocorrências contra 7.271 atendimentos em 2001. O mais preocupante nos dados divulgados neste início de semana é que os acidentes costumam aumentar em mais de 50% no segundo semestre do ano.

Na tentativa de mudar este cenário, o I Fórum Saúde e Trânsito, realizado em junho, sugeriu a formação de direção defensiva e exame de habilitação adequado às condições de trânsito que serão enfrentadas pelos motociclistas, com maios rigor na primeira habilitação. Outra sugestão é criar categorias na habilitação de motociclistas e especificar a velocidade máxima de circulação das motocicletas de acordo com as características de cada via.

A discussão, por enquanto, é teórica pois são poucas as medidas efetivas que tenham sido adotadas no País com o objetivo de acabar com o extermínio de motociclistas que assistimos nas grandes cidades brasileiras. Em São Paulo, capital em que o problema se agrava, conforme os números expressos no trabalho desenvolvido pelo HC, houve alguns ensaios sem nenhum convicção por parte da prefeitura na tentativa de reduzir o número de acidentes e mortes de motociclistas.

Avalanche Tricolor: Tem de decolar

 

Atlético GO 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Serra Dourada (G)




Dentre os caros e raros leitores deste blog, um ou dois devem ter percebido a ausência desta Avalanche, que costuma ser publicada ao fim de cada partida, desde 2008. Meu silêncio desde o fim da tarde de domingo, ao contrário do que a maioria possa imaginar, não se deve ao desempenho e resultado – este consequência daquele – na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, véspera de um clássico. Estive fora de São Paulo no fim de semana e meu retorno, coincidência apenas, se deu na hora da partida. Como se sabe, nos aeroportos temos outras preocupações. O de Salvador, que leva o nome de Luis Eduardo Magalhães, de família com tradição na prática política, não se difere dos demais. A agilidade que a empresa área tenta oferecer com equipamentos eletrônicos para check-in nos leva rapidamente para uma enorme fila onde teremos de, pacientemente, esperar os trâmites de segurança que permitirá acesso à área de embarque. São minutos intermináveis que nos separam da poltrona do avião, marcados por cenas de angustia de passageiros que correm o risco de perder o voo, funcionários das empresas tentando acelerar o processo para que a decolagem ocorra na hora certa e agentes de segurança tocando a manada – desculpe-me pela expressão, mas é a sensação que tenho ao participarmos desta cena, mesmo quando a pressa não me aflige.

Dentro do avião, outro reflexo da desorganização. Passageiros pouco dispostos a perder tempo a espera das malas no aeroporto de desembarque preferem levar o que podem e não podem dentro do avião. Os primeiros que chegam tomam o espaço dos bagageiros, deixando para os demais a dura tarefa de encontrar um lugarzinho que seja para tudo que têm em mãos. A medida que cresce a falta de confiança na entrega das malas, aumenta o número de bagagens dentro do avião. Não sei como alguns conseguem burlar a vigilância carregando tanta tralha, como nas cenas que víamos naqueles caminhões pau-de-arara – e aqui não vai nenhuma conotação perjorativa à classe social, mesmo porque amassadas entre uma bagagem e outra nota-se muitas bolsas de grife e marcas de lojas famosas.

A chegada em Congonhas, São Paulo, que não leva nome de político, mas é resultado da falta de respeito que muitos deles têm por nós, não se difere muito da situação em Salvador. Em plena noite fria na capital paulista, os passageiros são deixados no meio do pátio para embarcar em um ônibus, pois não há lugar para todos os aviões que chegam. E a espera das malas segue interminável, somente superada pelo tempo que se perde para pegar um táxi.

Soube do placar da partida quando cheguei em casa, apenas após enfrentar estes desafios aeroportuários que, registre-se, não foram suficientes para estragar o prazer de uma estada na Praia do Forte, onde o sol, o calor e o cenário em nada se pareciam com aquilo que os paulistas – meus conterrâneos gaúchos e muitos outros brasileiros de Sudeste a Sul do País, também – tiveram de encarar nesse fim de semana.

Quer saber se a derrota me tirou o humor, como alguns colegas da CBN chegaram a supor nesta manhã ? De jeito nenhum. Nem o futebol apresentado pelo Grêmio nem a falta de estrutura dos aeroportos são suficientes para tal, apesar de que está cada vez mais difícil encontrar uma solução para os dois. Bem, ao menos para o Grêmio eu ainda tenho esperança. E nada como um Gre-Nal para decolar de vez.

Conte Sua História de SP: As casimiras do meu pai

 

Omar NaufalNo Conte Sua História de São Paulo, Omar Naufal, nascido em Presidente Prudente há 78 anos, descendente de libaneses que chegaram ao Brasil no fim do século 19. A família dele veio para a capital paulista nos anos 1940. O pai virou comerciante de tecidos e tapetes, ofício que ensinou ao garoto Omar. Anos depois, o jovem virou vendedor de casimiras no centro da cidade. Andando na rua São Bento, o rapaz despertou o interesse de produtores da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Depois da quase aventura no cinema, Omar se formou em odontologia e montou um consultório perto de casa, na Vila Mariana. Porém, mesmo com a nova profissão, sempre ajudou o pai no comércio de tapetes orientais no bairro.

A história de seu Omar Neufal, sonorizada pelo Cláudio Antonio, você ouve aqui.

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você também pode participar contando mais um capítulo da nossa cidade. Agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa ou mande seu texto para milton@cbn.com.br.

De luz

 

Por Maria Lucia Solla

Por dois ou três minutos vou me esvaziar de mim e, durante esses cento e tantos segundos, deixar-me invadir por uma luz que ilumina sem brilhar e conforta sem subjugar. Mas é preciso que eu tenha cuidado para não me render à tentação de pensamento e emoção que brotam do ego, e para não enfiar em cada canto disponível a fissura por controle e julgamento.

Vou percebendo a luz se alastrar num raio desmedido, sem freio nem direção, tocar tudo o que encontra pela frente e transformar tudo o que é tocado. Colher lágrima de dor e semear alento, distribuir compaixão e coletar solidão, cansaço e descrença. Ela vai apagando a certeza, depondo a razão, apagando dos olhos e da memória do homem a mentira e desmentindo a fé que precisa de guia para chegar ao Criador.

Ela vai fazendo o que lhe é próprio fazer, tocando cada canto esquecido de cada esquina de espaços que desconheço e apagando a lembrança dolorida, o sonho fracassado, a frustração pelo que passou e a incerteza pelo que ainda nem chegou. Vai alcançando cada um: letrado e desletrado, enricado e empobrecido, diplomado e tatuado, o calmo e o arretado, o querido e o detestado, e vai sinalizando o caminho para o fim de tanto sofrimento.

Vou me aquietando enquanto ela põe rédeas na minha mente que mente, que mente, que mente, que me leva pela estrada errada que vem prometendo o cetro e a coroa desde a materialização do nosso chão e do nosso céu, que nem mesmo nossos são.

Ela vai convencendo a mim, e a quem puder alcançar e tocar, de que é melhor deixar ir o que nunca foi e nunca será meu, que nem sempre quem ama é amado, e que para o amor não há regra e nem livro editado. Vai afastando de mim, e de quem puder alcançar e tocar, os rebentos da carne e do coração, como faz a macieira que permite que a maçã se solte e siga o próprio destino. E ela, a luz, ainda vai desativando bombas criadas para destruir, e vai levando dos nossos corações o impulso de matar e de morrer e plantando, em seu lugar, coragem de viver, mansidão e leveza de simplesmente ser.

Que o toque da luz nos faça esquecer o que precisa ser esquecido, administrar o possível e aceitar o impossível.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e escreve, aos domingos, no Blog do Mílton Jung

Mundinho do luxo

 

Por Dora Estevam


 
Depois de polêmicas e discussões que duraram quatro meses o estilista Christian Louboutin perdeu na justiça para a marca Yves Saint Laurent o direito de usar exclusivamente as solas vermelhas. Em abril, o designer de sapatos abriu um processo contra a grife  YSL por entender que a última teria copiado a sola vermelha dos seus modelos de calçados. Detalhe, o designer pediu 1 milhão de dólares contra a marca.

“Solas vermelhas são empregadas com frequência no design de sapatos desde os usados pelo rei Luis XIV, em 1600, aos de Dorothy em O Mágico de Óz”, alegou a defesa de YSL.

 “Levando em consideração o fato segundo o qual, na indústria da moda, a cor possui funções estéticas e ornamentais decisivas para alimentar a competição, (…) sendo difícil para Louboutin provar que o solado vermelho goze da proteção de uma determinada marca”, escreveu o  juiz Victor Marrero da Corte de Nova York.


 
Que pesadelo! Já pensou se as marcas de moda rápida (varejão)  resolvem gastar tonéis de tintas para jogar no mercado produtos parecidos? Susan Scafidi, diretora de Moda da Universidade de Fordham Law Institute, diz WWD : “Este é o preço de quem faz produto bom e de qualidade, os que copiam querem levar vantagem ou pegar carona na fama.
 
Já pensou se a marca Chanel resolvesse cobrar na justiça de todos os que já copiaram os seus modelos? Beeeeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm  estranho!!!
 
Mudando de mala para sacola…
 
Para vencer os concorrentes Will Smith e Ashton Kutcher, Donald Trump revelou seu jato luxuoso e privado. Muito simpático, o empresário pediu para a assistente dele, Amanda Miller, gravar um vídeo para a sociedade conhecer bem por dentro. Equipado com uma sala de jantar, salão principal, área VIP, quarto de hóspedes, o quarto dele, é claro, e banheiro, o jato pode levar até 43 passageiros.
 
Quer dar uma olhada??



Dora Estevam é jornalista e escreve, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Fui contratado, e agora?

 

Um apaixonado pela leitura. Foi assim que o consultor de empresas Gutenberg de Macêdo se apresentou nesta entrevista no Mundo Corporativo, na qual falou sobre os primeiros momentos de um profissional na empresa ou em um novo cargo. Gutenberg também respondeu a perguntas de ouvintes-internautas interessados em entender qual a melhor estratégia para acertar no “primeiro minuto de jogo” e como encarar aqueles colegas que sonhavam ocupar o seu lugar.

Aproveito para reproduzir aqui alguns dos livros citados por Gutenberg durante a entrevista que foi ao ar no site da CBN, atendendo a pedidos feitos por ouvintes-internautas. Anote aí, boa leitura e, se tiver mais sugestões, compatilhe com os leitores do Blog registrando na área dos comentários:

Treinamento Gerencial de Paula J. Caproni

As 48 Leis do Poder de Robert Greene

Oráculo Manual ou A Arte da Prudência de Baltasar Gracian

Como Conquistar um Ótimo Emprego de Gerente a Executivo de Sharon

Fui Demitido! E Agora? De Gutemberg B. de Macedo

Fui Contratado! E Agora de Gutemberg B. de Macedo

O Mundo Assombrado pelos Demônios de Carl Sagan

O Principio da Sabedoria – Lições de Salomão para o bem Viver de Gutemberg B. de Macedo

Carreira: Que |Rumo Seguir de Gutemberg B. de Macedo

“Cidades Sustentáveis”, assuma este compromisso

 

Céu de SP

Ano que vem, nesta altura do campeonato, estaremos em meio a um embate político com os candidatos a prefeito e vereador se digladiando pelo seu voto. Hoje, temos apenas algumas indicações como Gabriel Chalita do PDMB que já confessou seu desejo, Fernando Haddad e Marta Suplicy que brigam dentro do PT, Eduardo Jorge do PV citado pelo prefeito Gilberto Kassab, Andrea Matarazzo que só tem alguma chance se José Serra não quiser disputar pelo PSDB, e outros nomes que aparecem em notas de rodapé. Por enquanto, há muita conversa e negociação de bastidor, fala-se pouco de programa de governo. Aliás, costumamos assistir a pleitos em que esses são transformados em meras promessas sem lógica – eleitoreiras.

Para mudar o curso desta história, a sociedade organizada se antecipa e, nesta sexta-feira, dia 19/08, pouco mais de um ano antes da eleição, lançará o Programa Cidades Sustentáveis, um conjunto de ideias, indicadores e compromissos que podem – e devem – servir de base para a construção de qualquer plano de governo municipal. A proposta dos organizadores – Rede Nossa SP, Instituto Ethos e Rede Social Brasileira e por Cidades Justas e Sustentáveis – é fazer um pacto político no qual haja o envolvimento de cidadãos, entidades sociais, empresas e governos, além dos próprios partidos e candidatos.

Leia o texto completo no Blog Adote SP, da revista Época SP

Coleta seletiva em apenas 18% das cidades brasileiras

 

Reciclando

Otimista nas palavras mas com números que mostram a dimensão do desafio imposto às cidades brasileiras. Foi assim que se apresentou, nessa quinta-feira, o secretário nacional do Ambiente Urbano, Nabil Bonduki, em entrevista ao Jornal da CBN quando discutimos a forma como os municípios estão se preparando para atender ao Programa Nacional de Resíduos Sólidos. Até 2014, as prefeituras têm de ter definido como serão tratados os resíduos sólidos, eliminado os lixões e implantada a coleta seletiva.

Apenas 24% das cidades têm aterro sanitário, o que corresponde a 64% dos resíduos do País. O restante tem enorme caminho pela frente, apesar de que muitas já estudam a criação de consórcios para gerenciar os resíduos sólidos, disse Nabil. Em relação a coleta seletiva, o cenário não é tão animador, mesmo com algumas experiências interessantes. Somente 18% das cidades tem algum nível de coleta seletiva, não reciclando mais do que 2% dos resíduos. Para o secretário, o trabalho nesta área tem de incluir as associações de catadores, agentes fundamentais para o sucesso da iniciativa.

Na entrevista, Nabil Bonduki falou, também, sobre as formas para financiar a adaptação das cidades ao programa de resíduos sólidos e a necessidade de participação dos Estados e da sociedade neste processo.
Ouça aqui a entrevista que foi ao ar no Jornal da CBN