Conte Sua História de SP: Cunha Lima e a cultura

 

No Conte Sua História de São Paulo, o poeta, jornalista e escritor Jorge da Cunha Lima fala de sua íntima relação com a cidade. A família sempre lidou com fazendas de café no interior. Mais tarde, o avô trouxe todos para morarem em São Paulo, na Aclimação, bairro que na época concentrava funcionários públicos graduados e alguns milionários. Lá, o garoto teve o gosto pela arte e pela cultura despertado ao acompanhar a avó ao piano.

Neste depoimento gravado pelo Museu da Pessoa, Cunha Lima, ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo, lembra como foi a educação no colégio São Bento e curiosidades do Largo São Francisco.

Ouça o depoimento de Jorge da Cunha Lima, sonorizado pelo Cláudio Antonio, que foi ao ar no Conte Sua História de São Paulo

Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP.

“Câmara trabalha como um empregado do Executivo”

 

Reportagem do jornal Metro, distribuído nos semáforos de São Paulo, destaca a atuação da Câmara Municipal que retoma os trabalhos nesta semana, após as férias de inverno. Na publicação, destaque para a declaração de Alecir Macedo, da rede Adote um Vereador, que avalia que “o legislativo trabalha como um empregado [do Executivo]”.

A seguir, reproduzo apenas alguns trechos da reportagem, para ler o texto completo acesse o jornal Metro aqui

O balanço das atividades da Câmara Municipal no primeiro semestre de 2011 mostra que os vereadores paulistanos têm pouca utilidade para a cidade. Do total de projetos apresentados pelos parlamentares, apenas 11 (10%) foram aprovados em segunda votação. Entre eles, leis inócuas, como a criação dos dias do Samba na Laje e do Policial Ferroviário Federal, ambos de autoria do vereador Netinho de Paula (PCdoB).

Outras propostas que tomaram o tempo da Câmara Municipal foram o projeto de lei que cria o título Salva de Prata em homenagem à CGM (Guarda Civil Metropolitana), de autoria de Abou Anni (PV), e o título de Cidadão Paulistano ao padre Landell de Moura, que morreu em 1928 e foi um dos precursores do rádio, do vereador Eliseu Gabriel (PSB). Somente uma proposta de inicativa dos parlamentares paulistanos votada na Câmara tem relevância para sociedade, concorde-se ou não com ela: o veto às sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais.

…

Para Alecir Macedo, do Movimento Adote um Vereador, os dados mostram que os parlamentares ignoram sua função primordial, que é
a de fiscalizar o Executivo. “Dos 55 vereadores, 39 são da situação. Desse jeito, o Legislativo trabalha como um empregado, só para
cumprir ordens”, diz Macedo.

Ele destaca ainda que da quantidade de projetos de lei aprovados, 90% eram de interesse do poder Executivo. “No lugar deles, eu
teria vergonha.”

Lei da Ficha Limpa altera bancadas no Congresso

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

A Câmara dos Deputados deu posse no início de julho passado a quatro parlamentares que haviam sido barrados nas últimas eleições pela denominada “Lei da Ficha Limpa”. Janete Capiberibe (PSB-AP), Magda Moffato (PTB-GO), João Pizzolatti (PP-SC) e Nilson Leitão (PSDB-MT), que disputaram as eleições nos seus Estados sem registro pela Justiça Eleitoral, foram empossados e estão na plenitude do mandato.

Via de conseqüência, o Diário Oficial da Câmara dos Deputados publicou ato determinando o afastamento daqueles que estavam no exercício: Zonta (PP-SC), Professora Marcivania (PT-AP), Delegado Waldir (PSDB-GO) e Ságuas Moraes (PT-MT).

Pelo mesmo motivo, no Senado Federal também há expectativa de alterações em bancadas. Três parlamentares aguardam definições do STF ou do Tribunal Superior Eleitoral para saber se permanecem ou não nos mandatos: Marinor Brito (PSOL-PA), Wilson Santiago (PMDB-PB) e Geovani Borges (PMDB-AP), que é suplente e ocupa a vaga do irmão, Gilvam Borges (PMDB-AP), licenciado.

Tivesse o Congresso Nacional apreciado o tema em obediência à Constituição Federal, ou seja, um ano antes das eleições de 2010, e nada disso seria necessário. Afinal, somente em março o Supremo Tribunal Federal tornou definitiva a questão (havia a necessidade de sua composição total, até então funcionando com 10 Ministros).

A posse dos parlamentares outrora excluídos pela Justiça Eleitoral desperta alguns questionamentos. O primeiro, que o eleitor vota nos candidatos mesmo que eles não tenham condições jurídicas mas constam na urna eletrônica com a sua foto e o seu número. É razoável que a expressiva maioria dos eleitores não compreenda porque uma candidatura que é tida por juridicamente inviável estava identificada no local de votação. Se está ali, pode ser votado. Esta é a compreensão popular. Outra, que eleição no Brasil é um fato social à parte, capaz de prescindir de memória, coerência ou razão em vista de suas peculiares. O que vale para alguns, durante o curto espaço de tempo em que ela se desenvolve (90 dias), é o momento e o cenário do show. “Os povos gostam do espetáculo; com isto, dominamos seu espírito e seu coração”, já dizia Luis XIV, o Rei-Sol (1638-1715).

Mesmo diante da abundância de informações sobre acontecimentos deploráveis ocorridos nas últimas décadas, percebe-se que eleição após eleição, inúmeros parlamentares e administradores são desagravados pelos eleitores de seus Estados que não apenas banalizaram como glorificaram condutas reprováveis por meio de significativas votações.

Por fim, o histórico julgamento do STF admitindo que alguns candidatos sob a alcunha de “fichas sujas” pudessem participar do pleito valorizou a Constituição ao estabelecer que a Lei não vigorou para 2010. E isto, se a um ângulo reforçou o já significativo desânimo da sociedade em relação à política de um modo geral, por outro serviu de alerta ao Congresso Nacional ao enfatizar que toda a ação legislativa precisa necessariamente compatibilizar aspirações moralizantes ao texto constitucional.

Respondendo a uma entrevista no ano passado, o ex-Ministro Eros Grau, do STF, sintetizou: “Entendido que “ficha-suja” é unicamente quem tenha sido condenado por sentença judicial transitada em julgado, certamente não votarei em um deles. Importante, no entanto, é que eu possa exercer o direito de votar com absoluta liberdade, inclusive para votar em quem não deva”.

Duas questões são certas. A primeira, que estas alterações que desorganizam bancadas e partidos políticos poderiam ter sido evitadas se o Congresso Nacional fosse obediente à Constituição Federal. A outra, que as decisões do Supremo são definitivas.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: Haja paciência !

 

Flamengo 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Engenhão (RJ)

A mão escorrega pelo rosto e puxa as bochechas para baixo, ao mesmo tempo em que os olhos se voltam para o céu, em busca de alguma explicação para o erro, enquanto os lábios se espremem impedindo que palavras impublicáveis se dirijam injustamente àquele que o assiste. De forma repetitiva, o gesto se expressa a cada chute com destino tortuoso, como se a bola ter ido a um lugar qualquer que não o seu objetivo fosse desejo próprio deste ser inanimado, nunca resultado da falta de habilidade ou desajuste do protagonista.

Tem sido assim, jogo após jogo, a reação de nossos Imortais a cada tentativa frustrada de ataque. Já deixei de contar as vezes em que não conseguimos sequer chutar em direção ao gol; são raros os momentos em que o goleiro adversário tem de fazer algum esforço para impedir a investida de nosso time; normalmente o destino da bola é o braço dos gandulas, quando esta não é despachada para um lugar qualquer. Inevitável, porém, é a cena do desespero (pela sua mediocridade, talvez) mal interpretada e destacada na televisão por nosso atores, como se aquilo fosse uma injustiça dos Deuses do Futebol, jamais resultado de sua incompetência.

E nós que só temos o poder de torcer, sofrer ? Passamos a mão no rosto, olhamos para o alto, esprememos os lábios, pensamos o quê? Deveríamos desenvolver um grau de paciência que vai além da capacidade de qualquer monge tibetano? Acreditar no poder de nossa mística ? Na história de um clube que nos apaixonou?

Você, caro e raro leitor deste blog, sabe o cuidado que tenho de sempre exaltar os méritos do tricolor, mesmo que estes se resumam a um chutão para a lateral ou uma roubada de bola. Sabe que o sofrimento a cada rodada sempre é visto por mim como o momento de provação que devemos ser expostos para alcançarmos a glória que nos aguarda na próxima esquina. No jogo desse sábado, no Rio, até parecia estarmos diante de um time diferente daquele que se apresentou nas últimas partidas.

Haja paciência, porém. Quando até mesmo nosso maior ídolo é constrangido pelo erro, defender quem – ou quem nos defende? Quando o comandante entende que toda crítica é política e se mostra incapaz à auto-crítica, esperar que a mudança venha de onde? Quando você olha para o banco e não vê opção, não enxerga confiança nos gestos de seu treinador, por que acreditar que haverá crescimento?

Paciência, muita paciência. E olhar para o que já enfrentamos e como solucionamos nossos dramas. São os caminhos que temos para continuar torcendo, sofrendo e acreditando.

NB: Logo após a derrota para o Flamengo, o presidente Odone disse que Wellington Paulista seria contratado e substituiria André Lima, que será sacado do time até melhor sua forma física. O ex-atacante do Palmeiras está ameaçado de não vir mais. Será obra da oposição, presidente Odone?

 

De esperança

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

sou avessa a dor
mas prefiro dor a dores
que a palavra no plural se pulveriza
clona a si mesma
se banaliza

saudades não me caem bem
mas se inevitável
que venha a saudade
pura sem gelo
já que você não vem

aos ciúmes sou avessa
mas tem hora que não dá para evitar
e acabo topando
com ele
o ciúme singular

Andamos íntimos demais da dor. Com quem falo quem encontro está doendo de mal do corpo ou de mal do amor. Uns mais, outros menos mais. Hóspedes do planeta dor, temos explorado os seus caminhos, andarilhos e curiosos que somos, mas neste ponto do tempo parece que chegamos ao seu ponto central, e é ali que estamos agora, eu doendo aqui, você doendo ali, e a dor do outro sempre parecendo mais branda que a nossa. Pimenta no olho do outro pode não arder na hora, mas acaba respingando na gente, e a pimenta de agora não é fraca não.

Quanto à minha coleção de perrengues, se é aprendizado, resgate ou acerto de contas, se é praga, trabalho-feito ou mau-olhado, depois de espernear, acabo agradecendo por falta de alternativa melhor. Fico “de bico”, que não sou santa e nem de ferro, mas já aprendi que se não impuser resistência, é como picada de injeção, dói menos.

anda duro de roer o osso
pela perda
do que nunca tivemos
pela posse
do que nunca foi nosso

hoje dói é certo
mas o lugar não é ruim não
para onde quer que você vá
se afasta do olho do furacão

amanhã traz nova chance
que é a sua função
a nossa é encarar a fraqueza
a preguiça e a solidão

ontem olhei pela janela do quarto
e vi estrelas no céu
quem sabe meu deus
nem tudo está perdido
no cardápio dos teus sonhos
e na receita dos meus

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Saia com este jeans anos 70

 

Dora Estevam
 
Este pessoal da moda adora os anos 70, tem sempre um modelo em destaque. E as celebridades dão uma forcinha usando e abusando das peças. O modelo da vez é a saia jeans. Renovada, já está nas ruas e, ao que parece, será tendência forte para o próximo verão brasileiro.

De acordo com as editoras, a saia virou peça coringa que vai do fim de semana ao escritório. Curta ou nos joelhos, o comprimento deve ser de gosto bem pessoal. Com zíper ou botões, o que importa é ter uma na próxima estação.

Como o Brasil é um país adaptável ao estilo jeans acredito que não teremos problema.
 
Aí estão algumas fotos para você se inspirar, faça seu mix, capriche nos complementos e divirta-se.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

As maritacas da Mooca

 

Por J.C. Gutierrez

 

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Fim de maio, fechando a estação “das folhas que caem”, como diz no “Pulo do Gato” o Zé Paulo de Andrade da estação de Outono e, mal surgem os raios de sol, sobre os prédios do IAPI da Mooca rompendo a madrugada, lá vem elas em direção a Praça dos Industriários, na Rua dos Trilhos fazendo “banzé”! Sons estridentes parecendo querer falar, umas interpelando outras misturando sons! São aves psitaciformes da espécie “Brotogeris”, chamadas vulgarmente de maritacas.

 

Seus trinados estridentes em alto e bom som acordam os moradores do lugar há mais de 50 anos, quando por lá chegou um casal que deve ter escapado de algum viveiro. Hoje, são mais de vinte e dizem os velhos moradores, que já chegou a ter mais maritacas por ali e, não sabem o porquê, estão em processo de extinção.

 

O casal Joana e Valdir, da Banca de Jornal “Dia a Dia” como também o jovem Talma, dono do boteco na praça, todos os dias pela manhã testemunham este belo espetáculo oferecido gratuitamente pela natureza, o “banze das maritacas”.

 

À tardinha, quando no ar paira o cheiro gostoso de pizzas, desse típico bairro de italianos, as maritacas se recolhem aos seus ninhos nas marquises dos prédinhos, com o mesmo ritual das manhãs, quando dão as boas vindas ao sol acordando os mooquenses para o trabalho, um espetáculo digno de se ver, mas, infelizmente não são todos que podem fazê-lo. Falta-lhes a sensibilidade e a responsabilidade para cuidar da natureza e das coisas dela inerentes, as maritacas que ainda não foram vistas pelas autoridades, seus rituais não chamaram suas atenções, vivem ao Deus dará, sem assistência por parte dos veterinários do Departamento de Zoonose da Prefeitura, correndo o grave risco de extinção.

 

A Mooca, a cidade, o país e o mundo perderão um lindo espetáculo da natureza!

Mundo Corporativo: Os 8Ps do marketing digital

 

O professor da ESPM e fundador da Publiweb, Conrado Adolpho, entrevistado no Mundo Corporativo, fala do método que desenvolveu com o objetivo de organizar as ações de marketing digital em uma empresa. São os 8Ps que estão descritos em livro lançado pela editora Novatec: pesquisa, planejamento, produção, publicação, promoção, propagação, personalização e precisão.

Ele explica que para realizar uma ação no universo digital, a empresa precisa ter as ferramentas – twitter, site, blog, smartphone, entre outras -, pessoal capacitado e um processo, que se realiza através da aplicação desta metodologia:

“Os 8Ps do Marketing Digital – O Guia Estratégico de Marketing Digital” será lançado dia 5 de agosto,
às 19 horas, na FNAC da Avenida Paulista (R$ 139,00).

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da CBN e você por participar com perguntas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN

Conte Sua História de SP: Skowa e o talento da madrinha

 

No Conte Sua História de São Paulo, o cantor e compositor Marco Antonio Gonçalves dos Santos, Skowa fala da madrinha que influenciou sua carreira e lembra momentos de sua infância na casa dela, no Jardim Europa. Hoje, Skowa tem 56 anos e nome ligado a história cultural paulistana com os trabalhos realizados nas bandas Skowa e Máfia.

Ouça o depoimento de Skowa, gravado pelo Museu da Pessoa, e sonorizado pelo Cláudio Antonio.

Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. Sábado que vem tem mais.

Internet influenciará mais que família na eleição 2012

 

Plenario da CMSP as 16 horas

Em pouco mais de um ano, o paulistano voltará a escolher o seu representante na Câmara Municipal de São Paulo e a internet irá influenciar – e muito – sua decisão. É o que se constata ao ler o estudo realizado pelo analista de pesquisa João Francisco Resende e a gerente de inteligência de mercado Juliana Sawaia, do Ibope. Os indícios e resultados apontados neste trabalho, que avaliou o comportamento do brasileiro na eleição de 2010, são claros ao mostrar o peso cada vez maior da internet na decisão do eleitor.

Um dos aspectos identificados, na comparação com o comportamento do eleitor em 2008, última vez que votamos para vereador, é que a conversa com parentes, amigos e colegas de trabalho deixou de ter influência para a decisão do voto. Enquanto, há três anos, 30% dos entrevistados disseram que foram atrás do palpite dos conhecidos, este índice caiu para 2%, em 2010. Já a internet que só influenciou o voto de 2% dos eleitores, em 2008, ano passado foi responsável pela escolha de 12%. Ou seja, o eleitor confia mais na internet do que na família para votar.

Leia o texto completo no Blog Adote SP, no site da revista Época SP