Por Carlos Magno Gibrail
Uma das mais intrigantes indagações do livro de Franklin Foer “Como o futebol explica o mundo” é sobre a globalização. É a constatação que o esporte mais popular da terra absorveu apenas em parte a disseminação dos estilos, de jogadores e das grandes marcas, tais como Nike, Adidas, Reebok, etc.
Os aspectos econômicos até que foram aceitos com sucesso, entretanto os culturais tiveram intensificadas as manifestações locais e regionais.
Já no Prólogo, Foer antecipa:
“Perambulando entre torcedores lunáticos, dirigentes sem escrúpulos e artilheiros búlgaros ensandecidos, observei as formas como a globalização havia fracassado em reduzir as culturas futebolísticas regionais, as disputas sangrentas e mesmo a corrupção no plano local.
Na verdade, comecei a suspeitar que a globalização de fato havia aumentado o poder dessas entidades locais – e nem sempre no bom sentido.”
Para atestar a verdade de Foer é só atentarmos ao que recentemente vem acontecendo no Clube dos 13. No momento da maturidade, após passar em quinze anos de 10 milhões a cota de TV para 500 milhões, com chance de chegar ao dobro, iniciou-se uma fragmentação.
Provavelmente manipulada pela CBF, aborrecida com a derrota do ano passado e assessorada por emissoras interessadas no enfraquecimento, para fortalecer a posição de compra.
Os números europeus comprovam a eficácia da negociação em conjunto. Na Inglaterra são 3,5 bilhões de euros por 3 anos, na Itália 1,8 bilhão de euros por 2 anos, na França 668 milhões de euros anuais.
Se não bastasse a atual contribuição nacional à tese de Foer via Clube dos 13, temos a defesa da CBF no caso da Máfia do Apito: “Paixão nacional é slogan para vender cerveja”
Negando que o futebol seja uma paixão nacional e talvez confirmando que a AMBEV e demais patrocinadores ditam ordem na CBF.
Tão falso como a afirmação de Kadhafi explicando que não pode renunciar porque não tem cargo para tal, mas tão próximo quanto os demais Mubarak’s em seus domínios de força e radicais na religião e culturas locais. Tal qual previsto no excelente livro de Franklin Foer, que bem poderia se chamar “Como o mundo explica o futebol”.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung
Senadores formam comissão para discutir a reforma política. Deputados não querem deixar na mão deles as mudanças. Temem serem prejudicados com as decisões tomadas na casa superior. Vão interferir no projeto com base no que entendem ser mais apropriado para a sobrevivência de cada um deles.


Quero as buzúquias, os grupos de dança que me puxavam para o palco e me faziam perceber que eu já nascera dançando aquela música, que eu nunca existira antes de estar naquela roda.






