“É craque mas muito lento”. Foi das primeiras coisas que ouvi de colegas ao ser anunciada a contratação de Douglas.
“Está com data de validade vencida”, me provocou amigo de redação após vê-lo carregando com sofreguidão a bola em um time desmontado.
Mesmo entre torcedores havia dúvidas sobre o comprometimento do nosso camisa 10 com a nossa camisa tricolor. O topete de ator canastrão e o olhar neutro de poucos amigos colaboravam para a construção dessa imagem.
Qualquer dessas visões se desfaz, porém, quando Douglas começa a dialogar com a bola. Poucos no futebol brasileiro são capazes de se entender tão bem com ela.
A suposta lentidão é negada pela forma como conduz o jogo, sem ansiedade para se livrar dela, e pelo toque que desconserta o adversário, sempre disposto a servir da melhor maneira possível o companheiro de equipe.
Consegue ser preciso, decisivo e solidário.
Foi assim ao lançar a bola na cabeça de André Lima, no primeiro gol; ao cruzar de pé trocado para Jonas completar, no segundo; ao distrair a defesa na falta de Rochenback, no terceiro; ao marcar de maneira excepcional o quarto gol.
E no quinto gol ? Onde estava Douglas ?
Provavelmente, aplaudindo a jogada de Jonas e André Lima. E descansando seu talento para as próximas quatro decisões que temos pela frente nesta caminhada em que a cada jogo escrevemos mais um parágrafo desta história marcada pela imortalidade.
Uma história que começou a ser contada há 75 anos, em um seis de novembro, quando o maior goleiro que já pisou o planeta Terra foi viver em outra encarnação e nos deixou este legado, Eurico Lara.
Pode estar frio ou quente, não importa a estação, se tem um por perto elas não pensam duas vezes, armam a produção com um detalhe infalível: o bicho.
Eles estão por toda parte, ou melhor, em todos os acessórios: bolsas e sapatos são suas vítimas preferidas. As estampas felinas saltam aos olhos das mulheres nas vitrines de todo o mundo.
As vítimas, digo, as usuárias (eu também), não se contentam com pouco, querem sempre complementar com um bichinho. Discreto! Pode ser. Exagerado! Por que não?
As onças são as mais procuradas, a mistura das cores: preto e caramelo agradam muito. Depois a zebra, preta e branca. O instinto selvagem fala mais alto. Se é tendência ou não, as mulheres estão sempre atentas aos novos modelos.
Tem algumas mais discreta, tem mais extravagantes. Olhem estas fotos da editora da Vogue, Anna Dello Russo. Ela misturou onça com acessórios enormes e dourados, cabelo trançado, franjas e unhas negras. Tudo num só corpo.
O exótico se torna natural. Pode tudo na hora de buscar uma estampa para vestir. Do tropical ao luxo, você escolhe a fera de acordo com o cenário. Madame ou gata felina, a ordem é se arriscar.
Para as mais ariscas, sugiro produções leves: shorts, biquínis, vestidos tudo pode ser misturado com peças de cores neutras.
Às mais clássicas: terninhos lisos com sandálias em bicho ou bolsas estampadas. Quer mais uma dica ? Amarre um lenço para dar mais charme ao acessório.
Selvagem chic ou gatinha tropical, deixe o seu instinto cuidar das suas escolhas.
Pegue seu bichinho de estimação e bom passeio pra você!
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo, aos sábados, no Blog do Mílton Jung
A turma dos sem-ingresso fica na ponta dos pés e estica o pescoço para dar apenas uma olhadinha no primeiro treino livre do Grande Prêmio de Fórmula 1, em Interlagos, São Paulo.
A porta do restaurante popular Bom Prato, na rua Hércules Florence,30 – Parque D. Pedro II, no centro de Sao Paulo, transformou-se em ponto viciado de entulho. No local é possível encontrar até vaso sanitário e penico, prova maior da degradação do centro velho de São Paulo.
Será, a demolição do Edifício São Vito, a solução do problema ?
Agora o outro lado
A prefeitura recolheu o material que estava na calçada depositado de maneira ilegal.
O comércio será obrigado a cobrar dos consumidores pelo uso da sacola de plástico se projeto de lei que está na Câmara Municipal de São Paulo for aprovada na semana que vem. O texto original do vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB) recebeu a colaboração de vários colegas de parlamento e pretende incentivar o uso de bolsas retornáveis para reduzir o impacto ambiental provocado pelo descarte do plástico.
Ouça a entrevista com o vereador Carlos Bezerra, ao CBN SP
Para conscientizar o cidadão, a proposta quer que os comerciantes discriminem na nota fiscal o custo destas sacolinhas que, calcula-se, é de R$ 0,20 a unidade. A adesão à lei seria de um a quatro anos, com as grandes redes de supermercados sendo as primeiras a se adaptarem e pequenos comércios e feiras livres os últimos.
No Brasil, descarta-se cerca de 12 bilhões de sacolinhas plásticas durante um ano, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, e para entender o tamanho desta encrenca o ouvinte-internauta Raul Lenguasco sugere que se preste atenção no vídeo que abre este post.
A cobrança pelo uso da sacola plástica é comum em outros países. Mara Rocha escreveu para o CBN São Paulo e disse que em Portugal todo supermercado cobra U$ 0,02 por unidade. Enquanto a ouvinte-internauta Patrícia Fortunado informou que em Washington, nos Estados Unidos, quem não usa a sacolinha ganha desconto de U$ 0,5.
Uma reação bastante comum contra a restrição no uso do saco plástico, perceptível através de e-mais e tweets encaminhados, ocorre devido ao hábito de se usar este produto para acomodar o lixo residencial.
Primeiro que deveria ser esforço de cada cidadão reduzir a quantidade de lixo descartado, consumindo produtos com menos embalagem e reciclando o que for possível. É assustador ver que de cada três sacos de lixo deixados na calçada para a prefeitura recolher, dois tem material que poderia ser reaproveitado passando por processo de reciclagem.
Segundo, armazene o lixo em sacos de plásticos maiores em lugar de se encher uma quantidade enorme de saquinhos de supermercado.
Terceiro, substitua o saco plástico pela folha de papel de jornal, usando o sistema de dobradura sugeridos por dois ouvintes-internautas Mariângela Alves e Thiner.
Acompanhe o passo a passo enviado por eles:
1. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.
2. Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.
3. Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.
4. Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.
5. Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:
6. Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
7. Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.
8 Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:
9 Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!
10 É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!
Outras sugestões passadas por ouvintes-internautas:
A avó de Ana Carolina Cardoso “usa de um artifício bem antigo: o bom e velho carrinho de feira”. A Sívia Scuccuglia comenta que no supermercado Pão de Açucar oferece aos clientes que não usam sacos plásticos pontos em seu programa de fidelidade que podem ser trocados por dinheiro: “Em um ano ganhei R$ 300,00”.
O advogado especializado em direito ao consumidor Josué Rios informou que se deve ficar atento para quantidade de plástico que pegamos dentro do supermercado, não apenas no caixa. Para evitar isto, o Sonda permite que frutas e verduras, por exemplo, sejam pesados no próprio caixa, enquanto o Futurama obriga o consumidor a ensacá-los antes “o que duplica ou triplica o consumo do plástico”.
A mudança de hábito é demorada e sempre provocará reações contrárias, mas o ideal é que o cidadão e as empresas, sem necessidade de interferência do poder público, estejam conscientes dos produtos que consomem e pensem como reduzir, reaproveitar e reciclar este material para diminuir o impacto no meio ambiente.
Geralmente o tempo é muito curto. Com sorte pode chegar a quatro, cinco minutos, se o assunto for interessante. Caso contrário não se segura no ar. Como eles adoram falar: “Não paga o tempo gasto”.
O “menor” tempo não siginifica jogo rápido. A reportagem pode durar míseros 1 minuto e 30 segundos – dá um trabalho! O que faz muita gente pensar que esse “emprego” é dos bons: “Imagina a maioria trabalha pouco, aparece na TV e ganha bem”.
Foi isso que o Paulo, zelador do prédio, perguntou à minha mãe: “Como o serviço da sua filha é bom! É só um pouquinho”.
Nesse “pouquinho” você, literalmente, roda a cidade quando não sai dela.
100, 150 quilômetros na estrada. Até pegar a dita cuja, até conseguir se livrar do trânsito, lá se foram algumas horas.
Certo dia saímos do asfalto para encontrar o entrevistado. Ainda tinha pela frente uma outra estrada de terra vermelha. “A poeira você tira de letra. Fecha os vidros, liga o ar e relaxa”, dirão. Impossível !
Se é estrada de terra tem buraco, se tem buraco o pneu entra e sai, e você vai junto, vai pra esquerda, volta pra direita, feito aqueles bonecos de posto de gasolina. Só que o boneco é de plástico, não tem quadril, não tem nervo ciático.
Os humanos (eu) têm.
Vou me queixar com quem? Mas tenho que falar, isso dá uma aliviada.
Como é que tem gente que faz raly ? E as costas?, disse alto
Imagine pegar um fim de semana pra isso? Solavancos!
Ao lado, meu companheiro de “serviço” que também pulava revelou que esse era seu esporte preferido: “Adrenalina na veia!” – gritou entusiasmado.
Isso te faz sentir o sangue correr mais rápido? Pois eu prefiro um cartão de crédito.
Quinta Avenida, Manhatan, Loja Channel, bolsa 2.55. Pede para a vendedora. Sente o cheiro do couro. Passa os dedos sobre a corrente dourada gelada. Próximo passo: é MINHA!
Entrega o cartão pra moça…. Espera ela digitar o valor. Coloca os quatro números da senha.
Isso é adrenalina pura. Sem poeira, sem buraco, sem dor nas costas.
Ok, um peso maior na consciência. Mas passa, assim que a fatura é paga. Simples assim.
Abigail Costa é jornalista e escreve no Blog do Mílton Jung, adora esportes radicais
O preconceito e a má-informação têm induzido pessoas ao erro e colaborado para ampliar as diferenças que existem no Brasil. Refiro-me a origem dos votos que elegeram Dilma Roussef em detrimento de José Serra. Em mensagens curtas pelo Twitter e textos ilustrados que me chegam por e-mail a todo momento – e por isso resolvi falar sobre o assunto neste blog -, eleitores do norte e nordeste são “acusados” de serem os responsáveis pela vitória petista em uma tentativa de diminuir o resultado relacionando-o ao voto de pobres e analfabetos.
Antes de irmos aos números, ressalte-se que das coisas mais belas que tem na democracia é o fato de o voto do Barão valer o mesmo que o do peão – seja ou não alfabetizado. É dos poucos momentos em que o cidadão vale a mesma coisa diante da lei, raro em um país que costuma julgar conforme a posse.
Importante lembrar, também, que o voto que vem de Oiapoque (AM), Jaicó (PI) ou Caiçara (PB) são de eleitores brasileiros assim como os depositados (teclados) na urna em São Paulo e Rio de Janeiro. Representam o mesmo país. Assim, se Dilma tivesse sido eleita apenas pelo apoio do Norte e Nordeste, já teria sua vitória legitimada. Mas nem isso é verdade.
Somados os votos da região Sul e Sudeste, Dilma chegou a 29,7 milhões, enquanto Serra fez 29,4 milhões. Estaria eleita assim mesmo.
A vitória dela em Minas (16 p.p) e Rio de Janeiro (20 p.p) foi acachapante . O tucano se deu muito bem no Paraná (10 p.p) e Santa Catarina (14 p.p) e foi pouca coisa melhor no Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
Lembre-se, também, de que Paraná e Santa Catarina somam pouco mais de 9,3 milhões de votos, enquanto apenas o Rio tem em torno de 8 milhões. E Minas é o segundo maior colégio eleitoral do País, depois de São Paulo, com cerca de 14 milhões.
Puxando o traço: a avaliação de que o Nordeste, os pobres e os analfabetos elegeram Dilma, não bastasse ser de um preconceito irritante revela ignorância.
A empresa contratada pela prefeitura para fazer a inspeção veicular pede mais fiscalização nas ruas contra a poluição do ar. O diretor presidente da Controlar, Harald Peter Zwetkoff, disse que é preciso aumentar o cerco contra os motoristas que fazem mudanças no motor ou no veículo após serem aprovados nos postos de controle.
Com este comentário, o executivo chama atenção para um problema que deve se acentuar a partir do ano que vem quando a emissão de ruído também será analisada na inspeção veicular. Motociclistas, em especial, costumam mudar o escapamento aumentando o barulho dos motores. Com mais fiscalização seria possível, ainda, coibir a frota “pirata” que circula na cidade, formada por carros sem licenciamento e qualquer outro tipo de controle, seja de emissão de poluentes e ruído seja do uso de equipamentos de segurança.
Na foto que ilustra este post, uma motocicleta que faz entrega para o Pão de Açucar é flagrada soltando fumaça enquanto roda na Marginal Pinheiros, em frente ao Parque do Povo. A imagem foi feita pelo ouvinte-internauta Paulo Ribeiro.
Goiás 0 x 2 Grêmio
Brasileiro – Serra Dourada (GO)
Em uma acelerada típica dos carros de fórmula 1, o Grêmio chegou ao gol em 13 segundos e oito toques.
Mérito de Vítor – ele sempre tem méritos – que não apenas interrompeu o ataque adversário como repôs a bola com a rapidez necessária para fazer Gabriel acelerar da intermediária ao campo contrário.
Os marcadores foram ficando para trás e sem tempo de pensar viram a bola correr até Jonas que soma o fato de ser goleador e solidário. Nosso atacante não teve dúvidas, virou o corpo para o lado onde seus olhos já miravam e viram Lúcio aparecer como uma flecha pelo lado esquerdo.
A televisão não mostrou, mas o ala/meio-campo gremista estava dentro da área onde a jogada havia começado pelas mãos de Vítor e estava dentro da área onde se encerrou nos pés de André Lima – do outro lado do campo.
Coube a nosso outro atacante repetir o que havia feito nos primeiros minutos de jogo, agora, porém, sem a interferência do árbitro. Correu em direção a bola, transformou velocidade em força e estufou a rede.
Verdade, foi um raro momento nesta partida, mas que já havia se feito presente em outros jogos deste segundo turno, quando passamos a atropelar nossos concorrentes em uma avalanche de gols, pontos e vitórias que nos aproximam dos líderes.
Faltam cinco jogos, teremos mais 15 pontos em disputa, adversários complicados, alguns motivados, outros desesperados. E muita gente ainda para ultrapassar. Mas no embalo que estamos por que não acreditar nesta arrancada final.
Nosso histórico é nossa certeza de que somos capazes. E velozes.
O vôo Porto Alegre – São Paulo, na quinta-feira, permitiu e estimulou os passageiros a usarem seus celulares para contatos familiares e profissionais. No Air Bus A312 a TAM passa a disponibilizar o uso através dos Smartphones para ligações telefônicas, SMS, internet e demais conexões eletrônicas, até então apenas possíveis em terra. É a primeira companhia brasileira a utilizar a aprovação da ANAC para os serviços de telefonia e internet nos aviões com SMP serviço móvel pessoal.
De acordo com a Diretoria de Marketing da TAM na palavra de Manoela Amaro: “O uso de celular a bordo foi uma demanda detectada por meio de pesquisas com nossos passageiros que desejam estar conectados ao trabalho, à família e a amigos enquanto viajam”.
A percepção que se tem é que o Comandante Rolim buscava sempre a diferenciação com base no conforto dos passageiros. A questão é saber que público dentre os principais segmentos de estilo de vida dos passageiros da TAM , que a Manoela Amaro está atendendo, ao liberar o uso do celular. O seu pai, pelo feeling, talvez nem precisasse de sistemas de pesquisa, pois diuturnamente estava atendendo em Congonhas os passageiros até o embarque, na escada dos aviões, em cima do tapete vermelho, ao lado do comandante e da chefe de serviço da aeronave. “Boa viagem, Gibrail” foi o que ouvi inúmeras vezes.
A ANAC certamente ao promulgar a liberação do uso do celular levou em conta fundamentalmente o aspecto tecnológico, já testado e aprovado. A OnAir , fornecedora da TAM, aplicou em 135 mil vôos em 356 cidades e 83 países. O serviço permite que apenas oito passageiros utilizem os celulares para ligações telefônicas ao mesmo tempo. Não há restrições para envio de torpedos nem no número de passageiros acessando a internet por meio de smartphones.
Esqueceram apenas de perguntar aos passageiros. Ou, com a “barriga no balcão” como Rolim fazia, ou com a metodologia que permitiu que 0,004% do universo de eleitores brasileiros pesquisados pudesse projetar o resultado de mais de 130 milhões de votos.
Nos Estados Unidos, alerta dado pelos comissários de bordo através do sindicato de classe, levou o Congresso a proibir o uso dos celulares em função da liberdade individual dos cidadãos. Ao mesmo tempo inúmeras pesquisas demonstram que os americanos apoiam a manutenção da proibição.
A FCC Comissão de Comunicações dos Estados Unidos em Washington proíbe o uso de celulares em aviões, em parte devido a algumas preocupações não resolvidas sobre possíveis interferências nos sistemas de telefonia e demais equipamentos de navegação das aeronaves.
O presidente da OnAir, Benoit Debains rebate: “Nos Estados Unidos a situação tem um aspecto emocional forte”, porque segundo ele o ruído normal do vôo não deixa os demais passageiros ouvirem o usuário falando.
As restrições de poucas aeronaves, poucos usos simultâneos e tarifas altas, logo deverão ser ultrapassadas e certamente estaremos diante de um ambiente insuportavelmente poluído.
Como historicamente no embate entre as grandes corporações e os indivíduos, as primeiras sempre vencem, há duas saídas para os que querem sossego nos voos. Separação entre usuários e não usuários ou chegada dos novos consumidores, hoje em fase de gestação. Aqueles que Nizan Guanaes descreve em artigo de ontem na Folha como “os escritores de celulares”. O escrito se sobrepondo sobre o falado no aparelho destinado originalmente à fala.
O torpedo não interrompe reuniões, exige menos firulas, propicia linguagem direta, é mais eficiente, serve mais, incomoda menos. A tese de Guanaes tem coerência, ressência, é contemporânea e pode se adiantar a massificação do celular em aeronaves. E estaremos protegidos.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve as quartas no Blog do Mílton Jung