Grêmio 1 x 1 Vasco
Brasileiro – Olímpico
Havia chovido quatro horas seguidas antes de a partida se iniciar, em Porto Alegre. A previsão era, inclusive, de granizo. Mas o árbitro Héber Roberto Lopes entendeu que havia condições de se jogar futebol.
Choveu durante todos os 45 primeiros minutos. E com vento forte a atrapalhar. Isto não foi suficiente para ele cancelar o jogo. Talvez tenha se iludido com o fato de as duas equipes terem conseguido marcar gols logo no início (quando a condição do gramado era apenas precária).
As equipes retornaram para o segundo tempo embaixo d’água, e sofreram até o fim com um aguaceiro que apenas aumentava a cada minuto. Nada, porém, convenceu o árbitro de impedir a continuidade da partida. A chuva era tal que ele foi incapaz de enxergar um pênalti no minuto final que favoreceria o time da casa – se é que não viu.
Muitos dos poucos torcedores que foram ao estádio, na noite desta quarta-feira, vaiaram o técnico Silas e a diretoria gremista assim que o jogo se encerrou, descontentes com a campanha do Tricolor (imagino que ninguém esteja feliz).
Deveriam, no entanto, ter se indignado com o principal personagem deste triste espetáculo aquático encenado no Olímpico. Faltou responsabilidade ao árbitro Hérber Roberto Lopes que desrespeitou o público e expôs atletas profissionais a um risco desnecessário.
A lamentar, ainda, o fato de que no intervalo e fim do jogo não houve nenhuma declaração dos jogadores contra a autoridade que permitiu a realização deste evento. Deveriam ter tido a coragem de pedir o cancelamento da partida por total falta de condições para a prática esportiva.
Esperar, porém, que jogadores de futebol se unam em defesa de seus direitos talvez seja um pouco demais, já sinalizaram em várias oportunidades de que são incapazes de se articular sem que estejam sob a tutela de seus empresários.
É uma pena. Desperdiçou-se uma noite de futebol, no estádio Olímpico.

