A educação que todos e cada um querem

 

Por Fernanda Campagnucci
Observatório da Educação – Ação Educativa

Era uma quinta-feira à noite. O trânsito e o metrô lotados de sempre fizeram com que as pessoas fossem chegando aos poucos no auditório da Universidade São Judas, na Mooca.

À medida que chegavam, recebiam um crachá colorido, de acordo com o segmento da sociedade que representavam – profissionais da educação, mães ou pais, estudantes, jovens, fóruns e movimentos, gestores, iniciativa privada ou, simplesmente, cidadãos. Pela primeira vez, todos estavam reunidos ali para discutir propostas para a educação da região e da cidade.

A reunião na Mooca era uma das 31 plenárias que aconteceram em todas as subprefeituras durante o mês de maio para construir um plano de educação para a cidade de São Paulo. O processo, inédito, reuniu mais de 5.500 pessoas nessa etapa. Antes disso, as atividades já haviam se multiplicado por mais de 2 mil escolas municipais.

As 270 pessoas encheram o auditório. Num canto, uma professora traduzia, em libras, a leitura do regimento para os alunos surdos ali presentes. Reclamou – com razão – da falta do intérprete, que não chegara. Essa, aliás, foi uma das propostas defendidas pela professora: que todas as escolas, assim como todas as repartições públicas, tenham um intérprete de libras para atender às pessoas surdas.

Como nas outras plenárias, trinta pessoas podiam subir ao púlpito para ler e defender suas propostas. Os militantes da educação especial e inclusiva, assim como os profissionais de creches conveniadas, eram maioria. Mas houve também quem falasse na valorização dos professores; quem enfatizasse a necessidade de transparência nos conselhos e o acesso à informação; quem reclamasse pela melhoria da infra-estrutura nas escolas infantis e pelo aumento do financiamento da educação; pela implementação da lei que determina o ensino da história e cultura africanas…

Pessoas mais ou menos inflamadas em seus discursos eram mais ou menos aplaudidas. Uns com mais experiência para falar em público – já atuam em sindicatos – outros tímidos, como o estudante que subiu para dizer que a educação de jovens e adultos precisa de livros didáticos.

Tinham dois minutos cada para convencer as pessoas a votarem em suas propostas – que seriam, então, consideradas prioritárias na região e levadas à próxima etapa, a Conferência Municipal de Educação. Mesmo assim, todos – todos, mesmo – poderiam escrever propostas em um formulário, que serão consideradas para a Conferência também.

Uma professora perguntava à outra como deveria acontecer a votação. “É a primeira vez que participo de um negócio assim”, disse. “Eu não quero votar só em duas, acho todas importantes”, dizia uma outra em voz alta. “A contagem de votos está errada, tem que contar de novo”, gritava um outro, enquanto as pessoas ainda estavam com suas mãos levantadas. Aos poucos, foram sendo votadas e aplaudidas as propostas da Mooca.

No final da plenária, foram eleitos os delegados de cada segmento que, junto com 2.500 pessoas, construirão o documento final nos dias 18, 19 e 20, durante a Conferência. Mesmo que este último seja um dia de jogo do Brasil na Copa – que se votem as propostas até às 13 horas, então!

O desafio agora é da Comissão Organizadora do plano – sistematizar todas as propostas recebidas não só nas plenárias das subprefeituras, mas as plenárias livres e encontros temáticos puxados por grupos de toda sorte (sobre cultura e educação, avaliação, financiamento, educação inclusiva e mesmo uma plenária de crianças, etc etc etc).

E o processo, claro, não acaba por aí. Depois de finalizado o documento, a Secretaria Municipal de Educação deve encaminhá-lo à Câmara dos Vereadores. Ali, devem ocorrer audiências públicas em diversas comissões. Os cidadãos, que participaram ou não ativamente da construção do texto, têm a chance mais uma vez de monitorar e influenciar a ação de seus representantes na Câmara.

E que venha nosso primeiro plano de educação construído de forma participativa!

Claudinho bloqueia e Marco Aurélio não usa Twitter

 

Estar no Twitter não significa disposição de conversar com o cidadão. É o caso do vereador Claudinho do PSDB que tem apenas 188 seguidores e ainda se dá ao luxo de bloquear pessoas interessadas em acompanhar o trabalho dele. Màssao Uèhara, do Adote um Vereador, decidiu publicar em blog as informações do parlamentar e se surpreendeu ao ver que seu perfil @massao foi bloqueado.

Curiosa, também, é a situação do Claudio Vieira, destacado em reportagem do Estadão. Apesar de acompanhar e cobrar posições sobre diferentes temas, além de manter contato pelo Twitter com parlamentares, não consegue “conversar” com seu adotado, Marco Aurélio Cunha (DEM). O próprio parlamentar, em entrevista oa Estadão, disse que não vê utilidade em usar a mídia social.

Foto-ouvinte: Nove de Julho desrespeitado

 

Túnel Nove de Julho

“O Túnel 9 de Julho pode ser considerado um patrimônio? Pois é, Lancei a questão no Google, e logo veio a resposta, no sítio da Prefeitura: ” Com 460 metros de extensão, foi o primeiro túnel da cidade e, durante muito tempo considerado em símbolo da modernidade da metrópole.”

Hoje, o que a gente pode ver por lá é muita sujeira, resto de alimentos, descaso, abandono, o chafariz permanece desligado, além do vazamento em um dos canos na parte interna, acumula lixo e, também, água da chuva, o que facilita a proliferação de insetos. Devido o abandono por parte dos órgãos responsáveis, moradores de rua estão utilizando o local como dormitório”.

O recado é do ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias que não consegue entender o descado da prefeitura com o patrimônio do município. Para ver a situação do túnel, clique na foto é veja uma série de imagens disponívels no álbum do CBN SP np Flickr.

Site ajuda a controlar contas de vereadores

 

Camara Prestação

A empresa que mais recebe dinheiro dos vereadores de São Paulo é a Work Line System Consultores S/A. Recebeu R$118.853,00, de abril a dezembro de 2009, para prestar consultoria política a 18 parlamentares. Só a Câmara Municipal recebeu mais dinheiro dos gabinetes: R$ 2.215.915,36, no ano passado.

Estes dados estão disponíveis no site criado pelo programador Maurício Maia que assim como eu acredita que informação pública não é informação publicada, é informação acessível. E foi para atender a esta necessidade do cidadão que ele decidiu “raspar” os dados sobre prestação de contas dos vereadores de São Paulo que estão disponíveis no site da Câmara. O trabalho foi sugestão de Massao Uehara que controla Jooji Hato (PMDB) e Claudinho (PSDB), no Adote um Vereador.

No site de Prestação de Contas da Câmara Municipal – ele faz questão de ressaltar que não é um site oficial do Legislativo, mas, sim, para controlar o Legislativo -, tem todos os gastos feitos pelo gabinete do vereador que podem chegar a R$ 14,8 mil por mês, sendo este valor cumulativo. Não gastou em um mês, transfere para outro. O visual é simples e facilita a busca por vereador, partido, empresa prestadora de serviço, mês a mês.

Na entrevista ao CBN São Paulo, Maurício Maia explicou que o site deve ser atualizado mensalmente, sempre que os dados dos vereadores forem publicados na internet. Ele reclama a dificuldade imposta pelo tipo de código de publicação usado pelos programadores da Câmara Municipal e convida os vereadores a investirem em padrões internacionais para que haja, realmente, transparência nas informações.

Acompanhe a entrevista com Maurício Maia e colabore na fiscalização das contas dos vereadores.

Alguns alertas finais:

O fato de uma empresa ter recebido dinheiro público através dos vereadores não representa nenhuma irregularidade, desde que tenha prestado o serviço, é lógico. Portanto, ao citar a Work Line apenas estou destacando um fato e não denunciando.

Temos de ter cuidado ao avaliar os gastos dos vereadores para não cair na armadilha de criticar um parlamentar apenas porque ele gastou mais do que outro. O que interessa é identificar a qualidade deste gasto. Será que o dinheiro que vai para a publicação de boletins impressos é propaganda eleitoral ou prestação de conta ?

Infelizmente, a Câmara Municipal de São Paulo não publica todos os gastos da Casa, restringindo as informações ao que ficou conhecido por ‘verba indenizatória’, aquilo que o vereador gasta no seu gabinete, apresenta nota e pede reembolso. Salário de seus assessores e funcionários do legislativo, além de outros gastos previstos no Orçamento da Câmara não estão disponíveis.

Ação de ‘padrinho’ do Adote um Vereador em destaque

 

Conte Estadão

Em reportagem sobre o uso do Twitter pelos vereadores de São Paulo, motivada por levantamento feito pelo cidadão Cláudio Vieira, do Adote um Vereador e postado aqui no blog, o jornal O Estado de São Paulo destacou, na edição de hoje, duas ações relacionadas ao Adote um Vereador.

A primeira delas, com direito a foto e pose de galã mal-encarado (quem não te conhece, te compra – diria minha mãe), chama atenção para o trabalho realizado pelo Cláudio que mantém cinco blogs e três contas no Twitter, a principal delas @AlmirVieira. Com isto, não apenas fiscaliza o vereador Marco Aurélio Cunha (DEM) (veja o blog) como também publica mensagens não respondidas por agentes públicos (parlamentares, secretários, subprefeitos …). Consegue, ainda, fazer reivindicações e reclamações com sucesso em alguns casos.

Cláudio está no Adote um Vereador desde os primeiros minutos de jogo, comprou a ideia e passou a incentivar outras pessoas a seguirem os parlamentares. É dos mais frequentes nos encontros mensais que costumam ocorrer no Centro Cultural São Paulo. Assim como ele, há uma turma bastante efetiva que se mobiliza, se organiza, lança propostas e dá a cara para bater. Gente que acredita no papel de cidadão. Me orgulho de vê-los atuando.

Falei que o jornal trouxe duas das ações do Adote em destaque. Sobre a segunda, o site que organiza e torna claras as informações sobre prestação de contas dos gabinetes dos vereadores de São Paulo, vou postar em seguida.

Foto-ouvinte: Bicicleta na fotofaixa

 

Bicicleta na motofaixa

Imagens de bicicleta foram pintadas nas áreas que serão usadas por motocicletas na rua Vergueiro, em São Paulo. A imagem é do ouvinte-internauta e cicloativista André Pasqualini que ficou na dúvida sobre a intenção da prefeitura. (publicado às 9h30)

CET responde:

A CET esclarece que a sinalização de bicicletas na motofaixa do corredor Vergueiro/Liberdade é irregular e presta um desserviço aos ciclistas, uma vez que os induz a correr riscos aos circular em uma faixa que não foi planejada para receber bicicletas, nem oferece a segurança necessária. Dessa forma, para garantir a segurança dos usuários da via e evitar possíveis acidentes, essa sinalização será retirada pela CET nesta noite. (publicado às 11h30)

Blogueiro esclarece:

A pintura de uma bicicleta na motofaixa da rua Vergueiro, que ainda não está funcionando, foi feita por cilcistas com o claro objetivo de provocar o debate sobre o uso deste veículo, em São Paulo. A mesma atitude foi adotada na avenida Paulista quando imagens apareceram sobre o asfalto na pista de rolamento do lado da faixa de ônibus. Na CET, o pedido de esclarecimento, causou estranheza. Pois não existe nenhum plano para privilegiar as bicicletas naquele trecho da cidade, também. Antes de verem a foto aqui no blog, funcionários da Companhia chegaram a dizer que poderia ser um mal-entendido e a imagem talvez fosse de uma moto. Evidentemente que não. Em seguida, identificaram que seria mais um protesto de ciclistas da capital e, então, anunciaram que iriam apagar o sinal, conforme nota publicada acima.

Em diferentes blogs e mesmo neste que você lê foram publicados comentários elogiando a “iniciativa da CET”, antes que se esclarecesse a situação, em uma demonstração de que incentivar o uso de bicicletas tem o apoio de parte da população. Chamou atenção, aliás, o fato de que a CET entende que as faixas de rolamento na cidade não são apropriadas para o uso de bicicletas, conforme mensagem. Sugiro que você leia alguns dos comentários abaixo que são esclarecedores em relação as bicicletas e o direito de ir e vir do cidadão. (publicado em 14:53)

Parecido não é igual

 


Por Abigail Costa

Queria ter a capacidade de colocar os gastos no papel.
Queria. Todos eles.
Fazer exatamente o que recomendam os economistas.

A primeira pergunta a ser feita é:
Precisa ou deseja?

Em seguida, se tiver dinheiro antes da compra, pesquise.
Se nao tiver dinheiro, espere o pagamento entrar, poupe e, depois, muito depois, compre.

Das vezes que fiz isso, (nem me lembro quando ou quantas) …
Só lembro que foi uma decepção total.

Marcou-me a cara de desapontamento do vendedor:
– Senhora, nao tem mais. Esse produto acabou, na semana passada.
Ai que ódio…

A minha cara deve ter sido pior.
– Como não? Eu trouxe o dinheiro pra pagar à vista!

Bem feito.

Claro que não foi isso que me impede de trabalhar em cima de uma planilha.
A equação é simples.
Sou imediatista.
Vi, desejei, pronto – levo pra casa.
Nesse “desejei” entenda-se impulso em muitos momentos.

Não devo ser única, caso contrário seria objeto de estudo.

Tenho a impressão que quando entro nas lojas, os sapatos sorriem pra mim.
Com a mesma carinha dos cachorros abandonados a espera da adoção.

Pego o sapato preto.
Se tivesse o poder da fala o vermelho diria:
– Mas eu vou ficar sem o meu irmão, me leva também!

Definitivamente, não sei decidir entre as cores e as marcas.
Enquanto escolho, experimento, vem aquela sensação gostosa de prazer.

Dá prá parcelar?
A pergunta é quase que automática pra levar os “irmãos coloridos” para o meu closet.

Passado o cartão, digitada a senha, uma outra sensação nem tão gostosa assim passa a tomar conta da cabeça.

Jesus ! Nem precisava, já tinha uns três parecidos.
Uma voz interior, coisa de amiga, me conforta.
– Mulher, parecido não é igual. Fica em paz e ponto.

Dois minutos depois já estou conformada.
E assim, de loja em loja, de semana em semana, de parcela em parcela.
É claro que desse jeito não tem ser humano com orçamento fechado.

Certa vez alguém disse:
– Só se gasta o que se tem.
A frase me pegou igual conselho de avó.

Tinha que acreditar, não é?

Abigail Costa é jornalista e escreve às quintas-feiras no Blog do Mílton Jung, enquanto aprecia os cartões de crédito na bolsa nova.

Avalanche Tricolor: Um esboço

 

Grêmio 3 x 0 Avaí
Brasileiro – Olímpico Monumental

Rochemback


Maylson começou a jogada lá de trás com rapidez, encontrou Roberson no meio do caminho que fez a bola alcançar Fernando já na entrada da área. Enquanto isto, Fábio Rochemback seguia por um caminho paralelo, longe da visão dos adversários, em alta velocidade e na direção do gol. Foi o pé dele que a bola encontrou na passada certa para fechar o placar, na primeira vitória neste Campeonato Brasileiro.

Posso estar sendo injusto com Jonas que não apenas marcou os dois primeiros gols da partida como teve muito talento e tranquilidade no segundo, ao preferir a descrição do gol de Rochemback. Convenhamos, nosso atacante tem sido presença constante nesta Avalanche pelos muitos feitos conquistados até aqui. Mais do que isso, porém, foi a jogada do terceiro gol que me chamou atenção.

A velocidade na troca de bola, a movimentação dos jogadores e a maneira como deixaram os marcadores para trás foram o esboço de um Grêmio que desde o início do ano tenta impor uma forma diferente de jogar. E bonita, também. Algumas vezes, no Gaúcho e na Copa do Brasil conseguiu superar os adversários desta maneira. Hoje, por alguns instantes fez este futebol fluir, apesar de um segundo tempo insosso, após ter praticamente definido o resultado no primeiro.

Se conseguir mesclar esta forma de jogar com a pegada que sempre fez parte da nossa história, podemos estar assistido ao início de uma bela jornada, neste Campeonato Brasileiro.

Pauta #cbnsp: Professor reprovado na sala de aula

 

O Governo de São Paulo voltou atrás e permitirá a presença na sala de aula de professores temporários que foram reprovados em exame realizado no ano passado. A dificuldade para preencher as vagas e atender toda a rede pública estadual levou a Secretaria de Educação a chamar estes professores. De acordo com o secretário Paulo Renato Souza estes somente serão convocados para substituir professores que precisaram de algum tipo de licença.

Ouça a entrevista do secretário estadual de Educação, Paulo Renato Souza, ao CBN SP.

A Apeoesp, sindicato que reúne os professores do Estado, afirma que a decisão apenas ratifica o que a entidade já reclamara quando houve a decisão de impor o teste aos temporários. Maria Isabel Noronha, que dirige a Apeoesp, disse que faltam professores porque a função não é valorizada pelo Estado. Ela chama atenção, ainda, para a necessidade de se realizar concurso público que efetive estes profissionais, pois hoje São Paulo mantém cerca de 100 mil professores temporários, o que representa 40% do magistério estadual.

Acompanhe a entrevista da presidente da Apeoesp, Maria Isabel Noronha, no CBN SP

Outros destaques da pauta #cbnsp

Plano Diretor I – Vereadores terão 15 dias para discutir propostas de mudança no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo, apresentada pelo relato vereador José Police Neto (PSDB). A reportagem é do Juliano Dip.

Plano Diretor II – O Movimento Defenda São Paulo diz que a Câmara Municipal faz Plano Diretor no escuro, pois não recebeu até agora os estudos que deveriam ter sido feitos pela prefeitura para avaliar a saturação que existe em algumas regiões e a infraestrutura disponível. Lucila Lacreta, arquiteta e urbanista, entende que alguns bairros que terão autorização para novas construções deveriam ser “congelados” para evitar um caos urbano. Ouça a entrevista de Lucila Lacreta do Defenda São Paulo.

Esquina do Esporte –
A seleção brasileira perde tempo ao viajar para Brasília antes de embarcar para a África do Sul. Deva Pascovicci e Marcelo Gomes falam também sobre as chances dos paulistas na rodada de hoje do Campeonato Brasileiro de futebol. Acompanhe o nosso bate-papo.

Época Sp na CBN – A noite de quarta-feira, na cidade de São Paulo, tem desde o hard rock do Forgotten Boys até o samba de Alcione. No comentário de hoje, uma dica de bom restaurante na cidade. Acompanhe.

Coleta seletiva está prejudicada em São Paulo

 

As cooperativas que atuam na reciclagem estão com capacidade esgotada e isto tem atrapalhado o já restrito programa de coleta seletiva na cidade de São Paulo. Prefeitura e empresas negam que o serviço esteja suspenso, mas há problemas no recolhimento em vários pontos da cidade. Há duas semanas, temos recebido e-mails de ouvintes-internautas questionando o serviço porta a porta contratado pela prefeitura de duas concessionárias, Loga e Ecourbis. O material estaria ficando acumulado, principalmente nos condomínios onde o volume é maior.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) fala como se tudo isso fosse uma novidade para a administração municipal. Em entrevista a repórter Cátia Toffoletto, ele negou que haja falha no planejamento e disse que a prefeitura iria procurar saber se há algum problema no sistema de coleta, conforme noticiado na mídia. E, claro, jogou a responsabilidade para o Governo Federal. A cidade estaria aguardando autorização de Brasília para implantar centros de triangens em terrenos privados – o que não seria permitido por lei, segundo Kassab.

Acompanhe a entrevista do prefeito Gilberto Kassab

A Loga diz que pode estar havendo atraso na coleta, pois os caminhões precisam esperar para o transbordo do material reciclável nas cooperativas. Como o volume recolhido se mantém praticamente o mesmo nos últimos meses, a empresa culpa a falta de organização dessas cooperativas. O presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira, afirmou, ainda, que a prefeitura havia se comprometido a identificar cinco terrenos onde haveria autorização para a construção de novas centrais de triagem, mas que até agora isto não ocorreu.

Ouça o que disse o presidente da Loga, nop CBN São Paulo.

Nesse sábado, no CBN SP, havíamos conversado com a ONG Recicla Morumbi que promove a coleta seletiva em condomínios no bairro mas que tem encontrado dificuldade para recolher o material porque a prefeitura não autoriza a criação de uma cooperativa na favela de Paraisópolis.