Avalanche Tricolor: Para curar a ressaca

 

Grêmio 2 x 0 Flamengo
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

Jogos tensos costumam provocar uma tremenda ressaca na partida seguinte. O desgaste físico e emocional é enorme, principalmente após uma frustração como a sofrida na Copa do Brasil. Assim, não era de se esperar muito na partida desta tarde de domingo, ao menos de minha parte. No entanto, ao ver o céu azul, claro e bonito, em Porto Alegre, logo na abertura da transmissão da televisão entendi aquela imagem com um sinal de bons agouros. Aqui em São Paulo, o domingo também estava bonito e quase me arrependi de deixar de lado tudo o que havia programado para este dia. Excessão a ida à missa dominical todo o resto foi transferido para outra data qualquer. Preferi ficar em casa, descansando, me preparando para a semana que sempre se apresenta complicada, ao lado da família e deixando o tempo passar. O único compromisso à tarde era ver o que seria da ressaca tricolor. Fui recompensado, assim como boa parte da torcida gremista.

 

Depois de duas partidas de muita tensão, nós bem que estávamos merecendo um jogo como o de hoje. A troca de passe lateral e a falta de criatividade chegaram a incomodar em um primeiro momento e sinalizavam mais um desempenho pífio e sofrível, mas de repente a dupla Kleber e Marcelo Moreno começou a se entender. E de uma tabela deles, fazemos um a zero em uma jogada de muita paciência. Digo isso porque Moreno não se impressionou com a impaciência da torcida, dos locutores e do técnico. Esperou o momento certo para matar. Nem bem havia começado o segundo tempo e já havíamos aberto dois gols de diferença, graças a uma cobrança de escanteio e a forma como Werley se antecipou a defesa adversária.

 

Perdemos muitos gols durante o restante da partida, o que poderia ser motivo de irritação dos torcedores – como parece ter sido em alguns momentos. Para mim, relaxado no sofá, satisfeito com o resultado e sempre confiando de que algo novo está para aparecer e renovar nossas esperança, revelava uma mudança de postura em relação aos jogos anteriores em que os chutes a gol e as jogadas de ataque eram cenas raras. Por falar em algo novo, a postura de Tony na lateral direita foi entusiasmadora para um time que não tem chegado a linha de fundo há algum tempo. Confesso que não o conhecia, mas fiquei satisfeito com a performance dele.

 

Terminamos a rodada no G-4, o que nos põe no caminho de nossa obsessão, a Libertadores, esta mesma que desperdiçamos ao não sermos capazes de chegar ao título da Copa do Brasil. Estamos a apenas dois pontos do líder, o que, levado em consideração o desempenho das últimas temporadas, é uma excelente notícia. E estamos a espera de Zé Roberto, que pode dar um jeito na meia cancha (como diziam os mais antigos).

 

Não sei se foi aquele céu que apareceu no início da transmissão, mas com certeza o domingo foi muito mais agradável em campo do que eu imaginava. Parece até que descobrimos um ótimo antídoto para resolver a ressaca: jogar futebol.

Avalanche Tricolor: Somos imortais porque jamais desistimos

 

Palmeiras 1 x 1 Grêmio
Copa do Brasil – Barueri (SP)

 

 

Dado o adiantado da hora, reservo este espaço aos comentários de todos os torcedores, sofredores, guerreiros, tiradores de sarro e admiradores do futebol jogado com raça e barro. Não posso, porém, dormir sem antes registrar a admiração que tenho por Luis Felipe Scolari, um técnico de caráter.

 

Espero vocês, amanhã, no Jornal da CBN

Avalanche Tricolor: o desrespeito ao torcedor de futebol

 

Recebi de uma amiga, colega de profissão e gremista, mensagem que descreve o desrespeito dos organizadores dos campeonatos de futebol e dirigentes de clubes aos torcedores. A dificuldade para a compra de ingresso para as partidas, a falta de informação, o desconforto dos estádios e a agressividade de bandos organizados há muito me mantém distante dos campos – o que mais lamento é que meus dois filhos que poderiam se transformar em amantes do esporte acabam prejudicados, também, pois têm poucas oportunidade de curtir o jogo da arquibancada ouvindo o grito das torcidas, serão apenas torcedores virtuais.

 

Vamos a bronca da Fiorela Rehbein:

 

Oi, Milton,

 

Posso desabafar como boa tricolor que não costuma abandonar o barco perante as situações adversas? Fui pra Porto Alegre na quarta-feira passada, aliás fui e voltei num voo essencialmente verde, vi meu time levar dois gols em noite de casa cheia, cheguei em Congonhas e fui direto para minha empresa trabalhar o dia todo, enfim, nada foi fácil, mas pelo menos eu vi o Grêmio. Eu estive com o Grêmio e matei a saudade do Velho Casarão em seu último ano.

 

É lógico que pra quem enfrentou voo, ir pra Barueri seria fichinha…sopa no mel, apesar de toda a circunstância desfavorável. Nunca pensei em não ir. Consegui até desmarcar compromisso previamente agendado…tudo pra estar com o Tricolor nesse momento difícil. O sentimento vai além da razão…não importa se perder ou ganhar. Só que pela segunda vez aqui em São Paulo me senti desrespeitada enquanto torcedora visitante.

 

O site do Palmeiras informa que para a torcida visitante os ingressos estariam a venda em todos os postos de venda e também na Arena Barueri, no dia do jogo. Como fiquei em dúvida se nos postos de venda seria só no dia do jogo ou a partir de hoje eu telefonei para a RA Sports e eles então me informaram que, ao contrário do que estava bem claro no site, eles não estariam vendendo o ingresso nem hoje nem nunca, mas que no Palestra Itália e na Arena Barueri eu conseguiria. Telefonei então para o Palestra Itália e a funcionária me informou que estavam vendendo desde às 10h e que inclusive os ingressos estavam acabando. Perguntei especificamente mais uma vez sobre os ingressos para a torcida visitante e ela disse que confirmaria e que eu retornasse em alguns minutos. Assim feito, ela me disse que “para a torcida visitante ainda tinha, mas que era bom vir logo”. Como eu não podia sair da empresa, chamei um motoboy para ir até o estádio e comprar pra mim antes que esgotasse. E a minha surpresa foi que ele voltou dizendo que não tinha comprado porque informaram pra ele que os ingressos para a torcida visitante só estariam à venda no dia do jogo.

 

Fiquei muito indignada e tornei a ligar para o Palestra, e, acredite, a funcionária me disse que sim, estavam vendendo, ela garantia, mas que ela avisou que tinha que ser rápido pra não esgotar (??). Mesmo quando expliquei que não estavam vendendo “ainda”, ela insistiu que era um mal entendido.

 

Então, quem diria, o Grêmio fica mais perto de mim quando joga em Porto Alegre – ou no Morumbi, justiça seja feita ao SPFC, onde eu sempre consegui comprar ingressos sem problemas. No Pacaembu é a mesma falta de informação e o mesmo desrespeito que no Palmeiras.

 

Não vou mais. Nem a esse e nem a nenhum outro jogo que seja em São Paulo e não seja no Morumbi. Mas fica a frustração, confesso. A desilusão de quem esperava ver e apoiar seu time, fosse qual fosse a condição e o resultado.

 

Ninguém escuta a Fiorella…sou apenas mais uma consumidora que no Brasil será considerada palhaça por acreditar que o sistema deveria funcionar. Mas muitos escutam o Milton, então se você tiver a oportunidade de, ao menos pedir que as informações sejam fornecidas corretamente aos torcedores, eu agradeço sinceramente.

 

No mais, que o nosso Grêmio possa um dia voltar a ser ‘copero’ de fato.

 

Saudações, e uma boa semana.

 

Fiorella

Avalanche Tricolor: estratégias, ironias e esperanças

 

Náutico 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Recife (PE)

 

 

Como se estivesse em uma corrida de gato e rato mal sucedida, cheguei em Porto Alegre assim que o Grêmio acabara de deixar a cidade a caminho de Recife onde enfrentaria o Náutico. E voltei para São Paulo no momento em que o time jogava no estádio dos Aflitos, de tão boas quanto sofridas memórias. Como se não bastassem estes desencontros, fui visitar o Olímpico Monumental e dei com a cara na porta da loja onde me abasteço de pequenas lembranças do Imortal Tricolor. Era fim da manhã de domingo e na capela no Pórtico dos Campeões uma missa estava sendo rezada com os bancos todos ocupados. Sem contar os fiéis, ainda era possível ver uma boa quantidade de famílias curiosas em conhecer o estádio e perambulando por ali. Por isso, fico sem entender esta estratégia de marketing do clube que fecha sua loja de camisas e souvenir com tantos potenciais consumidores em seu entorno, não percebendo que o Olímpico, é ponto turístico na capital gaúcha, principalmente para uma torcida que aproveita cada dia para se despedir deste palco de conquistas. Ainda que mal comparando, imagine visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e as lojinhas de badulaques com a imagem da estátua estarem fechadas em um domingo. Inacreditável. A propósito, não entendo esta estratégia de marketing tanto quanto não entendo a do presidente Odone que desestimula seus torcedores ao demonstrar desânimo em relação a recuperação na semifinal da Copa do Brasil, nem a do técnico que monta e faz o time jogar de uma forma estranha – quanto a este último, porém, prefiro que você que assistiu a todo o jogo deste domingo faça seus comentários e críticas.

 

De minha parte deixo apenas a ironia de que Luxemburgo ao menos já conseguiu um feito histórico no Grêmio: é nossa primeira derrota para o Náutico em 21 anos. E uma esperança: de que tudo isso não passe de apenas mais uma provação para a grande vitória de quarta-feira.

Avalanche Tricolor: mais um capítulo da nossa Imortalidade

 

Grêmio 0 x 2 Palmeiras
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

Escrevo esta Avalanche Tricolor muito tempo depois do fim da primeira partida da semifinal, ao contrário do que costumo fazer todas as semanas nesta crônica dedicada ao time pelo qual torço. Como você, caro e raro leitor deste blog, sabe bem, a profissão me obriga a acordar ainda de madrugada e partidas que terminam próximo da meia-noite, como a de ontem à noite, se tornam um martírio. Assistir ao jogo e escrever sobre ele na sequência é proibitivo, principalmente quando o resultado é frustrante. Nestes momentos é preciso equilíbrio para compreender o que aconteceu e o que pode acontecer e, confesso, precisei de algumas horas para processar o placar desta primeira partida.

 

Hoje, ainda de ressaca, do jogo mal jogado e da noite mal dormida, lembrei-me de frase que sempre repito em tempos de Copa do Brasil, esta competição que consagrou nossa Imortalidade: “até dois gols, viro em casa”. O problema, desta vez, é que a volta não será diante de nossa torcida e neste gramado do qual sonhamos nos despedir com glória. Será na casa do adversário ou em um dos estádios no qual o adversário costuma jogar enquanto constrói sua arena. Mas pensando bem: desde quando algum desafio se tornou impossível para o Grêmio?

 

Em um delírio matinal começo a perceber que os minutos finais de ontem, quando a derrota se consagrou, foram escritos para tornar ainda mais brilhante a nossa imortalidade. Foram criados para provar ao mundo do futebol que somos capazes de superar qualquer adversidade. Serão apenas um capítulo, lido pelos admiradores de nossas façanhas, como introdução da grande história de conquistas da Copa do Brasil. Um delírio ? Que seja. Mas também uma esperança a nos manter confiantes até a semana que vem.

Avalanche Tricolor: Diversão garantida !

 

Grêmio 2 x 0 Corinthians
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Há 22 anos morando em São Paulo, alguns sentimentos construídos no Rio Grande do Sul mudam de dimensão, outros aprendemos no caminho e provocam diversas reações – os forjardos na arquibancada em especial. Sabe-se que historicamente o Grêmio tem um arquirival e na oposição dessas forças é que o futebol gaúcho se transformou em referência mundial com seus dois representantes conquistando títulos no exterior. Mesmo quando nos afastamos do Estado, os efeitos deste confronto não desaparecem, mas ao menos a segunda-feira após o clássico gaúcho, quando seu time é derrotado por lá, é mais suportável por aqui. Em compensação, o enfrentamento com os adversários paulistas se torna mais perigoso e, dependendo o placar, pode estragar o bom humor no dia seguinte. Principalmente, quando este adversário se chama Corinthians. A quantidade de corintianos na redação e na audiência é impressionante e todos eles aparecem saltitantes e provocantes quando meu time sofre um revés. Assim, encaro jogos como o deste domingo quase como um clássico regional que, você sabe bem, tem potencial muito mais explosivo do que os clássico nacionais. E a vitória representa mais do que três pontos, é a certeza de uma segunda-feira feliz.

 

Hoje, o Grêmio venceu com autoridade o Corinthians e, a despeito dos interesses de cada um no Campeonato Brasileiro, mostrou que chega forte na competição, conforme chamou atenção o comentarista Caio, durante transmissão da Tv Globo. Parece, porém, que alguns colegas meus ainda não enxergaram o que está sendo construído nesta última temporada do estádio Olímpico Monumental. Ouvi na narração do clássico paulista pela rádio CBN meu amigo Deva Pascovicci desprezar a qualidade do Imortal ao colocar São Paulo e Coritiba com mais chances e times para conquistar a Copa do Brasil. Que se danem ! O importante é saber que a cada partida surgem méritos a serem destacados, como a paciência com que nosso time manteve a bola no pé depois de o placar resolvido; a volta de Vitor que aprendemos a admirar; a segurança no futebol de Marco Antonio; o bom desempenho de Souza; a personalidade de Fernando; e, aqui apenas uma esperança por enquanto, o retorno de Kléber, o Goleador. Uma união de fatores que nos levou a vencer neste domingo e garantiu a diversão na segunda-feira.

 

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Avalanche Tricolor: Em reforma e feliz

 

Atlético GO 0 x 1 Grêmio
Brasileiro – Serra Dourada GO

 

 

Foram quase cinco meses de reforma na casa em que moro, período no qual ouvi palavras consoladoras de amigos e conhecidos. Houve até quem nos prevenisse para a possibilidade de separação do casal, disseram que o índice de divórcio é enorme devido aos transtornos provocados por marteladas e afins. Nunca soube disso, mas se são os amigos que estão falando, melhor reforçar os votos de confiança feitos há quase 20 anos. Principalmente porque iríamos continuar morando no mesmo ambiente da obra. Ninguém apostou que o projeto estivesse entregue antes de cinco meses, mesmo que eu reforçasse a informação de que minha previsão já tinha a margem de erro, natural quando se pretende, por exemplo, trocar o telhado no verão chuvoso de São Paulo. Entendo a preocupação,

 

Du-vi-de-o-dó !
Isso é coisa lá para o segundo semestre.
Pode colocar mais um mês, com certeza. Eles nunca entregam nada em dia.

 

O “eles”, que aparece na frase acima, uma das muitas que ouvi neste tempo todo (quando as marretadas nas paredes permitiam), são pedreiro, marceneiro, eletricista, pintor, arrematador, telhadista, decorador, gesseiro, calculista, engenheiro e arquiteto – apenas para citar algumas das muitas profissões com as quais convivi nesta primeira metade do ano. É um time completo que precisa estar muito bem afinado, pois um depende do outro, e qualquer tropeço aqui vai atrapalhar logo ali. No meu caso, esta equipe funcionou com perfeição, a ponto de me permitir nessa quarta-feira, estar sentado no sofá da nova sala de televisão, assistindo tranquilamente ao Grêmio vencer seu adversário, no Campeonato Brasileiro.

 

Claro que nosso time ajudou neste clima de tranquilidade, pois apesar de um placar magro, como dizem os locutores de futebol, o desempenho foi interessante para uma equipe que teve de passar por uma reforma com a temporada já iniciada e os campeonatos em curso. Percebe-se que têm peças se encaixando na posição, haja vista a melhora de Marco Antonio no meio de campo, a defesa mais equilibrada, com todos as ressalvas que possamos fazer, e um ataque com o fundamental reforço de Kleber, retornando do estaleiro. Seria injustiça não citar Miralles que fez um gol daqueles que esperamos que o centroavante faça quando a marcação esta dura e o espaço é pequeno. E Fernando, disparado o melhor jogador deste grupo.

 

Longe de mim achar que está tudo pronto, sei que sempre tem alguma coisa a fazer e, no caso do time, precisamos ainda ajustar alguns reforços. Mas você sabe que me entusiasmo muito facilmente com o Grêmio, pois sou incapaz de ver seu desempenho com o olho da razão, deixo que o coração fale por mim sempre (ou quase sempre), por isso fico pensando se não devo agir com o time da mesma forma que meus amigos têm me recomendado em relação a casa, desde que anunciei o fim da reforma. Eles pedem para que eu não festeje antes da hora, pois sempre aparece algum probleminha, um vazamento de cano, um telhado mal colocado, um piso que entorta ou uma pintura que borra.

 

Quer saber !? Por mais que goste de todos eles, vou tapar os ouvidos desta vez e aproveitar o momento. Se não me divertir agora, curtir o prazer da obra feita e dos resultados conquistados pelo time em reforma, vou sorrir quando ? Hoje, tenho o direito de ser feliz.

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Avalanche Tricolor: A imagem de Fernando

 

Grêmio 1 x 0 Palmeiras
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Estou no Rio de Janeiro, onde ficarei toda esta segunda-feira, para discutir um tema importante nos dias atuais: a inovação para o desenvolvimento sustentável. Participarei de uma maratona de discussões e ações com gente criativa e rica de conhecimento para compartilhar, todos reunidos a convite da Embaixa da Suécia no Brasil que pretende, assim, antecipar parte do debate que haverá dentro de algumas semanas, na Rio+20. A tarde e o início de noite de domingo foram dedicados à organização do evento que contará, entre outros destaques, de um grupo de estudantes de mestrado e doutorado que ficarão confinados por 72 horas em duas salas desenvolvendo projetos ligados à inovação. O compromisso me fez chegar ao hotel na beira de Ipanema quando a partida já havia se iniciado há algum tempo, mas ainda estava zero a zero. Começava ali a minha corrida pelo jogo, pois a TV à cabo do quarto que me foi reservado teimava em não mostrar a imagem do Grêmio, apenas o som. No computador, a lentidão da conexão oferecida impedia captar qualquer dos sites que reproduzem imagens da televisão. No Ipad, o aplicativo da CBN foi a salvação com Marcelo Gomes transmitindo a partida com todo seu talento, mesmo que o que narrava não parecia ser muito talentoso.

 

O jogo era truncado e, logo soube, quando se teve chances de gol, desperdiçamos. Aliás, alguém conhece um time que perdeu tantos pênaltis quanto o Grêmio nestes últimos meses? Confesso que quando o juiz marca um a nosso favor já não comemoro mais como costumam fazer os jogadores dentro de campo e mesmo a torcida, na arquibancada. Se gato escaldado tem medo de água, sinto-me um toda vez que temos a oportunidade da cobrança na marca fatal, como diriam antigos e imprecisos locutores de rádio. Fatal seria se o gol fosse uma garantia e quando cobrado por jogadores gremistas, sei lá bem por qual motivo, esta certeza está distante. Por mais que curta a voz e velocidade do Marcelo, estava ansioso para assistir ao jogo e após algumas tentativas a gerência do total convocou um técnico para resolver o problema. O cara foi melhor do que Luxemburgo e Felipão no momento que tiveram de substituir seus jogadores. A imagem reapareceu e Fernando cobrou a falta que foi parar na cabeça de André Lima. Grêmio, 1 a 0. Parecia jogada ensaiada. A intervenção do técnico do hotel e o chute de nosso volante goleador (perdão, sei que para nossos conceitos de bravura Imortal a expressão é quase uma heresia) ocorreram ao mesmo tempo. Lá ainda contamos com um desvio de André que só estava em campo pelo destino que teima em nos tirar jogadores por lesão. A propósito: na próxima vez que encontrar o Mano, agradece por ele não ter convocado o Fernando, por favor.

 

Foi a primeira vitória do Grêmio no Campeonato Brasileiro e espero que tenha sido uma prévia do que teremos na semifinal da Copa do Brasil contra este mesmo Palmeiras. Minha expectativa é que consigamos, além do resultado, desenvolver nas próximas semana um futebol mais criativo e inovador. Pois se estas são habilidades cruciais para o sucesso do evento em que estou participando no Rio de Janeiro, também serão para que o Grêmio faça campanha sustentável nas duas competições.

Avalanche Tricolor: No tempo certo

 

Grêmio 2 x 0 Bahia
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

 

A família dorme enquanto escrevo este texto. Os meninos ainda assistiram ao primeiro tempo, mas não aguentaram acordados. Todos têm compromisso amanhã, logo cedo. Eu fiquei sozinho por aqui, com a sala quase no escuro e a televisão com som baixo para não atrapalhar ninguém. Apesar que desconfio que eles não seriam despertados do sono por nada que acontecesse. Neste momento, a partida ainda não terminou, mas ouço vários foguetes estourando na noite de São Paulo. Fico sabendo que é a festa de torcedores santistas satisfeitos com a classificação à semifinal da Libertadores. Se disser que não senti uma pontinha de inveja, estarei mentindo. É claro que gostaria de estar comemorando o mesmo feito, mas não tenho de ter pressa. Uma conquista a cada momento. Nestas quartas-de-final da Copa do Brasil, foi assim a cada tempo. Empatamos o placar nos primeiros 45 minutos da partida de ida e vencemos com o gol do segundo tempo. Ratificamos nossa vantagem com um gol no primeiro tempo deste jogo de volta no Olímpico e sacramentamos a passagem às semifinais com um no segundo. Mesmo ainda cometendo erros e desperdiçando finalizações, o time melhora com passes mais precisos, jogadores um próximo do outro, marcação firme no campo do adversário e posicionamento tático se definindo. E o mais importante é que tudo isso começa a ser percebido pelo torcedor que toma as arquibancadas e passa a influenciar os resultados dentro de casa – um show à parte como dizem os narradores esportivos. Vencemos todas as disputas até aqui, mas ainda faltam quatro jogos até a conquista da Copa do Brasil. Temos de ter paciência e aguardar o momento certo para estourar os foguetes que sinalizarão nossa chegada na Libertadores. E aí, caro e raro leitor, não deixarei ninguém dormir aqui em casa.

Avalanche Tricolor: Fatores que fazem a diferença

 

Vasco 2 x 1 Grêmio
Brasileiro – São Januário (RJ)

 

 

Falei de palpites na última Avalanche e peço permissão para voltar ao assunto, neste domingo. Lá na rádio, às vésperas do Campeonato Brasileiro, o pessoal da redação desafia os colegas a acertar a colocação dos 20 clubes que disputam a competição. Desenvolveram uma matemática estranha com pontos para quem acertar os clubes e as posições ou ficar mais próximo do resultado. Um cálculo que, confesso, não tenho o menor interesse em saber como funciona até porque no fim do Brasileiro já esqueci os palpites que dei e a possibilidade de eu errar todos é enorme, pois sou incapaz de usar qualquer lógica para definir quem será o segundo, o décimo-primeiro ou o décimo-sétimo colocados. Só dois clubes são posicionados na tabela com algum critério mais bem definido: o Grêmio, que sempre aparece no topo da lista, e o co-irmão, que sempre surge entre os últimos quatro colocados. Não são palpites, são desejos. Única e exclusivamente desejos, que na maioria das vezes não são contemplados, como pudemos perceber se compararmos minhas apostas e a tabela de classificação após esta primeira rodada do Campeonato.

 

Este ano o Campeonato começa com um desafio para os clubes fora de Rio e São Paulo, estados que venceram oito das nove edições disputadas com pontos corridos. Quebrar a hegemonia dos principais clubes do eixo será uma tarefa difícil, a começar pelo fato de paulistas e cariocas terem dez times entre os 20 que participam da primeira divisão. Além disso, há outros fatores que beneficiam estas equipes como a maior arrecadação, como lembrou bem Paulo Vinícius Coelho em sua coluna dominical no Estadão. O Corinthians fatura mais do que o dobro do Grêmio, por exemplo.

 

Claro que quando falo de fatores que desequilibram a disputa não estou me referindo a influência de árbitros como o desta noite que foi capaz de anular um gol gremista porque o zagueiro do Vasco fez falta em seu próprio goleiro. É isso mesmo que você leu. E se tiver dúvidas confira no replay, como diziam antigamente. Seja como for, entro neste Brasileiro mais confiante do que nos anteriores, apesar do revés na estreia.

 

Aproveito para deixar a seguir meus palpites para o Brasileiro de 2012 e desde já peço desculpas aos torcedores de clubes que aparecem na parte mais baixa da tabela. Como escrevi no primeiro parágrafo, não uso qualquer lógica nestas escolhas. Ou quase nenhuma:

 

1 – Grêmio
2 – Santos
3 – São Paulo
4 – Fluminense
————————–
5 – Vasco
6 – Corinthians
7 – Cruzeiro
8 – Flamengo
9 – Atlético/GO
10 – Palmeiras
11 – Coritiba
12 – Atlético/MG
13 – Bahia
14 – Sport
15 – Botafogo
16 – Ponte Preta
————————–
17 – Figueirense
18 – Portuguesa
19 – Internacional
20 – Náutico

 

Se quiser arriscar, faça sua lista, também.

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