Nome sujo ?

Por Carlos Magno Gibrail

Imagem do album de Jose Luis Duron no Flickr

Zélia Cardoso, momentos antes de aprovação do plano econômico COLLOR DE MELO, dirige-se ao presidente e ressalta que a medida irá impactar toda a população. A ponto de matar cidadãos que estarão para efetuar cirurgias e não mais poderão fazê-las, etc..

O presidente reafirma a decisão, o plano não é micro, detalhes não serão levados em conta. Fica estabelecido um saldo bancário único, inadimplência geral e irrestrita pela proa. O resultado todos lembram, excluindo talvez parte da Câmara.

No mesmo país, numa reunião de diretoria, um consultor chama a atenção da gerência de crédito que está comemorando taxa de 0% de inadimplência. “Se continuarmos assim vamos perder clientes para a concorrência”
Para ter taxa zero cortou-se crédito de clientes que poderiam ter sido atendidos.

Vemos hoje uma mudança acentuada dentro dos condomínios, em função das novas regras para os inadimplentes, que num primeiro momento veio reordenar a relação dos condôminos. Entretanto observamos um crescer de autoritarismo e cerceamento aos moradores. Começa a ser cogitada a proibição do uso das dependências comuns e inclusive do elevador.

Estes excessos iniciam a criação de embaraços jurídicos e sociais.

No sistema bancário e no comércio os lobbies respectivos conseguiram uma informação BBB. Significa que o cidadão que tiver qualquer restrição fica automaticamente impossibilitado de pertencer ao sistema. A informação on line e geral cria uma transparência absoluta, que em princípio previne o atendimento ao mal pagador. Entretanto a falta de crédito leva a impossibilidade de o devedor socorrer-se do sistema para cobrir a dívida existente. Ignora-se o processo natural de cura, que é usar como antídoto o elemento causador do mal. Para sanar é usar o crédito em doses diferentes daquela que originou a anomalia. É assim na ciência natural com as bactérias e com o veneno da cobra.

E como uma pessoa que ficou inadimplente por ter perdido seu emprego, por exemplo, pode recuperar o seu status de bom pagador? Quitando a dívida, é claro. Mas para isso, deverá obviamente arrumar outro emprego. Certo? Para bancos, empresas financeiras e afins, errado. Pois eles não contratam quem está nas listas de pendências financeiras (leia-se Serasa, SNPC, Associações Comerciais).

E como essa pessoa pode proteger o seu patrimônio que restou? Fazendo seguro, certo? Para seguradoras, errado. Elas não fazem seguro para quem está nas listas de inadimplentes, mesmo que estes paguem à vista. É como se um devedor fosse à padaria e ao pedir meia dúzia de pãezinhos pagos a vista e  o padeiro dissesse: para você eu não vendo, pois você tem pendência financeira.

Sorte destes que as padarias ainda não alçaram o mundo das bancadas do Congresso. De 1997 a 2001 funcionou o Cadastro Positivo com o intuito de beneficiar o consumidor adimplente. Não se teve notícia que benefícios de ordem financeira tivessem sido dados. Apenas que uma juíza determinou que fosse avisado pelo Serasa através de carta registrada, o que encarecia o sistema e acarretou o fim.

Michel Temer prioriza a votação do Cadastro Positivo de Consumidores para os próximos dias. Cobrado por Fabio Barbosa, presidente da FEBRABAN, que sinaliza a diminuição da inadimplência e conseqüente queda das taxas de juros.

A PRO TESTE – Associação de consumidores protesta: “A regulamentação de um cadastro de bons pagadores levaria a uma situação discriminatória e, além disso, os bancos já possuem ferramentas necessárias para distinguir os consumidores, como os cadastros negativos. Na prática, funcionará como mais um funil pelo qual passarão ainda menos consumidores”.

É provável que estejamos na mesma situação dos impostos, que os reduzindo teríamos mais adimplentes, ou dos encargos trabalhistas, que se diminuídos os empregos aumentariam, cuja prova recente é a dos estagiários.

A Ciência Econômica ensina que melhor que maximizar é otimizar.Entre buscar extremos e limites, é mais sábio encontrar o equilíbrio. Para homens e máquinas, animais e plantas.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira paga sua dívida com seus leitores aqui no blog, com juros e correção monetária.

Está chegando a hora do consumidor

Por Carlos Magno Gibrail

Pelo menos é o que se pode deduzir da 98th NRF Convention, realizada em New York e, que há anos recebe os brasileiros como a maior delegação estrangeira presente. E da força do varejo americano, terceiro PIB do mundo, e da agressividade brasileira, realmente há potencial para mudanças a partir desta 98ª Convenção cuja proposição central –“Inspiration starts here” – levou a resultante, que o foco agora deve ser a “Centralidade no Consumidor”. Que significa esquecer o concorrente e acompanhar o consumidor permanentemente na sua relação com a loja, quantitativa e qualitativamente. Para este consumidor o que interessa é a identificação da loja com ele.

É sair do “o que” comprar e ir para “quem” comprar, “por que” comprar, “quando” comprar.

O maior desafio será conseguir essas informações com segurança, mantendo a individualidade dos clientes. Traçando perfis para seu público alvo, que segmentado e identificado estará pronto para ser trabalhado. A partir daí a marca estará “centrada no cliente”.

Anúncio da Best BuyFoi o que o segundo maior varejista americano a Best Buy fez. Foi além, escolheu dentre seus consumidores cinco pessoas reais e conectou-se com elas. Um deles declinou que sempre procurou produtos que possibilitassem o armazenamento de imagens para reprodução, sem especificação do equipamento. Ou seja, as seções de máquinas fotográficas, filmadoras, computadores deveriam estar juntas e não separadas.

Ao seguir a sugestão, a Best Buy teve significativo crescimento.

O início é começar respeitando os 20% que resolvem os 80% e ir até os clientes de uma só compra que é a maior parte que a loja perde. A retenção se torna mais eficaz quando se consegue fazer ofertas personalizadas para os clientes fiéis.

Algumas empresas estreitaram de tal forma os laços com consumidores padrão que estão levando-os para dentro e mostrando fases da elaboração do negócio. Tanto para ouvir opiniões como para mostrar eficiência ou qualidade.

Precursores talvez do discurso já existente que as marcas não mais pertencem às empresas. São os consumidores os donos das marcas.

Se duvidar disto tudo, o trabalho de Martin Lindstrom, o homem dos cinco sentidos, que colocou Neurologistas em sua pesquisa “Why we Buy”, vai cobrar ainda mais da sua capacidade de adaptação as novidades. Vem aí o Neuromarketing.

Mulheres para vender (?) cervejaTalvez por isso, alguns dos principais executivos e consultores das maiores e mais importantes empresas do varejo americano, tenham defendido o momento Darwinista em que o comércio está vivendo.  Sobreviverão não os maiores nem os mais fortes, mas sim, os que mais rapidamente se adaptarem às mudanças.

“Com a massificação da propaganda, ela agora não é mais processada no nível da consciência. Ela vai diretamente para o subconsciente: As carteiras de cigarro mostram imagens horrorosas do que ocorre no organismo dos fumantes. Mas ao invés de fazer com que as pessoas parem de fumar, essas propagandas parecem mexer com as partes do cérebro que aumentam a vontade de fumar”. Lindstrom em seu livro “Buyology”.

Daí a mostrar que sexo não vende nem cerveja, muito menos carro, é o previsível.

“Centralidade no consumidor” e “Subliminaridade do consumidor” só poderiam surgir num ambiente tenso e propenso a ruptura como foi esta ultima Convenção da NRF National Retail Federation. Mas todos sabem que das guerras a única vantagem é o surgimento de novos caminhos.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda. Toda quarta-feira, escreve aqui no blog sempre centrado no leitor

Trote: origem e destino

Por Carlos Magno Gibrail

Calouro , foto de Diogo MeloMais da metade dos adolescentes não reconhece limites, é o que registra recente pesquisa da PUC SP.

Bruno C. Ferreira a vítima do trote 2009 na Veterinária de Leme e seus algozes fazem parte de que metade? Como estarão analisando o trote contemporâneo e a legislação que está por vir os estudantes da Medicina Pinheiros, que há 10 anos assassinaram Edson Hsueh e foram absolvidos?

Elide Signorelli, psicanalista da UNICAMP tenta explicar o trote: “O jovem está num momento muito importante de sua vida, em que finaliza um ciclo e fecha as portas para a infância e adolescência. Sem dúvida é uma ferida na ilusão de perpetuar, por mais tempo, uma condição infantil. Por isso, penso que os veteranos, feridos em seu narcisismo, esperam, ao receber os calouros, a oportunidade de serem os agentes dessa “notícia”.”

Para o psicólogo Antonio Zunin, da Universidade Federal de São Carlos e autor do livro O Trote na Universidade : “O trote está inserido numa relação de soberba intelectual com práticas de integração sadomasoquista”. A palavra tomada do passo do cavalo representa a ação de domar o animal entre a marcha lenta  e o  galope e para tanto há que usar o domínio através de comandos e chicotadas.

O Prof. Oriowaldo Queda da ESALQ pesquisou entre seus alunos durante longo tempo através de eficiente expediente. Dava um ponto a mais na sua matéria se o aluno se dispusesse a descrever 3 trotes violentos e 3 brincadeiras . Junto com o professor Antonio Almeida analisaram as respostas que originou em livro do qual destacam que efetivamente o trote é uma tradição de barbárie, quer dizer , nas suas origens é um instrumento extremamente discriminador entre as pessoas. Ao contrário do que alguns pregam. É uma violência que ocorre principalmente nas áreas que originaram a Universidade no Brasil, Direito, Medicina e Engenharia e que fornecem a maior parte da “elite brasileira”.Conservadora e monopolista.

O Prof. Almeida acentua “O que é um elemento curioso e que faz parte das nossas explicações hoje sobre o trote, é que este ocorre dentro da universidade, diante de toda a intelectualidade brasileira. Então o sujeito é pesquisador antropólogo, pesquisa índios e outras situações, e jamais fez uma investigação sobre o trote”.

A partir daí conclui que esta falta de pesquisa comprova que a Universidade quer o trote, para formar uma falange conservadora que apóie politicamente dirigentes tradicionalistas. Como professor da USP não pode criticá-la nem a Unicamp, nem tampouco fazer pesquisa sobre trote.

Se ainda restar alguma dúvida que trote é barra pesada, Glauco Matoso, autor de ampla pesquisa sobre trote, alerta que a ditadura recrutou torturadores nas hostes militares e nos trotistas universitários.

Diante das barbáries modernas fomos ao passado e encontramos as origens nos ritos de passagem das sociedades orais que antecederam a escrita.

Nos bons tempos gregos Platão faz referências ao trote entre os alunos que entram para a academia. Mas o primeiro trote universitário documentado foi em Paris no ano de 1342. Era uma operação “social” e “profilática” propondo-se a receber a maioria que vinha da zona rural introduzindo-a aos ritos universitários. Raspava-se o cabelo, queimava-se a vestimenta e mantinha o calouro no vestíbulo, daí o vestibulando. Na Alemanha em 1491 documentos descrevem rostos esfolados e refeições regadas a vinho com urina e temperos de fezes de animais. Inglaterra e Espanha também tinham suas especialidades, naquela ficava-se discursando, afinal o vernáculo é de Shakespeare, totalmente nu e em cima de uma mesa enquanto nesta era tortura direta.

No Brasil, logo que chegou vindo de Coimbra pela via do Direito, Francisco C. Menezes foi morto por Joaquim S. de Carvalho em Recife no ano de 1831.

Hoje passados dois séculos, estamos em pé de igualdade, pois neste mês efetivamos o 10º aniversário da morte de Hsueh da Medicina Pinheiros além de presenciar em Leme estudantes serem atirados ao chão e empanados em fezes.

A única diferença é que ainda em fevereiro 2009 a Câmara aprovou a criminalização do trote. Um avanço, pois nos desenvolvidos os ritos de passagem continuam.

Que seja em boa hora.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta escreve aqui no blog. Já foi “bixo” e veterano, sobre participação em trotes nada consta.

Imagem: Diogo Melo

Samba, suor e… paladar, tato, olfato, audição e visão

Por Carlos Magno Gibrail

Águia de Ouro 2008

Baseado na pesquisa da empresa Millward Brown a respeito da ligação entre as marcas e o grau de sensibilidade que despertam nos consumidores, Martin Lindstrom publicou “BRAND SENSE construindo poderosas marcas através do Tato Paladar Olfato Visão e Audição”. “Best seller” internacional publicado em 2005, tem levado as empresas seguidoras a posições invejáveis no mercado. A Interbrand pesquisou e publicou um ranking considerando a utilização dos cinco sentidos. Singapore Airlines, Apple e Disney são as três primeiras colocadas.

Martin estava no centro nervoso de Tókio, cercado de out doors, luminosos, vitrines, sons variados e uma infinidade de odores quando identificou um cheiro familiar remetendo-o a sua infância na Dinamarca.
Foi o suficiente para iniciar o projeto que resultou no livro e posteriormente todo um negócio em torno dos cinco sentidos.

O “ovo de Colombo” de Lindstrom tem antecedentes isolados no passado. A Coca Cola “brifou” no século XIX a solicitação da garrafa pedindo um design que pudesse ser identificada também pelo tato. No século XVI os holandeses numa patriótica medida alteraram as variadas cores da cenoura usando uma semente mutante do norte da África, para a exclusiva cor laranja, ou hoje, cenoura.   Napoleão, após um longo período ausente, nas vésperas da volta, escreveu a Josephine “Chegarei a Paris amanhã. Não tome banho”.

A pesquisa Millward Brown em dois anos cobriu 20 marcas, 13 países e milhares de consumidores, chegando às seguintes conclusões: 83% das ações de marketing focam apenas a Visão, 40% dos consumidores consideram o Tato e o Paladar tem uma importância que ninguém poderia prever no relacionamento com as marcas.O Olfato para os consumidores é o mais importante na relação com as marcas. Ao agregar um segundo sentido a marca cresce 30%, ao acrescentar o terceiro aumenta 70%.
O carnaval brasileiro é indubitavelmente uma exaltação aos cinco sentidos e a Águia de Ouro foi para a avenida em 2008 com esta mensagem:

Vem cantar
A Pompéia vai te conquistar
Vamos nessa, o show vai começar
Hoje é dia de alegria
Vem sentir um frescor
Que é de arrepiar
Simples toque de magia

Que vai te refrescar
Que maravilha!!!!
Tem várias cores que enfeitiçam seu olhar
Obras de arte que fascinam o coração
Sedução

Sinta o aroma no ar, é festa
Deixe o meu samba te levar
No carnaval, entre essências brincar
Se entregar

Um mundo de sabores desfrutar
Se deliciar ao bel prazer
Seja feliz também, venha se divertir
Voltar a ser criança e ter a emoção
De um beijo doce, uma paixão
Que alimenta o corpo e a alma
Vamos brindar
E ouvir os sinos da felicidade
O ano inteiro apreciar
Um bom sorvete e se lambuzar

Embala, meu amor, que o teu calor me leva
Embala, minha Águia, meu amor sem fim
Fonte cristalina, doce ilusão
A bateria vai tocar seu coração

Mensagem que a indústria de joias, relógios e afins, recebeu, provavelmente via Martin, as chamar a 48ª FENINJER que se encerrou, ontem, em Sã Paulo, de “Os cinco sentidos do luxo”.

Sambódromo ou bateria de livros, consumidor ou empreendedor, é melhor se apressar e usufruir o melhor do seu Tato Paladar Olfato Visão Audição. Se consumidor, as marcas vão atacá-lo por aí; se empreendedor, os consumidores esperam que a sua marca assim os atraia. Não ignore a mensagem, como a comissão julgadora que desclassificou a Águia de Ouro, pois o eliminado será você.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira mostra aqui no blog que suas ideias fazem todo o sentido.

O lobby e o cordeiro

Por Carlos Magno Gibrail

Gilmar e o presidente da Eternit

O presidente da Eternit cumprimenta Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal

De uma forma primitiva o lobby já aparecia no Império Romano, entretanto a atividade como ação profissional começou a ganhar força no século XVIII.

Historicamente,  surgiu na ante-sala da Câmara dos Comuns, na Inglaterra, onde os políticos da época eram abordados por quem tinha algum interesse a defender

A origem da palavra “lobby”, porém, remonta a meados do século XIX, quando emissários de empresários assediavam o então presidente dos Estados Unidos, Ulysses Grant, no lobby do hotel onde ele se hospedava em Washington.
Se considerarmos o lobby como o ato de influenciar pessoas, podemos dizer que ele é intrínseco ao ser humano. Pois vivemos permanentemente tentando fazer isso. Ou não?

Ao se profissionalizar para tirar vantagens econômicas de órgãos do poder instituídos o lobista gera a acentuação de seu estereótipo.

Os Estados Unidos possuem a lei mais antiga regulamentando a atividade, em vigor desde 1946, e que vem passando por mudanças.

A última está sendo vivenciada por Obama, cujas novas regras sobre o lobby não apenas proíbem que seus assessores tentem influenciar a administração após deixar o governo. Elas também proíbem que os já contratados trabalhem em áreas para as quais já fizeram lobby, ou de se aproximar de agências do governo.

Mas a “lua de mel” com Barack Obama foi interrompida, e justamente nesta área.

”Tom Daschle deve retirar sua candidatura a pasta da Saúde, pois é  um entre muitos políticos que atuam  confortavelmente entre o governo e a indústria” – New York Times.

E Daschle nem é lobista registrado.

Se nos Estados Unidos, há tanto tempo com regulamentação ocorrem casos deste tipo, podemos imaginar no Brasil.  Ainda não conseguimos que os candidatos expusessem os nomes dos financiadores de campanha antes das eleições e, em muitos casos nem depois, já que declaram ao partido apenas. E, já que não identificamos os lobistas, vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, secretários, ministros, passam a ser lobistas de si e de seus patrões patrocinadores. Tudo sem identificação.

Talvez aí a grande dificuldade da criação da lei. Para que, se nós deputados e senadores já somos os lobistas? Ou não? Não temos as bancadas do Desmatamento da Amazônia, da Bola, da Fé, do Fumo, do Automóvel, dos Bancos, da Construção Civil (grande patrocinadora das eleições), etc.?

“A importância de regulamentar o lobby no Brasil e dar transparências aos seus processos, identificar os lobistas, saber para quem eles trabalham e quanto gastam e recebem por seu trabalho, por certo coibiria (não acabaria) a corrupção nas relações entre governo e os grupos sociais” – Paulo Nassar ECA USP

Mesmo sem regulamentação, já temos uns bons exemplos de lobbies tupiniquins. É só clicar no Google “lobby do batom”e “lobby do boquete” (isso mesmo). De “o lobby e o cordeiro”, veja a fonte de inspiração do artigo de hoje.

Ontem, recebemos um lobby reverso do governador de SP , ao retirar de Plano Técnico sobre melhoria de trânsito, o pedágio urbano. Repetindo o Prefeito da capital e ouvindo a opinião publica. A questão é saber se Programas Técnicos devem se curvar ao público , antes de ouvir os especialistas.

Se Thomaz Edison escutasse a opinião pública teria inventado uma lâmpada a vapor que iria durar mais. E não teria inventado a eletricidade.

Se Daimler Benz seguisse o povo teria inventado uma carruagem mais veloz e mais resistente e não o Automóvel.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira aqui no blog também faz o seu lobby (Você não faz ?).

OSESP, um feito e um fato

Por Carlos Magno Gibrail

Osesp 1

O feito – a Revista britânica Gramophone publica um ranking que coloca a Orquestra Real de Amsterdã e a Filarmônica de Berlim como as duas melhores orquestras do mundo. A surpresa quando os resultados foram publicados em dezembro 08, foi uma menção honrosa  a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). O jornal O GLOBO pergunta e responde: “O que o melhor conjunto sinfônico do Brasil compartilha com os dois melhores do mundo? Muita coisa. Por exemplo, todos têm uma boa sala de concertos como sede, uma academia para formação de seus músicos e muitos subconjuntos de câmara”.

O fato – o executivo que montou esta premiada OSESP foi demitido pelo mesmo poder que o designou para a tarefa.

Sem entrar no mérito do fato , cabe indagar como se chegou ao resultado.

Marcos Mendonça, secretário da cultura de Mario Covas, convida John Neschling em 1997 para dirigir a OSESP. Este exige poder, salários compatíveis com o mercado internacional e uma sala com acústica impecável. Mendonça, resignado e determinado dá as condições solicitadas.

De nove de julho de 1999, inauguração da Sala São Paulo, até hoje a OSESP apresentou a performance encomendada. Dos 40 espectadores de antes, 12000 assinantes, que pagam de 195 a 742 reais para a temporada sinfônica, com ingressos de 30 a 104 reais. Os 109 músicos, 48 são estrangeiros vindos  de 18 países, ganham 7800 reais  os principiantes e 14500 reais os experientes. O maestro, 100 mil reais mensais. O orçamento 60 milhões anuais, dos quais 43 vindos da Secretária de Cultura de SP.
Enquanto isso, ontem, os jornais publicaram que na educação superior houve queda nos cursos de formação de professores ( 73000 em 2006 para 70000 ) taxa de menos 4,5%.

Maria Malavasi, Unicamp, diz que “um conjunto de fatores como desprestígio,falta de respeito social e baixos salários contribui para o declínio da carreira e a baixa procura pelos cursos de magistério”. Segundo  o Simpro, o salário médio na rede particular é de 3700 reais mensais.

Além disso, houve também redução na procura aos cursos superiores. Dos 6,2 milhões de vagas, 30% estão sobrando (1,3 milhões). O que descarta a idéia, segundo Reynaldo Fernandes  do Inep de que “no Brasil todo mundo quer ser doutor”, pois tem apenas 12% dos jovens entre 18 e 24 anos na universidade, enquanto os Estados Unidos apresenta taxa de 70%.

Tudo indica que precisamos no  ensino da mesma lição da OSESP, isto é, casa apropriada, salários internacionais, secretário de estado para adequar verbas e maestro para regê-las. E vamos ao feito e não ao fato.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira se propõe a discutir temas de relevância com olhar diferenciado. É dito e feito.

Moda, casa de ferreiro espeto de pau

Por Carlos Magno Gibrail

Obama

“O presidente Obama é um homem elegante, se veste de maneira tão adequada que a roupa não se sobressai, apenas ele é evidenciado” Constanza Pascolato.

“A senhora Obama sabe que a Moda é uma forma de comunicação, e a usa permanente e intensamente para dar seus recados” Gloria Kalil.

Se acrescentarmos a essas assertivas a importância social e econômica da indústria da Moda  –  intensiva de mão de obra, potencial disponibilidade ao pequeno empreendedor, alta taxa de retorno sobre a relação capital empregado x geração emprego  –  chegamos a seu real posicionamento tanto na sociedade globalizada quanto no contexto empresarial de hoje. O universo da Moda,

“Império do Efêmero” para Gilles Lipovstky, altamente profissionalizado, fascina e surpreende.
Para completar ainda há o agregado cultural e artístico que a Moda está impregnada. Como refém, sósia ou parceira em seu processo criativo.

E, o sistema da Moda que remete a uma rotina permanente de obsoletismo para gerar a abertura da renovação a cada estação, coloca o criador diante da vida e morte permanente. Talvez esta situação emocional explique a atualização feita quase sempre a partir da volta ao passado.

É no mínimo intrigante que este laboratório de observação, em ebulição criativa permanente, cujas lentes miram modernamente as ruas para apreender mudanças, que lidas e traduzidas vão influenciar todos os produtos de todos os mercados em mercadorias de moda, apresente a nova moda espelhando algo de antigamente.

Manon Salles, do SENAC, acredita que é questão de todo início de século, voltar ao passado.

Segundo Miuccia Prada, “não é momento para inventar coisas as quais os homens não vão entender ou pelas quais não irão se interessar. O novo conservadorismo agora parece realmente novo”. Isso explica o desfile da Prada que trouxe “best-sellers” de outras temporadas e clássicos do guarda-roupa masculino, como blazers com lapela smoking e camisas com punhos altos, casacos com abotoamento duplo.

Em Milão para o outono inverno2009 inspirações e referências em épocas passadas, dos anos 1980 ao século 19, mostraram que a moda busca de fato reviver tempos melhores. A crise, no entanto, não tirou o glamour das coleções, extremamente sofisticadas

Na SPFW 2009 a maioria apostou em inspirações do passado, com algumas exceções. Ronaldo Fraga inovando com “idosos” e crianças, Uma com alguma sinalização ao futuro e Gloria Coelho que foi ao futuro vestindo o passado com o “ET abduziu a Duquesa”.

Com a crise econômica rondando, talvez se esperasse criações que rompessem com o passado, com Moda de escassez ou, ao contrário, com Moda de bonança para confrontar o desconhecido que está por vir.

O Prof. Victor Aquino, ex diretor da ECA USP, aposta mais na insegurança de criador e consumidor para não viajar ao futuro na maioria dos lançamentos de Moda.

Talvez seja um pouco de cada.  Que no futuro o futuro seja mais considerado pelos estilistas, mesmo que não se abandone as reminiscências.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda

E o piloto apareceu…

 Por Carlos Magno Gibrail

Encontramos cada vez mais nos estacionamentos, espaços reservados para os idosos. Shoppings, clubes, restaurantes. Deduz-se, portanto, que são nestes lugares que se deseja que eles estejam.

Enquanto isso, em New York, na semana passada, um pré-idoso estava competentemente salvando a vida de 155 passageiros, ao mesmo tempo em que a mídia e a população colocavam-o como herói.

De lá até cá, não encontrei nenhum comentário que ressaltasse o curioso sistema em que vivemos, pois com a idade de Chesley Sullenberg, herói incontestável, dificilmente se ocupa cargo executivo em grandes e médias empresas. Nem mesmo no serviço público, a não ser como presidente da república.

Ou como artista, afinal de contas as gravadoras não decidem sobre a popularidade dos contratados. É a sorte de Elton John, Mike Jaeger, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Gilberto, Chico Buarque, etc.

Se as atuais CNTP (condições normais de temperatura e pressão) tivessem valido no passado, certamente estaríamos com atraso secular.

Pensadores, cientistas e pesquisadores que trouxeram grandes descobertas e novos pensamentos, em boa parte o fizeram já em idade madura e até mesmo, considerados os padrões atuais, como idosos. Além de terem trabalhado até a morte, coisa que estariam provavelmente impedidos de fazer nos dias de hoje.

A saber, Albert Sabin vacina antipóliomielite, Tycho Brahe Introdução à Nova Astronomia, Karl Marx O Capital, Galileo Galilei Nova Ciência, Max Planck física quântica, Emil Fischer química orgânica, Jean Batiste Lamarck  fundamentos da biologia, Gertrude Elion farmacologia, Nicolau Copérnico o universo heliocêntrico, etc… 

Da Korn/Ferry International, conglomerado multinacional com presença em 41 países, especializado em recursos humanos, ouvimos Rodrigo Araújo, 34 anos, sócio-diretor sobre as razões deste preconceito com os talentos seniores.

“Nas áreas tecnológicas, nos processos industriais, as empresas dão espaço aos executivos maduros, pois são funções que não há possibilidade de abrir mão da experiência acumulada. Todavia, no buraco do furacão, acredita-se que profissionais mais velhos tenham dificuldades de agüentar extensas jornadas, viagens constantes, etc.”

Será que os clientes do “Head Hunter” Rodrigo, rejeitariam no coração Jatene, na plástica Pitangui ou Dráuzio na oncologia? E o piloto sumiu…

Socorremo-nos com o sociólogo Zygmunt Bauman:

“Entre as artes do viver moderno líquido e as habilidades para praticá-las, saber livrar-se das coisas, prima sobre saber adquiri-las”.

“O bem estar dos membros da sociedade moderna líquida dependem da rapidez com que os produtos fiquem relegados a meros desperdícios e da velocidade e eficiência com que sejam eliminados. A indústria de eliminação de resíduos se converte em um setor fundamental (senão o mais importantes) da economia. Inclusive em nossa vida privada, amorosa, o principal problema não consiste em como iniciar uma relação, mas sim em como terminá-la, como desfazer-nos dele ou dela, uma vez que o amor se foi (sempre tão rápido).”

“Mas, por mais velozes que possamos ser nada nos garantirá que, na próxima volta (que se joga agora mesmo), não sejamos passados para trás e passemos então ao grupo dos eliminados”.

Eu, 66 anos, continuo lutando e adotando Chesley como meu herói do ano, o piloto que apareceu e prevaleceu.  

Carlos Magno Gibrail é doutor em moda, as quartas-feiras escreve no blog  e dá risada sempre que é orientado a estacionar o carro na vaga dos idosos.

Terceirizar é abdicar

Por Carlos Magno Gibrail

Se você acha que esta informação não o afeta, se prepare para discutir o assunto, pois pode ser o próximo refém ou vitima.

Dia apropriado para o tema, pois o ex-diretor da ANATEL, órgão regulador das empresas de telecomunicações, e hoje Diretor Geral da ANEEL, entidade controladora e fiscalizadora do setor de energia elétrica, Jerson Kelman, está cumprindo o seu mandato.

Um assinante da NET avisou a operadora que estava saindo de casa à caça de um terceirizado para matá-lo, a não ser que ela garantisse que dentro em pouco alguém o atendesse para efetivar um serviço não realizado.

Cliente da ELETROPAULO solicitou religação e a equipe designada não foi, mas relatou que não encontrou ninguém. Farsa dos funcionários da SELT ENGENHARIA a serviço da ELETROPAULO, comprovada pelo vigia e câmera.

“Iniciei minha carreira profissional, como engenheiro eletricista, na Light, década de 60. Herdeira da competência canadense, estruturada para dar conta de todas as atividades necessárias para suprir a cidade de São Paulo de energia elétrica: Planejamento, Projeto, Construção e Operação de Usinas, Linhas de Transmissão, Subestações e Distribuição. Até que em meados dos anos 70 iniciou-se um processo de terceirização dos serviços. Corriam fortes boatos de uma possível estatização da empresa, que era então responsável pelo suprimento de energia elétrica nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Com receio de me tornar um burocrata dentro de minha atividade profissional, decidi, na segunda metade dos anos 70, partir para outros desafios. Hoje, a Eletropaulo, herdeira da antiga Light, praticamente terceiriza tudo aquilo que era de competência da antecessora. E as conseqüências negativas são inúmeras. A principal delas, a meu ver, é a falta de engajamento e de perspectiva profissional do corpo técnico envolvido com as várias atividades ligadas ao suprimento de energia elétrica, uma vez que boa parte é mão de obra de terceiros. E isso certamente afeta a qualidade dos serviços oferecidos.”  Julio César Tannus, em e-mail intitulado  “E eu com a Light?”

Sérgio Werneck, Diretor de Estratégia da Eletropaulo, esclarece definitivamente a questão: “Trabalhamos fortemente para integrar a empresa, para que todos a vejam como ela é: horizontal, e não vertical”.

Cuja Missão é: “Satisfazer a sociedade por meio da prestação de serviços e soluções em energia, atuando de maneira segura e socialmente responsável”.

Confirmando, portanto o divórcio entre a estratégia e a missão contida nela, pois abre mão da principal meta que é a satisfação na prestação de serviços, que é dada a terceiros.

A NOHALL, fornecedora de terceirização opina: “Entre 1980 e 1990 iniciou-se a moderna terceirização na qual as grandes indústrias transferiram parcialmente parte de seu negócio para terceiros, com o objetivo de ganhar mais flexibilidade, velocidade de resposta e agilidade no atendimento … Além de obter: Isenção total da tributação Federal, Estadual e Municipal; isenção de ônus trabalhista, férias indenizatórias, rescisões, afastamentos.”

Em suma, os vilões aparecem, a quantidade exagerada de áreas terceirizadas e a legislação trabalhista.

Armadilha que empresas privadas do varejo, por exemplo, não caíram. Os supermercados começam a verticalizar apresentando marcas próprias. Alguns terceirizaram produção, segurança, mas não abriram mão do atendimento final ao consumidor. Até o serviço de segurança, que se entende terceirizável, pode acarretar problemas. Que o diga a Casas Bahia.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, e toda quarta-feira escreve aqui no blog  texto que, nesta semana, esteve ameacado de não ser enviado porque o serviço de banda larga que serve a casa dele, a NET, estava fora do ar.

Mudanças na mudança das regras

Por Carlos Magno Gibrail

Por problemas técnicos na migração do blog, este artigo teve de ser publicado novamente. Infelizmente, os comentários que estavam no post original não puderam ser reproduzidos aqui


Nova bola “inteligente” poderá ser o elemento mais esclarecido dentro dos campos de futebol

A frase acima, publicada em Lisboa, logo após o jogo final da Copa Mundial de Clubes em 2007, previa com humor que dificilmente a FIFA permitiria a existência deste estranho elemento “inteligência” no mundo do futebol.

E os portugueses estavam certos. Vôlei, basquete, F1, tênis dentre outros, são esportes, que visando adaptarem-se as mudanças no mundo fizeram múltiplas reformas normativas.

Buscando mais justiça, segurança, emoção e respeitando a evolução dos meios de comunicação, modernizando os antigos e utilizando os novos, estes esportes aboliram duplos saques, criaram “tié-brakes”, evitaram motores possantes em demasia, utilizaram sistemas eletrônicos para identificação de bolas nas linhas, etc.

E o futebol, este esporte mais popular do mundo?

A FIFA avaliou que a bola inteligente retira emoção do futebol. A partir daí voltamos aos portugueses, pois desconsiderar que a emoção é o próprio futebol e não suas injustiças e erros é abandonar definitivamente o elemento inteligência.

Milton Jung esclarece: “Nos anos 60-70 os jogadores de futebol percorriam de seis a sete quilômetros durante os 90 minutos de uma partida. Atualmente, correm até 15 quilômetros (se não me engano eram esses os números). O filósofo Mário Sérgio Cortella que assisti em São Paulo, há dois meses, ilustrou com estes dados a evolução do tempo na vida do ser humano. O mundo sempre se desenvolveu, mas nunca na velocidade com que vemos (ou não!) hoje em dia. Cortella chamou atenção de que a quilometragem percorrida pelo jogador aumentou sem que as regras do esporte tivessem sido modificadas: o campo tem o mesmo tamanho; o número de jogadores é igual; a quantidade de bolas, também; e o objetivo de fazer o gol, mais ainda”.

As transformações vieram dos técnicos, dos fornecedores de roupas, acessórios, equipamentos e sistemas relacionados ao jogo, de médicos, fisioterapeutas, nutricionistas. E de patrocinadores e anunciantes.

Da direção, FIFA e associados, apenas tímidas mudanças, tipo atrasar bola para goleiro, lateral sem impedimento. Embora modestas, tiveram impacto positivo. Podemos imaginar, portanto o resultado se houvesse mudanças mais pertinentes aos tempos modernos.

Chico Anysio, aficionado intenso e extenso , dado o número de times que já torceu, dá sua contribuição em e-mail que me enviou, do qual extraio os seguintes tópicos, agradecendo imensamente a sua atenção.

– A supressão de um jogador de cada time

– Em vez de o jogo ser disputado em dois tempos de 45 minutos, passar a ser disputado em 4 tempos de 20 minutos, só sendo contados os minutos de bola correndo. O tempo do jogo passaria a ser uma atribuição do 4° juiz. O intervalo do primeiro tempo de 20 minutos será de cinco minutos, com os jogadores permanecendo no campo e o técnico tendo o direito de lhes dar instruções. O intervalo entre o segundo e o terceiro tempo será de 12 minutos, com os times indo para os vestiários

– Cada equipe poderá fazer até 5 substituições nos dois primeiros tempos e mais 5 nos dois últimos; jogadores substituídos podem retornar ao campo quantas vezes forem necessárias.

– A bola só sai quando toca no chão (a exemplo do que acontece no vôlei).

– Serão criados dois outros cartões: o branco – que expulsa o jogador por 10 minutos e o azul que obriga o técnico a retirar aquele jogador que recebeu o cartão e colocar outro no seu lugar; este jogador que sair estará eliminado da partida.

Milton Jung complementa: “Jamais os árbitros serão capazes de evoluir da mesma forma que o jogo, portanto precisam do apoio tecnológico para que suas funções sejam exercidas com justiça. E em nome desta justiça entendo que a revisão de lances específicos deve ser permitida. Para mim, a regra do tênis que limita o número de pedidos de revisão é dos melhores exemplos a se seguir”.

Acredito que a questão fundamental é relativa a manutenção do poder. Na medida em que recursos tecnológicos deixam de ser usados, a dominância dos árbitros permanece excessiva e consequentemente a dos dirigentes também.

Antevejo que a solução deverá vir do próprio poder, mas o poder econômico, através dos patrocinadores, tipo Nike, Adidas, Reebok, TVs. Assim como de empresas que venham a ter interesse de fornecimento de tecnologias novas e estejam dispostas a arcar com pedágio inicial.

“O futebol não é questão de vida ou morte. É muito mais que isso”. Bill Shankly, saudoso técnico do Liverpool.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira escreve aqui no blog. Já cansou de ver seu time prejudicado pelos árbitros que não enxergam o que a tecnologia revela. Eu, também.