A moda da Páscoa é a felicidade

 

Por Dora Estevam

Recebi um e-mail de uma querida amiga sobre a Páscoa. A mensagem me tocou muito. Tocou porque nesta época muitos se esquecem do verdadeiro amor que representa a Páscoa, do verdadeiro motivo pelo qual comemoramos ou celebramos esta passagem – a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Para a igreja talvez este seja o maior milagre da Fé, a Ressurreição.

O marketing das vendas faz o chocolate, o coelhinho, as festas, as viagens e os menus de almoço parecerem mais importantes do que a data que lembra a paixão de Cristo.

Mas devemos lembrar que a vida é maravilhosa e vai além disso. Que, às vezes, não damos o devido valor a ela. Lembramos de celebrar a vida quando estamos em apuros. E, muitas vezes, aprendemos nesses sustos.

Por isso, nesta Páscoa, desejo que você seja feliz e a cesta indicada pela amiga Ana Paula Parra seja uma maneira de dizer às pessoas o quanto elas são importantes e o quanto a amamos:

Cenas de Cristo em Olinda

Em minha cesta de Páscoa, você encontrará muitos desejos para o amor e a felicidade, para a saúde e a prosperidade, para a sabedoria e o conhecimento, e para o prazer e o relax.

Desejo a você saúde, felicidades, alegria, equilíbrio, harmonia e que consiga ir além das etapas ordinárias e descubra resultados extraordinários.

Que continue tentando alcançar suas estrelas. Que realize seus sonhos.

Que reconheça em cada desafio a oportunidade, e seja abençoado com o conhecimento de que tem a habilidade para fazer cada dia especial.

Que tenha bastante riqueza para atender suas necessidades, e sempre lembre que o tesouro real da vida é o amor.

Agradeço o seu carinho e agradeço por todas as maneiras que somos semelhantes e todas as maneiras que somos diferentes.

Agradeço a Deus, do fundo do coração, com um sorriso interno que eu desejaria que todos pudessem ver… A Ressurreição do Mundo. Pois ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos… (João 20:9).

Pela lei fundamental da natureza, todas as coisas se renovam constantemente, cumprem um ciclo e se renovam.

Deus deu-nos as estações – cada uma com suas próprias belezas e razão, cada uma significando uma benção, uma alegria, e o sentimento do amor.

Deus deu-nos sonhos – cada um com seu próprio segredo, cada um emitido para dar-nos sentimentos de inspiração, esperança, e tranqüilidade.

Deus deu-nos a luz do sol, o arco-íris e a chuva, a beleza e a liberdade da natureza para ensinar-nos a sabedoria.

Deus deu-nos milagres em nossos corações e vidas, coisas pequenas que acontecem no dia a dia, para nos lembrar que estamos vivos.

Deus deu-nos a habilidade de enfrentar cada novo dia com coragem, sabedoria, e um sorriso de saber.

Saber que seja o que tivermos que enfrentar é mais fácil com Deus habitando em nossos corações.

Sobretudo, Deus deu-nos amigos para ensinar-nos sobre o amor e para guiar– nos através deste mundo, e Ele está sempre disponível para ajudar-nos para uma compreensão maior e compartilhar e dar mais amor.

Eu também acredito que a felicidade está dentro de nós. Por isso, use as ferramentas que ela nos oferece para ser feliz: afagos, carinho, beijo, abraço, lágrimas, gargalhadas, olhares…Tudo isso faz parte deste kit maravilhoso.

Que o espírito da Páscoa lhe traga muita Paz neste dia especial.

Feliz Páscoa!

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

O legado do Doutor das Águas, Aldo Rebouças

 

Como a água é um bem fundamental para a vida do ser humano e todo o seu ambiente, temos que criar a consciência de que é um bem finito e que tem que se usado com inteligência e responsabilidade” – Aldo Rebouças (1937-2011)

Coluna publicada no Blog Adote São Paulo da revista Época São Paulo

As cinzas serão mergulhadas nas águas do mar para onde correm todos os rios. Uma nobre homenagem ao professor Aldo Rebouças, que morreu dia 18 de abril, segunda-feira, aos 73 anos, em São Paulo, cidade na qual vivia desde o convite para trazer seu conhecimento à USP, na década de 1970.

Cearense de Peixe Gordo, se formou em geologia pela Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, em 1962. Fez mestrado e doutorado pela Universite de Strasbourg, na França. E pós-doutorado pela Stanford University, nos Estados Unidos.

Muito antes de as preocupações sobre a escassez e tratamento das águas chegarem às autoridades e aos meios de comunicação, Aldo Rebouças já usava sua voz firme e discurso sincero para alertar o mundo sobre como estas questões afetariam a qualidade da oferta do produto.

Criticava duramente a ideia de que a água era abundante, inesgotável e gratuita. Uma falácia que, sabia bem, acabaria por levar ao uso desregrado e impróprio deste recurso que, atualmente, falta para ao menos um bilhão de pessoas e causa a morte de mais alguns milhares pelo Planeta.

Rebouças, este sim, era uma fonte abundante, inesgotável e gratuita de informação.

Entrevistei-o pela primeira vez na época em que trabalhei na TV Cultura, nos anos 90, quando o assunto ganhava espaço na agenda jornalística. Sempre se apresentava no estúdio com documentos e registros que respaldavam suas teses.

Nunca mais perdi seu contato e sempre explorei da capacidade – e paciência – dele para explicar ao público como era possível, por exemplo, a cidade de São Paulo ficar embaixo d’água no verão e sofrer com sua escassez no inverno.

Ensinava que o problema daqui – assim como do restante do Brasil – era a má gestão dos recursos hídricos.

A cidade é contemplada com dois grandes rios, Tietê e Pinheiros, mais uma centena de rios menores e córregos que cortam nossa geografia. Temos, ainda, duas enormes represas, Billings e Guarapiranga. Por outro lado, decidimos ocupar suas várzeas, retificamos seus leitos, encobrimos seus vãos e os transformamos em impressionantes latas de lixo.

Não bastasse isso, consumimos mais do que o recomendado. Hoje, somos perto de 15 milhões de pessoas morando neste ambiente urbano consumindo, em média, 80 litros de água para as necessidades domésticas, todos os dias. Apesar da aparente oferta, somos obrigados a “importar” o recurso de Minas Gerais, pois nossos mananciais não dão mais conta do recado. Também se perde parte da água tratada no caminho das casas, por falta de manutenção das redes públicas.

Professor Rebouças sempre denunciou este cenário. Mas fez muito mais.

Ele próprio diz que sua maior contribuição foi descrever o aquífero Guarani, um manancial de água doce subterrânea que se estende por 1,2 milhão de km2 pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Até seus estudos, a hidrografia reconhecia apenas uma parcela desta água, no aquífero Botucatu.

Colocaria em seu legado, também, o ensinamento que transmitiu a uma legião de jornalistas que o procurava na busca do seu conhecimento. Aldo Rebouças nos atendia sempre e falava de forma didática, sem meias palavras, com linguajar próximo do público. Às vezes, se estendia nas respostas, além do que o tempo do rádio permitia, pois não queria perder a oportunidade de catequizar o cidadão sobre a questão das águas. Respeitosamente, o ouvia até a última palavra.

Há alguns anos, ao procurá-lo fiquei sabendo que sofria de Parkison e estava com dificuldade para falar. Nesta semana, com muita tristeza, recebi a notícia da morte dele por falência respiratória.

A missão de Aldo Rebouças, porém, não se encerrou. Seus ensinamentos contaminaram uma quantidade enorme de pesquisadores, estudiosos e cidadãos. Cabe a estes, agora, levar a frente a ideia da proteção dos recursos hídricos – nesta que seria a mais significativa de todas as homenagens ao Doutor das Águas.

De contração e expansão


Por Maria Lucia Solla

Céu de São Paulo

Ouça De contração e expansão na voz e sonorizado pela autora

Dinheiro e poder não transformam, não corrompem, mas têm o poder de revelar, como se revelavam as fotografias há pouco. Revelam nossa essência, deixam à mostra o que se instalou em nós, da educação que recebemos na família, e da influência da escola, de amigos e da vida; ao longo dela.

Poder e dinheiro fazem um raio X da personalidade e a exibem para o mundo, imprimindo seus ingredientes em cada gesto, palavra, atitude, ação e reação. Nos põem do avesso.

Quando chegam, dinheiro e poder soltam as amarras que limitam os passos, que impedem de experimentar a receita sofisticada, o par de sapatos de grife, o eletrônico da hora, que surge todo dia, toda hora. É com o aval da chegada deles que tratamos ou destratamos o outro, ao sabor de alegria e frustração. É através da lente deles que respeitamos ou desrespeitamos o vivente do lado, o da frente, de trás, e libertamos ou subjugamos, com o mesmo aval dado por eles.

Falo disso porque canso de ouvir que matéria é passagem para o inferno, que dinheiro é sujo, que muda a cabeça da gente. Canso de ouvir que fulano ficou besta depois que enricou. Ficou besta, não; já era. Só tem mais coragem e mais liberdade para ser quem verdadeiramente é.

Não há o que nos transforme, sinto pelo informe. Nada; nadica de nada. Nem melhorar, nem piorar. Fomos longe demais acreditando na cartilha passada de geração em geração, comportamental e oralmente, feito telefone sem fio, e não paramos para avaliar o passado, o hoje, o presente, o agora. Fomos longe demais, sempre correndo atrás da vida, sem alcançá-la, por medo dela. Queremos o prazer, e disseminamos frustração.

Nada fora pode nos mudar. Só o que transforma o homem, é ele mesmo, ouvindo o coração, afastando pensamento que faz o corpo contrair e acolhendo o que o faz expandir; que faz sorrir, que faz achar que vale a pena continuar.

Se quisermos, sorriremos mais e mentiremos menos; e quando isso acontecer, o sol vai acordar cedo no verão e dormir, preguiçoso, no inverno. O amor vai vencer o medo. O ser humano vai viver feito abelha e formiga, cuidando junto, do bem-comum.

Quando isso acontecer, ninguém mais vai se lembrar de que houve um tempo em que culpa e medo eram arma, quando a gente vivia se queixando do odor das flores do mal. Quando isso acontecer, o dever e o prazer terão pesos iguais. E eu sorrio só de pensar, e meu corpo se expande.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Uma viagem ao casamento real

 

Um sonho para muitos, futilidade para outros. Inegável, porém, é o quanto atrativo à mídia e ao mundo será o casamento real. Responsável por este espaço, Dora Estevam decidiu ajudar aqueles que querem ter um dia de rainha (ou de princesa) e reuniu neste post uma série de vídeos e informações sobre a festa e o feito que tomarão o noticiário no fim deste mês, em Londres. Aproveite e curta esta prévia:

Por Dora Estevam

 
O caminho já está traçado:


 
O vídeo em 3d mostra toda a cidade, a capital britânica,  na qual acontecerá o casamento mais comentado do século. E mais aproveitado pelo marketing.São milhares de produtos com a carinha dos noivos.


 
William & Kate se casam no dia 29 de abril, data que, certamente, entrará para a história, como outros casamentos reais, relembre alguns:

 
 
Uma verdadeira história de amor.
Um verdadeiro luxo.
O jardim, a decoração, as roupas, o bolo.
A catedral, tudo o que há de diferente.
Mas com um toque moderno dos noivos.
O vestido mantido em segredo, mas já dá para imaginar…


 
 
E é claro que uma princesa tão bonita só pode ser copiada por muitas mulheres. Tudo o que ela usa vira objeto de desejo. O noivado realmente está fazendo a economia do país turbinar.

 
 
Nesta entrevista o príncipe fala do amor pela sua noiva e sobre o anel de noivado que ele deu a Kate, anel que foi da mãe dele.


 
O casamento será transmitido via streaming, será o primeiro a dar origem ao aplicativo para celular, e a trilha do casamento estará no itunes horas após o sim. Uma data tão importante para a economia, para as tvs e para os plebeus que se divertirão e se emocionarão com cerimônia tão agitada, mesmo que momentaneamente.
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Há 50 anos: “A Terra é azul”

 

Há 50 anos, o homem chegava ao espaço pela primeira vez. Em plena guerra espacial travada com os Estados Unidos, a União Soviétiva dava o primeiro grande passo na disputa com Yuri Gagari abordo da Cápsula Vostok 1. E lá do alto contou ao mundo que o Planeta Terra é azul.

A data foi lembrada ao fim do Jornal da CBN desta terça-feira, dia 12 de abril, e o encerramento reproduzo a seguir a pedido de ouvintes-internautas (ou seriam ouvintes-cosmonautas?):


Ouça o encerramento do Jornal da CBN

Arquitetura paulistana: Pensão da Mooca

 

Casarão abandonado

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

 
É impressionante a mistura de beleza arquitetônica e descaso na rua  do Hipódromo, região da Mooca,na zona leste. A rua  perto do prédio São Vito, em demolição, está longe do boom imobiliário que sacode a cidade, mas é possivel  ver na tradicional rua  armazéns, casinhas e casarões deteriorados com   placas empoeiradas de “aluga-se”.
 
Muitas dessas riquezas – esquecidas ou ignoradas pelos órgãos públicos –  não têm dono. É o  caso de um sobrado na esquina da Avenida Alcântara Machado com  a  própria Hipódromo, que salta aos olhos de quem passa pelo local.

O casarão não  está aberto para visitas : ali funciona uma ‘pensão’.

De olhos da alma

 


Por Maria Lucia Solla



Ouça ‘De olhos da alma’ na voz e sonorizado pela autora

Quanto sofrimento atinge o povo deste planeta azul! Portamos uma tarja preta no sorriso, o fogo do coração vive ameaçando apagar, e quando pensamos: agora a tristeza vai dar uma trégua e dar lugar à alegria, ela rodopia num volteio artístico, poético – que esses atributos a tristeza também tem – e nos atinge em cheio.

Uma vez, uns poucos nos exibem a dor, uns dias uns, outros dias outros; outra, é uma cidade inteira que morre e engole, no seu último suspiro, tudo o que sustentava; e nós acreditamos ser os donos da terra. Acreditamos que a tristeza, os golpes desferidos pela foice descontrolada da morte, que tudo isso vem de fora para dentro. Nos cremos mira de arma injusta; vítimas do outro, e continuamos nos afogando no mar das certezas de que: o que vem de fora é que me deixa triste, não é parte de mim e portanto me ameaça.

Mantemos os olhos da alma fechados e escancaramos os do corpo, cada um olhando para o próprio umbigo e puxando a corda na sua direção. De que adianta condenar o bullying nas escolas e continuar a praticar em todas as camadas sociais, todas as faixas etárias, o bullying analfabeto e o bullying diplomado; na rua, na família, no trabalho?

O ser humano está doente; muito doente. Apontamos os defeitos dos outros e implodimos sob o peso dos que tentamos esconder. Escondemos os sintomas, e morremos da doença. Há! Não há nada que a medicina moderna e avançada possa fazer, nada que a economia possa sanar, que a política possa forjar e os presidentes presidenciar. É trabalho de formiguinha, cada um começando a resolver os seus próprios problemas, por mais difíceis e impossíveis de resolver que possam parecer. É trabalho de coragem, abrir bem os olhos da alma e reconhecer o caminho a tomar, que pode ser diferente do meu, mas que é o teu caminho. É trabalho de coragem, olhar de frente os anseios e seguir o caminho que leva até eles. O caminho do meu equilíbrio é fundamental para o equilíbrio de todos.

Portanto, a arrumação começa dentro de casa, e não só quando vem visita. Que bom será quando reciclarmos o medo que nos faz agredir o outro, e colocá-lo em maus lençóis – para que ele caia e eu sobressaia; que bom quando transformarmos esse medo no querer a força que nasce da união; na amorosidade, no respeito, na generosidade.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Na moda do inverno

 

Por Dora Estevam

A calça jeans se renova com olhar nos anos 70 e ganha o nome de flare. É a mesma boca de sino, uniforme da era do Paz e Amor, que está de volta.

Tem cós normal, pouco mais alto, valorizando o corpo da mulher; perna menos justa, proporcionando mais conforto; e a boca larga, começando dos joelhos, dando o ar da moda.

Para variar, a calça já virou febre por todos os lados: NY, London, Milão, Paris, por onde quer que vá as moças estação com elas. E claro, as celebs, também. Sem contar os editoriais ensinando como usar a sua nova calça flare.

As produções com calça e camisa; calça e casaco; não mudam muito. Nas ruas não é diferente, vejam este ensaio:

 

Uma outra proposta é a cintura  peplum, com cós alto e babado. Com tecido abundante na cintura vai depender muito da sua imaginação na hora de vestir.

Eu gosto desta ideia porque tem a possibilidade de colocar um cinto que deixa mais feminino ainda, embora eu já ouvi mulheres dizendo que não gostam de nada “amarrado no meio”.

Vai depender do gosto mesmo. Longa ou curta, com cinto largo ou fino, dá para fazer várias produções.

 

Para cobrir os pés que tal uma botinha bem quentinha? Elas não são nenhuma novidade em se tratando de inverno, mas para este as que estão mais em voga são as de cano curto.

As botas aparecem de várias formas e estilos. O interessante do cano curto é que fica bem com calça ou saia. Aliás, muito bem com saia. No frio forte é só colocar uma meia bem grossa e compor com jaquetas e malhas bem quentinhas; ou fazer a linha mais chic sóbria com saia e blazer, fica bonito também.

 

Estas são algumas das novidades e hits da nova estação.  Espero que gostem.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung