Adote um Vereador: a política do cidadão

 

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Havia dois candidatos a vereador na mesa do café. Os dois são voluntários do Adote um Vereador, assim como a maioria dos que estiveram participando do encontro mensal, no Pateo do Collegio, em São Paulo. Os dois concorrem por partidos diferentes e sentaram ao lado de gente que faz campanha para um terceiro candidato de um terceiro partido. Aliás, ali também tinha quem defendesse outros nomes para ocupar cargo na Câmara Municipal e os que ainda não escolheram seus candidatos. Tinha ainda quem é contra todos os candidatos.

 

Com a diversidade da nossa “fauna e flora” foi possível perceber como somos capazes de fazer política, civilizada e respeitosa, ocupando o mesmo ambiente. Não chega a ser uma novidade para quem desde 2008, como é o nosso caso, convive neste grupo de cidadãos interessados na melhoria da qualidade de vida da sua cidade. Temos a convicção de que somente com a participação das pessoas e a pressão sobre o Legislativo e o Executivo se conseguirá algum avanço nas políticas públicas.

 

Dos candidatos soubemos como é difícil conquistar votos e mais ainda conquistar uma cadeira na Câmara. O partido que um deles representa concorre esse ano com metade do número de candidatos da última eleição. Sinal de como a grana anda curta com a proibição das doações de empresas. Na divisão do espaço que ocupam no rádio e na televisão nem todos têm o mesmo tempo disponível para apresentar suas propostas. Os que buscam a reeleição aparecem até quatro vezes por semana, os sem-mandato mas com força dentro do partido aparecem até duas vezes e o restante, apenas uma.

 

Com as restrições impostas pela lei e pelos partidos, resta aproveitar todo o ambiente possível para conquistar o apoio de algum eleitor. Por isso, a presença em debates públicos é importante. Aliás, no dia 20 de setembro, haverá o II Debate sobre o Centro de São Paulo, que se realizará no auditório da rua Barão de Itapetininga, 163. A intenção dos organizadores é ouvir as propostas dos candidatos que representam a região. Bom para eles e melhor ainda para o cidadão, pois somente com informação se pode fazer uma boa escolha.

 

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Como escolher o seu candidato a vereador também foi o foco da entrevista realizada por um grupo de estudantes de jornalismo da ESPM-SP. Eles aproveitaram o encontro de sábado e gravaram reportagem com o Alecir Macedo e a Silvia Von Tiesenhausen, dois dos nossos voluntários, interessados em saber como o eleitor deve se comportar, especialmente diante do sistema proporcional que rege as eleições no Executivo.

 

Entender esse sistema é sempre um desafio, pois tem-se a ideia de que os eleitos são os 55 candidatos mais votados na cidade. Ledo engano. No sistema proporcional, a soma de votos para cada partido é que define o número de vereadores que o partido elegerá. Quando você vota em um candidato esse voto antes conta para o partido. Grosso modo, se o partido obteve 10% dos votos, terá direito a 10% das cadeiras na Câmaras. No caso de São Paulo, isso representaria algo em torno de cinco vagas, portanto, os cinco vereadores mais bem votados daquele partido assumem o cargo de vereador.

 

O jornalista Pedro Doria escreveu ótimo artigo sobre o assunto em sua coluna no Medium que vale a pensa ser lido para que possamos entender melhor como funciona esta engenharia do voto.

 

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No encontro desse sábado, tivemos oportunidade também de assistirmos aos vídeos que gravamos para promover o Adote um Vereador, incentivar a participação do cidadão nas eleições e sugerir alguns critérios para a escolha do nosso candidato. Todos estão acessíveis na nossa página no You Tube e convidamos você a compartilhar com seus amigos nas redes sociais, também.

 

A mesa com discussão animada e diversificada contou com a participação da Silva, Eliana, Gabriela, Rute, Cecilia, Norma, Bruno, Eli, Fabiano, Vitor, Moty e Gregório, além do Alecir e da Silvia, que já registramos.

 

Eu, também, estive lá e fiquei muito satisfeito em ver que a política vai muito além dos conchavos e acordos que pautam as relações de muitos partidos e parlamentares dos nossos legislativos.

O que o vereador faz e qual é a sua responsabilidade – Parte II

 

Por André Leandro Barbi de Souza

 

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A principal função do vereador é legislar, mas é importante esclarecer o significado social dessa atribuição. Ao contrário do que habitualmente é comentado, legislar não significa apenas propor projeto de lei. Aliás, a apresentação ou não de projeto de lei, em quantidade, não deve ser uma preocupação do vereador e nem da sociedade. Para uma cidade, para um estado, para um país, é muito mais significativo ter menos leis, com mais clareza, precisão e simplicidade em seu texto, indicando de forma objetiva o que não pode ser feito, do que ter muitas leis, pobres de conteúdo, imprecisas e com baixa relevância social.

 

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, em pesquisa realizada sobre o tema, demonstrou que o Brasil produziu, nos primeiros 25 anos pós Constituição Federal, uma média de 784 novas normas por dia, considerando as leis federais, estaduais, distritais e municipais. E o Brasil está muito longe de ser considerado um país desenvolvido. Portanto, não é a quantidade de leis que irá resolver os problemas sociais, ao contrário, a sobreposição de leis, a produção de leis inúteis, inócuas, sobrepostas, demagógicas e de pequena relevância para a comunidade, não só tumultuam a vida do cidadão, das instituições e da sociedade, como produzem uma poluição legislativa, fazendo com que a fronteira entre o lícito e o ilícito fique incerta, como aponta o constitucionalista Manuel Gonçalves Ferreira Filho. Montesquieu, no seu clássico texto O Espírito das Leis, já alertava: as leis inúteis debilitam as leis necessárias.

 

Muitos candidatos a vereador estão, na campanha, por inexperiência, por desconhecimento ou até mesmo com a pretensão de produzir uma falsa expectativa no eleitor e, com isso, conquistar o seu voto, comprometendo-se em apresentar projetos de lei sobre vários temas, com o objetivo de resolver vários problemas. Já se ouviu inclusive propagação de metas: “se eu me eleger vou apresentar dez projetos de lei por mês”. É preciso ter cuidado com aquilo que é colocado em campanha, pois, primeiro, nem todos os problemas podem ser tratados por lei municipal; segundo, nem todos os problemas podem ser resolvidos por lei de iniciativa de vereador, em alguns casos, a iniciativa é reservada ao prefeito; terceiro, muitos problemas detectados na comunidade podem ser resolvidos com as leis que já existem e que não estão sendo aplicadas.

 

Por outro lado, muitos eleitores cobram dos candidatos a apresentação de projetos e até mesmo avaliam o desempenho de um vereador, quando for esse o caso, pelo número de projetos que ele propôs. Esse critério não é correto. Nesse ponto, o eleitor também precisa entender o seu equívoco. Para comunidade, é muito mais importante um vereador que apresente poucos, mas bons projetos de lei, e que atue com atenção, discuta, debata e busque o máximo de informação sobre todos os projetos de lei que tramitam na Câmara Municipal, do que ter outro vereador que proponha sessenta projetos de lei por ano, quase todos inconstitucionais ou de baixa relevância social, a fim de “obter estatística” para prestação de contas do mandato, e que não se interesse pelos demais projetos em tramitação, não atue nas comissões, não participa das audiências públicas e até mesmo aprova matérias, em sessão plenária, sem ter certeza da repercussão elas terão ou até mesmo sem saber exatamente do que elas tratam.

 

Quando se afirma, portanto, que a principal função do vereador é legislar, quer-se destacar que a ele não cabe fazer qualquer lei, mas dedicar-se, em todas as fases do processo legislativo, a fazê-la com qualidade, mesmo quando o projeto de lei não seja de sua autoria. Cabe ao candidato a vereador demonstrar ao eleitor o grau de comprometimento que ele terá com a construção qualificada da lei e com o exercício da sua função de legislador, demonstrando que a sua atuação não será demagógica, mas pedagógica, mediante a construção de conhecimento parlamentar para o correto exercício de seu mandato.

 

Leia do mesmo autor: O que o vereador faz e qual é a sua responsabilidade – Parte 1

 

André Leandro Barbi de Souza, advogado com especialização em direito político, sócio-diretor e fundador do IGAM e autor do livro A Lei, seu Processo de Elaboração e a Democracia.

Marketing para o Capital Humano

 

Por Julio Tannus

 

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Marketing, em sentido estrito, é o conjunto de técnicas e métodos destinados ao desenvolvimento das vendas, mediante quatro possibilidades: preço, distribuição, comunicação e produto (ou, os quatro p´s: preço, praça, promoção e produto). Em sentido amplo, é a concepção da política empresarial, na qual o desenvolvimento das vendas desempenha um papel predominante.

 

O marketing estuda as causas e os mecanismos que regem as relações de troca (bens, serviços ou ideias) e pretende que o resultado de uma relação seja uma transação satisfatória para todas as partes que participam no processo.

 

Marketing significa mais que vender, porque a venda é um processo de sentido único. O marketing é um processo com dois sentidos. A venda se apoia em ações de curto prazo. O marketing é uma atividade a médio e longo prazo. O objetivo final é assegurar a obtenção do maior benefício possível. No marketing são aplicados conhecimentos avançados a respeito da prospecção de mercados e a sondagem de opiniões.

 

O marketing é uma filosofia: uma postura mental, uma atitude, uma forma de conceber as relações de troca. É também uma técnica: um modo específico de executar uma relação de troca (ou seja, identificar, criar, desenvolver e servir a procura). O marketing pretende maximizar o consumo, a satisfação do consumidor, a escolha e a qualidade de vida.

 

O marketing tem uma área de atuação muito ampla, com conceitos específicos direcionados para cada atividade relacionada, por exemplo, o marketing cultural, o marketing político, o marketing de relacionamento, o marketing social, entre outros. O profissional de marketing é um investigador do mercado, um psicólogo, um sociólogo, um economista, um comunicador, um advogado, reunidos em uma só pessoa.

 

Em Administração de Empresas, Marketing é um conjunto de atividades que envolvem o processo de criação, planejamento e desenvolvimento de produtos ou serviços que satisfaçam as necessidades do consumidor, e de estratégias de comunicação e vendas que superem a concorrência.

 

Segundo Philip Kotler, marketing é também um processo social, no qual indivíduos ou grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos e serviços de valor com os outros.

 

Em marketing, o conceito de valor pode ser definido como todos os benefícios gerados para o cliente em razão do sacrifício feito por este na aquisição de um produto ou serviço. Oferecer ou agregar valor é um conceito diretamente relacionado com a satisfação do cliente, um dos principais objetivos do marketing. O conceito de marketing afirma que a tarefa mais importante da empresa é determinar quais são as necessidades e desejos dos consumidores e procurar adaptar a empresa para proporcionar a satisfação desses desejos.

 

Com o alcance proporcionado pela internet e a explosão de redes sociais, surgiu o conceito de Marketing 3.0, em que as empresas buscam uma aproximação com os consumidores e potenciais clientes, monitorando suas opiniões sobre os serviços ou produtos oferecidos pela empresa.

 

O marketing digital consiste em uma abordagem que utiliza a internet e outros meios digitais como instrumento para atingir os seus objetivos.

 

Desta forma, os consumidores têm papel fundamental na criação de novos produtos e serviços, adequados às reais necessidades do mercado.

 

O conceito de Marketing para o Capital Humano é uma associação de habilidades, métodos, políticas, técnicas e práticas definidas, com o objetivo de administrar os comportamentos internos e externos para potencializar o capital humano no interior das organizações e junto ao mercado.

 

Muitas vezes, é confundida com o setor de Recursos Humanos, porém RH é a técnica e os mecanismos que o profissional utiliza, e o marketing para o capital humano tem como objetivo a capacitação e consequente competência dos profissionais envolvidos no processo.

 

Com o conceito de Marketing para o Capital Humano, a missão do marketing passa a ser dos 4 P`S para os 5 P`S:

 

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Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier), autor do livro “Razão e Emoção” (Scortecci Editora) a ser lançado na 24ª. Bienal Internacional do Livro no Pavilhão Anhembi/SP em 28/8/2016 das 17:00 hs. às 20:00 hs.

Avalanche Tricolor: começamos muito bem a Copa do Brasil

 

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Copa do Brasil – Arena da Baixada/Curitiba

 

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Grêmio comemora gol da vitória em foto do site Grêmio.net

 

Começamos bem. O jogo e a Copa do Brasil.

 

A Copa começamos bem porque marcamos gol fora de casa, o que sempre faz diferença, e vencendo, o que faz uma baita diferença.

 

O jogo começamos bem porque o time se movimentou com uma desenvoltura incrível, no primeiro tempo.

 

Molharam o piso para atrapalhar o domínio de bola, mas sequer essa estratégia foi suficiente para nos fazer parar. Nossos jogadores deslizavam pelo gramado artificial com uma facilidade de impressionar.

 

Supostamente havia três volantes na equipe: Wallace, Jaílson e Ramiro. E provavelmente houve quem torcesse o nariz imaginando que jogaríamos fechado atrás.

 

Assim que pegávamos a bola, e a mantivemos sob domínio quase todo o primeiro tempo, os homens de trás disparavam pelos lados, e os da frente encostavam para tabelar O time dos três volantes ganhava ao menos quatro atacantes. Coisas típicas do Roger, este técnico que nos ensinou a jogar diferente.

 

Ninguém guardava posição do meio para a frente. Ninguém ficava fixo a espera da bola. Todos se deslocavam de uma lado para o outro, deixando a defesa adversária atordoada. E foi dessa maneira que chegamos ao gol.

 

Walace conduziu a bola pela intermediária, Douglas apareceu centralizado para receber e com um passe daqueles que só se dá na pelada do fim de semana colocou Miller na cara do gol. Era só matar. E ele matou. E eram apenas seis minutos de partida.

 

Só percebemos que havia adversário no segundo tempo quando até tivemos boas chances de ampliar o placar, mas perdemos o domínio da bola e nos deixamos pressionar. Foi então que entraram em cena o protagonismo de Marcelo Grohe e Geromel, tendo Kannemann como coadjuvante em sua estreia.

 

Começamos muito bem a Copa do Brasil!

Rio 2016: conquistamos o direito de ser feliz

 

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Lá se foram os Jogos Olímpicos. E com eles, meus sonhos de atleta. Vão deixar saudades. Nestas duas últimas semanas, meus desejos e emoções foram transferidos para cada um daqueles que estavam ali disputando uma medalha ou simplesmente em busca de um lugar na foto olímpica.

 

Imaginei-me enfrentando os americanos no basquete, levantando para Wallace cortar na rede, arremessando um martelo que sequer teria força para carregar e correndo atrás de Bolt. Nem mesmo o trauma de infância provocado por um professor de judô ansioso, me tirou o desejo de estar no tatame derrubando nossos adversários.

 

Fisicamente, o mais próximo que cheguei dos Jogos foi em Itaquera, zona leste de São Paulo, para assistir à vitoria da Alemanha sobre a Nigeria, na semifinal do futebol masculino. Espiritualmente, vivi todos os instantes possíveis das Olimpíadas.

 

Atirei, lancei, arremessei, chutei, rebati … no rádio, na televisão ou no aplicativo. Em um dos jogos de basquete do Brasil, parei o carro ao lado da avenida para ver as imagens do quarto final na tela do celular. Ouvir apenas não saciaria minha tensão e seguir dirigindo seria um risco.

 

Devo ter revelado algum traço de vergonha diante de meus filhos ao não ser capaz de conter as lágrimas frente a vitória incrível ou ao depoimento emocionado de quem, apenas por ter o direito de estar ali, já ganhou na vida sua medalha. Como chorei nesses Jogos. Vai ver é o ideal. Ou a idade.

 

Hoje, um dia depois de assistirmos à cerimônia de encerramento, feita com o mesmo bom gosto e sensibilidade da festa de abertura, ouvi especialistas no esporte e na vida, no Jornal da CBN. E o entusiasmo com que cada um descreveu suas percepções com os Jogos deram a dimensão do fenômeno provocado pelo esporte olímpico.

 

Adriana Behar, responsável pela gestão do Time Brasil, mesmo sem a meta alcançada, deu medalha de ouro para a forma como as disputas olímpicas inspiraram jovens e novos atletas. Para ela, a Rio 2016 é só o início de uma era voltada ao esporte:

 

 

Zuenir Ventura, mineiro de nascença e carioca por adoção, chegou a me dizer que os Jogos foram talvez a emoção coletiva mais intensa que viveu em seus 85 anos. E lembrou que, além do transporte e de construções esportivas que poderão ser usadas a partir de agora, o maior legado foi o resgate da autoestima do carioca e do brasileiro:

 

 

Apesar dos pulos de excitação, ninguém está aqui disposto a esconder os tropeços na organização tanto quanto os erros de execução. Provavelmente gastou-se mais dinheiro do que devíamos. A fila ficou emperrada na porta do estádio, a comida sumiu, houve roubos e uma morte trágica na favela – um soldado da Força Nacional que errou o caminho e foi baleado quando estava fora de serviço.

 

Sabemos que após a festa, a semana recomeça, a conta tem de ser paga e muito atleta será esquecido. O Rio, mesmo lindo, segue violento. O Brasil ainda precisa crescer muito para ser uma potência esportiva, tem de investir mais ainda no esporte de base para formar novos cidadãos e mudar a gestão nas confederações e federações, a maioria quebrada por incompetência ou mal-feitos.

 

Que ninguém se iluda! Mas que todos tenhamos tido o direito à felicidade!

White Collar: você vai torcer por esta amizade quase impossível

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“White Collar”
Uma série de Jeff Easting
Gênero: Série investigativa/comédia
País:USA

 

Neal Cafrey, ladrão e falsificador, começa a ser consultor do FBI, ou melhor, consultor de seu algoz do FBI. Juntos, eles caçam grandes bandidos, desvendando de maneira inteligente alguns crimes muito elaborados.

 

Por que ver:
Para começar, devo dizer que é realmente empolgante assistir a um gato incrível como Matt Bomer agir como um charmoso e elegante bandido.

 

A série é beeemmm levinha e interessante. Os roteiros inteligentes nos permitem somar vários conhecimentos inúteis para o hall de coisas “importantes, só que não”,do nosso HD interno.

 

A maior parte dos crimes é relacionada ao mundo das artes, o que é um ponto a mais para o “chame da série”.

 

A dupla carismática formada pelo “Peter”, agente certinho e competente do FBI, e “Neal”, marginal cativante e gênio, vai fazer você torcer por esta amizade.

 

A melhor definição para série é que ela sem dúvida alguma é muito divertida!

 

Como ver:
Crianças que já sabem ler podem ver. Acredito que as de oito anos para frente se interessarão na série, bem como toda a família. As cenas mais “pesadas”são levinhas….

 

Quando não ver:
Tem algum amigo cléptomaníaco? Bom, melhor não convidá-lo…Vai que você dá alguma ideia, né?!!!!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: espírito Olímpico volta no Dia dos Pais

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Sou gremista porque meu pai decidiu assim. Nasci sem cor nem clube, como nascem todos os bebês. E no momento em que meu destino teria que começar a ser traçado foi ele quem me ensinou, nos moldes da época, o caminho a seguir.

 

Foi meu pai quem me levou pela mão ao estádio Olímpico que ficava logo ali, quase na esquina de casa. A primeira vez, pelo que me lembro, foi para ver Pelé em campo. E daquela lembrança tenho a caminhada pelo “beco”, como chamamos as ruas de terra e cercadas por casas pobres, para cortar caminho.

 

Pode ter me levado antes ao estádio, mas a memória me trai. Sei, porém, que depois daquele jogo, levou-me duas, três, quatro, um centena de vezes, até que eu soubesse percorrer aquele caminho sozinho.

 

Meu pai me forjou gremista, sentindo o frio das cadeiras cativas no arco de cima do estádio Olímpico e visitando os corredores internos daquele monumento construído para abrigar nosso time de coração. Tive o privilégio de ver jogos ao lado dele na cabine de transmissão da rádio Guaíba. As arquibancadas lotadas causavam arrepios e minha emoção muitas vezes se transformou em lágrimas, tanto pela vitória quanto pela derrota.

 

Hoje, ao ver a Arena do Grêmio tomada por mais de 50mil torcedores, em um domingo especial no qual se comemora o Dia dos Pais, percebi que o espírito do Estádio Olímpico estava de volta. A torcida cantou e vaiou. Atreveu-se a pedir olé quando o placar estava decidido. O caldeirão esquentou.

 

Mesmo distante, tinha a impressão de que estava lá, sentado em um das cadeiras ao lado do pai, no velho Estádio Olímpico – que ganhou este nome por abrigar a Universíada – os Jogos Olímpicos Universitários, em 1963.

 

O número de torcedores presentes jamais havia sido registrado em partidas disputadas na Arena. E se estavam lá é porque sabiam que o time poderia responder a altura. Torciam para que isso acontecesse. E aconteceu.

 

Um time que começou a partida com postura diferente das últimas, semelhante a que nos deu vitórias importantes neste campeonato. Que não se importou com as ausência de dois de seus maiores talentos, Luan e Wallace, que ajudam o Brasil a ser melhor nos Jogos Olímpicos.

 

O resultado foi que nossos atacantes, Pedro Rocha, Everton e Miller, fizeram o que esperamos deles: gols. Nossos defensores, com destaque para Geromel, o Incrível, e Marcelo Grohe, cumpriram com méritos suas funções. E, mesmo com uma partida a menos, estamos de novo na disputa da liderança.

 

No Dia dos Pais, o espírito do Estádio Olímpico esteve de volta. E eu pude lembrar mais um vez como o pai foi importante na minha formação.

Quintanares: Eu faço versos

 

 

Poesia de Mário Quintana
Publicado em A rua dos Cataventos, 1940
Interpretação Milton Ferretti Jung

 

Eu faço versos como os saltimbancos
Desconjuntam os ossos doloridos.
A entrada é livre para os conhecidos…
Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!

 

Vão começar as convulsões e arrancos
Sobre os velhos tapetes estendidos…
Olhai o coração que entre gemidos
Giro na ponta dos meus dedos brancos!

 

“Meu Deus! Mas tu não mudas o programa!”
Protesta a clara voz das Bem-Amadas.
“Que tédio!” o coro dos Amigos clama.

 

“Mas que vos dar de novo e de imprevisto?”
Digo… e retorço as pobres mãos cansadas:
“Eu sei chorar… Eu sei sofrer… Só isto!”

 

Quintanares foi ao ar originalmente na rádio Guaíba de Porto Alegre

Conte Sua História de SP: “Vai pra Sum Paulu, fía?”

 

Por Flávia A Souza
Ouvinte-internauta da Rádio CBN

 

 

Contemplar diferenças. Eis o mistério e o encanto desta metrópole. Das marginais superpovoadas aos parques-oásis, das robustas pontes às estreitas ruas de favela, da plataforma incessante de modernos edifícios à arquitetura imperial remanescente, do sincretismo dos idiomas das gentes do mundo ao mundo de gente de dialetos regionais, da insegurança sem alento ao irradiante fascínio da celeridade, da ilusão camuflada ao discreto e adormecido amor sublime, do indivíduo central ao coletivo em nichos, do anonimato ao ensaio da vaidade, das perguntas evitadas às respostas contundentes, das dúvidas oscilantes às certezas insistentes.

 

Sim, contraste e esplendor. E semeio meu caminho por estas bandas.

 

“Vai pra Sum Paulu, fía?”, indagou minha família, do Centro-Oeste do Brasil, quando aqui ancorei. Vivi meus 20’s, 30’s e já me aproximo dos 40’s na capital do desenvolvimento. Culpo-me pela saturação, pois sou imigrante, dentre os tantos que catalisam os problemas desta cidade mais do que as soluções. Também me indulgencio quando emano ternura por esta terra tão intrigante e sedutora.

 

No balanço, sinto-me mais que menos. Daqui fiz o benço do meu filho, inspirada pela Abençoada missão de fazer dele um homem bom: meu presente para São Paulo, quem me traz tantos presentes, a cada fato e sentimento que vivo, com sorriso, às vezes úmido, mas sempre providente.

 

Flávia Souza é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br

Grace and Frankie: a história imperdível de setentões gays e suas ex-esposas

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Grace and Frankie”
Uma série original Netflix
Gênero: Comédia
País:USA

 

Dois advogados são sócios de longa data. Suas esposas, apesar de serem totalmente diferentes uma da outra, convivem bem. A série começa  colocando em jogo o drama cômico que regerá todos os capítulos seguintes, portanto não é spoiler, tá? Bom,os dois são amantes há anos, sim, são gays, e decidem que é hora de assumir este relacionamento, pois aos 70 de idade, não querem continuar a viver uma mentira.

 

Por que ver:
Jane Fonda, Lily Tomlin, Martin Sheen e Sam Waterson simplesmente arrasam.

 

Gente, apesar de não estar nessa faixa etária, a dos 70 anos, consigo me identificar com situações brilhantemente descritas pelos autores e muito bem conduzidas por atores e direção. Algumas delas dizem respeito à idade dos personagens, outras à convivência, as vezes turbulenta entre eles.

 

O humor leve e inteligente nos captura e permeia esta história tão cheia de verdade. Como observadora da vida, vejo pessoas ao meu redor lidando com as mesmas questões da série, e fico feliz em pensar que obras como esta podem – e muito – tornar algumas questões da vida mais fáceis e até engraçadas.

 

Como ver:
Com a família toda. Desaconselho crianças muito pequenas pois ainda não vão entender e aceitar dilemas vividos pelos personagens.

 

Quando não ver:
Não tem essa não! VEJA!!!!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung