De quadrilha

 

Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

 

nem sempre é possível ir a festa com vestido novo, e tem vezes em que um vestido usado dá de dez a zero em qualquer novo. Assim escolhi me apresentar a você, mais uma vez, com um texto já publicado no blog do Mílton Jung em 12.06.2011

 

Beijo com a boca de alegria,

 

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Planeje seu verão inspirado nas passarelas de Paris

 

Por Dora Estevam

 

Os desfiles acabaram, mas as tendências ficaram, e vão durar muito. Ao menos até o ano que vem você terá referência para compor um guarda-roupa incrível. Planejamento é o que você vai precisar, isso sim. Referências gráficas, tons que vão dos neons, passando pelo preto e branco, até o nude. Recortes geométricos, flores em 3D, uma discussão e tanto para escolher o que usar.

 

Na atmosfera dos desfiles como sempre as surpresas das passarelas. Os cenários incríveis de Louis Vuitton e Chanel, o desfile exuberante de Balmain, looks para sonhar. Brilhos, vestidos poderosos, top models do mundo todo.

 

 

Acompanhe agora algumas edições do jornalista Tim Blanks da Style.com, ele arrasa nas entrevistas de bastidores.

 

LOUIS VUITTON, MARC JACOBS

 

 

CHANEL, KARL LAGERFELD

 

 

KENZO

 

 

Querem ver alguns rostos maquiados? Cada desfile uma ideia.

 

 

Resumindo, nada ou quase nada de cores, olhos marcados com cílios postiços e boca fosca.

 

Maquiagem e desfiles cheios de atitude, não acham?

 


Dora Estevam é jornalista e escreve aos sábados sobre moda, no Blog do Mílton Jung

Por que ler e escrever?

 

Por Julio Tannus

 

Seguem algumas citações:

 

O verdadeiro analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê – Mário Quintana
A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede – Carlos Drummond de Andrade
A leitura nutre a inteligência – Sêneca
A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê – Malba Tahan

 

Guimarães Rosa me disse uma coisa que jamais esquecerei tão feliz me senti na hora: disse que me lia “não para a literatura, mas para a vida” – Clarice Lispector
A leitura de um grande livro é muito mais rica que assistir a um grande filme – Steven Spielberg
Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história – Bill Gates
O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler – Ziraldo

 

Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria – Jorge Luis Borges
É preciso fazer compreender a criança que a leitura é o mais movimentado, o mais variado, o mais engraçado dos mundos – Alceu Amoroso Lima
Amar a leitura é trocar horas de fastio por horas de inefável e deliciosa companhia -
John F. Kennedy

 

Creio que uma forma de felicidade é a leitura – Jorge Luis Borges
A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo – Merleau-Ponty
Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre – Cecília Meireles
A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo – Nelson Mandela

 

Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda – Paulo Freire
Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi – Mário de Andrade
Escrever é gravar reações psíquicas. O escritor funciona qual antena – e disso vem o valor da literatura. Por meio dela, fixam-se aspectos da alma dum povo, ou pelo menos instantes da vida desse povo – Monteiro Lobato
Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias – Pablo Neruda

 

Escrever é estar no extremo de si mesmo – João Cabral de Melo Neto
Escrever é um ócio muito trabalhoso – Goethe
Não se é escritor por ter escolhido dizer certas coisas, mas sim pela forma como as dizemos – Jean-Paul Sartre
A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais – Voltaire
Poesia é quando uma emoção encontra seu pensamento e o pensamento encontra palavras – Robert Frost
A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das ideias lógicas – Albert Einstein

 

Contribuição da professora Malu Zoe:

 

“Quando somos adolescentes, gostamos da ideia de sermos os descobridores de pequenos universos. Mas, depois de uma certa idade, preferimos voltar aos lugares que já conhecemos, onde não precisamos nos apresentar. Gosto das velhas companhias e dos velhos livros” – Manguel, escritor argentino

 

“Folheada, a folha de um livro retoma
o lânguido vegetal de folha folha,
e um livro se folheia ou se desfolha
como sob o vento a árvore que o doa;
folheada, a folha de um livro repete
fricativas e labiais de ventos antigos,
e nada finge vento em folha de árvore
melhor do que o vento em folha de livro.
Todavia, a folha, na árvore do livro,
mais do que imita o vento, profere-o:
a palavra nela urge a voz, que é vento,
ou ventania, varrendo o podre a zero.
João Cabral de Melo Neto

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

De passado que não vira presente

 

Com a primavera, quem volta ao Blog é nossa companheira Maria Lucia Solla, que aproveita de suas lembranças para retomar a caminhada ao nosso lado. Maria Lucia sempre esteve conosco aos domingos e estes seguem reservados a ela, apenas desta vez, provocado pelo tema importante das eleições que se aproximam, fiz questão de tê-la de volta ainda nesta segunda-feira:

 


Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

 

falávamos de partidos, lá em cima no terraço, meu filho e eu, e lembrei de um texto publicado no blog do Mílton Jung, em 28.10.07, portanto há cinco anos e onze meses. 

 

Este é o texto:

 

De partidos partidos
 

 

dom, 28/10/07

Olá,

 

Tem-se discutido muito, e acaloradamente, sobre partidos e parlamentares e sobre o fato de estes trafegarem por aqueles, ao aceno da mínima vantagem. Ser da direita ou da esquerda não é mais uma questão de sentar-se à esquerda ou à direita do plenário, como em idos tempos, não é, Dr. Anderson? Os partidos por sua vez querem que o mandato e o parlamentar lhes pertençam para terem munição, estamos em guerra e não percebi. De todo modo, fica claro que se foi o tempo de convicções e de construção da democracia. Romântica e femininamente, imagino um tempo em que alguns governavam – leia-se trabalhavam – enquanto outros davam duro fiscalizando. De olho, implacáveis. Ao menor deslize, a turma no comando pulava miúdo. Mas se houve esse tempo, durou até que alguém percebesse que, por lá, dava para dar menos duro e ganhar mais mole.

 

E foi como água mole em pedra dura que a idéia fixa dessa meta se infiltrou e se alastrou feito praga, por todos os lados. A gente, então, começou a vender os próprios pensamentos, a entregar as paixões, crenças e a própria identidade, em troca de não viver, já que isso dá um trabalho danado. Ficou anestesiada de tanto fingir que estava tudo bem, para não sair do conforto da poltrona. E a coisa foi crescendo tanto e tão velozmente, que se romperam os diques e a lama transbordou, nos cobriu e sufocou. E a gente? Acostumou.

 

Pense comigo, nosso país é de terceiro mundo, somos pobres, não temos água, luz, estradas, transporte, saúde pública, educação, e nem comida para todos. E o que fazemos? Mantemos aparências esfarrapadas com uma criadagem política despreparada, sem experiência, sem cultura nem educação, que oferece, em bandejas de plástico, migalhas aos seus patrões, e nós os tratamos a pão-de-ló, com água mineral e bebida importada, servidas por copeiros em bandeja de prata, mesa farta, carros de luxo, um batalhão cada vez maior de subalternos, e avião importado.

 

Minha sogra abomina quem come mortadela e arrota peru. Pois é, dona Ruth, parece que nossa nação não anda bem de digestão.

 

Enquanto isso, países de primeiro mundo, com população mais rica, com pleno acesso a educação e saúde, e onde nem se imagina o que seja a dor de passar fome, têm muito menos empregados do que nós.
Voltando aos partidos, eles também geram aberração e mensalão. É o tal do cada um por si, do salve-se quem puder, coisa de republiqueta de quinta.

 

Portanto, enquanto nós, viventes do mesmo chão, continuarmos a contratar a corja, ela continuará oferecendo privilégios e benesses, aos que estão abaixo, acima, à direita e à esquerda, para eternizarem a farsa e o assalto miúdo às nossas carteiras e à nossa dignidade, as quais temos entregado de bandeja, como se nada valessem. Não é para isso que supostamente evoluímos como seres humanos, e que somos considerados cidadãos

 

Pense nisso, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Começa a semana de moda de Paris

 

Por Dora Estevam

 

Semana de moda de paris, pret-à-porter,a semana que apresenta os maiores estilistas do mundo com suas coleções excepcionais, elegantes e modernas. A sensação até aqui foi o desfile da Christian Dior marca que apresentou a primeira coleção do novo estilista da empresa, Raf Simons.

 

 

Vamos assistir a uma edição do primeiro dia dos desfiles pela Vogue Fr. Bastidores, desfiles, entrevistas, vale espiar.

 

PARISFW1 por VOGUEPARIS

 

Entrevistas com estilistas, bastidores mostrando as modelos sendo preparadas para os desfiles e os corredores, vem ver.

 

PARISFW2v2 por VOGUEPARIS

 

Semana de moda de Paris primavera-verão 2013-uma semana intensa e cheia de oportunidades para a moda mundial.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung

Poesia à Sonia

 

Por Julio Tannus

 

Hoje, 25 de setembro, é dia do aniversário de Sonia, minha companheira de sempre. Em 28 de agosto último, completou 1 ano de seu falecimento. Permito-me aqui, prestar uma homenagem a ela, republicando uns versos que fiz. Em uma de tantas noites na vigília, eu escrevi:

 

A Sonia, minha queridíssima mulher e companheira, tem um espírito tão forte e livre – uma imensidão de liberdade – que, quando seu corpo ficou doente, ela repetidamente dizia “meu corpo me abandonou”. Após quase 9 anos de luta incessante, seu corpo a abandona, mas seu espírito paira sobre nós.

 

E na véspera de seu falecimento, ao pé de sua cama, eu também escrevi:

 

Uma Ode a Sonia amiga

Oh! Sonia querida. 

Hoje não tem alegria, só tristeza.

Você que alegrava meu silêncio com seu olhar;

Você que tirava minha solidão com sua presença;

Você que conquistava meu coração com sua coragem;

Você que carregava a tristeza de tantos com sua sabedoria; 

Você que iluminava a escuridão de todos com seu pensamento;

Você que diminuía a dor de muitos com sua generosidade;

Você perdeu seu corpo, mas ganhou o olhar de todos nós;

Oh! Sonia querida

Hoje não tem alegria, só tristeza…

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Livros são distribuídos de graça no centro de São Paulo

 

Por Devanir Amancio
ONG Educa SP

 

Livro na praça

 

                                                                        
Dois caminhões de livros grátis, centenas de mãos e muita vontade de ler – mesmo debaixo de chuva. Livros de todos os gêneros para todos os  gostos no centro de São Paulo, na sexta-feira, 21/09. A festa da leitura lembrou o poema de Castro Alves: “Oh! bendito o que semeia/Livros, livros, à mancheia/E manda o povo pensar…”

 

 
A distribuição de 8 mil obras, levadas em duas viagens, começou na Praça Bandeira para os garis. A parada literária no Largo de São Francisco reuniu pessoas de todas as classes sociais.

 

 
O GCM que protege o ‘Largo dos Mendigos’ pegou feliz o “Código do Processo Penal Anotado”. Alunos do segundo ano do SENAC – Consolação aguardavam com sacolas a chegada dos livros, desde às 10 horas, em frente à Faculdade de Direito. O advogado Antonio Fernando da Silveira levou cinco livros; Maria do Socorro Alves, acompanhada de Tertuliano, 8, e Igor, 10, levou nove volumes. O professor Tiziu (Carlos Alberto), da PUC, do alto do caminhão gritava: “Escolha à vontade! Leve apenas o que vai ler.”

 

O artista de rua, Enahha, com sua bicicleta enfeitada com um cartaz “O futuro passa por aqui, bikes!”, foi o locutor do ato, tendo como fundo musical “Plante uma árvore”, de sua autoria. Dizia sem parar:  “espalhar livros para colher cultura, no Dia da  Árvore leve um livro para a sua casa, a semente do conhecimento. Sua família vai gostar!” Realização: “ONG  Educa São Paulo, Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC – SP, Grupo de Escoteiro ‘Lobo Solitário’/ Itaquera,Zona Leste. Árvore é vida, livro é cultura, não temos mais aqui o livro de Augusto dos Anjos. Essa iniciativa não tem nada a ver com a Prefeitura.”

 

 
A próxima distribuição  móvel de livros (3 mil títulos diversos) acontecerá no dia 28 de setembro,  sexta-feira, no Largo Treze de Maio e Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro, Zona Sul – das 10 às 14 horas, possivelmente com a colaboração da Subprefeitura de Santo Amaro .

 

  
Vale registrar que os livros foram doados pelo Clube Paineiras do Morumby, ONG Reviver Capão ( Capão Redondo/zs) , comunidade Nossa senhora de Fátima, Creative Mix  e Bazar Imirim ( Imirim/zn).
 
 
               

Look Milão, estilistas italianos

 

Por Dora Estevam

 

O mundo da moda está sempre pronto para oferecer novidades e surpresas para todos. O calendário da vez mostra a semana de moda italiana: Settimana della moda milanese. Desfiles diariamente de 19 a 25 de setembro, com tudo o que a moda tem de direito. A capital da moda, como é conhecida Milão, vem apresentando os desfiles dos estilistas italianos: Gucci, Prada, Roberto Cavalli, Dolce & Gabana, Versace e Giorgio Armani, ou seja, os grandes estilistas.

 


Acesse aqui para ver o line up completo da semana

 

Vamos ver algumas reproduções de quem já passou por lá para saber o que eles mostraram.

 

A começar pela marca Just Cavalli que está inaugurando a flagshipstyore em grande estilo com Deejay e muita sofisticação. A marca trouxe para esta estação (primavera-verão 2013) modelos de jaquetas e calças nos estilos funky, rock e techno, bem misturado mesmo. Embora aparente casualidade nos estilos os modelos são muito sofisticados.

 

 

A coleção da Etro foi inspirada nas pinturas orientais que a estilista Victoria Etro viu no Museu Reina Sofia de Madrid. Fauna, flora e romantismo declaram o espírito da marca nesta temporada.

 

 

Vamos curtir as maravilhas da coleção Versace. Quero todos, já! Uma coleção sexy e super feminina, nenhuma mulher poderá resistir.

 

 

Cheia de grafismos, estampas e florais chegou a coleção Moschino. Além do coloridão, batom vermelho, carregada nos acesórios prata nos olhos…cara de anos 60.

 

 

O pessoal da primeira fila encara as  lentes dos fotógrafos que querem mostrar ao mundo quem pode na moda. Celebridades, editores de grandes revistas como Vogue, Elle, Grazia..entre outras. É a turma do frontroll: Karine Roitfeld, Brian Boy, Anna Dello Russo.

 

 

Se nas passarelas é assim, quem vai assistir também não deixa por menos, os fashionistas, esditores e fotógrafos que circulam pelas ruas e corredores tchamam a atenção, street style Milan.

 

 

É isso, show de moda para vocês, beijos e até a próxima.

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

Palmeiras e a arrancada histórica, há 70 anos

 

José Renato Santiago
www.memoriafutebol.com.br

 

Manhã de 20 de setembro de 1942.

 

Dentro de alguns instantes Palestra de São Paulo e São Paulo se enfrentariam em partida decisiva para o título do campeonato paulista daquele ano. Pelo menos era o que indicava a tabela da competição.

 

O Palestra de São Paulo tinha assumido este nome de forma oficial em 27 de março daquele ano uma vez que um decreto de lei assinada pelo presidente Getúlio Vargas, em janeiro, proibira o uso de termos e denominações referentes as nações inimigas.

 

Sendo assim caiu o nome o Palestra Itália em favor do Palestra de São Paulo. Ainda assim o nome continuou sendo visto com restrições, sobretudo pelos rivais, que usavam de argumentos, supostamente, patrióticos para denegrir o Palestra.

 

Foram muitas as pressões políticas, até mesmo com ameaças de perda de seu patrimônio e retirada imediata do campeonato em disputa, que, aliás, liderava. Diante disso, as vésperas da partida decisiva frente ao São Paulo, no dia 14 de setembro, em uma reunião tensa, os dirigentes palestrinos decidiram mudar novamente o nome da equipe.

 

A história diz que por sugestão do jornalista Ary Silva, foi escolhido o nome Palmeiras. Para a torcida: “…seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões…”.

 

Conforme o grande Oberdan confidenciou anos atrás em entrevista, a equipe palestrina estava hospedada em uma chácara em Poá, concentrada para a partida, quando os jogadores foram informados que “…Palestra acabou, agora somos Sociedade Esportiva Palmeiras…”.

 

Sendo assim, embora oficialmente na tabela ainda fosse o Palestra de São Paulo, foi o Palmeiras que entrou em campo em 20 de setembro de 1942.

 

Conduzindo uma bandeira brasileira, sob o comando do capitão do Exército Adalberto Mendes, os jogadores entraram no gramado do Pacaembu para fazer, e porque não dizer, começar uma nova história.
O técnico Del Debbio escalou o novo Palmeiras com Oberdan, Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og e Del Nero; Cláudio, Valdemar, Villadoniga, Lima e Etchevarrieta.

 

Coube a Cláudio Cristovam de Pinho ser autor do primeiro gol do Palmeiras, uma enorme ironia, uma vez que ele seria um dos maiores ídolos justamente do maior rival, o Corinthians.

 

A história do Palmeiras começou com uma convincente vitória por 3 a 1 frente ao São Paulo, cuja equipe abandonou o campo logo após marcação de penalidade.

 

Em poucos dias, um novo nome e o título de campeão.

 

Nas arquibancadas, uma faixa: “Morreu líder e nasceu campeão!”…
…e um episódio que entrou para a história como “A Arrancada Heroica”.

Onde está nossa segurança?

 

Por Julio Tannus

 

Nem sempre uma matéria jornalística consegue cobrir a realidade total dos fatos.

 

Neste último domingo, dia 16/09/12, o jornal Folha de S. Paulo publica em sua primeira página a matéria “Revista elege 30 praças para relaxar, malhar e esperar a primavera”. E inclui na lista a Praça Pôr do Sol (Praça Cel. Fernandes Pinheiro) no bairro de Alto de Pinheiros. Não pude me esquivar de rememorar a epopeia minha e de minha família nesse local.

 

Moramos, eu e família, de 1973 a 1986, na Rua Haiti no Jardim Paulista. Uma rua bucólica, totalmente habitada por residências, até que começaram a derrubar casas e construir edifícios. Fui um dos “últimos moicanos”. Assediado insistentemente por corretores, só faltava minha casa para viabilizar a construção de um edifício. Eu resistia e argumentava que compramos a casa para morar e não para comercializar. Até que não houve mais jeito. Vendi a casa e mudamos para Alto de Pinheiros, em uma casa em frente à Praça do Pôr do Sol.

 

No primeiro domingo lá, cerca das 21 horas, ouvi um barulho e me dirigi à sacada em frente à praça. E vejo a seguinte cena: um homem apontando um revólver na cabeça de um jovem, e atirando em seguida. De súbito, minha reação foi correr imediatamente para a porta a fim de socorrer o jovem. E aí me dou conta da minha imprudência. Volto, entro em contato com a polícia que, ao chegar, verifica que o jovem está morto.

 

Sento frente ao computador e redijo uma carta endereçada aos moradores. Distribuo cerca de 150 cópias convocando-os para uma reunião em minha residência. Resultado: fundamos a Associação Amigos da Região da Praça do Pôr do Sol.

 

A Praça, até então chamada por alguns de Praça dos Namorados, era um verdadeiro paraíso durante o dia, com exceção da presença de um carro, que ficava estacionado junto a um telefone público. Com o tempo, descobri que se tratava de um traficante de drogas que ficava aguardando pedidos de compra. Durante à noite era um inferno; dezenas de carros estacionados, em cujo interior ficavam casais namorando. E, nas calçadas, traficantes vendendo drogas e aficionados se drogando. A algazarra era tanta que eu passava várias noites “em vigília”.

 

A partir de um determinado momento passei a procurar meios para solucionar essa situação. Prefeitura, Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana, CET-Companhia de Engenharia de Tráfego. Cheguei a levantar fundos entre os moradores a fim de cercarmos a Praça. Nada feito. Segundo a Prefeitura, seria necessário transformá-la em Parque, e para isso só com a aprovação da Câmara Municipal.

 

Consegui me reunir com o Presidente do CET para a colocação de placas com “proibido estacionar”, e fui atendido. Só que a situação continuou a mesma, pois ninguém obedecia à sinalização e não havia nenhum policiamento para coibir a desobediência.

 

Então nossa reivindicação (moradores, escolas, paróquia) passou a ser “um posto da polícia na Praça”. Tivemos uma reunião na própria Secretaria, mas resultou em vão.

 

Cansado de tanto tentar sem resultado, resolvemos (apesar de ser contrário) contratar um esquema de segurança particular, com viatura percorrendo 24 horas a vizinhança da Praça. Todos em casa, ao chegar à noite, ligávamos para a viatura que ficava nos aguardando na porta de entrada para nos garantir um mínimo de segurança. Para minha casa em particular, contratei um sistema de segurança com a Siemens, que incluía, além de cerca elétrica, uma comunicação permanente com a central.

 

Resolvi também recorrer à imprensa. Em um domingo à tarde, juntamente com uma jornalista, fomos à residência do então Secretário de Segurança Pública. Ao chegar, coincidentemente, o próprio Secretário estava chegando com a família. Sua mulher, ao tomar conhecimento, nos disse “nem aos domingos vocês nos dão descanso!”. Ao que a jornalista retrucou “e os bandidos nos dão sossego aos domingos, dondoca?”.

 

Passei a noite de sábado, 27/02/2004, para domingo, com repórteres do jornal Diário de S. Paulo, na minha residência. Na segunda-feira, dia 1/03/2004, sai a seguinte reportagem na primeira página do jornal:

 

“Veja como o tráfico age em praça de bairro nobre”, com a foto de um carro da PM e traficantes vendendo drogas.

 

Nessa mesma segunda-feira, à noite, uma coronel da PM toca a campainha de casa. E me diz “por que o senhor está denegrindo nossa corporação? Qual a sua fonte na imprensa?” E eu respondo “por que a senhora ao invés de nos propiciar segurança vem me ameaçar?”.

 

No fim dessa semana, viajei com minha mulher para Ilha Bela. Na época o celular não tinha sinal na Ilha. No domingo à noite, ao chegarmos à balsa, havia vários recados no celular, alertando que nossa casa tinha sido assaltada. Espalharam todas as nossas roupas, derrubaram muros, etc. Chamei a polícia científica e verificaram que foi “coisa de profissional”. Não localizaram nenhuma impressão digital.
Para finalizar: vendemos a casa e mudamos para um apartamento. E, no início deste ano de 2012, a três edifícios do nosso, houve um arrastão.

 

Onde está nossa segurança!

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve às terças-feiras, no Blog do Mílton Jung