Foto-ouvinte: lixo entra em campo em São Mateus

 

Por Devanir Amâncio

 

Entulho no campo

 

A Copa do Mundo vem aí e o lixo entrou em campo. A própria Subprefeitura de São Mateus derrubou uma obra irregular, na Avenida Tenente Lauro Sodré, altura do número 888, Jardim Valquíria, região da Fazenda da Juta, extremo leste de São Paulo, e despejou o entulho no meio do único campo de várzea do bairro. O lixo impede a comunidade de jogar bola há cerca de 15 dias. Neste domingo (25/3), crianças manobravam um aviãozinho no local e reclamavam do mau exemplo da Prefeitura. O campo de futebol não possui grama especial,mas é grande – liga à uma área de lazer também mal cuidada.

De cidade

 

Por Maria Lucia Solla

 

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que tal se desarmar
brincar de paz
treinar o amar
hein meu rapaz

 

que tal dar licença
pra quem quer passar
evitar desavença
e a vida levar

 

que tal tentar esse jeito
de boa vontade
pra curar a dor no peito
melhorando você
eu e a cidade

 


Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

O que vão vestir os homens no inverno 2012

 

Por Dora Estevam

 

Enquanto esperamos pacientemente os dias mais frios, separei pra você algumas fotos e filmes que mostram um pouco do que está por vir neste inverno masculino. Uma das peças mais esperadas para é a “Jacket Bomber”, jaqueta inspirada nos uniformes dos aviadores. Renovada por vários estilistas a peça ganhou as prateleiras e as ruas. Particularmente, gosto muito das jaquetas em homens, elas são simples e causam uma boa impressão. As de couro são as mais charmosas.

 

 

Confesso que nos desfiles de moda masculina, tirando os estilistas que trabalham com roupas mais clássicas, acho bem difícil encontrar modelos casuais usáveis. Quase não se vê. O estilo da passarela, então, nem se fale. É roupa em cima de roupa que não dá para o leitor e comprador final (o varejo) entender muito bem. No fim acabam usando as mesmas peças por falta de opção. Ou por não querer sair por ai com cara de passarela. Aqui no Brasil quem brinca bastante com as roupas masculinas é o estilista Alexandre Hechcovitch. A moda que a marca propõe para o inverno é baseada na vestimenta dos judeus ortodoxos. Muita lã, malha, algodão encerado e couro. Se você entende um pouco sobre os costumes da religião vai entender as produções que ele fez na passarela.

 

 

Interessante é o trabalho do estilista Todd Snyder. Ele fez uma coleção inspirada na onda militar moderna de uma forma que dá vontade de encher o armário com as peças dele. Veja o clipe da marca.

 

 

Note também que em termos de estilo os cabelos aparecem bem curtinhos e o acessório para os dias ensolarados que não pode faltar também são óculos.

 

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

A teoria do Fecho Eclair no trânsito da cidade

 

Conheça outros textos, como este, publicados no Blog Adote São Paulo, na revista Época São Paulo.

Cruzamento insano

 

Encontrar um gargalo no trânsito de São Paulo não exige muito esforço do motorista, basta sair de casa, tentar acessar a primeira avenida que estiver no caminho e, logo, estaremos parados diante de um enorme congestionamento. O Jornal da Tarde, nesta semana, fez reportagem na qual motoristas de táxis relataram problemas como semáforos sem sincronia, estreitamento de pistas ou cruzamentos mal sinalizados que emperram o fluxo de veículos. Lembrei de conversa que havia tido, recentemente, com Seu Pereira, motorista que me salva nas horas de aperto (ou atraso), para quem comentei sobre um problema que tem se agravado nas últimas semanas sempre que deixo a rádio CBN, na rua das Palmeiras, bairro de Santa Cecília, em direção a avenida 23 de Maio. Tem sido difícil cruzar este trecho pela Amaral Gurgel e início da ligação Leste-Oste devido a uma pista que está parcialmente interrompida, na parte de baixo da passagem, devido as obras que ocorrem na Praça Rossevelt, que fica no andar de cima. Seu Pereira me explicou que a dificuldade se dá por mau comportamento dos motoristas que, sem educação, costumam impedir a passagem dos outros, tornando a vida ainda mais difícil no trecho. Bastaria um pouco de respeito para diminuir o impacto da interdição, disse-me ele.

 

Contei a história acima no Jornal da CBN para ilustrar a situação vivida pelos motoristas paulistanos, e ouvi ótima recomendação do meu colega de bancada Thiago Barbosa. Ele disse que na Alemanha os motoristas aprendem a usar a “Teoria do Fecho”, isso mesmo, estávamos nos referindo ao fecho de calça, ao zíper, ao fecho eclair ou a braguilha, como chamam alguns. O fecho só fecha porque os “dentes” se encaixam de forma organizada, um de cada vez, um de cada lado, sem atropelos. Quantas vezes enfrentamos dificuldades com esta peça da roupa quando, na pressa e de forma atabalhoada, puxamos o fecho com força, e ele ficou acavalado. Além de perdemos tempo, corremos o risco de sairmos pela rua com a braguilha aberta, e pagamos aquele vexame. No trânsito devemos respeitar a mesma norma quando vamos entrar em uma pista que fica estreita logo a frente ou que recebe fluxo de veículos de outras duas. Em lugar de um carro cortar o outro como se estivéssemos em uma competição na qual vence quem chegar primeiro, seria mais lógico, como o fecho da calça, entrar o carro de um lado, seguido do que está no outro lado e seguir assim sucessivamente. Mas como o Thiago falou isso funciona na Alemanha, aqui em São Paulo estamos sempre com a braguilha aberta passando vexame.

“E o vento levou … a nossa Imprensa ?”

 

Por Julio Tannus

 

 

A notícia de primeira página da Folha de S. Paulo de 29/03/12 “Morumbi é o bairro com mais roubo a casas em SP” carece de explicação. Isto nos lembra do verso de Dominguinhos:

 

Na pressa que tava

Não pude esperar

Eu vivo fugindo pra outro lugar

Aonde a tristeza não saiba que fui

E a felicidade vá lá

 

Me pegue de novo no colo

Me faça de novo menino

Não deixe que eu morra de medo

Não deixe que eu durma sozinho

 

Chega um tempo na vida

Em que a gente presta atenção

Vê que nem tudo no mundo

Carece de explicação

 

Ou seja, tal afirmativa contempla apenas o número de casas roubadas, mas não considera o total de casas existentes no bairro na comparação feita com as demais regiões consideradas na matéria.

 

Como pesquisador, indagamos: É censo ou pesquisa por amostragem? Se por amostragem, qual o tipo de amostra? Qual o tamanho do universo de cada região, ou seja, quantas casas existem em cada região? E o tamanho de cada amostra pesquisada? Qual o coeficiente de confiança? E o erro amostral? E assim por diante…

 

A nosso ver uma notícia correta, precisa e isenta seria algo como: na comparação com o mesmo período do ano passado; ou, proporcionalmente ao total de casas existentes no bairro o índice de casas roubadas é de x% com um erro amostral de y% para mais ou para menos, etc.

 

E aí nos perguntamos, seguindo o arrazoado do Sr. Alberto Dines no programa Roda Viva da TV Cultura de 19/3/12: “não há liberdade de imprensa?” ou “a iniciativa privada no Brasil não dá liberdade?” e também “ela se deixa infiltrar por setores religiosos, políticos, comerciais?”

 

Para então concluirmos: É, padece de explicação!

 

Julio Tannus é consultor em estudos e pesquisa aplicada,
co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier)

Canto da Cátia: Protesto contra o buraco do Kassab

 

Protesto no cone

 

Foi a Cátia Toffoletto quem encontrou nas ruas de São Paulo o cartaz com protesto contra os buracos na cidade. Na imagem, aparece o rosto do prefeito Gilberto Kassab (PSD) coberta pela placa de proibido e a frase: Buraco do Kassab. A pista lateral, por onde deveriam passar os ônibus, nota-se com clareza, está inviável. E não apenas pelos buracos, mas também pelas ondulações do piso.

De alma

 

Por Maria Lucia Solla

 

Alma, sol e mar

 

alma minha

 

que poetas já cantaram
cada um a sua
a seu tempo e a seu modo
à qual em engano
insisto em me dirigir
como se fosse ela fora ou dentro de mim
pois que ela sou eu mesma no meu tom
de harmonia perceptível
de brilho intenso indizível
na recusa e na oferta
no nascer e no morrer
no ir e vir
seja eu dura ou sensível

 

mistério de ser eu ela e ela ser eu mesma
o que até hoje ninguém entende
desafia minha mente que se tem tão potente
e que por um nada se rende

 

é aí que o ser estanca
desde o início de tudo
que em vez de ir à frente finca o pé na retranca

 

é aí que nos perdemos
no afã de encontrar aquilo que
desde sempre
temos

 

vamos pr’ali
voltamos pra cá
quando
piada humana
tudo que temos ou um dia teremos
somos nós
um mingau de ego e alma
de choro e riso

 

de tudo que tenho e daquilo
que penso que preciso

 

palavra demais
atitude de menos
crítica é lema
de tudo
do outro
de ação
de todo tipo de tema

 

olhar pra fora é fora de tempo
é estar atrasado nele
mas o vício
em cada dobra de mim
entranhado
me faz ainda uma vez e mais outra
copiar o outro
que cheio de certeza
se ocupa em culpar
em manter o dedo em riste
apontando defeito
pra esconder seu próprio não-feito
perdendo do minuto a beleza
e se mostrando
prepotente

 

que tristeza

 


Maria Lucia Solla é professora, realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Como se faz a roupa da moda

 

Por Dora Estevam

 

Imagine o orgulho de uma filha de costureira quando vê a roupa que a mãe dela costurou nas capas e editoriais de revistas, na vitrine de uma loja ou vestindo uma cliente. Vou postar um vídeo, hoje, no qual você verá como funciona a fábrica de produção das roupas da Daslu. Com certeza, muita gente tem esta curiosidade de saber como é de produção de roupas e, poucas vezes, temos a chance de conhecê-la por dentro. Isso é como cozinha de restaurante, é legal ir até lá para ver como se faz a comida. O filme foi postado no blog da Revista da marca e está no You Tube. E a costureira, que abre este post, é uma das personagens do filme. Aperte o play e venha ver comigo:

 

 

Como se percebe, o processo é longo até a peça entrar nas araras de uma loja. Os traços e rabiscos da modelista e o cortador me chamaram muito a atenção. Já pensou se um dos dois erram, seria uma desatre total. E, claro, o trabalho fantástico do estilista Estéfano Hornhardt. Por isso, na hora de comprar suas roupas pense em todo este trajeto e pense bem antes de discutir o preço com a vendedora.

 

Outro filme que eu quero que você veja é o da Prada. Quem já viu de perto um sapato desta marca sabe que eles são caríssimos e, também, perfeitos. Este acabamento refinado só é possível graças aos artesãos habilidosos da Prada. Veja:

 

 

E para fechar nossa conversa de hoje, vamos falar de Chanel. Coco desenhou, em 1950, um casaquinho que virou peça fundamental da marca. Com os anos, Karl Lagerfeld reinventou o casaco várias vezes. Com certeza você já deve ter visto em fotos, filmes, personalidades e exposições. Para celebrar o mais icônico casaco preto, que Lagerfeld chama de “um dos símbolos que definem o estilo Chanel”, a marca fez um vídeo no qual revela cada etapa da criação da peça, a partir de um esboço de Lagerfeld. É realmente muito interessante, cativa até quem não é do ramo.

 

 

É muito bonito ver o trabalho fascinante destes profissionais. Eu espero que você tenha gostado. Eu adorei.

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung