A moda e o conforto

 

Por Dora Estevam

 

Roupa boa é aquela que veste bem, sem apertar, sem marcar e sem apavorar. Não me canso de repetir isto. A coisa mais gostosa que tem é acordar e colocar aquela calça macia e confortável, uma camiseta larguinha que não pega em nada (digo nas dobrinhas), uma blusa gostosa e quentinha (no frio, é claro). Pensando neste conforto, a marca de moda praia Mar Rio desenvolveu a coleção outono-inverno ’12 com os tecidos mais confortáveis do planeta. As calças, casacos e blusões em plush; as blusas e vestidos em moletinho; os macacões e tops com tecido de compressão que reduz o risco de fadiga muscular; bodys e ainda uma linha plus size. Ninguém vai ter desculpa para fugir da academia. As cores, as mais atualizadas possíveis: marrom, laranja, verde militar, cinza, bordô (a mais esperada do inverno), além dos tradicionais preto, branco e tons em nude. Gorro, cachecol, blusa e cardigan e legging com polainas (adoro!).

 

 

Ainda no espírito de muitas estampas e no clima de conforto, eu quero mostrar também a coleção (outono-inverno’ 12) da Vida Bela. Aqui já com uma outra proposta: peças para trabalhar e para baladas. A linha que estou amando é a Golden Déco – alusão a Art Déco), que mistura tudo (já falamos isso aqui no blog). A marca traz cores fortes com metalizados e optou pelos tecidos nobres como matelassê, camurça e couro, e os mais tradicionais como os crepes e cetins. Quem gosta de jaqueta vai ficar louca, elas estão lindas, dá vontade de ter uma de cada cor; as calças e as batas fazendo a linha renovada dos anos 70, amo. Faz o seguinte, olhe as fotos para compor o seu look de inverno.

 

 

Taí uma coisa que mulher gosta muito: comprar, gastar e ainda sentir que economizou. Não entendeu? Explico. É que além de fazer compras deliciosas de muitas roupas e sapatos e bolsas e maquiagens…as mulheres gostam de ganhar pequenos mimos das lojas nas quais elas gastam. Um agradinho por lembrar que é uma das melhores clientes, se não for a melhor, é claro. Pensando neste momento tão delicado e exigente da mulher a marca de moda feminina Folic lançou uma campanha que vai premiar as clientes com uma viagem para Londres. Uhu! Para as apaixonadas pelo tema londrino vai ficar muito fácil, a coleção de inverno ’12 foi toda espelhada no lyfestyle britânico, com isso veio também a inspiração da campanha. Nas compras acima de R$500,00 a cliente já leva uma bolsa personalizada com a bandeira de Londres. Para ganhar a viagem, na hora da compra você preenche o formulário e responde a pergunta: Por que a Folic deve te levar para Londres? Que tal?

 

 

Ficou fácil. Faz o seguinte, gostou da ideia, vai até a loja e veja como tudo funciona. Se você for a ganhadora, escreva nos avisando. Boa sorte!!!

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

De dor

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Quero falar de dor, mas como é que se fala de dor? Quando é muito forte não se consegue dizer nada, e quando não abala os alicerces da tribo não vale a pena piar. Ninguém está interessado na dor alheia. Cada um tem sua alegria ou sua própria dor para lidar e sempre a toma como medida padrão. Dor faz parte dos sentidos vivos, está em cada célula. Tem a dor do amor não correspondido, a do adeus não pretendido, a do parto, a do você fica e eu parto, e parto, de lambuja, um pedaço das nossas vidas. Dor não avisa, não dá sinal de chegada, chega e pronto, ou será que somos nós que nos esquecemos da sua aparência, que procuramos ignorar sua presença? Será que somos nós que não damos a ela a atenção devida, e ela cresce para lembrar que alguma coisa não anda bem? Venha de onde vier, depois de quantas tiverem vindo e ido, cada dor parece sempre a primeira e a mais dolorida. Não adianta que a gente não se acostuma. Doer dói e pronto; em você e em mim.

 

Quando meus filhos estavam na fase aguda do crescimento, em que espicham a ponto de nem os ossos, nem eles mesmos, saberem como lidar com a velocidade do crescimento, e com os enormes braços e pernas que na semana anterior não estavam ali, eu sentava um pouquinho na beirada da cama deles e ouvia, entre histórias e sonhos, a queixa: mãe, a perna tá doendo; e dizia: filho, eu sei, crescer dói. Fazia uma massagem nas pernas e eles dormiam entendendo que aquele tipo de dor não dava para impedir.

 

Cresceram, são homens feitos, têm barba e bigode, se quiserem, e eu digo bem alto para que eles ouçam de onde estiverem: meus filhos, meus amores, estamos sempre crescendo, e crescer dói. Tentar impedir é bobagem, e não existe atalho na dor, assim como não existe atalho na verdade. Seja ela do tamanho que for, é preciso permitir que entre e que percorra o seu caminho em nós; mas é da mesma importância deixar uma janela aberta para que ela, depois de fazer o que veio fazer, siga o seu caminho e nos deixe maiores. Mas quem sou eu para falar de dor.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

 

Roupa íntima, sem medo de aparecer

 

Por Dora Estevam

 

 

É senso comum que as mulheres adoram comprar roupas, sapatos, acessórios, makes e muito mais coisas – e a maioria não esconde isso – mas ninguém sai por ai falando que comprou calcinhas e sutiãs, mesmo porque é algo bem pessoal. Nem por isso, nem por ficar escondida que não vamos nos preocupar com estas peças, certo.  Como diz a autora de “É tudo tão simples”, Danuza Leão, vai que você seja confundida com uma espiã no aeroporto internacional e tenha que tirar toda a roupa, como vai fazer se tiver com uma calcinha fio dental ou feia e rasgada ? Pensando nisso, separei algumas marcas de moda íntima, nacionais e conhecidas, fáceis de se encontrar, e anotei o que elas trazem de  mais novo para as estações de verão e já antecipando a próxima.

 

Vamos começar pela tradicional Darling que  colocou no mercado toda a coleção nova com peças lindas. Tem aquele estilo básico muito bom para trabalhar e tem os modelos mais atraentes para os momentos mais íntimos. Tudo na maior sofisticação que uma mulher merece. Pensando no alto verão brasileiro, as estilistas da marca fizeram uma coleção mais leve e vaporosa, fácil de perceber nos tecidos usados e nos materiais de acabamento, aliás, impecáveis.

 

A novidade desta estação também fica por conta das coleções Lace que traz peças mais amplas para atender todos os biótipos, e, a Lace Power que é uma linha exclusiva de sustentação. Ou seja, tem para todos os gostos. As cores são as mais comerciais possíveis, as que não denunciam uma mulher, as que deixam você tranqüila sem ter a preocupação de ficar se insinuando na hora errada. Vamos lá: branco, preto, avelã, maquiato, marine e mescla. Para ter um gostinho do que estou falando veja as fotos que separei para você, lá no alto e cá embaixo.

 

 

Outra opção de lingerie é a marca Puket, muito conhecida pelas suas peças irreverentes e confortáveis. Agora, também apresenta para o mercado a primeira linha Boutique, inspirada nas tendências de moda, para a coleção de inverno 2012. As estilistas criaram dois temas: Sunshine e Ballet. A Sunshine vem com um conceito sensual e ao mesmo descontraído, desenvolvida no tule estampado. As cores jovens como tons de rosa, verde água e marinho, nas estampas de poás e florais. Já para a linha Ballet a proposta foi baseada nos tons nude para dar fluidez nas peças.

 

Mas as novidades não param por ai, a primeira coleção do tema da Puket traz uma linha de coleção de lingerie moleton desenvolvida com elastano, com detalhes em tule e pespontos em rosa bebê, que adornam as peças. Imagina que graça! E para finalizar, mais para frente a marca vai distribuir nas lojas as calcinhas divertidas, criação que faz da grife a marca registrada. Modernidade e conforto unidos numa mesma peça. É  tudo o que você precisa.

 

 

Para quem gosta de ousar um pouco mais nas peças íntimas a dica é a coleção da loja Any Any, super referencia de moda lingerie no mercado nacional. A marca propõe para esta temporada coleções com peças únicas e exuberantes, se preparem! Toda a pesquisa entre tendência de moda e de tecidos gerou em uma coleção com três temas: Minimalismo; Boudoir e Retro.

 

A volta do minimalismo está presente nas peças com tecidos nobres, aliás muito importante a qualidade dos tecidos, com recortes ousados que se harmonizam com as cores neutras dos pijamas, camisolas e a linha de lingeries. Para o Boudoir a coleção foi pensada no conforto da mulher, a modelagem privilegia as formas femininas e não apertam o corpo. Tem coisa pior que roupa apertada? Aqui os tecidos leves como chifon, seda e mousseline permitem uma peça com franzidos e babados, e ainda com aplicações de renda, mais romântico impossível.  Nesta mesma linha romântica também foram trabalhados os algodões com estampas, sempre com aquele ar de inocente. Tudo muito urbano, para dia e noite. Você sabe que uma das tendências é usar calça de pijama misturada com camisetas e jaquetas e sair livremente por aí, com as peças da Any você vai arrasar no figurino.

 

Como a moda também está relembrando os anos 40 e 50 a linha Retro aparece com conjuntos clássicos revisitados pela marca. Ao mesmo tempo em que eles relembram a década também passam um ar de sedutor e ao mesmo tempo divertido, pois as cores verde bandeira, índigo, pink e azul estão presentes  nas peças que foram elaboradas nos tecidos nobres da coleção.

 

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: Arte política, político boa vida

 

Arte política,político boa vida

 

Por Devanir Amâncio

 

O grafite está em alta em São Paulo. Na parede do Minhocão, na rua General Olímpio da Silveira, Perdizes, zona oeste, tem um político de barriga avantajada fazendo sinal de positivo. O parlamentar de sorriso largo está cercado de ratos com bocas abertas pulando de um lado para o outro. Uma frase na ‘obra política’ externa o bom humor do autor: “Político tipo brasileiro”.

 

Pena que o desenho foi pichado com um diabinho desengonçado de cabelo ouriçado.

Eu voto sustentável

 

Post publicado originalmente no Blog Adote São Paulo da revista Época São Paulo

 

São Paulo

 

Muitas vezes falei com você, caro e raro leitor deste blog, sobre meus sonhos e desejos para a cidade de São Paulo e sempre que uma eleição municipal se aproxima renovo minha expectativa de que encontraremos alguém disposto a melhorar de forma significativa a qualidade de vida dos paulistanos. Bem verdade que, neste momento, políticos e partidos ainda estão mais preocupados em arregimentar apoio de outros políticos e outros partidos que lhes garantam espaço para a propaganda eleitoral no rádio e na TV – é lá que a eleição se decide, costumam dizer. E talvez não tenham tempo nem interesse de elaborar um programa de governo consistente para ser apresentado ao eleitor. Portanto, caberá ao cidadão cobrar propostas coerentes e transformadoras.

 

Eu já sei o que quero: apoio incondicional ao programa Cidades Sustentáveis, uma agenda de propostas que está sendo apresentada a todos os candidatos dispostos a disputar a eleição 2012. A intenção é que eles se comprometam a defender esta plataforma e apresentem programas de governo coerentes a ideia de termos uma São Paulo social, econômica e ambientalmente sustentável. Que seja uma cidade disposta a privilegiar o transporte coletivo, a adotar políticas que ofereçam acesso qualificado à saúde e a ampliar de maneira corajosa a coleta seletiva, entre tantos outros exemplos que podem ser encontrados pelo mundo. Alguns, inclusive, bem próximos de nós, como a cidade de Uberlândia -MG que tem 100% da sua frota de ônibus acessível, como disse Ariel Kogam, coordenador do Programa Cidades Sustentáveis, em entrevista, nessa quinta-feira, na CBN. Os candidatos não devem ficar apenas na assinatura de apoio, se eleitos deverão apresentar plano de governo condizente com o compromisso assumido e que seja contemplado no Plano de Metas, em vigor desde 2008, no qual o prefeito e sua equipe estabelecem quais os objetivos que pretendem alcançar nas diferentes áreas da administração municipal, ao longo dos quatro anos.

 

Apenas um lembrete: antes de você cobrar do seu candidato propostas por uma cidade sustentável, pense se está disposto a assumir sua responsabilidade com esta ideia. Não adianta, por exemplo, ter coleta seletiva mais organizada se os resíduos produzidos na sua casa são despejados em qualquer canto, ou melhorar a mobilidade se o seu carro sempre terá prioridade nos cruzamentos e sobre a faixa de segurança. É preciso que nós também estejamos engajados nesta plataforma e para você conhecer um pouco mais acesse aqui o programa Cidade Sustentável, desenvolvido pela Rede Nossa São Paulo, Instituto Ethos, Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis.

De educação

 

Por Maria Lucia Solla

 

Ouça “De educação” na voz e sonorizado pela autora

 

Prédio e janela

 

Olá,

 

por que é que carro ainda tem buzina? No século vinte e um, pelo amor de Deus! Quem mora na vizinhança onde eu moro sabe que a situação está insustentável durante todo o dia e principalmente no início da noite. Moro perto de um laboratório clínico, e quem está ali já está estressado o bastante para levar buzina no ouvido além de agulha no braço.

 

A invenção do automóvel nasceu da vontade do homem de se locomover mais depressa e com menos esforço. Nada contra. No início, mais parecia uma charrete com uma roda só, na frente, no lugar do cavalo. Lindo! Depois foi movido a vapor, a motor de quatro tempos, até chegar aos nossos dias, onde os bólidos se servem de toda sorte de droga para atiçar cavalos invisíveis.

 

Agora, o fato de a buzina ter persistido é que não me convence. Tem sinal de trânsito de todo tipo e tamanho, em todo lugar. Tem radar, tem pedágio inteligente, marronzinho, azulzinho, amarelo e verde, todos de caderninho na mão, procurando, eu quero acreditar, organizar o caos e punir os caóticos. Não vou dar palpite no sistema, que disso eu não entendo, mas será que quem cuida do assunto entende mesmo, num país em que ser político é ter um diploma multifuncional? Se é político e está do lado do rei, mesmo sendo professor de biologia pode reger as finanças do pais ou cuidar da malha rodoviária. Se além de político você ainda tiver prestígio, dinheiro e manha para se safar de safadeza, não há limite para o poder. Então, quem sou eu para entender de organizar o trânsito. Entendo de letrinhas, de gente, e dou um duro danado para entender de mim mesma.

 

Procuro não sair de casa, de carro, em horário crítico, para fugir da muvuca, e tem vezes que, frustrada, oscilo entre a sensação de liberdade e de prisão. Agora, vamos combinar que quem sai na chuva, pelo motivo que for, vai se molhar. A vida prega peças e, mesmo planejando idas e vindas, acabamos caindo na armadilha de avenida entupida, acidente na Marginal, ponte que arreia por isso, por aquilo, pontos de alagamento, arrastão, fila tripla de caminhão.

 

Ontem sentei na frente da loja de conveniência do posto de gasolina perto de casa, esperando que meu carro fosse lavado. Um belo capuccino, o livro que sempre levo na bolsa para casos desse tipo, e me pus a ler. Sentindo o forte calor na pele, suspirei em paz. Foi quando o gato subiu no telhado e levou com ele a minha paz.

 

Relaxar? Levei um susto com uma buzina que gritava, gritava rouca, sem parar. Levantei os olhos e dei de cara com uma mulher que dirigia um desses carros enormes que ocupam o lugar de dois. Ela tinha a janela aberta e seu braço trazia toda a caixa de jóias com ele. Irritada, batia a mão na porta e buzinava, buzinava. Me assustei, levantei da cadeira, espichei o pescoço para ver o que acontecia e, pasme!, era só o carro da frente esperando que o da frente dele conseguisse entrar no super mercado, para continuar a viagem. Coisa de trinta segundos. Num zás, a epidemia tomou conta do quarteirão inteiro, e outros começaram a buzinar histericamente sem mesmo saber por quê.

 

O automóvel percorreu um longo e interessante percurso na história, para chegar ao que é. E nós? Permanecemos um bando de mal-educados mimados. Ganhamos dinheiro para comprar carros grandes e caros para fazer crer que somos importantes, mas não tivemos tempo de nos educarmos, e buzinamos como bebês enfurecidos quando lhes tiram a chupeta. Marmanjos e marmanjas de dar dó. Vergonha!

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

As lentes da moda internacional 2012

 

Por Dora Estevam

 

Campanhas como as da Prada, Marni, Lanvin, Chanel, entre muitas outras, são sempre esperadas no mundo da moda. A maioria é dirigida por grandes diretores de cinema e fotografia. Veja a produção deste vídeo da grife Marni para a coleção H&M com direção de Sofia Coppola.

 

 

O vídeo da campanha de verão da Prada segue as preciosas coordenadas de Steve Meisel, diretor-fotográfico predileto de Miuccia Prada. As modelos Natasha Poly, Elise Crombez e Guinevere Van Sennus arrasaram em um posto de gasolina no melhor clima vintage dos anos 1950. Os cabelos enrolados para dentro ficaram fantásticos. Amei! Dê um play!

 

 

O que dizer da marca Lanvin. Lembra-se daquele vídeo engraçado que postei aqui sobre a marca no qual as modelos dançavam todas desengonçadas? Então, é o mesmo. Neste as modelos brincam com a cobra e a maçã em uma brincadeira com o fruto proibido, tudo durante um jantar chiquérrimo. Aos fãs da marca vale lembrar que em quatro de abril a grife francesa abrirá uma loja no Shopping JK, em Brasília. Projeto que faz parte do plano de expansão da marca.

 

 

Chanel, verão 2012. Uma coisa! Karl Lagerfeld clicando todos os momentos no making of.

 

 

Agora um pouco de sensualidade no catálogo da Victoria’s Secret. Se você é cliente com certeza vai receber na sua caixa de correio o catálogo completo. Enquanto ele não chega dá uma espiada aqui para ver como foi feito. As Angels: Miranda Kerr, Alexandra Ambrosio e Candice Swanepoel.

 

 

Para quem curte umas fotos também achei bacana incluir nesta lista o making do Calendário da Pirelli 2012, com Mario Sorrenti e as modelos Lara Stone, Kate Moss, em Corsiga.

 

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Canto da Cátia: Prédio desaba em São Bernardo

 

Prédio desaba em São Bernardo

 

O que está acontecendo com os prédios no Brasil? A pergunta voltou a se repetir desde que na noite de segunda-feira despencou parte de um prédio na área central de São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista. Há pouco mais de uma semana, a tragédia foi no Rio de Janeiro, com três edifícios se transformando em entulho e pó e soterrando uma quantidade enorme de pessoas. A repórter Cátia Toffoletto que acompanhou o trabalho de resgate do Corpo de Bombeiros conversou com o prefeito de São Bernardo, Luis Marinho, que se antecipou às críticas de que há falta de fiscalização do setor público dizendo que a documentação do prédio estava em dia. Perícia técnica e investigação serão feitas nos dois casos para que se tenha ideia de quem é o responsável pelos acidentes, mas, historicamente, aqui no Brasil, sabe-se que boa parte destes dramas poderia ser evitada se houvesse trabalho preventivo e responsabilidade do cidadão e das autoridades. Infelizmente, o jeitinho brasileiro, sempre alardeado como sendo uma habilidade para saírmos de situações complexas, tem se transformado em um desastre para nossa sociedade.

 

Para ver mais imagens do desabamento em São Bernardo, feitas pela repórter Cátia Toffoletto, visite nosso site no Flickr, clicando na foto acima.

D’Ele e de nós

 

Por Maria Lucia Solla

 

Ouça “D’Ele e de nós” na voz e sonorizado pela autora

 

 

Olá,

 

para que coisas boas peguem o rumo que nos interessa, depositamos fé onde dá. Fé que não costuma estacionar por muito tempo num lugar. Fé andarilha, a nossa; vagueia ao sabor do oriente e ocidente, do céu, terra, das estrelas, do ar, do fogo e da água. Tudo Deus.

 

Segundo uns, o ano é do Dragão, segundo outros, dos orixás que tomam a frente na tarefa. Oxum favorece a liderança das mulheres e lhes oferece filhos inesperados, e Oxalá enxuga lágrimas, limpa o ranço que foi deixado para trás e acena a bandeira da paz. Dizem também que o Papa, Sumo Sacerdote, um dos arcanos maiores do Tarot de Marselha, assume o leme e colhe o crescimento da consciência de cada um para espalhá-la por onde ainda é escassa.

 

A numerologia aponta para o cinco, que é a soma de 2 + 0 +1 + 2. O cinco alerta, nesta caminhada não tem atalho lateral; ou nos desfazemos do que não serve mais, ou a vida vem e leva embora, feito vendaval. É ano de mudança, mas vai além da mudança; pede a consciência atenta, a cada mudança que ocorre, porque só assim a mudança se instala. Querer mudar é coisa do passado, agora o ritmo é de assumir a mudança, de deixar que ela se instale, e crescer com ela. Haja disposição.

 

Dizem também que a Lua, rege o planeta neste período, o que nos leva a Iemanjá, que lhe corresponde. Dizem que Xangô vem pôr tudo abaixo para que dos escombros possamos resgatar força, disciplina, coragem, transparência, e a opção consciente de cada segundo da nossa realidade, porque tudo é Deus.

 

O que pensamos, o que sentimos, o que está à nossa volta e dentro de nós; tudo é Deus. O ritual, os aromas, as cores e sons servem para falar com Ele. O silêncio, o isolamento, o mantra, a música de bamba e a Escola de Samba, também. Tudo é Deus.

 

Vale a pedra do ano, a cor e o número dele, o bicho, o orixá, o planeta; vale a reza e a oração, a oferenda e a contrição. Vale tudo. O meu amor por você é Deus. A impossibilidade e a possibilidade dele também são Ele. A pétala da flor amarela que caiu para tocar a mesa é Deus. A descrença, o desânimo, a derrota e o desamor são estradas que levam a Ele, estradas feitas d’Ele, que vêm d’Ele e que levam até Ele.

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung