A morte de um repórter cinematográfico

 

Última imagem gravada pelo repórter Gelson Domingos

Filho de jornalista, sobrinho de jornalista, afilhado de jornalista e casado com jornalista, jornalista que sou sofro quando sei que um colega de profissão foi morto à bala, vítima da troca de tiros entre policiais e bandidos. Gelson Domingos, 46 anos, foi alvo encontrado de um tiro de fuzil durante a cobertura de uma operação da PM contra o tráfico de drogas na favela de Antares, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Estava com colete de segurança, insuficiente para impedir a morte.

Um dos meus tios, Tito Tajes, foi repórter em guerra – por favor, parentes de melhor memória, me digam em qual delas. Mesmo sendo uma das pessoas mais queridas por mim, infelizmente nunca conversamos muito sobre as aventuras dele naquela cobertura, mas imagino como difícil deve ser o campo de batalha. Minha mulher, repórter de televisão, apesar de evitar as pautas mais perigosas, invariavelmente se depara com situações complicadas. Às vezes, uma simples gravação de rua a coloca no meio de um assalto ou no caminho de um caso policial. Sem contar que, atualmente, babacas sem causa têm atacado também estes profissionais quando entram ao vivo.

Apesar de alguns anos trabalhando no conforto de um estúdio de TV e rádio – onde vivenciamos outros tipos perigosos -, antes de ser âncora estive na rua, também. Como repórter, porém, poucas vezes tive de me deparar com ações de violência. Lembro de uma perseguição na qual transmiti ao vivo a fuga de bandidos que estavam em três carros com reféns após longa e dura rebelião de presos no Presídio Central de Porto Alegre. Entre o carro de um dos chefes da quadrilha e o da polícia estava o da rádio na qual trabalhava. Deste narrei boa parte do caminho por onde os bandidos passavam. Em nenhum momento eu e motorista levamos em consideração o risco de sermos atingidos por balas disparadas de um lado ou de outro.

No trajeto da notícia nem sempre calculamos o risco real da situação. Verdade extrapolada quando nos referimos aos repórteres cinematográficos e suas câmeras sempre apontando para o alvo mais significativo. Apesar de experientes, são repórteres bem menos valorizados do que aqueles que aparecem diante das câmeras e em algumas emissoras sequer lhes é dado o direito de serem chamados como tal. Mesmo assim, motivados pelo desejo de registrar a melhor história ao público esquecem o medo, as balas e a guerra na qual estão metidos. Transformam-se em vítimas de suas próprias escolhas e do compromisso que assumem ao entrar na profissão, o que em nada exime a responsabilidade das empresas nas quais trabalham, das condições e equipamentos que lhe são oferecidos e do País em que vivemos, no qual guerras diárias são travadas nos morros e favelas expondo não apenas jornalistas, mas cidadãos que aqui sobrevivem.

‘Conselheiro cidadão’ no TCM para conter dívida de SP

 

Pacaembu

No ano que vem, a cidade de São Paulo terá oportunidade de viver um momento muito rico. Refiro-me a riqueza de obras e criatividade. As obras estarão a cargo do prefeito Gilberto Kassab (PSD) que vai botar cada tostão dos nossos impostos para eleger seu sucessor – seja ele quem for. A criatividade será dos candidatos a prefeito que apresentarão planos mirabolantes e ideias geniais para resolver todos os nossos problemas. Nenhum nem os outros darão a menor pelota para o fato de a dívida da prefeitura bater a casa dos R$ 60 bilhões, conforme cálculo do consultor Stephen Kanitz, ou R$ 48 bilhões, nas contas do Tesouro Municipal. Para ter ideia do quanto isso representa: o Orçamento de 2012 previsto pela prefeitura é de apenas R$ 38 bilhões.

Esta conta começou nos descontroles dos prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta que tiveram de renegociar os R$ 11 bilhões de dívida que a cidade tinha com a União. Ao não cumprir com parte de suas obrigações nos governos seguintes, este valor simplesmente explodiu e, mantidas as regras atuais, o subsecretário do Tesouro Municipal, Rogério Ceron, diz que é impossível fechar a conta.

Para não me alongar nesta matemática, explico o problema da seguinte maneira: São Paulo está no cheque especial há muito tempo, recebe bem menos do que tem para pagar, os juros são absurdos e os gastos somente aumentam. Você conhece alguém mais que passa por esta situação? Em lugar de economizar, damos benefícios para construir estádio de futebol e reservamos dinheiro para túneis e avenidas que não resolverão o problema da mobilidade.

Saiba como o “conselheiro cidadão” pode ajudar no combate a dívida de SP lendo o artigo completo no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

Couvert: não precisa de lei para o bom senso

 

Desde que noticiei pela primeira vez – e não foi diferente ao anunciar que entrava em vigor, semana passada – tive restrições com a Lei do Couvert, que vale para todo o Estado de São Paulo, e proíbe que o garçom ponha sobre a mesa aquelas comidinhas que costumamos beliscar antes da refeição, sem pedir licença. No sábado, fui a uma das lojas do América, restaurante que meus meninos curtem e minha mulher tem horror. Eles gostam dos sanduíches, apesar de há algum tempo preferirem as saladas. Ela odeie o que chama sabor de plástico dos pratos disponíveis no cardápio. Como o trabalho a tirou do nosso convívio no fim de semana aproveitamos para ir até lá. Não tenho nada contra a comida da casa, tendo a não me estrepar pedindo sempre salada ou salmão. A única coisa que me incomodava era ser abordado corriqueiramente com cestas de petiscos sem que eu tivesse pedido. Depois que descobrimos que aceitar o couvert para os três era mais caro e menos saboroso do que pedir um prato de batatas fritas de entrada, todas as vezes que as cestas ameaçavam aterrissar na mesa emitíamos uma ordem para arremeter, o ‘piloto’ não gostava muito, mas não tinha opção. Mesmo que o gesto se repetisse todas as visitas ao América, confesso que não me sentia à vontade, tinha um certo constrangimento para abortar o pouso. Neste sábado, o rapaz que nos atendeu, chegou rápido, com as cestas sobre a bandeja, mas antes de descarregá-las pediu autorização, automaticamente negada. Lembrei que a Lei do Couvert estava em vigor e o restaurante apenas cumpria uma exigência. Antes de comemorar a regra que deve ter custado alguns trocados públicos, pois teve de ser apresentado na Assembleia, exigiu audiências, debates em plenário, duas votações, burocracias legais até ser sancionada e publicada no Diário Oficial, pensei cá com minhas batatinhas fritas se este e os demais restaurantes paulistas não teriam resolvido isso se, simplesmente, aplicassem a velha e boa lei do bom senso.

Papai, quero casar

 

 

Você atenderia o pedido de uma filha de 15 anos?

Realizar o sonho de nossos filhos é sempre um prazer. Às vezes, difícil de negar. Mas quando o pedido é para sair de casa, morar com o namorado? A resposta pode parecer simples demais: “claro que não!” – diriam as mães que conheço; para alguns pais nem teria coragem de fazer esta pergunta.

Nem sempre é isso que acontece. A morte de uma adolescente que saiu da casa dos pais para morar no apartamento do namorado, um jogador de futebol, destaque no noticiário paulistano nesta semana, abriu uma discussão importante: a responsabilidade dos pais.

Não é difícil encontrar alguém que diz que o filho “apesar” de 15, 16 anos tem uma cabeça boa. Especialistas pensam diferente. O menino/rapaz, a menina/moça, ambos têm o direito de pensar que sabem e podem tudo, é da idade. Também como o corpo, a cabeça está em formação. E os desejos não podem significar realizações. Principalmente quando o assunto é casamento.


Leia o texto completo no Blog Adote São Paulo, no site da Época São Paulo

Deslizando na arrogância

 

Esqui

Esquiar sempre foi considerado tarefa impossível para mim. Imaginava minha falta de habilidade e a neve lisa conspirando contra meu orgulho. Exceção feita ao surfe, que ao menos servia para tomar banho após a rebentação, os esportes radicais nunca foram meu forte. Lá em casa – entenda-se por Porto Alegre – quem era adepto às práticas mais arriscadas sempre foi o caçula, meu irmão Christian. Desde dirigir Kombi até andar de skate. Causava-me inveja vê-lo sair com os amigos para o Parque Marinha do Brasil, onde havia uma pista daquelas que mais se parecem com uma gigantesca e tortuosa piscina de cimento. Minha preferência era pelos esportes com bola, o futebol e o basquete, especialmente – apesar de que encarar alguns grandalhões no garrafão bem que poderia ser caracterizado como algo bastante radical.

Dito isso, fica claro que jamais pensei ser capaz de ficar em pé sobre aqueles dois pedaços de prancha usados para deslizar na neve, quanto mais deslizar na neve com os dois pedaços de prancha. Por isso, a viagem a uma estação de esqui, no Chile, estava sendo encarada como um desafio. Afinal, se você não esquia o que fazer por lá? Comer, rezar e amar. E beber, claro.

No primeiro dia de aula, a companhia dos dois filhos tornou a tarefa ainda mais constrangedora. Enquanto eles já sinalizavam habilidade natural, eu mais parecia um bebê cambaleante em seus primeiros passos. Pior, o olhar deles não era de solidariedade. Era de pena. Não abandonei meu propósito porque tirar as botas de esqui seria ainda mais complicado. Não sei se você já teve oportunidade de calçá-las, se não, pense que são ideais para presos em liberdade condicional. Impossível ir muito longe com aquilo nos pés.

Algumas horas depois, unhas do pé ardendo e uma comichão subindo as pernas comecei a me entusiasmar, apesar da insistência do treinador em franzir a testa e sacudir a cabeça enquanto me assistia. Aos berros de “cunha, paralelos, cunha, paralelos” ele tentava me convencer de que era possível fazer certo. Estar em pé e descer as primeiras rampas sem despencar para mim era suficientemente certo.

Foram oito horas de aula divididas em três dias. O suficiente para superar parte de meus medos, andar para um lado e outro da pista e ter a ideia de que esquiar era possível. Nem mesmo calçar as botas era mais problema, apesar da unha do pé dar sinais de que a situação ficaria preta, literalmente. Convidado por amigos aceitei ir mais alto, usar uma pista um pouco mais desafiadora para minha (in)experiência. Foi incrível a sensação proporcionada pelo domínio do equipamento, o controle da velocidade – “cunha, cunha” -, a possibilidade de mudar de direção conforme a posição das pernas e meu desejo. E de repente: um tombo espetacular deixa meu braço fora de seu lugar de origem e com uma dor que só foi maior no orgulho perdido.

Poucos dias de esqui são suficientes apenas para você aprender que a prepotência jamais será perdoada. Na primeira ilusão de que você domina alguma habilidade, a realidade o desmente. O tombo é inevitável, a dúvida é a dimensão dele. Quanto maior a soberba, maior o prejuízo. O que, convenhamos, não é preciso arriscar-se na montanha de neve para descobrir. Basta viver.

Quando Kassab aposentar o helicóptero

 

Na revista Piauí que causou tanto espanto pelas afirmações do todo-poderoso da CBF Ricardo Teixeira, a reportagem de capa é dedicada ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (“O Político apolítico”). O texto é assinado pelo jornalista Plínio Fraga e tem passagens bem interessantes sobre a carreira e o cotidiano do Grande Líder do PDS – perdão, PSD. Algumas hilárias e próprias de repórter observador. Uma das que me chamaram atenção e me divertiram não se refere ao prefeito, mas a um vereador que foi visto em conversa com ele, Dalto Silvano, ex-PSDB e futuro Sabe-Se-Lá-O-Quê:

“Camisa fora do jeans, cabelos longos e encaracolados, Silvano nem precisava dizer que seu ídolo é o cantor Roberto Carlos: está na cara”

A reportagem completa você lê na Piauí (não está disponível no site). Mas reproduzo aqui o parágrafo final que reflete bem o quanto distante São Paulo ainda está das grandes metrópoles mundiais e da ideia que o próprio Kassab pretende transmitir ao mundo de que vivemos em um ambiente urbano desenvolvido e sustentável. Fraga fala do encontro dos prefeitos das maiores cidades mundiais que ocorreu mês passado, na capital paulista:

“Depois do almoço, (Kassab) seguiu para Vila Euclides, embarcou de helicóptero e voltou a São Paulo. Durante o encontro dos quarenta prefeitos, Bloomberg (NY) disse que vai trabalhar de metrô. A vice-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, falou que prefere ir de bicicleta”

Quando Kassab ou seus sucessores passarem a ter o transporte público e a bicicleta como boas, seguras e confiáveis opções para o deslocamento na cidade teremos, sim, alcançado o estágio de cidade avançada e criativa como a propaganda oficial tenta nos convencer.

De volta, com amigos e propósitos

 

Ensaiei a retomada do blog por dias. Queria ter recomeçado na segunda-feira. É sempre para a segunda nossas promessas: a do regime, do curso de especialização, do check-up médico, da mudança de hábito. Foi-se a segunda-feira e com esta a terça e a quarta, também. Pensei em postergar para a próxima semana que é quando reassumo o Jornal da CBN, mas havia escrito no último post antes das férias que o blog voltaria mais cedo aqui.

Pressionado pelo compromisso (que eu próprio me impus), cá estou. Quase tão magro quanto saí, o que é uma conquista para aqueles que sempre usam as férias como desculpa para os quilos que se sobressaem no cós da calça. Com um braço meia-boca (ou seria meia-mão?), resultado de um tombo na pista de esqui (sei que você me avisou, Carlos Magno), que limitará algumas atividades, mas não me impedirá de escrever, ler, falar, apresentar e tudo aquilo que preciso para exercer minha profissão.

Estou aqui, também, com alguns amigos a mais, que era afinal uma das boas metas nestes dias de descanso.

Bem verdade que, por enquanto, a maior parte deles está no rol dos conhecidos. Para serem amigos de verdade ainda precisaremos de mais tempo, que impõe os desafios capazes de criar intimidade ou distanciamento. É um grupo, porém, formado por gente simpática, falante, disposta a se aproximar dos outros e construir relacionamento. Para quem contamos algumas peculiaridades da vida em família e de quem ouvimos ensinamentos que não soaram como interferência no nosso cotidiano.

Para o retorno neste blog – no Twitter, no Facebook, também -, algumas ideias nas quais pretendo me pautar. Textos mais pessoais, frequentes e curtos. Opinativos, sim; provocantes, se eu tiver esta capacidade. Tentarei me desvencilhar de São Paulo – esta cidade que não apenas conquistou meu coração como meus pensamentos – sem perder o olhar para os temas das nossas cidades. Afinal, o desafio de ancorar o Jornal da CBN é nacional e preciso conectá-lo ao blog.

Não abrirei mão – com certeza – dos colaboradores e comentadores que proporcionam diversidade de assuntos e pensamentos. A Maria Lucia, o Carlos, a Dora, o Milton (Pai), o Antonio Augusto e todos os demais que me oferecem o privilégio de publicar seus textos são fundamentais para a existência deste blog. Além de serem a garantia de que de todas as resoluções pós-férias ao menos um delas será cumprida: a presença deles no Blog do Mílton Jung.

Quanto as demais, dependem de mim. E levando em consideração minha desastrada tentativa de descer uma pista de esqui de dificuldade mediana, no Chile, é melhor não confiar muito na minha capacidade de cumprir as metas propostas.

Para fazer amigos

Ao caro e raro leitor,

Nos próximos dias estarei distante de São Paulo, longe do trabalho e afastado das notícias. Desconectado ? Provavelmente. Não posso lhe garantir. É meu objetivo, mas vai depender de coragem e obstinação. Desplugar-se é um desafio para quem tem mantido uma relação tão profunda com as máquinas e redes. E isto não é um privilégio meu – se é que assim pode ser chamado; estamos todos nesta mesma situação. Vi agora há pouco – ainda não me desliguei – que o Governo Dilma lança programa de banda larga para que as pessoas possam navegar na internet. Na televisão, o rapaz entrevistado fala de como é difícil a vida sem acesso a rede: fico sem conversar com os amigos, disse ele, para após citar a necessidade de pesquisar para trabalhos na escola. Por prioridade, dialogar com as pessoas vem em primeiro lugar assim que o cabo chegar até a casa dele.

Será mesmo que precisamos destas traquitanas para nos aproximarmos dos outros? Dia desses, meu filho mais velho, ele tem 14 anos, constatou em seu blog fragmento da realidade virtual na qual para fazer amigo, se iludem muitos, basta um clique no botão, bem mais fácil do que na época em que precisávamos conquistar a confiança de um desconhecido, mostrar-lhe nossas habilidades, desnudar nossos pensamentos para, então, ele entrar no rol de amizade. Ou nós entrarmos no dele. A fama do camarada é medida pelo número de amigos que tem no Facebook – os do Orkut não valem mais – ou de seguidores no Twitter. Se não tiver nenhum clique no curtir é sinal de fracasso. Claro que as coisas não podem ser assim. Não são assim. E as férias são um excelente momento para nos testarmos, identificarmos se ainda somos capazes de construir amizades ou preservá-las.

Estarei fora do ar nas duas próximas semanas, devo voltar antes para o Blog e apenas no dia 18 de julho para o Jornal da CBN. Peço licença aos comentaristas e comentadores que sempre se fazem presente por aqui para desligar a chave e somente renovar textos no meu retorno. Sei que o Carlos Magno Gibrail, a Maria Lucia Solla, a Dora Estevam, o Antonio Augusto Mayer dos Santos e meu pai entenderão minha ausência, mesmo que tenham sido voto vencido. Você que nos lê, aproveite a oportunidade para reler esta turma que me acompanha e agrega valor diversificado ao Blog. Basta clicar na coluna dos artigos do lado direito da tela. Cada clique será como uma batida do coração deste espaço, quanto mais cliques mais ele estará vivo, mesmo com o meu sumiço momentâneo.

Aos amigos que conquistei nestes três anos – o primeiro post, envergonhado, foi em 1º de junho de 2008 – obrigado e voltem sempre. Estarei logo ali tentado fazer novos amigos.

Vida e voz de Sung-bong Choi, o garoto inseto

 

Fui apresentado a história deste menino coreano pelos meus filhos que vivem vasculhando a internet. Depois de assistir ao vídeo procurei algumas indicações na rede e descubro que desde o início da semana o rapaz de 22 anos se transformou em novo fenômeno com sua vida e sua voz. Sung-bong Choi diz ter vivido como um “inseto” durante 10 anos, tempo no qual deve ter perdido o direito de expressar sua emoção pelo que percebemos nas imagens mas que não lhe tirou a esperança. Ele se revelou durante o Coreia Tem Talento, uma versão do programa de televisão Ídolos.

Moradores de rua ajudam na segurança de pedestres

 

Morador de rua ajuda em travessia

Os moradores de rua são invisíveis para a maioria dos cidadãos que vivem em São Paulo. Costumam não ter cara nem história; quando percebidos, é pelo estorvo que provocam ocupando praças e calçadas. Com a chegada do frio alguns ganham destaque no noticiário, principalmente quando morrem. A prefeitura calcula que cerca de 13 mil pessoas vivam nessas condições, número considerado bem abaixo da realidade por entidades assistenciais.

Para alguns privilegiados pela sorte e oportunidade, a situação melhorou um pouco nesta semana, graças a programa público que pretende mudar o comportamento do paulistano em relação a faixa de pedestres. Aliás, estas são tão invisíveis quanto os sem-teto, não apenas porque a prefeitura deixa a desejar na manutenção da pintura, mas, também, porque os motoristas não têm o hábito de parar e permitir a travessia das pessoas – uma das causas dos 7.007 atropelamentos e 630 mortes que ocorreram no trânsito da capital, em 2010.

Conheça esta história, acessando o meu Blog Adote São Paulo, no site da revista Época SP