SOS SP: querem acabar com os “jardins” da cidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

6981557753_0c35bf24d4_z

 

Quatro por cento da cidade de São Paulo estão a perigo. As novas regras de ocupação do solo, se aprovadas, destruirão as características básicas dessa parte da cidade. São áreas com muito verde, silenciosas e habitadas por gente que prefere o sossego ao cortejo ininterrupto de tráfego. Não necessariamente pessoas ricas, pois temos regiões populares com estas benesses.

 

A preservação, dado o beneficio que estas ZERs – Zonas Exclusivamente Residenciais – trazem à cidade, deveria ser defendida e almejada por todos. Não o são. Estão sendo atacadas por gente que tem interesse em construir corredores comerciais. Em oposição, surgem manifestações por parte de cidadãos qualificados.

 

Regina Monteiro, arquiteta e urbanista, em artigo neste Blog, indagou por que o novo plano ao invés de propor aumento dos bairros jardim ameaça a qualidade de vida dos existentes, devido ao impacto que trará pela maior ocupação e circulação. E, manda seu recado:

 

Prefeito atente: os BAIRROS JARDIM são os nossos Parques! Nós vamos brigar muito por eles!

 

Candido Malta, professor emérito da FAU USP, em matéria na Folha, defende o direito de morar tranquilo e destaca o retrocesso de Haddad em abandonar o Plano de Bairro, no qual o morador é quem escolhe. Como fizeram em Perus ao decidir pela “ilha de tranquilidade”. E, pergunta ao Prefeito:

 

Por que não combater a especulação imobiliária com uma reforma urbana que possibilite amplo acesso a moradias de qualidade?

 

Andrea Matarazzo, líder do PSDB na Câmara, em recente manifesto, reafirma sua posição a favor da manutenção das ZERs e responde a Abdul Fares, lojista nos Jardins e representante dos comerciantes que pretendem ampliar seus espaços, aos ataques feitos a AME JARDINS por defender moradias:

 

“A meu ver, os interesses do senhor Fares conflitam frontalmente com os interesses da associação e de seus associados. Sendo assim, não há por que manter no quadro de associados alguém com este perfil”.

 

Ainda bem que o momento de prosear se foi, agora é guerrear. A favor das ZERs.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Encontre o “defeito” de Sniper Americano e concorra ao livro “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’nRoll Salvou Hollywood”

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Sniper Americano”
Um filme de Clint Eastwood.
Gênero: Guerra, Drama.
País:USA

 

Conta a história verdadeira de Chris Kyle, texano, cowboy e caçador; que se emociona com os ataques de 11 de setembro e resolve se alistar no exército para servir o seu país e acabar com os terroristas. Logo seu talento para o tiro é percebido e ele vira o soldado mais “efetivo” (matou mais de 160 inimigos) da história do exército americano.

 

Por que ver:

 

Clint Eastwood consegue criar um épico atrás do outro. Neste caso, é um filmão de guerra de primeira grandeza, que te envolve e te faz segurar o fôlego algumas vezes. Não vou discutir sobre política internacional, ou posicionamento politicamente incorreto do diretor, relacionados aos iraquianos, e/ou ao patriotismo americano exacerbado….Afinal já esperamos isto vindo dos USA, assim como também esperamos um filme que seja impecável e que sirva como um excelente entretenimento.

 

Bradley Cooper cresceu para todos os lados. Esta mais forte e mais gordo, bem parecido com o Chris original. Sua interpretação esta irretocável. Uma das melhores de sua carreira.

 

Como ver:

 

Comendo um hambúrguer para entrar no clima enquanto procura um único defeito na produção de Clint (contarei para o Mílton Jung para não ter marmelada). Vou até lançar um desafio: o primeiro que achar o defeito até 30 de junho, vai ganhar meu livro predileto sobre a história do cinema na década de 70: “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’nRoll Salvou Hollywood”… (só vale resposta aqui no Blog)

 

Quando não ver:

 

Se detestar filmes americanóides…Mas aviso, vai perder um filmaço!!!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando: vai amarelar!?

Avalanche Tricolor: lembranças de um time de futebol

 

São Paulo 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Morumbi (SP)

 

FullSizeRender

 

Fomos em família ao Morumbi nessa noite de sábado. Programa raro desde que me mudei para São Paulo, em 1991. Levei os filhos e uma sobrinha que mora longe daqui, mas aproveita suas férias no Brasil. O ambiente dos estádios, contaminado pela violência e intolerância, não me inspira muito. Mas nas condições apresentadas para essa partida, era mais uma oportunidade para compartilhar com eles emoções que vivi. Estava feliz ao lado deles, provavelmente muito mais entusiasmado do que eles, por repetir aqui o que em toda minha infância e adolescência meu pai me proporcionou: a alegria de assistir a um jogo de futebol.

 

O estádio do Morumbi em especial sempre me trouxe boas lembranças. Voltar lá, tarde da noite, com a névoa que marcou São Paulo, nesse sábado, mexeu com meus sentimentos e memória. Uma volta ao tempo. Ao sentar-me próximo do gramado, era como se estivesse revivendo alguns dos grandes momentos da história gremista.

 

Ficamos próximo da goleira – e fiz questão de apontar a eles – em que Baltazar marcou de fora da área o gol do nosso primeiro título brasileiro, em maio de 1981. Eu não estava lá. Morava em Porto Alegre, na época. Era muito jovem, mas ainda é viva a cena da bola amortecida no peito do nosso atacante, sendo rebatida de primeira e deslizando na rede adversária.

 

Lembrei-os que foi naquela mesma goleira que se iniciou a incrível vitória por 4×3 nas quartas-de-final da Copa do Brasil, de 2001. Assim como na noite desse sábado, daquele vez eu também estava com meus meninos no Morumbi, pois fomos beneficiados pelo calendário do futebol brasileiro que marcou um jogo decisivo em plena tarde de quarta-feira. Era a primeira vez em que íamos juntos assistir a uma partida de futebol. E fiquei feliz deles, mesmo com apenas dois e quatro anos, terem presenciado momento tão emblemático. O Grêmio tinha Marcelinho Paraíba endiabrado, a ponto de marcar três gols, ser expulso e se transformar em nosso herói.

 

Poucas semanas depois, o Morumbi seria palco de outro momento memorável na minha trajetória de torcedor e profissional. Desta vez sozinho, por minha conta e risco. Tive a oportunidade de narrar, pela RedeTV!, a final da Copa do Brasil contra o Corinthians quando ganhamos por 3 x 1 e conquistamos mais um título nacional.

 

Dois dos gols gremistas foram naquela mesma goleira que, na noite desse sábado, estava diante de nós, marcados por Zinho e Marcelinho Paraíba – o primeiro foi do lado de lá, após cabeceada de Marinho. Tem coisas que jamais vamos esquecer.

 

Estar no Morumbi nessa sábado me permitiu recuperar essas histórias incríveis vividas pelo Grêmio e dividi-las com meus filhos e minha sobrinha. Lembranças de um tempo em que nossos atacantes resolviam nem que tivessem uma só chance em seu caminho. Que nossos zagueiros eram capazes de afastar qualquer risco de gol. E nossos jogadores jamais aceitariam passivamente o toque de bola adversário.

 

Assim que a bola começou a rolar nesse sábado, percebi que aquele futebol que tanto me emocionava estava apenas na lembrança a ser compartilhada com a família. Lamentavelmente, apenas lembranças…

De vida

 

Por Maria Lucia Solla

 

IMG_7302

 

quero dizer mas não consigo
quero entender mas não reconheço
a fala desenfreada
que corcoveia do avesso
nos meus ouvidos
e no meu coração

 

a vida com suas cores
aos meus olhos de repente
perde o sentido em dores
e me vejo no escuro
exalado pela falta de direção

 

então me isolo
para não contaminar
corações ainda puros
se é que ainda os há

 

no caos do meu interior
procuro consolo
e encontro tristeza e solidão
busco meu próprio colo
e choro

 

no dia seguinte decido
recuperar a alegria
reviro tudo
ponho a vida de ponta cabeça
cavoco cada canto de mim
e me perco
e imploro

 

a Deus uma chance
de reencontrar o caminho
para de novo abraçar a vida
que insiste em escapar
num esconde-esconde
sem fim

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: o teatro de Maria Della Costa

 

Por Alberto Juan Martinez
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 


 

 

Estava me preparando para festejar os 461 anos de minha, nossa, querida cidade de São Paulo, quando o radinho da sala me fez saber que acabara de morrer Maria Della Costa. Meus 12×8 foram para limites que só Deus sabe.
 

 

A morte desse ícone do teatro brasileiro não podia passar em brancas nuvens para mim.
 

 

Aí, no 72 da Rua Paim, é que fiz a minha entrada pela porta grande como fotógrafo profissional, sendo assistente do empresário que divulgava eventos teatrais.
 

 

Página de ouro da dramaturgia paulista e nacional, a linda gauchita estava ensaiando para pôr em cena a “Prostituta Respeitosa” de Jean Paul Sartré. E eu documentando.
 

 

A peça foi a público com todo o êxito aguardado.
 

 

Outras peças foram ensaiadas e apresentadas: eu, fielmente, acompanhando e respirando todo o encantamento e sensibilidade da paixão teatral.
 

 

Mas todo esse encantamento foi truncado quando a criadora do Teatro Popular da Arte e, logo, do Teatro Maria Della Costa, se exilou em Parati, até seus últimos suspiros.

 

Do terraço do meu apartamento, vejo o Teatro Maria Della Costa, hoje APETEST, jorrando cultura para crianças, adolescentes e maduros todos os fins de semana.
 

 

E como diria Fellini: “ E la nave va”
 

 

Alberto Juan Martinez é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva você mais um capítulo da nossa cidade e envie para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Hilton Almeida, da OdontoClinic, fala da tendência no mercado odontológico

 

 

A maior tendência no mercado de odontologia é que o atendimento dos pacientes passe a ocorrer em grandes clínicas, ficando os consultórios para procedimento mais específicos: “para a população em geral, o dentista, a tendência, é que ele vá trabalhar em clínicas” avalia Hilton Almeida, sócio-diretor da OdontoClinic e CEO da OdontoImage. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Almeida fala das tendências no segmento e as oportunidades no consultório do seu dentista.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, e os ouvintes-internautas podem participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa tem as colaborações de Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

O luxo online e os programas de afiliados

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

6002214759_55b9e9b2a8_z

 

Que o marketing online ganha cada vez mais espaço em diversos segmentos, nós já sabemos! No mercado do luxo, apesar de menos agressivo, o modelo também se apresenta com casos de sucesso, e não apenas com lojas digitais. Os programas de afiliação são um exemplo que podem virar tendência no luxo, também.

 

Os programas de afiliação são acordos/parcerias nos quais o webmaster (sites, blogs e outros) se compromete a publicar propagandas (banners/anúncios) em seu site, anunciando produtos e serviços de determinadas marcas. Quando um usuário clica numa dessas propagandas, é direcionado para o site do produto e, se realizar uma compra ou um cadastro, o webmaster ganha a comissão.

 

luxury-markets-runway

 

Diversas são as plataformas de afiliados no mercado como Lomadee, Uol Afiliados, Hot Words, Afilio e outros. A européia Zanox foi destaque no evento Afiliados Brasil, que ocorreu em maio deste ano, com um case no e-commerce de luxo. A agência de afiliação criou parceria entre a multimarcas global de luxo Farfetch e a plataforma inglesa de otimização de conversão de vendas Yieldify, que gerou um mapeamento de quais produtos os usuários mais pesquisavam no site. De posse desses dados, a loja online conseguiu acelerar o processo de compra em seu site.

 

É essencial ressaltar que, no mercado do luxo, é importantíssimo haver uma gestão de marketing digital rigorosa e seletiva. No caso de programa de afiliados, é recomendável que as grifes de luxo associem-se somente a blogs ou sites que estejam rigorosamente afinados com os conceitos do produto que oferecem e tenham em comum o seu público-alvo, evitando a tão temida banalização da marca.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que abre este post é do perfil de Anna Chernichko no Flickr

Avalanche Tricolor: muito prazer, Grêmio!

 

17818348003_eee74cdb19_z

 

Grêmio 3 x 1 Corinthians
Brasileiro – Arena Grêmio

 

Sabe-se que a maior parte dos brasileiros ainda assiste apenas aos jogos que passam na televisão aberta, especialmente na TV Globo. Do restante sabem pelo resumo dos gols nos programas esportivos e algumas notas de rodapé (se é que a expressão ainda caiba em tempos de internet).

 

Exceção aos mais responsáveis e interessados, os cronistas também tendem a saber superficialmente o que acontece nos campos distantes do eixo Rio-SP, mesmo com a informação circulando em alta velocidade.

 

Quantas vezes tive de explicar o que estava acontecendo lá pelos lados da Arena e ressaltar o surgimento de nomes que estavam na base ou foram descobertos em clubes do interior. E sequer estou falando daqueles fatos que se escondem nos bastidores, pois destes também sei pouco.

 

Por isso, jogos como o de hoje, expostos nacionalmente, funcionam como uma espécie de cartão de visita, no qual apresentamos nossas credenciais. E essas foram apresentadas de forma fulminante com os cinco minutos mais bem jogados pelo Grêmio, nesta temporada.

 

Em alguns jogos neste ano já havia me chamado atenção o toque de bola mais refinado, provocado pela qualidade individual de alguns de nossos valores, em detrimento do chutão desesperado que marcou época. Em outros, percebia a trama no meio de campo e no ataque, em um esforço do técnico para dar lógica à movimentação do time. Nem sempre, porém, isso funcionava com a harmonia desejada, especialmente na finalização. Bolas bem passadas acabavam desperdiçadas.

 

A perda do título regional, a baixa autoestima do time e a necessidade de se desfazer do sonho de ver Felipão mais uma vez campeão pelo Grêmio, além das desavenças da cartolagem, criaram uma sensação de frustração. Algo tão forte que levou muitos a colocar sob suspeita o talento de Luan, Mamute, Wallace e do próprio goleiro Tiago, que fez hoje defesas incríveis. Confesso, uma desconfiança que me contaminou em muitos instantes.

 

Hoje, aqueles momentos relâmpagos de bom futebol se transformaram sob o comando do técnico Roger Machado. Tinha-se a impressão de que tudo conspirava a nosso favor (menos o árbitro, lógico!). A bola passava de pé em pé, ia para frente, voltava para trás, retornava pelas alas, encontrava alguém livre no meio e era entregue com açúcar e afeto a quem se apresentasse. Jogadores da defesa, dos lados, do meio, do meio para frente e do ataque deslizavam pelo campo em movimentos coordenados que surpreendiam a nós mesmos.

 

Com um futebol envolvente e arrasador do início da partida e com a marcação compacta e precisa do segundo tempo, o Grêmio e seus jovens se apresentaram, nesta noite, ao Brasil. Muita gente ficou embasbacada com o que assistiu. Com sagacidade, Xico Sá, em seu Twitter, chegou a colocar “Grêmio”e “futebol-arte” em uma mesma frase:

 

Twitter

 

Exageros e ironias à parte, sabemos que nesta noite tudo que poderia dar certo, deu certo. Até mesmo quando cometemos nossos erros. Se vamos repetir esse desempenho, só vendo para crer!

 

Agora, independentemente do que venha a acontecer na próxima rodada:

 

– Muito prazer, Grêmio!

 


A foto deste post é do perfil oficial do Grêmio no Flickr

Estamos perdendo de 4×1 em produtividade

 

Carlos Magno Gibrail

 

Metalurgica-Eberle

 

Um trabalhador americano vale por quatro brasileiros. É o que retrataram na Folha de domingo, Claudia Rolli e Álvaro Fagundes em oportuna matéria sobre produtividade trazendo os resultados de estudo do Conference Board.

 

O Conference Board, entidade norte-americana, pesquisou 1200 empresas públicas e privadas de 60 países para comparar o PIB per capita da mão de obra. Este trabalho é realizado desde 1950 e apontou que neste período tivemos uma melhoria em 1980, mas voltamos ao patamar inicial.

 

unnamed

 

Autoridades especializadas foram consultadas e relataram os seguintes fatores causadores desta situação: carga tributária, riscos cambiais, juros altos, poucos acordos de livre comércio dificultando o acesso a bens e serviços inclusive os de maior tecnologia, dificuldades burocráticas ao acesso de professores, técnicos e cientistas estrangeiros para trabalhar aqui, e mobilidade urbana caótica. Enfim, todos, fatores emanados do poder público, enquanto as empresas nacionais oferecem em média 30 horas de treinamento ano, e o americano recebe 120 a 140 horas.

 

Da parte do trabalhador, tanto o intelectual quanto o operacional, é preciso uma revolução cultural, pois hoje, não se identifica uma responsabilidade social e civilizada. A nossa cultura não valoriza aspectos essenciais como pontualidade, respeito aos horários, e aos menores detalhes organizacionais. Compromissos são desmarcados, horários não são cumpridos, superiores são inacessíveis. Tom Peters, renomado autor corporativo, disse aqui em palestra que o executivo brasileiro não atende telefone, e ligou na hora para o Fred, dono da Fedex, e o próprio Fred atendeu.

 

O baixo nível de leitura, talvez explique que a média dos nossos anos de estudo seja de sete, enquanto os americanos ficam de 12 a 13 anos na escola. Ou, será que é ao contrário? E, olhe que as escolas não exigem pontualidade e liberam celulares e computadores em sala de aula.

 

Haja produtividade!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: a gente empatou, mas é proibido reclamar

 

Goiás 1 x 1 Grêmio
Brasileiro – Serra Dourada (GO)

 

cartao_amarelo

 

Havia três pontos a serem conquistados e tivemos próximos deles. Arrisco dizer que merecíamos eles, pois se houve um time que jogou melhor a maior parte do jogo foi o nosso. No futebol, porém, isso não é suficiente nem garantia de vitória. No meio do caminho alguns incidentes podem ocorrer. É preciso, também, que o bom futebol se traduza em gol. Até fizemos um, aos 35 do primeiro tempo, graças ao avanço de Galhardo que rompeu a área, passou por quem pode, chocou-se com a defesa e fez a bola escapar para Giuliano marcar. E fizemos um gol quando éramos nitidamente a única equipe em condições de chegar a vitória naquele momento.

 

Um pouco antes, aos 30 minutos, já havíamos desperdiçado jogada incrível, novamente com participação de Giuliano, que meteu a bola entre os zagueiros e com o movimento certo para Mamute fazer. Não marcamos. Bem antes, aos 20, em outra jogada que passou pelos pés de Giuliano, mas foi protagonizada por Rhodolfo, que roubou a bola na defesa, tabelou e lançou para Mamute, também estivemos perto de abrir o placar. Nosso atacante foi derrubado quando corria em direção ao gol. Mas o juiz gaúcho, que começou a partida sob a suspeita de que beneficiaria o Grêmio, inverteu a falta.

 

No segundo tempo, aos 19, até marcamos um gol com forte cabeçada de Mamute, após cruzamento de Galhardo, mas nosso ataque estava em posição irregular. Aos 25, também conseguimos chutar uma bola no travessão em jogada que se iniciou com passe de Giuliano, teve o “pivô” bem feito de Mamute e a entrada forte pela esquerda de Marcelo Oliveira. Walace que já havia chutado a primeira bola do jogo a gol, arriscou aos 40, obrigando o goleiro adversário a despachar para escanteio. Pena que a esta altura, havíamos cedido o empate ao não sermos capazes de suportar a pressão na volta do intervalo.

 

Poderia ficar aqui chorando as pitangas e reclamando do juiz gaúcho, e repito o gentílico após a profissão pois foi essa a polêmica durante toda a semana, afinal, no lance em que levamos o gol, qualquer árbitro poderia muito bem ter marcado falta no goleiro Marcelo Grohe. O juiz gaúcho não marcou. Talvez marcaria pênalti se levasse em consideração a lógica daquele outro lance lá aos 20 do primeiro tempo. O problema é que se ficar olhando para os erros de arbitragem, talvez a gente se esqueça que o empate veio porque cedemos campo para o adversário e isto não pode se repetir e, também, que, a despeito do empate, dos passes errados e dos gols desperdiçados, fizemos uma boa partida na estreia de Roger. Sem contar que, desde as novas recomendações da impoluta CBF, ao reclamar do juiz, corro o sério risco de levar um cartão amarelo.