Velhas e novas implicâncias

 

Falamos sobre qualidade do texto no rádio, semana passada, aqui no Blog e encontrei em meus favoritos o link para o texto que havia sido escrito por João Ubaldo Ribeiro e publicado, originalmente, no jornal O Estado de São Paulo, de domingo (24/04/2011), no qual ele destaca o uso de expressões comuns no noticiário que contaminam o discurso do brasileiro. Vale a leitura:

Semana Santa, bairro quieto e silencioso, jornais sem muitas notícias, uma certa preguiça. Ligo a televisão e um cavalheiro está falando sobre um assunto sem dúvida relevante, a julgar pelo semblante grave com que se dirige à câmera. Já por natureza lerdo de entendimento, cheguei no meio e não consigo atinar qual é o palpitante assunto. E deixo de tentar, assim que ele solta o terceiro ou quarto anacoluto em menos de um minuto. Anacoluto, já comentei aqui, é quando um elemento da oração fica sem função sintática, meio dependurado, como, por exemplo, “o Brasil, ele tem experimentado”, que o homem da televisão acaba de dizer.

Há quem estude esse tipo de fenômeno, porque realmente é interessante, pelo menos para linguistas e cientistas sociais. De alguns anos para cá, sem dar sinal nenhum de que vai embora, está perigando tornar-se regra tacar o anacoluto sempre que se usa um verbo na terceira pessoa. “Os deputados, eles não têm interesse nas reformas”, “o obeso, ele não deve ingerir açúcar” e assim por diante. Fala-se assim em toda parte, com essa espécie de sujeito duplo, e piora quando o falante está dando uma entrevista ou declaração pública, ocasião em que muita gente acha que deve botar paletó e gravata na linguagem. O anacoluto, que em si não tem nada de mau e é até um recurso estilístico, talvez seja visto como sofisticação de linguagem, ou sinal de que quem está falando tem bom conhecimento ou grande convicção do que diz. Sei lá, só sei que implico com esse abuso, que, na minha opinião, aleija a língua.

É engraçado esse negócio de querer enfarpelar a linguagem, quando se fala em circunstâncias formais, mesmo que apenas numa breve entrevista para um noticiário de televisão. Muitos se empertigam, abandonam sua maneira habitual de expressar-se e não só passam a caprichar nos anacolutos e similares, como na escolha das palavras, principalmente verbos terminados em “izar”. O que em casa seria usado, na entrevista é utilizado, assim como não se vê mais nada, só se visualiza. “Comerciar” praticamente não existe mais e chegará talvez o dia em que os que comerciam serão comercializantes. Aliás, ninguém vende mais nada, só comercializa.

Acho que foi essa necessidade de usar palavras por algum motivo consideradas preferíveis, ou chiques, que ocasionou o triste banimento dos verbos “botar” e “pôr”, preteridos universalmente por “colocar”. Ainda não vi referência a galinhas colocadeiras, em lugar de poedeiras, mas já li sobre galinhas colocando ovos e o dia das colocadeiras não deve tardar. Destino semelhante teve “penalizar”, que de uma só cajadada botou (colocou, já ouvi isso até em narrações esportivas) “prejudicar” para escanteio e nos obrigou a ficar, se for o caso, comiserados ou condoídos com o sofrimento alheio, mas nunca penalizados. Ainda no setor de banimentos, temos o caso de “difícil”, que, quem sabe se por ser politicamente incorreto, é hoje sempre substituído por “complicado”. E acredito que estamos presenciando o degredo talvez permanente da locução “por causa de”. Acho que maioria de vocês nem deu por isso, mas agora prestem atenção e notarão. Ninguém mais diz “por causa de”, diz “por conta de”. “Ficou em casa por conta de uma dor de cabeça”, “brigou por conta de uma dívida”.

E o “você”? Continua também, mais firme do que nunca. “Você armar um time ofensivo é mole, o que você não pode é deixar a defesa adiantada demais, porque aí você fica exposto a contra-ataques que você poderia evitar, se você posicionasse melhor a zaga.” E “jovial”? Creio que deve resignar-se a não querer mais dizer “cortês” ou “afável”. Já fiz uma checagem entre conhecidos e me surpreendi com a quantidade de gente que o liga a juventude. E o “então”? Observem como é cada vez maior o número de pessoas que inicia uma resposta com um “então” de significado obscuro. “Você foi lá hoje?” perguntamos. “Então”, começa a outra pessoa. “Não, não fui.” Acho que já tem gente que só responde depois de dizer “então”, deve ser cabalístico.

E “acontecer de”, como em “aconteceu de eu ver”? Não existe a menor necessidade desse “de” aí e o verbo sempre passou muito bem sem essa preposição. Prescinde dela como em “aconteceu ele estar presente”, ou se usa a integrante “que”. Imagino Caymmi cantando “acontece de eu ser baiano, acontece de ela não ser”. E “meio que”, que é isso? “Ele estava meio que preocupado com a situação”, “ela ficou meio que na dúvida” – que faz esse “que” aí? E “combinar de”? “Combinar” jamais teve necessidade desse “de”.

Finalmente, é cada vez mais observável que a tendência é dizer “brasileiros e brasileiras”. O plural no masculino, como era a regra, parece que não está valendo mais. Agora é “eleitoras e eleitores”, “agricultores e agricultoras”, “professores e professoras”. A tendência, imagino eu, será eliminar as palavras comuns de dois gêneros. Teremos, assim, “estudantos e estudantas”, “dentistos e dentistas”, “crianços e crianças” e – por que não? – “pessoos e pessoas”. Isso é reforçado pela preferência que a presidente Dilma tem revelado. Ele não somente quer ser chamada de “presidenta” – o que, aliás, já está dicionarizado – como, quando tem plateia, dirige a palavra aos presentes distinguindo o gênero deles, como, por exemplo, “operários e operárias”. Tudo bem, a língua é viva e não para de mudar. Mas não se pode deixar que ela corra solta, a norma culta é indispensável para a sobrevivência da língua como instrumento de comunicação científica e artística. Além disso, certas coisas acabam não dando certo. Por exemplo, a presidente pode preferir ser presidenta, mas, quando mencionada na condição mais genérica de “governante”, duvido que ela queira ser designada pela forma feminina da palavra.


Mundo Corporativo: Nove competências do estrategista

 

Semana passada publiquei a entrevista com André Coutinho, um dos autores do livro Ativista da Estratégia, realizada no Mundo Corporativo. Nosso colega de Blog, Carlos Magno Gibrail, atento ouvinte-internauta e fã dos temas que discutimos no programa, chamou atenção para o fato de que não foram descritas as nove competências necessárias para o profissional se transformar em um estrategista dentro de sua empresa. Por isso, reproduzo aqui fala do próprio Coutinho:

“As estratégias de sucesso passam pela criação de nove faces organizacionais. São elas:o estrategista, chamado no livro de jogador de xadrez; o engenheiro, que traduz estratégias em projetos e metas; o político, para harmonizar os vários interesses opostos na empresa; o arquiteto, que garante que todo o sistema de gestão esteja integrado; o ritmista, para conduzir o rumo a ser tomado nas decisões; o educador, com objetivo de facilitar a aprendizagem; o terapeuta, que será o agente de mudanças; o empreendedor, que viabiliza novas ideias e, por fim, o designer, que atua no processo de criação”


Veja aqui o vídeo completo da entrevista com André Coutinho

Adote chama para o “Reage, Brasília”

 

A rede Adote um Vereador foi citada em reportagem do Congresso em Foco, site dedicado a cobertura do Congresso Nacional e dos principais fatos políticos em Brasília. A lembrança do trabalho que se iniciou em São Paulo se deu a partir de iniciativa do Adote um Distrital que mobiliza os moradores do Distrito Federal para o “Reage, Brasília”, no dia 23 de agosto, que se realizará no Eixo Monumental, onde ficam os órgãos públicos distritais.

Motivação não falta para o protesto, embora seja difícil pontuar todos os casos, diz a reportagem do Congresso em Foco que ouviu um dos coordenadores do movimento, Diego Ramalho, de 24 anos: “Não foi um caso só. Foi o conjunto”.

O Adote um Distrital é um filhote que nasceu da ideia que desenvolvemos na capital paulista. Mas como aquele filho que cresce mais do que o pai, os organizadores do programa cidadão em Brasília têm conseguido levar muitas pessoas às ruas e a controlar a ação dos deputados distritais.

Leia a reportagem completa do Congresso em Foco

Mundo Corporativo: Maquiavel revisto

 

“Maquiavel disse que os fins justificam os meios, mas jamais falou que isso pudesse ser feito de forma ilegal ou sem ética”. O alerta é de Aderbal Müller, contador, consultor de empresa, professor universitário e um dos autores do livro O Príncipe Revistado, Maquival e o Mundo Empresarial”, escrito com Luis Antonik, pela Editora Grupo Almedina.

Na entrevista ao Mundo Corporativo, Aderbal explica que muitos empresários e políticos usaram de maneira distorcida os ensinamentos de Maquiavel. Ele responde, também, a perguntas feitas por ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn ou pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br

O Mundo Corporativo vai ao ar toda quarta-feira, ao vivo, às 11 horas da manhã, no site da Rádio CBN. Aos sábados, você ouve a reprodução no Jornal da CBN

Conte Sua História de SP: Vanzolini, da música à ciência

 

Paulo Vanzolini

Mestre da música brasileira e dos mais respeitados cientistas ligados à zoologia no mundo, Paulo Vanzolini é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. Ele nasceu em 1924 na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, filho de pai engenheiro e professor da Poli-USP e mãe dona de casa. Cresceu entre a Alameda Tietê e a rua Atlântica, nos Jardins, um bairro bem diferente nos anos30. Este e outros momentos foram registrados no depoimento de Vanzolini, gravado pelo Museu da Pessoa:

Ouça o depoimento de Paulo Vanzolini, ao Conte Sua História de São Paulo, sonorizado por Cláudio Antônio.

Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo no site do Museu da Pessoa. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã, no CBN SP.

Deslizando na arrogância

 

Esqui

Esquiar sempre foi considerado tarefa impossível para mim. Imaginava minha falta de habilidade e a neve lisa conspirando contra meu orgulho. Exceção feita ao surfe, que ao menos servia para tomar banho após a rebentação, os esportes radicais nunca foram meu forte. Lá em casa – entenda-se por Porto Alegre – quem era adepto às práticas mais arriscadas sempre foi o caçula, meu irmão Christian. Desde dirigir Kombi até andar de skate. Causava-me inveja vê-lo sair com os amigos para o Parque Marinha do Brasil, onde havia uma pista daquelas que mais se parecem com uma gigantesca e tortuosa piscina de cimento. Minha preferência era pelos esportes com bola, o futebol e o basquete, especialmente – apesar de que encarar alguns grandalhões no garrafão bem que poderia ser caracterizado como algo bastante radical.

Dito isso, fica claro que jamais pensei ser capaz de ficar em pé sobre aqueles dois pedaços de prancha usados para deslizar na neve, quanto mais deslizar na neve com os dois pedaços de prancha. Por isso, a viagem a uma estação de esqui, no Chile, estava sendo encarada como um desafio. Afinal, se você não esquia o que fazer por lá? Comer, rezar e amar. E beber, claro.

No primeiro dia de aula, a companhia dos dois filhos tornou a tarefa ainda mais constrangedora. Enquanto eles já sinalizavam habilidade natural, eu mais parecia um bebê cambaleante em seus primeiros passos. Pior, o olhar deles não era de solidariedade. Era de pena. Não abandonei meu propósito porque tirar as botas de esqui seria ainda mais complicado. Não sei se você já teve oportunidade de calçá-las, se não, pense que são ideais para presos em liberdade condicional. Impossível ir muito longe com aquilo nos pés.

Algumas horas depois, unhas do pé ardendo e uma comichão subindo as pernas comecei a me entusiasmar, apesar da insistência do treinador em franzir a testa e sacudir a cabeça enquanto me assistia. Aos berros de “cunha, paralelos, cunha, paralelos” ele tentava me convencer de que era possível fazer certo. Estar em pé e descer as primeiras rampas sem despencar para mim era suficientemente certo.

Foram oito horas de aula divididas em três dias. O suficiente para superar parte de meus medos, andar para um lado e outro da pista e ter a ideia de que esquiar era possível. Nem mesmo calçar as botas era mais problema, apesar da unha do pé dar sinais de que a situação ficaria preta, literalmente. Convidado por amigos aceitei ir mais alto, usar uma pista um pouco mais desafiadora para minha (in)experiência. Foi incrível a sensação proporcionada pelo domínio do equipamento, o controle da velocidade – “cunha, cunha” -, a possibilidade de mudar de direção conforme a posição das pernas e meu desejo. E de repente: um tombo espetacular deixa meu braço fora de seu lugar de origem e com uma dor que só foi maior no orgulho perdido.

Poucos dias de esqui são suficientes apenas para você aprender que a prepotência jamais será perdoada. Na primeira ilusão de que você domina alguma habilidade, a realidade o desmente. O tombo é inevitável, a dúvida é a dimensão dele. Quanto maior a soberba, maior o prejuízo. O que, convenhamos, não é preciso arriscar-se na montanha de neve para descobrir. Basta viver.

A polêmica da Santa Cracolândia

 

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Santa Cracolândia

Usuários de crack reagiram com indignação ao serem informados sobre o apoio do cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, à obra ” Nossa Senhora do Crack”, do fotógrafo Zarella Neto. A imagem foi erguida na sexta-feira, 22/7, na parede de uma casa abandonada na rua Apa, Santa Cecília, e destruída no sábado de manhã por uma legião de viciados.

A intenção do artista era chamar atenção das autoridades para o ‘campo de concentração da Cracolândia’.

Germano Gerson,de 38 anos, o “Brasília”, viciado em crack há cinco anos, enquanto mostrava os cacos do que sobrou da imagem de gesso da Virgem Maria, acusou os envolvidos no caso da santa de zombar de Deus e da miséria humana. “Sou uma alma penada, como esta ao meu lado – enrolada num cobertor.”

A usuária Tati, 25, uma das mais exaltadas, pretende denunciar dom Odilo ao Vaticano por incentivo à profanação: “Ah, o bispo apoia .. vou na Lan House durante a semana… faço uma carta e envio por email ao Papa-, pode pegar a cópia do documento comigo… Se ele consagrou a ‘santa do crack’, ele (dom Odilo) deve ser enquadrado … Aqui não tem nenhum bobo, tem muita gente de cultura, que quer sair dessa. O pessoal está precisando é de clínica de tratamento e não de santa, e no mais, aqui tem seguidores de todas as religiões, tem até ateu… Respeito é bom! Eles esquecem que na Cracolândia vem professor, advogado, enfermeiro, jogador de futebol… em busca de crack. Eu não vendo, sou vítima, consumidora… como muita gente importante é. Fala pro bispo que a palavra… o apoio dele chegou tarde de mais, o diabo tomou conta de tudo… e o crack chega de bandeja.”

De dor

 

Por Maria Lucia Solla

No assado

Aqueles ali na frente se arrastam na inundação; uns perdem tudo, outros perdem todos. Os do lado esquerdo morrem do calor que mata gente, mata bicho e planta. Tudo morre, ou chega perto. Os da direita se debatem na neve. Tem vulcão enfurecido, e tem mar dando mostra do que é capaz de fazer. Gente da polícia mata criança e ladrão merreca ataca com arma de brinquedo. Ladrão merreca e meia vai de fuzil e dinamite, e ladrão merrecão, com cheque quente no talão, com pinta e título falso de doutor, ataca de celular e caneta. Tudo covarde. Uma merrecada só; boa de botar numa gaiola bem grande e jogar no mar, já que o rei das águas está acostumado a receber, de nós, o lixo.

E tem mais isso e tem mais aquilo, e nem vale a pena desfiar o rosário inteiro. É um tal de como vai? tá difícil! é… aqui também; ela está doente, ele em depressão; ele mente, ela trai. O pai de um tem Alzheimer, a mãe do outro também. E você quer saber? A epidemia de Alzheimer faz sentido. Ninguém está mais a fim de lembrar de tudo. Tem coisa boa, é claro, mas é tão pouca que a gente marca um par de dias por ano para fazer festa, acender velinha, bater palma e ficar contente.

Agora, honestamente? Não é culpa do povo do lado de cá nem do lado de lá, não é ele e nem é ela, somos nós, é o teu pensamento negativo e o meu, tua soberba e a minha que desembestam feito besta de dente afiado, e depois voltam para nós, seus amos e senhores. Portanto, não adianta pôr a culpa em Plutão e Saturno, os duros na queda, não adianta pedir clemência divina, buscando fora o que está dentro, que se chama consciência e que nunca se desligou da origem. Não nos servem mais as profecias, que só chegam até ali na esquina, porque a continuação da nossa história é responsabilidade nossa. Podemos rasgar os dogmas porque é aqui, neste ponto da existência, que nossa raça chega ao ponto central, de fim e de início, de morte e de vida. Ou resgata e desperta a consciência, ou não.

Confesso que tenho vivido uma luta de foice no escuro atrás da outra. Aprendo um pouco, subo um degrau e escorrego três para trás. E dá-lhe lambada! mas quem é teimosa sobrevive. O encontro com a gente mesmo, quando a gente se olha como olha o outro, não é fácil, mas quem disse que a vida é fácil? e quem prometeu um jardim de rosas? Portanto, força aí que eu vou me segurando aqui, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

O resort da moda

 

Por Dora Estevam


 
O calendário da moda no Hemisfério Norte não para, já foram apresentadas e estão prontas as coleções intituladas Resort-Cruseiro. Isso significa que as grandes marcas internacionais de luxo que costumam apresentar-se duas vezes por ano já prepararam o aperitivo comercial.

Maio e julho são os meses que estas marcas costumam dar uma prévia e preencher as prateleiras com novidades. Assim as vendas são reforçadas e as clientes poderosas financeiramente, que viajam nesta época do ano, têm algo a mais para fazer nas férias: gastar, gastar e gastar com  roupas.
 
A coleção “resort” é uma estratégia que foi desenvolvida pelas marcas de luxo para ter quinzenalmente peças novas e, assim, não sair perdendo para os grandes magazines. O nome resort já diz tudo, refúgio destinado aos endinheirados. Pessoas com uma situação econômica privilegiada que durante a primavera fazem cruzeiros marítimos e se hospedam em luxuosos hotéis para aproveitar as férias – incluem-se no grupo, lógico, as celebridades.
 
O resort na prática sempre existiu, só que antes eram coleções de biquinis,  maiôs e roupas de festa para as consumidoras que viajavam para o Caribe, em especial, e outros países onde pudessem fugir do frio.
 
Agora, a pressão é maior, tanto dos grandes magazines quanto do consumidor. As coleções vão além dos biquinis e as peças já estão prontas na lojas sem necessidade de se passar pelo show room (local para pedidos de peças).
 
O resultado são coleções mais comerciais, sem fantasias, nas quais os estilistas misturam tecidos e fazem contrastes modestos, mas não menos feminino.

Confira os vídeos que selecionei para você:

Desfile da Chanel resort 2012

Desfile da MiuMiu
 

Inspire-se, também, no talento da coleção de Alexandre McQueen em destaque na foto de abertura deste post.

Sábado que vem tem mais.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida , aos sábados, no Blog do Mílton Jung.

 

Mundo Corporativo: Seja um estrategista

 

André Coutinho é designer de inovação, professor de empreendedorismo, sócio da Symnetics e um dos autores do livro O ATIVISTA DA ESTRATÉGIA, lançado pela editora Campus Neste Mundo Corporativo falamos sobre quem é e quais as habilidade que deve ter o profissional responsável pelo planejamento estratégico dentro de uma empresa. Além disso, vamos saber como aplicar algumas dessas regras em pequenas e micro-empresas.


Veja aqui quais são as nove competências do estrategista

O Mundo Corporativo vai ao ar toda quarta-feira, ao vivo, às 11 horas da manhã, no site da Rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn ou pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Aos sábados, você ouve a reprodução no Jornal da CBN.