Na moda do inverno

 

Por Dora Estevam

A calça jeans se renova com olhar nos anos 70 e ganha o nome de flare. É a mesma boca de sino, uniforme da era do Paz e Amor, que está de volta.

Tem cós normal, pouco mais alto, valorizando o corpo da mulher; perna menos justa, proporcionando mais conforto; e a boca larga, começando dos joelhos, dando o ar da moda.

Para variar, a calça já virou febre por todos os lados: NY, London, Milão, Paris, por onde quer que vá as moças estação com elas. E claro, as celebs, também. Sem contar os editoriais ensinando como usar a sua nova calça flare.

As produções com calça e camisa; calça e casaco; não mudam muito. Nas ruas não é diferente, vejam este ensaio:

 

Uma outra proposta é a cintura  peplum, com cós alto e babado. Com tecido abundante na cintura vai depender muito da sua imaginação na hora de vestir.

Eu gosto desta ideia porque tem a possibilidade de colocar um cinto que deixa mais feminino ainda, embora eu já ouvi mulheres dizendo que não gostam de nada “amarrado no meio”.

Vai depender do gosto mesmo. Longa ou curta, com cinto largo ou fino, dá para fazer várias produções.

 

Para cobrir os pés que tal uma botinha bem quentinha? Elas não são nenhuma novidade em se tratando de inverno, mas para este as que estão mais em voga são as de cano curto.

As botas aparecem de várias formas e estilos. O interessante do cano curto é que fica bem com calça ou saia. Aliás, muito bem com saia. No frio forte é só colocar uma meia bem grossa e compor com jaquetas e malhas bem quentinhas; ou fazer a linha mais chic sóbria com saia e blazer, fica bonito também.

 

Estas são algumas das novidades e hits da nova estação.  Espero que gostem.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Faça seu plano de carreira

 

A importância de o profissional planejar sua carreira profissional determinando os caminhos que pretende seguir nos próximos anos é o tema desta entrevista com a consultora de recursos humanos Eliane Figueiredo, no Mundo Corporativo. O momento certo de se iniciar o plano de carreira e como identificar o instante em que mudanças devem ser feitas também fazem parte da nossa conversa. Eliane é diretora da Projeto RH Assessoria Empresarial.

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, toda quarta-feira, às 11 da manhã, pela internet, no site da CBN, e você pode participar com perguntas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br

Controle o vereador, antes que ele controle você

 

Vereador discursa e plenario não presta atenção

Já está no ar, meu artigo semanal noi Blog Adote São Paulo, publicado no site da revista Época São Paulo. Nesta semana, falo da nossa relação com a Câmara Municipal, avanços e barreiras que o cidadão tem encontrado na Casa. Destaquei o trabalho da rede Adote um Vereador, a avaliação do Movimento Voto Consciente e ações da Rede Nossa São Paulo. Aqui reproduzo apenas alguns parágrafos, o texto completo você lê acessando aqui. Deixe lá, também, o seu comentário.

Na contramão desses, a Mesa Diretora da Câmara fechou acordo com a Rede Nossa São Paulo e vai fazer consulta pública para identificar as prioridades do cidadão paulistano. Com base nos resultados do IRBEM – Indicadores de Referência de Bem-Estar 2011, coletados pelo Ibope, uma comissão da Rede e da Câmara apresentará temas de interesse da cidade para que o paulistano defina as prioridades. O resultado pautará, a partir do segundo semestre, a criação de projetos de lei, emendas e o papel fiscalizador do vereador.

Assim, associa-se a ação parlamentar com a demanda do cidadão, reduzindo, provavelmente, a apresentação de projetos de baixo impacto e pouco interesse, prática comum que prejudica a avaliação dos vereadores – no trabalho do Voto Consciente este quesito é o que tem o maior peso. “São cerca de 700 projetos por ano, a maioria sem importância”, diz Sonia Barboza, uma das fundadoras da ONG.

Evidentemente, transformar as ideias apresentadas pela população em lei dependerá do desejo político dos partidos, mas desrespeitar essa demanda se transformará em enorme risco eleitoral aos vereadores, em 2012.

Cada vez mais, a sociedade tem criado mecanismos para fiscalizar os parlamentos. Em São Paulo, há dois anos, a rede do Adote um Vereador convida o eleitor a escolher um dos 55 vereadores da cidade e a acompanhar o trabalho dele, de forma crítica, publicando as informações em blogs.

CONVITE

Neste sábado, dia 9 de abril, o Adote um Vereador SP se encontra no bar do Pátio do Colégio, no centro da capital, das 14 às 16 horas. É um bate-papo sem nenhuma formalidade, muita conversa e entusiasmo aberto a qualquer pessoa interessada em colaborar com a rede seja com atos ou ideiais. Seja bem-vindo.

Adote cobra Colégio de Líderes aberto ao cidadão

 

A votação no plenário está, ao vivo, na televisão – ao menos para quem tem sinal a cabo. As comissões permanentes, audiências públicas e CPIs já estão na internet. Chegou a hora de abrir as portas da reunião de líderes que ocorre, semanalmente, na Câmara Municipal de São Paulo, onde se decide a agenda parlamentar com partidos e Governo expondo seu pensamento em relação a cada um dos assuntos levados à Casa.

Com este objetivo, o Adote um Vereador, através do Cláudio Vieira, enviou mensagem para os 15 líderes de partidos e Governo perguntando se eles são a favor ou contra a divulgação na internet desta discussão dos vereadores.

Por enquanto, o esquema do jogo é o 7 x 2 x 6. Explico: sete disseram que aceitam a ideia de tornar pública toda discussão do Colégio de Líderes; dois são contra e seis não responderam.

Veja aqui a lista e a justificativa de quem é contra, a favor ou está em cima do muro

Questionada sobre o tema, a Ouvidoria da Câmara Municipal de São Paulo mandou a seguinte explicação para o fato de a reunião ser fechada:

A reunião de Líderes tem como objetivo a definição da pauta das Sessões que se realizarão na semana seguinte. Trata-se de reunião de trabalho preparatória, da qual o resultado, que é o aspecto relevante, é amplamente divulgado para a sociedade. Sempre que um debate sobre um determinado projeto, surgido durante a reunião de Líderes, ganha relevância, ele é disponibilizado para a sociedade na forma de audiências públicas ou debates pelas Comissões, que são os foros próprios e organizados para comportar essa discussão, preferencialmente com a participação ativa da sociedade, de tal sorte que, quando o projeto vier a ser pautado, estará amadurecido pelo mais amplo debate. Portanto, a reunião de Líderes não só é aberta à sociedade, como incorpora a sociedade como partícipe, através dos canais institucionais.” Se o conteúdo estiver adequado, será disponibilizado para a Ouvidoria.

Atenciosamente,
Ouvidoria da Câmara Municipal de São Paulo

Procura-se uma explicação

 

Desde às 8h45 de ontem quando entramos no ar com a notícia desta tragédia – e ainda não tínhamos a dimensão exata do acontecido – até agora cedo, estamos ouvindo especialistas, acadêmicos, cidadãos; gente da pedagogia, da psiquiatria, da segurança pública; doutores e professores; estamos numa busca sem-fim a resposta que explique o ataque na escola em Realengo.

Já se pensa em mais um funcionário na porta, alguém pedindo identificação – como se a demência estivesse no RG -, muro mais alto, porta de ferro, tranca e cadeado; alguns mais ansiosos e outros aproveitadores logo se anteciparão a enviar propostas pedindo detector de metal na entrada da sala de aula; vigia nos corredores; e mais uma parafernália mágica para reduzir a dor da nossa consciência.

São medidas que tomamos para não admitirmos o quanto somos pequenos diante deste fato; e quanto somos frágeis à bestialidade humana. Não sabemos nos prevenir; nem mesmo identificar com exatidão; e, às vezes, ainda bem que isto ocorre apenas às vezes, nos deparamos com situações como essa.

Na escola, com raridade. Mas essa se revela, também, dentro da família, contra os pais, os irmãos. Na rua, no trabalho. Em algum momento, o ser humano se revela. E a violência explode. Nos choca, choramos e queremos buscar uma resposta, uma explicação, uma justificativa por que não aceitamos esta condição.

Infelizmente, somos nada aqui. Temos de nos indignarmos, sem dúvida, mas admitir que o ser humano também é isso que assistimos nessa quinta-feira, no Rio de Janeiro. E agradecer porque dentre estes existe ainda muita gente boa, disposta a melhorar a vida, fazer pelos outros, se solidarizar e agir.

Avalanche Tricolor: Loucos e heróis

 

Grêmio 2 x 0 Junior Barranquilla
Libertadores – Olímpico Monumental

Estranho mundo este do futebol que nos faz apaixonado por um clube. Leva o torcedor a vibrar loucamente pelos motivos mais estranhos e, talvez, injustificáveis. Sensação que tive no início da noite desta quinta-feira, quando o Grêmio, em casa, encarou e abateu o time que tinha a melhor campanha da Libertadores, até então.

Foi Lúcio, um magricelo com jeito de retirante sempre disposto a lutar por sua sobrevivência, quem marcou o primeiro gol. E Borges, atarracado atacante que me passa a impressão de sempre viver sozinho, quem matou o jogo. Teria tudo para gastar todas as linhas desta Avalanche elogiando os dois feitos – importantes e definitivos, sem dúvida. E ambos mereceriam.

Torcedor vê coisas, porém, que só a ele e aos seus interessa. Eu vi três heróis em campo e nenhum deles aparecerá na tabela de goleador. Vi Rodolfo, Bruno Colaço e Vitor – sempre ele – defendendo a cidadela tricolor como somente os grandes e abnegados são capazes.

O zagueiro Rodolfo abortou o chute a instantes do tiro fatal; o ala Bruno jogou-se diante da bola quando esta imaginava estar próxima da rede; e Vitor foi impressionante ao matar o ataque adversário em dois momentos, um de bravura – quando saiu aos pés de um colombiano – e outro espetacular – quando com reflexo despachou a bola para o alto e para fora.

Dos que fizeram gol aos que o evitaram, todos os Imortais responderam a altura a festa proporcionada pela torcida na arquibancada. Garantiram, com antecipação, passagem à próxima fase da Libertadores. E se credenciaram para novas batalhas até o sonhado tri – este sim, a maior das nossas loucuras.

Que venha logo !

Prefeitura cumpriu apenas 24 metas da Agenda2012

 

Semana passada escrevi sobre o Plano de Metas de São Paulo em artigo no qual anunciei que o tema estaria no centro de campanha nacional com a intenção de aprovar proposta de emenda constitucional que obrigue presidente da República, governadores e prefeitos de todas as cidades brasileiras a apresentarem, 90 dias após a posse, seu plano para os quatro anos de administração.

A campanha foi lançada nesta quarta-feira, em São Paulo.

Você pode ouvir aqui entrevista com Oded Grajew, da Rede Nossa São Paulo, que fiz no Jornal da CBN, sobre o assunto.

Ao mesmo tempo, a instituição apresentou avaliação sobre o Plano de Metas da capital paulista, em vigor há dois anos.

Acompanhe o texto divulgado pela Rede:

Integrantes dos grupos de trabalho e da secretaria executiva da Rede fizeram uma análise minuciosa do andamento das 223 metas com base nas informações disponibilizadas no site oficial da Prefeitura.

Como resultado final, das 223 metas apresentadas em 31 de março de 2009 apenas 24 estão cumpridas. Outras 146 estão em andamento, 43 estão atrasadas, 8 não foram iniciadas e 2 não foram definidas.

Na avaliação meta a meta, destacam-se alguns exemplos:

– Metas 78, 79 e 80 – todas relativas à coleta de lixo na cidade. A meta 78 (2 centros de capacitação para cooperados de reciclagem de lixo) está na fase “1 de 14”, o que significa “levantamento de dados/cadastro”. A meta 79 (9 centrais de triagem de material reciclável) está atrasada – apenas 3 centrais foram concluídas. E a meta 80 (1.000 Postos de Coleta Voluntária de Material Reciclável) sequer foi iniciada – a previsão, segundo o site oficial, era de 300 postos criados ainda em 2010.

– Meta 90 (implantar 66 Km de corredores de ônibus) – Mais da metade da meta (34 km) considera o projeto de monotrilho como corredor de ônibus, porém são tecnologias, operação e capacidade completamente diferentes. Além disso, não estão nos planos os corredores das Avenidas Berrini e Faria Lima, que constavam no programa de implantação de corredores de ônibus. Mesmo assim, nenhum dos 66 km previstos está concluído.

– Meta 153 (200 clubes-escola) – apenas 13 estão concluídos até o momento. E, segundo o site da Prefeitura, a meta deverá ser cumprida integralmente ainda em 2011.

– Meta 175 (8.200 estudantes no ensino técnico) – meta não iniciada. Segundo a Prefeitura, nenhuma das 2.050 vagas previstas para 2009 e das outras 2.050 para 2010 foram preenchidas.

A análise das 223 metas da Agenda 2012 está disponível no site da rede Nossa São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: O frappé do Jeca

 

Maria Aparecida Aggio

Com dois anos de idade, Maria Aparecida Aggio chegou a São Paulo e foi morar no bairro de Higienópolis, na zona oeste. Veio de Pirassununga no interior e conheceu alguns dos melhores sabores da cidade, a começar pelo frappé do bar do Jeca, na avenida São João. Do bonde às enchentes, Dona Aggio viveu de tudo um pouco na capital e não se cansa de contar suas histórias. Ela gravou seu depoimento para o Museu da Pessoa, durante a festa de aniversário de São Paulo promovida pelo CBN SP, no Pátio do Colégio.

Ouça o depoimento dela, sonorizado pelo João Amaral e editado pela Juliana Paiva

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, às 10 e meia da manhã, dentro do CBN SP. Você pode gravar seu depoimento em áudio e vídeo agendando uma entrevista no site do Museu da Pessoa. Se preferir, mande um texto e conte mais um capítulo da nossa cidade.

Na política, adoção e confusão é solução

 


Por Carlos Magno Gibrail

Plenario da CMSP as 16 horas

O Movimento Voto Consciente ao analisar o desempenho dos vereadores da cidade de São Paulo, traz à tona um problema e uma solução. As notas atribuídas aos quesitos analisados qualificaram o inqualificável desempenho da Câmara Municipal Paulistana. E, espetacularizaram o que precisava receber os holofotes dos meios de comunicação e da parcela engajada da população.

Considerando peso 4 à avaliação dos Projetos de Lei, peso 2 à presença nas votações nominais, peso 1 à freqüências nas comissões e peso 1 à coerência, a média de todos os vereadores foi de 5,35. José Police Neto com 7,5 foi o melhor, José Olimpio com 3,46 foi o pior.

Pelo critério universitário, a Câmara Municipal de São Paulo está reprovada, e apenas dois dos 53 vereadores estão aptos, Neto e Carlos Alberto Bezerra Jr.

O ruído que tal ação desencadeia é produtivo, e a solução para a melhoria política deverá passar por este caminho, cuja origem é a proposição do ADOTE UM VEREADOR, criada, conceituada e estimulada por Milton Jung.

A continuidade deste processo de adoção, seguido da avaliação anual, inevitavelmente aumentará o numero de eleitores atentos. Ao mesmo tempo em que vereadores que não se enquadrarem serão naturalmente expelidos. O exemplo, cujo sucesso, favorecido por atuar na menor unidade política que é o município, repercutirá em toda a federação pelo resultado favorável no maior e mais importante município da república.

Se a reforma política, em pauta no Congresso Nacional, não desperta esperança de mudanças, nem mesmo para corrigir notórias distorções, como a representatividade da população, pois 53 mil eleitores de Roraima valem 590 mil de São Paulo, a ADOÇÃO vai gerar confusão, mas trará a solução.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

“Olha bem para minha cara”

 

Foi surpreendente a coragem da mulher que denunciou e encarou policiais militares que executaram um homem, no terreno de um cemitério, em Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana de São Paulo. A fala dela ficou gravada no sistema de comunicação da PM e revelou atitude pouco comum na sociedade brasileira.


Ouça a reportagem que foi ao ar no Jornal da CBN

Impulsionada pela indignação, não teve medo de narrar ao policial que a atendeu por telefone o que havia assistido, nem mesmo de peitar os PMs que tinham recém cometido o crime: “olha bem para minha cara”, ameaçou ela ao ouvir de um deles que a pessoa assassinada tinha reagido à prisão.

“Viu só que mulher burra?” – foi o que acabei de ouvir de alguém que discorda da atitude pois entende que ela teve morte decretada a partir da denúncia feita. Ela e parentes dela que serão ameaçados pelos policiais agora presos ou por comparsas da dupla.

Muito pior, com certeza, foi a reação de gente que condena o comportamento da mulher por dar razão aos policiais-executores. Parcela de uma sociedade que defende o Esquadrão da Morte como forma de combater a violência no País. Como se isto já não existisse e com os resultados que conhecemos muito bem.

Há alguns meses foi uma câmera que testemunhou um garoto de favela sendo baleado covardemente por policiais, no Amazonas. Desta vez, uma mulher. Amanhã, pode ser você. Qual será a sua reação ?

As opções são poucas e definitivas: a coragem da mulher que denunciou, o medo do cidadão que não crê na segurança pública ou a covardia daquele que defende o assassinato.

De todas as poucas certezas que tenho neste caso, a última jamais terá meu aval, mesmo que isto vá na contramão do que pensam muitos dos que se pronunciam. Toda a sociedade que se pauta pelo desejo de vingança e ódio tende a pagar muito caro por isso.

O “olha bem para minha cara”, dito por esta mulher vítima e heroína, soa como uma tabefe na nossa cara.