O bairro ganhou fama recentemente com as ameaças da prefeitura de construir lá o estádio da Copa de 2014. Está na pauta do dia, pois é lá que São Paulo pretende criar seu novo centro de convenções internacional para abrigar uma das mais importantes exposições sobre urbanismo do mundo, a Expo 2020.
Nada disso, porém, tem sido suficiente para chamar atenção da subprefeitura da região que desconsidera a reclamações dos moradores quanto a cratera que engole parte da pista da avenida Raimundo Pereira de Magalhães. A única providência foi colocar sinalização no local interditado. De acordo com o ouvinte-internauta Marcelo Ricardo Gomes por esta via chega-se ao Rodoanel, não bastasse servir de rota para ônibus e caminhões.
Não há mais possibilidade de contornar temas aflitivos que despertam indignação na própria “classe política”, além da sociedade. A sucessão de Comissões e adiamentos impulsiona uma sensação de que o desfecho pretendido jamais será alcançado. Se por um ângulo a constante exposição da matéria converteu a Reforma Política numa espécie de redenção ética de cunho salvacionista, a outro é leviano supor que a sua aprovação funcionará como um antídoto capaz de eliminar todas as mazelas políticas que vicejam no país.
Preocupante, no entanto, é a dualidade de Comissões a tratar do mesmo assunto. Câmara e Senado formaram grupos autônomos para debater a Reforma Política que todos difundem. Neste momento, sem algo novo, por conta da insuperável divergência entre parlamentares e blocos em alguns pontos, não se crê em modificação alguma a partir do proposto por ambas as Casas do Congresso. A oportunidade é de convergência e não de hegemonia entre as Casas do Congresso.
De rigor, para ser convincente, uma outra reforma deve brotar e se impor. Algo possível, dotado de razoabilidade. Chega de miopia e pirotecnia. É essencial que prevaleça lucidez na delimitação de temas que possam dar vitalidade à política como atividade pública respeitável. Lista fechada, voto distrital e financiamento público são temas importantes mas demasiadamente complexos para este momento-limite. Outras questões mais factíveis e nem por isso menos decisivas, todas com projetos formulados e tramitando, se credenciam como viáveis para atenuar os níveis de saturação que o sistema eleitoral e de representação manifestam.
Ampliação das atribuições de deputados estaduais e vereadores – A administração pública é compartilhada, em todas suas esferas. Não é razoável que iniciativas parlamentares sejam restringidas sob a alegação de interferência no Executivo. Projetos relevantes não podem ser repelidos por sua origem. Parlamentos são polpas vivas das comunidades e merecem real autonomia.
Eliminação do quociente eleitoral – A representação popular sofre desvirtuamento quando um candidato ao Legislativo, seja qual for este, amparado em votação retumbante, é preterido por outro de desempenho inferior. Conforme a PEC 54/07, os eleitores, além de não entenderem, desconfiam de um sistema eleitoral que admite a eleição de candidatos com pouca votação. O eleitorado brasileiro passou dos 2/3 da população e um sistema introduzido em 1932 já não se sustenta mais frente esta outra realidade.
Suplentes no recesso – Porque contrasta à realidade e ao bom senso, a efetivação de substitutos nos períodos de recesso é descartável vez que, na prática, sua finalidade se revela contraproducente. O parlamentar fica impossibilitado de apresentar projetos, participar de sessões, as Comissões não se reúnem. Esta anomalia desacredita o Parlamento perante o eleitor.
Transições pós-eleitorais – A PEC 60/2004, de autoria do ex-senador gaúcho Sérgio Zambiasi, preserva a continuidade administrativa e os serviços públicos, impedindo que mesquinharias paroquiais ou intrigas eleitoreiras desviem a finalidade e a rotina das instituições públicas em prejuízo do contribuinte. Tal como já ocorre no modelo federal, é preciso disciplinar uma relação organizada de responsabilidade entre o governante e o seu sucessor nos níveis estaduais e municipais.
Redução da Câmara dos Deputados – Inoperância pelo excesso de parlamentares, elevado custo público, sucessões de escândalos, apresentação de projetos inúteis ou bizarros, produção legislativa escassa ou irrelevante. É a indisfarçável ineficiência de uma estrutura acrítica justificando a sua diminuição.
Extinção dos suplentes de senador – Injustificável. Preenchida de forma indireta e confinada à homologação de nomes indicados por partidos ou coligações, a suplência, além de impopular, é destituída de respaldo pelo eleitor e vulnera a soberania popular que chancela as eleições para os demais cargos.
Redução do mandato dos senadores – A demasiada extensão do mandato senatorial (oito anos), a par de anacrônica e sem justificativa plausível, é fator impeditivo à renovação e fiscalização da Casa Legislativa e de seus membros. O cargo de Senador é relevante por suas atribuições e não pela sua duração.
“Janela” partidária – Não adianta impregnar o tema de ranço, generalizações e preconceitos. Uma troca de partido no curso do mandato não pode ser vedada de forma artificial e tampouco rotulada de injustificável. É imperativo atenuar o rigorismo vigente, decorrente de uma regra estabelecida pelo TSE e não pelo Congresso Nacional. No seio das agremiações ocorrem fatos que tornam a coexistência insuportável. O que deve ser reprimido são malícias e dissimulações.
Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.
Viajar por 12 cidades à caça de boas ideias de planejamento urbano e contribuir para que São Paulo e outros municípios brasileiros se desenvolvam oferecendo qualidade de vida aos seus moradores. É a pretensão da jornalista Natália Garcia com o projeto Cidade para Pessoas, inspirado no trabalho do planejador urbano Jan Gehl, dinamarquês que há 50 anos redesenha cidades e bairros como em Melbourbe e Perth (Austrália), Estocolmo (Suécia), Lyon (França) e Copenhaguen (Dinamarca), onde tudo começou. Foi lá que ele convenceu os moradores e autoridades de que o espaço público não pode ser privilégio de automóveis.
A etapa mais complicada da viagem talvez seja aquela que Natália está encarando agora, antes mesmo de botar o pé na estrada ou no pedal – já que pretende andar de bicicleta e a pé pelos roteiros escolhidos. O projeto que vai durar um ano custará R$ 25 mil e o dinheiro está sendo arrecado pelo sistema de crowdfunding – uma ação colaborativa em que todo o cidadão pode contribuir com pequenas quantias, através da internet. Até aqui, Natália conseguiu arrecadar pouco mais de R$ 11 mil e tem mais sete dias para chegar ao total necessário.
Cada um das cidades visitadas por Natália (conheça a lista aqui) será traduzida em quatro grandes reportagens, vídeos e posts publicados no blog Cidade para Pessoas. Todo o material coletado será licenciado em Creative Commons by-sharealike com restrições comerciais – ou seja poderão ser reproduzidos e citados em redes, blogs e material de prestação de serviço, e usados por universidades e pelo poder público desde que não haja exploração comercial.
O projeto é apenas uma etapa para chegar ao que Natália realmente sonha que é colaborar para a construção de uma cidade para as pessoas:
Eu sei o que você vai dizer: não somos a Europa. E foi essa a reação que os jornais dinamarqueses tiveram quando o Jan Gehl quis transformar uma importante avenida de carros em um calçadão para pedestres. “Não somos italianos”, dizia o jornal, “nosso clima escandinavo não convida à vida nas ruas”. Segundo as publicações, ninguém toparia andar de bicicleta em Copenhagen e tirar os carros daquela avenida faria as casas de comércio falir. Elas não só não faliram como lucraram o dobro. E hoje Copenhagem é a cidade com o maior número de usuários de bicicletas no mundo.
Dá para fazer o mesmo por São Paulo. Mas vai ser preciso colocar as pessoas à frente dos carros (trecho do Blog Cidade para Pessoas).
A colaboração para o projeto pode ser a partir de R$ 20 e deve ser feita através do site Catarse, especializado neste sistema de arrecadação.
A prefeitura foi zelosa com os moradores de Cambuci – sul de Minas – e reformou a avenida, mas o desenho dos seus engenheiros não combinava com o dos postes da companhia de energia elétrica. Resultado: ir do Jardim Américo para o bairro Santo Antonio pela velha estrada rural se transformou uma prova de obstáculos. Cleber Lambert, ouvinte-internauta que registrou o fato, diz além dos postes do meio do caminho, a avenida ficou inacabada e o calçamento está solto, um transtorno para carros, bicicletas, pedestres, carroças e calaveiros que passam por lá.
a gente só sente
a sede da gente
a sede do outro
é indecente
O que a gente quer, do primeiro ao último dia de vida, é matar a sede e a fome; cada um a sua.
tem o que sai afoito atrás de qualquer tigela
qualquer cálice qualquer panela
e tem o que nem se atreve a cogitar
da própria sede aplacar
Tem o redondo, o quadrado, o triangular, o hexagonal e quantas forem as possibilidades de forma e receita, na prateleira do universo e do seu inverso, que cantamos e choramos em prosa e verso.
tem o agitado e o modorrento
o que corre pelo prado
e o que voa
no impulso do vento
E é aí que nós vivemos, tentando encontrar a nossa turma, a mais parecida e a mais diferente possível pra preencher a fome lícita e aquela proibida.
E na sofreguidão, morremos de inanição. Temos fome, temos sede e fazemos dieta de tudo. Que ironia. Uma regra nova a cada dia.
Um brinde ao fim da tirania do bom, do belo, do bem-estar, do vintém, do que não convém, da atenção e da falta dela. Abaixo as listas de bem-ou-mal isto e bem-ou-mal aquilo. Morte às listas de isso é brega e aquilo é chique. Tem coisa mais brega?!
Eu às vezes me desidrato; outras me afogo, mas cá ou lá, brilhando ou opaca, respostas não tenho; nem chego perto. Quando me aproximo de uma, saio correndo feito o diabo da cruz, e me entrego à incerteza, que é vizinha da loucura, da arte e da beleza.
incerteza abre espaço
pra possibilidade
que nos embarca nas asas da fantasia
transformando em realidade
o que antes era massa de sonho
E é onde quero estar, dia após dia, dos abrires aos fechares dos meus olhos,
ficar contente
despir no palco da vida
o personagem carente
será que não dá pra notar
que ser
é a única maneira de doar
Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expresão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung,
Grêmio 0 x 2 Cruzeiro (POA)
Gaúcho – Olímpico Monumental
Vítor não estava no gol, Gabriel e Rodrigo não se apresentaram, Rochemback não foi visto no estádio, assim como Douglas. Os atacantes Borges e André Lima ganharam folga. Até mesmo Renato e Carlos Alberto que haviam batido ponto mais cedo resolveram sair antes. Restava muito pouco na partida desta tarde de sábado, tão pouco quanto o número de torcedores nas arquibancadas – apenas oito mil pessoas.
Verdade seja dita, quem se importou com as ausências de jogadores, time e espírito matador não entendeu o recado do primeiro turno do Campeonato Gaúcho – esse que apelidaram Taça Piratini e levamos para casa. Sobraram futebol e coração para que o Grêmio, a partir de agora, se dedicasse ao que nos interessa.
Na quinta-feira, o Imortal encara mais uma vez o León, que vencemos no início do mês por 2 a 0 em casa. Desta vez, o jogo será em terra alheia: vamos a Huánuco, no Peru. Não bastasse ser jogo válido pelo o que realmente “vale a pena”, ainda será disputado às cinco da tarde. Dupla comemoração de minha parte: é pela Libertadores e na hora ideal para este madrugador.
Pra não dizer que deixei de falar da partida desta tarde, reproduzo o que mais chamou atenção no Olímpico Monumental, a partir de comentário no Twitter de @Ducker_Gremio: “impressionante o número de camisas novas no estádio”. Imagino que seja resultado da motivação do torcedor com a trajetória de 2011e do bom gosto do desenho da camiseta com a assinatura da Topper. A informação é que 80 mil foram vendidas desde o lançamento, dia 15 de fevereiro.
Contra o León, sejam as novas ou as velhas, todas as camisas estarão reunidas, lado a lado, na arquibancada, diante da TV ou coladas no rádio porque aí sim a coisa vai pegar fogo: é jogo de Libertadores. E com estas coisas a gente não brinca
Depois do caso Galliano, a semana de moda de Paris não poderia esperar mais nenhuma surpresa. Engano seu ! Sempre é possível ir além.
E quem virou notícia (de novo) foi Kate Moss, que desfilou para Louis Vuitton em coleção que marca o inverno 2011-2012 da grife.
Mais do que a entrada espetacular da moça, o que realmente marcou e acabou na boca das comadres foi a celulite dela. Isso mesmo, ce-lu-li-te com todas as sílabas e marcas. A modelo, que já passou dos 30, enfrentou os holofotes da moda sem pudor. O que ela não poderia imaginar é que a comparação seria instantânea. Num momento pós-Gisele isso jamais deveria acontecer. É encarado como uma depreciação do modelo feminino.
Kate Moss não foi á única veterana na passarela, mas foi a que marcou. Afinal, é uma iconoclasta polêmica.
Além de tudo, a moça desfilou fumando em contraponto ao Dia Sem Fumo. Dizem que até aplaudiram. Não sei se apoio à ideia ou gosto pelo arrojo. De qualquer forma, o look casaco de pele, luvas pretas e botas fetichistas faziam parte do tema da marca.
Tema que o diretor de criação Marc Jacobs desenvolveu após uma conversa com Bernard Arnault do grupo LVMH sobre a “inexplicável” obsessão que as mulheres têm por bolsas.
O fetiche às fetichistas.
A produção do cenário, realmente, estava maravilhosa, com quatro elevadores antigos, porteiros de uniforme e tudo mais. As modelos entraram na passarela com fortes referências a bellboys, copeiras e arrumadeiras. Uma delas, a italiana Mariacarla Boscono, tinha em mãos um enorme espanador de penas de avestruz … e nos pés uma sandália de salto fininho entrelaçada quase até o joelho.
Casacos também fizeram parte da coleção, foram 65 looks de todos os tipos: casacos-vestidos estruturados, mangas volumosas, botões grandes; colarinhos tipo Peter Pan e calças jodhpur. Radicais foram os comprimentos, com modelos que terminavam logo abaixo do joelho.
De todas as coleções que vi nesta temporada, sem dúvida, a que mais marcou foi a Louis Vuitton. Usar o tema fetiche foi uma grande sacada. Nós mulheres temos um desejo irracional em conquistar bolsas e acessórios, não poderia ser diferente. Ainda que nem falei das peles dos casacos. São detalhes que não decepcionam o público feminino. Só precisamos encher os bolsos e as bolsas de dinheiro para ter tudo isso.
Nada como um pouco de fetiche para agradar as retinas das editoras de moda. Marc Jacobs provou ser um artista brilhante, fez tudo terminar em triunfo com um grande show, magistralmente orquestrado por ele, que está na sua melhor forma.
A sensação de rigor que conseguiu criar, o desejo, obsessão, fetiche tudo inspirado na coleção, estavam alinhados. O casting que escolheu foi apenas o creme do bolo. Modelos veteranas e muitas brasileiras: Naomi Campbell, Raquel Zimmermman, Izabel Goulart, Aline Weber, Isabeli Fontana e Bruna Tenório.
De volta a celulite.
O caso bastou para a editora do site Tendances de Mode, Coco, relembrar que, depois de criticar a perda de peso do Crystal Renn no documentário “Picture Me” de Sarah Ziff, o mundo da moda nos mostra, mais uma vez, a sua atitude com o corpo da mulher que pode ser esquizofrênico. E que além de tolerar as ideias duvidosas, seria melhor ficar em casa do que enviar uma mensagem negativa às mulheres geneticamente programadas para desenvolver celulite.
Sara Ziff disse ainda que, ao invés de se perderem em discursos grandiosos sobre anorexia na moda urbana, seria melhor apontar o dedo para a deficiência das supermodelos que já passaram dos 30 e querem continuar no pódio.
A quem interessar possa, cenas de “Picture Me” de Sarah Ziff:
Nada disso compromete o desfile: a coleção e a produção estão deslumbrantes, KateMoss foi e sempre será polêmica. Mas se cabe uma sugestão: só não podemos imitá-la nem com cigarrinho, nem com celulite.
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung
Foram duas entrevistas nesta semana de Mundo Corporativo. A primeira na qual falamos das estratégias de guerra aplicadas na disputa pelo mercado que são desenvolvidas em um curso para executivos e profissionais liberais da Fundação Armando Alvares Penteado, em São Paulo. O general Sérgio Conforto, diretor do Centro de Estudos Estratégicos da FAAP, conversou com os ouvintes-internautas destacando pontos que são importantes na hora de encarar os concorrentes e definir as ações que devem ser adotadas.
Na segunda entrevista, o executivo Ricardo Negreiros ensinou alguns aspectos no trabalho de reestruturação de empresas. Ele comentou as ações que desenvolveu na cervejaria Devassa e Droga Raia, por exemplo. Negreiros lançou, em novembro, o livro “O Manual do Reestruturador de Empresas”, pela Editora Concilium.
Na próxima quarta-feira, o Mundo Corporativo entrevista, ao vivo, pela internet, o consultor Odino Marcondes, que vai falar sobre o desenvolvimento de pessoas nas organizações. Você pode participar assistindo através da página da CBN (www.cbn.com.br) e enviando perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br e no Twitter @jornaldacbn
“Querido São Vito! A vós recorro porque em vós eu vejo uma esperança para a minha saúde, uma luz para a minha vida. Sinto que a vossa proteção me reanima na minha fraqueza. De vós espero alívio na minha aflição, calma nos momentos de irritação, equilíbrio na perturbação, força de vontade para superar tudo o que é negativo. A vossa bênção me dará um pensamento positivo, paz, segurança, tranquilidade”
Da oração de São Vito, padroeiro dos epiléticos, destaco trecho acima em um rasgo de imaginação no qual o Centro de São Paulo estaria a clamar de joelhos por uma ajuda desesperada do combalido prédio, batizado com nome santo, na avenida do Estado.
Bem sabemos que nem o Centro fala, nem o São Vito ouve. Menos ainda a prefeitura haverá de mudar seus planos para a edificação. Sem fé na recuperação do espaço, aguarda a demolição total do São Vito e seu vizinho Mercúrio até o fim deste mês de março para construir em seu lugar parque e estacionamento de carro (é lógico !).
Alucinação pós-carnavalesca esta minha, talvez. Provocada não pelas ideias mirabolantes cantadas nos sambas-enredo das escolas paulistanas, mas pela foto enviada, nesse feriado, pelo jornalista Marcos Paulo Dias que passou pelo que resta do São Vito. Coberto por uma rede de proteção, deste ponto de vista o prédio parece um gigantesco carro alegórico a homenagear não sei bem a quem e ao que.
A boa intenção do São Vito – o prédio -, projetado por Aron Kogan e Waldomiro Zarzur, era permitir que um número maior de famílias morasse no centro da cidade, onde haveria mais estrutura e serviço à disposição, evitando os custosos deslocamentos que enxergamos atualmente. Ao ser inaugurado em 1959, tinha 624 pequenos apartamentos, comércio no térreo e sobreloja, e auditório na cobertura (moradia, serviço e cultura). Seguia os mesmos moldes de prédios paulistanos famosos como o Conjunto Nacional (de 1956) e o Copam (de 1961).
Mensagem enviada pelo “padrinho” Mário César Nogales que participa do Adote um Vereador e ampliou seu olhar para a Assembleia Legislativa e o Senado, também. Para ele, só tem uma saída para melhorar a política brasileira: fiscalizar o seu representante no parlamento.
Caros Leitores:
Hoje, após ver o filme Tropa de Elite 2, me inspirei a escrever estas poucas linhas e dizer o por que acho importante o trabalho de cidadãos como Almir Vieira, Sérgio Mendes, Massao, Audrey, Alecir Macedo e todos aqueles que participam de uma forma ou outra com a ideia do Adote um Vereador.
E porque o filme me inspirou? Há um sistema corrupto e mafioso instalado no Brasil, e não serão “Capitães Nascimento” que mudarão o sistema, bem que gostaria que houvesse heróis como ele que combatessem o sistema, porém, os únicos e reais combatentes do sistema são os cidadãos, que de uma forma ou outra acabam vendados e alienados pela grande maioria da mídia.
A corrupção em nossa cidade não é culpa do ladrão, traficante, policiais corruptos, jornalistas de mãos atadas, vereadores que fecham os olhos ou prefeitura que não faz seu trabalho. É culpa do
sistema implantado para que os poderosos se mantenham no poder e este sistema é alimentado pela população que acha que não pode fazer nada.