Prefeitura nega falta de manutenção e diz que foi um acidente o lago da Aclimação secar

A ação de despoluição da Sabesp, dentro do projeto Córrego Limpo, foi um dos exemplos usados pela prefeitura de São Paulo para negar que a falta de manutenção tenha sido o motivo do problema que secou o lago da Aclimação, na zona central/sul da capital paulista. O secretário do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge disse que foi um acidente o que aconteceu no parque.

Nesta manhã, a repórter Luciana Marinho, da CBN, conversou com Eduardo Jorge e com o diretor de parques da prefeitura, Valter Vendramini, que estavam no Parque da Aclimação.

Ouça aqui a entrevista com o Secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge

Ouça aqui a entrevista com o diretor de parques da prefeitura de São Paulo, Valter Vendramini

Ambientalista fala de impacto na região

Ar mais seco e aumento no número de mosquitos podem ser dois dos efeitos provocados na região do bairro da Aclimação devido ao incidente no lago, na segunda-feira. É a opinião do ambientalista Malcom Forest, presidente da ONG AMAR, em entrevista ao CBN SP.

Ouça a entrevista do ambientalista Malcom Forest

Foto-ouvinte: Comunidade em ação

Lago da Aclimação

A força da comunidade é usada para resgatar animais que sobreviveram ao desastre no Parque da Aclimação, zona sul de São Paulo, na segunda-feira. A ouvinte-internauta Luci Júdice Yizima registrou estes momentos de agonia para o paulistano.

Acompanhe a série de fotos feitas do lago que secou no Álbum do CBNSP no Flickr.

Ouvinte-internauta descreve o acidente no lago. Leia AQUI.

Trote: origem e destino

Por Carlos Magno Gibrail

Calouro , foto de Diogo MeloMais da metade dos adolescentes não reconhece limites, é o que registra recente pesquisa da PUC SP.

Bruno C. Ferreira a vítima do trote 2009 na Veterinária de Leme e seus algozes fazem parte de que metade? Como estarão analisando o trote contemporâneo e a legislação que está por vir os estudantes da Medicina Pinheiros, que há 10 anos assassinaram Edson Hsueh e foram absolvidos?

Elide Signorelli, psicanalista da UNICAMP tenta explicar o trote: “O jovem está num momento muito importante de sua vida, em que finaliza um ciclo e fecha as portas para a infância e adolescência. Sem dúvida é uma ferida na ilusão de perpetuar, por mais tempo, uma condição infantil. Por isso, penso que os veteranos, feridos em seu narcisismo, esperam, ao receber os calouros, a oportunidade de serem os agentes dessa “notícia”.”

Para o psicólogo Antonio Zunin, da Universidade Federal de São Carlos e autor do livro O Trote na Universidade : “O trote está inserido numa relação de soberba intelectual com práticas de integração sadomasoquista”. A palavra tomada do passo do cavalo representa a ação de domar o animal entre a marcha lenta  e o  galope e para tanto há que usar o domínio através de comandos e chicotadas.

O Prof. Oriowaldo Queda da ESALQ pesquisou entre seus alunos durante longo tempo através de eficiente expediente. Dava um ponto a mais na sua matéria se o aluno se dispusesse a descrever 3 trotes violentos e 3 brincadeiras . Junto com o professor Antonio Almeida analisaram as respostas que originou em livro do qual destacam que efetivamente o trote é uma tradição de barbárie, quer dizer , nas suas origens é um instrumento extremamente discriminador entre as pessoas. Ao contrário do que alguns pregam. É uma violência que ocorre principalmente nas áreas que originaram a Universidade no Brasil, Direito, Medicina e Engenharia e que fornecem a maior parte da “elite brasileira”.Conservadora e monopolista.

O Prof. Almeida acentua “O que é um elemento curioso e que faz parte das nossas explicações hoje sobre o trote, é que este ocorre dentro da universidade, diante de toda a intelectualidade brasileira. Então o sujeito é pesquisador antropólogo, pesquisa índios e outras situações, e jamais fez uma investigação sobre o trote”.

A partir daí conclui que esta falta de pesquisa comprova que a Universidade quer o trote, para formar uma falange conservadora que apóie politicamente dirigentes tradicionalistas. Como professor da USP não pode criticá-la nem a Unicamp, nem tampouco fazer pesquisa sobre trote.

Se ainda restar alguma dúvida que trote é barra pesada, Glauco Matoso, autor de ampla pesquisa sobre trote, alerta que a ditadura recrutou torturadores nas hostes militares e nos trotistas universitários.

Diante das barbáries modernas fomos ao passado e encontramos as origens nos ritos de passagem das sociedades orais que antecederam a escrita.

Nos bons tempos gregos Platão faz referências ao trote entre os alunos que entram para a academia. Mas o primeiro trote universitário documentado foi em Paris no ano de 1342. Era uma operação “social” e “profilática” propondo-se a receber a maioria que vinha da zona rural introduzindo-a aos ritos universitários. Raspava-se o cabelo, queimava-se a vestimenta e mantinha o calouro no vestíbulo, daí o vestibulando. Na Alemanha em 1491 documentos descrevem rostos esfolados e refeições regadas a vinho com urina e temperos de fezes de animais. Inglaterra e Espanha também tinham suas especialidades, naquela ficava-se discursando, afinal o vernáculo é de Shakespeare, totalmente nu e em cima de uma mesa enquanto nesta era tortura direta.

No Brasil, logo que chegou vindo de Coimbra pela via do Direito, Francisco C. Menezes foi morto por Joaquim S. de Carvalho em Recife no ano de 1831.

Hoje passados dois séculos, estamos em pé de igualdade, pois neste mês efetivamos o 10º aniversário da morte de Hsueh da Medicina Pinheiros além de presenciar em Leme estudantes serem atirados ao chão e empanados em fezes.

A única diferença é que ainda em fevereiro 2009 a Câmara aprovou a criminalização do trote. Um avanço, pois nos desenvolvidos os ritos de passagem continuam.

Que seja em boa hora.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta escreve aqui no blog. Já foi “bixo” e veterano, sobre participação em trotes nada consta.

Imagem: Diogo Melo

Obras tem de anunciar se não usam amianto, em São Paulo

Pelo fim do amianto

“Nesta obra não há utilização de amianto ou produtos derivados, por serem prejudiciais à saúde”.

O aviso tinha de estar em local visível em todas as obras, públicas e privadas, no Estado de São Paulo, de acordo com lei estadual de número 12.684/2007. Na capital paulista tem lei semelhante (13.113/2001) aprovada seis anos antes. Boa parte das construções, porém, não respeitam esta determinação, segundo a gerente do Projeto Estadual do Amianto, da Superintendência Regional do Trabalho, em São Paulo, Fernanda Giannasi.

O assunto surgiu na programação após a informação de que o governo de São Paulo havia construído salas de aula provisórias com madeirite e telhas que, temia um ouvinte-internauta, fossem produzidas com amianto. A empresa responsável pelo produto divulgou nota afirmando que desde a década de 90 baniu o produto cancerígeno.

Agora, o projeto responsável por coordenar a substituição do amianto, ligado ao Ministério do Trabalho, lembra da necessidade de os Governos do Estado e da Capital fiscalizarem o cumprimento da lei. Na imagem acima, o exemplo de qual deve ser o procedimento das empresas nas obras.

“A Voz do Cidadão” faz paródia do “Adote um Vereador”

A entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) na qual denunciou colegas de partido por crime de corrupção motivou o publicitário e consultor Jorge Maranhão, criador de A Voz do Cidadão – Instituto de Cultura de Cidadania, a convidar os eleitores brasileiros a se mobilizarem para que a reforma política seja discutida e votada no Congresso Nacional.

Maranhão, em comentário que faz no programa CBN Total, lembrou que a cultura da cidadania cresce no País com cerca de 150 entidades, atualmente, monitorando o trabalho nos poderes legislativo e executivo. Citou, também, a campanha “Adote um Vereador”, ideia desenvolvida pelo CBN SP, como exemplo a ser seguido no restante do Brasil. Lançou, inclusive, uma espécie de paródia, propondo o “Adote um Senador”.

A Voz do Cidadão é um instituto criado por iniciativa de Jorge Maranhão, da Propaganda Professa, empresa que há 25 anos atua no mercado da comunicação. Dentro do projeto da instituição qualificada como Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), a Voz do Cidadão se concretiza através de um programa de rádio e um site que já se transformou em referência na discussão sobre a importância de se exercer a cidadania.

Por tudo isso, a lembrança de Jorge Maranhão é o reconhecimento do trabalho voluntário realizado por ouvintes-internautas da CBN e eleitores de São Paulo e outros estados brasileiros que já  se transformaram em padrinhos de vereadores.

Ouça aqui o comentário de Jorge Maranhão, em a Voz do Cidadão, no CBN Total.

Restaurantes com novidades no cardápio

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Tantra

Para aproveitar a moda indiana impulsionada pela novela, o chef Eric Thomas lançou novos pratos inspirados na perfumada culinária do país, oferecidos no menu à la carte. Ele passeia pelos costumes alimentares de várias regiões e prepara inclusive uma receita vegetariana – o cabelo de anjo com cogumelos frescos e ervas aromáticas, acompanhado de pães indianos. Há ainda um frango (ou cordeiro) assado no forno tandoor, salmão ao curry, cheesecake de cardamomo e lassi, bebida à base de iogurte e especiarias, ideal para refrescar o paladar diante de tantos temperos. A novidade chega também no bufê Mongolian Grill, que permite ao cliente escolher os ingredientes do prato que será preparado na chapa. Agora, 70% deles são indianos.R. Chilon, 364 – Vila Olímpia – São Paulo – SP 3846-7112/3842-8874

Fazenda MC

Está em cartaz o 8º Festival de Carnes Red Angus. No almoço e no jantar, a clientela pode provar mais de 50 cortes artesanais, sempre em porções de 100 gramas, provenientes da fazenda do proprietário, na região de Campinas. Todos são preparados na churrasqueira de carvão, à vista do salão, pelo chef Rogério Carneiro da Cunha. Tem assado de tira, coração de picanha, costela no bafo, ossobuco, paleta, bistecão, bife ancho e até linguiça com pimenta, entre outros pedidos. Para acompanhar, 30 opções de saladas e 15 de sobremesa. Toda essa comilança sai a R$ 55,90 por pessoa. R. Henrique Schaumann, 251 – Jardim Europa – São Paulo – SP 3775-5001

Rosmarino

O restaurante está promovenod um festival de terrines doces. Até dia 20 março, cinco receitas integram o menu de sobremesas. A tradicional da casa leva chá de hortelã e mel, casca de laranja, manga, uvas e lichia. há ainda versões de frutas secas, de frutas vermelhas, de frutas tropicais e uma terrine de pannacota com chocolates branco e preto. Todas custam R$ 12 a porção. R. Henrique Monteiro, 44 – Pinheiros – São Paulo – SP  3819-3897

Ouvinte descreve fim do lago da Aclimação

Um lago secar, por si só,  é cena inusitada. Isto ocorrer durante um temporal que afundou ruas, casas e carros como mostraram as imagens reproduzidas nas emissoras de televisão desde segunda-feira é surpreendente. Para o ouvinte-internauta Roberto Haathner, uma metáfora:

Acabei de presenciar o quadro mais triste de minha vida. Sou morador da Aclimação há mais de 14 anos e frequento o maior símbolo do bairro, o Parque da Aclimação, desde então. Ontem, fui caminhar como de costume pela manhã e, hoje, ouvi no noticiário sobre a tragédia no parque. Fui ver in-loco o ocorrido e fiquei muitíssimo chocado: um lago enorme, cheio de vida e beleza arrasado feito uma guerra, esvaziado e coberto de lama e lixo. Um solitário cisne negro caminha desorientado e muita sofreguidão em busca de sobrevivência nas escassas poças d´água que sobraram e alguns policiais tentam em vão salvá-lo. É uma metáfora da vida urbana na capital Paulista, triste muito triste. Meu filho de quatro anos perguntou o que havia acontecido e tive muita dificuldade em explicar. Ele me questionou: – Papai, o bicho está morrendo? Pensei: Não, a cidade está morrendo e fomos embora para casa, rezando pelo resgate da vida e de nossa alegria.

Perde a cidade, perde os moradores, perde a humanidade. Será que os culpados serão punidos? Ou será culpa, mais uma vez, da chuva ?

Amor por ônibus faz mecânico ter 360 filhos

Por Adamo Bazani

CÉLIO HONÓRIO DE JESUS

“Tá vendo cada ônibus desse? Pois é, são como um filho para mim. Sei de tudo o que eles precisam, sei do detalhe e do macete de cada um. Os trato com intimidade. Se aparece no final do dia com um risquinho qualquer ou um barulhinho diferente, mesmo que seja de uma porca mal ajustada, eu sei”.

Assim, Célio Honório de Jesus Júnior, 37, o Macarrão, gerente de manutenção do grupo de empresas de ônibus Barão de Mauá, Januária e EAOSA (Empresa Auto Ônibus Santo André) recebeu a reportagem dentro da garagem, em Mauá, na Grande São Paulo. E o que ele falou, não foi papo apenas, não. Percorrendo os três enormes pátios das empresas, mostrava orgulhosamente cada veículo que estava parado na revisão. Dava de cabeça as fichas técnicas e contava particularidades de cada ônibus, mesmo sendo muitos do mesmo modelo. Não somente a parte mecânica, mas a paixão de Célio Honório pelo ramo, faz com que ele saiba até mesmo a história de cada carro.

“Esse nós compramos zero quilômetro. Esse aqui dava uma trabalheira na suspensão e tivemos de fazer uma adaptação de improviso na mão, esse veio da empresa do grupo lá de Manaus” – contava com orgulho enquanto caminhava de peito aberto pela grande oficina.

Tamanha memória e conhecimento de cada detalhe é paixão pelos ônibus mesmo, pois ele é responsável por mais de 360 veículos, ou como chama, mais de 360 filhos, 360 histórias.

O início de Macarrão, como prefere ser chamado, foi de luta, perseverança e humilhação. Apesar da pouca idade, Célio está há mais de 20 anos na mesma empresa. Começou aos 13, enquanto fazia curso técnico no Senai (Serviço Nacional da Indústria). Apesar de estar estudando uma formação técnica Macarrão começou como varredor na garagem, em 1986.

“Eu era novo, franzino e tinha motorista e outros funcionários que de sacanagem, me humilhavam. Eu limpava um canto da garagem, via gente sujar de propósito. Varria o pátio todo, amontoava sujeira no meio para depois colocar no lixo e tinha motorista que passava com o ônibus em cima só pra espalhar tudo de novo. Era humilhação, mas eu seguia firme”

Seguia firme, por necessidade e por um ideal. Macarrão seria pai-precoce. Hoje, com a filha de 23 anos, logo será avô.  Sempre quis ter uma família e a assumir sem ajuda de ninguém. “Por isso, pra mim não tinha humilhação, gozação ou trabalho que fizesse me desanimar”.
Dois meses depois de entrar como varredor, foi chamado para ser auxiliar-mecânico. “Aí eu descobri o que era trabalhar numa empresa de ônibus de fato e de verdade. O diesel entrou nas veias”.

Ele ajudava na limpeza das máquinas e no torno mecânico na oficina da garagem. Depois de 4 meses, foi trabalhar no setor de montagem e ajustagem. A garagem, que congrega as três empresas, é uma das mais conhecidas do ABC Paulista por promover reparos e alterações nos ônibus. Dependendo da necessidade da frota e das condições dos itinerários, ainda feitos em vias de difícil tráfego na cidade de Mauá, os veículos têm a suspensão elevada. Carros simples viram articulados e articulados viram convencionais. Veículos de motores traseiro ganham a configuração de motor  dianteiro. Peças são literalmente fabricadas na empresa. A oficina das três empresas é um verdadeira linha de produção.

A entrevista foi realizada num ambiente típico, entre cheiro de graxa e diesel, movimentação e correria de mecânicos com peças, barulho de marteladas, maçaricos,  e enormes veículos articulados sendo envelopados com papel especial para a pintura na funilaria.

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Os restaurantes da Consoleta

Por Ailin Aleixo
No Época SP na CBN

Anita

Da cozinha envidraçada chefiada por Fabiana Caffaro saem pratos bem simples, muitos declaradamente inspirados na dita baixa gastronomia, aquela dos botecos, mas com algumas gostosas frescurinhas. Tem filé oswaldo aranha (feito com prime rib), frango com creme de milho (empanado com panko, uma farinha de rosca japonesa) e deliciosos bolinhos de arroz (que levam creme de queijos na mistura). A entrela da casa, porém, é a máquina de assar galetos, a típica televisão de cachorro, estacionada na calçada inclusive à noite. As aves, bem torradinhas e douradas, chegam à mesa já cortadas, acompanhadas de farofa, batata bolinha ao alecrim e vinagrete de tomates verdes. Na sobremesa, não deixe de provar a ótima panqueca de doce de leite com sorvete de nata. No almoço executivo, vale o sistema de prato do dia: quarta-feira, por exemplo, é dia de mignon de porco com couve e quibebe de mandioca. A casa fecha no dia 23 de dezembro para os festejos do final do ano e reabre no dia 6 de janeiro.

R.Mato Grosso, 154 – Higienópolis, 2628-3584

AK Delicatessen

A cozinha de Andrea Kaufmann está cada vez mais surpreendente. Hábil no preparo de receitas judaicas tradicionais, como o spondre, costela bovina cozida lentamente com cebolas, ela também se sai muito bem nos pratos de outras procedências. É o caso do chupe peruano, sopa de camarão, arroz e queijo. Vale experimentar as novidades que ela introduz de tempos em tempos no cardápio, mas há hits já consagrados que é um pecado perder. Por exemplo, o medalhão envolvido em pastrami, gratinado sob uma camada generosa de queijo brie, servido sobre mix de cogumelos: quem prova não esquece. O restaurante, inaugurado em 2007, segue bombando. O andar de baixo, antes inteiramente tomado pelo balcão da rotisseria, hoje também abriga mesas, mas não com o mesmo charme do andar superior. E continua saindo gente pelo ladrão.

R. Mato Grosso, 450 – Higienópolis, 3231 4497

La Frontera

O belíssimo salão art déco, repleto de metais dourados e enormes ventiladores de teto, foi inspirado nos antigos bares de Buenos Aires – tudo a ver com a vizinhança, já que o imóvel fica coladinho ao Cemitério da Consolação, em uma região que realmente lembra a terra do tango. Uma das sócias da casa é a argentina Ana Maria Massochi, também proprietária do Martín Fierro. Mas a cozinha do chef e sócio Leo Botto, como indica o nome do restaurante, fica no meio do caminho entre os dois países. Na grelha, ele prepara nobres carnes portenhas e prosaicas sardinhas com a mesma desenvoltura. O serviço é dos mais atenciosos: tem até couvert de cortesia, ótimo por sinal, com pão caseiro quentinho. Quem pede um ojo de bife tem não só a chance de escolher o peso do corte, de 200 ou 300 gramas, como ainda decide o acompanhamento: não dispense os nhoques quadradinhos de batatas assadas na grelha com creme de parmesão, uma iguaria de lamber os beiços. Na sobremesa, as bolinhas de mussarela de búfala vêm com delicioso doce caseiro de tomatinhos, tipo compota da vovó.

R. Coronel José Eusébio, 105 – Consolação, 3159-1197