NRF2018: as melhores práticas do maior evento de varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Varejo, um dos setores mais importantes na economia global, tem na NRF National Retail Federation o seu maior evento mundial. Para trazer o que de mais significativo ocorreu na 107ª NRF buscamos a palavra da CEO da AGR Consultores, Ana Paula Tozzi:

 

BMJ – Qual o maior destaque da NRF 2018?

 

APT – O retorno da valorização das pessoas e equipes como diferencial competitivo foi o grande destaque deste ano. A capacidade de construir um time motivado e unido em torno dos mesmos valores e da mesma missão é o diferencial para atingir resultados.

 

Nada novo concorda?
O que mudou?

 

O desafio atual tem sido acompanhar as mudanças com a “agilidade de uma startup” somada à robustez financeira e de gestão de uma empresa estabelecida.

 

Katie Finnegan líder do Wal-Mart Loja #8 (unidade de inovação do Wal-Mart) entende que os times devem ser construídos com perfis baseados na diversidade. Eu concordo com ela. Jovens empreendedores, seniores administradores, estatísticos, marqueteiros, arquitetos… enfim, a composição do time que conseguirá romper barreiras e criar inovações que serão testadas e implementadas.

 

Parece que voltamos ao ponto em que pessoas são o diferencial competitivo dos nossos negócios. Na verdade, agora falamos: o(s) time(s) é (são) o diferencial competitivo!

 

BMJ – Encontrou alguma novidade que pudesse implantar de imediato?

 

APT – Vimos o painel do carro da GM com interação direta a Starbucks, por exemplo. O motorista pode desde localizar a loja mais próxima quanto comprar e pagar no caminho da loja, passando apenas para buscar o produto. Vimos as compras online de varejistas de vestuário com o ”pick-up” em lojas de conveniência ou em fábricas. Aumentando o fluxo da loja física e unindo operações não tão óbvias. Encontrar os parceiros estratégicos, já que o relacionamento é de longo prazo, e suar para integrar sistemas, processos de negócio e consumidores entre as empresas são as tarefas mais complexas deste projeto.

 

Outra iniciativa que o varejo deve abraçar rapidamente é a implementação das soluções de Chatbot. O atendimento eletrônico realizado por robô evoluiu substancialmente com a fusão da Inteligência Artificial. A possibilidade de oferecer serviços customizados, facilitar a integração de serviços, a simplificação de processos, a melhor experiência de uso e o melhor apoio ao cliente, fizeram esta tecnologia ser preferida dos executivos.

 

A NRF|2018 destacou o desafio do varejo em encantar uma audiência extremamente fragmentada e que, para tanto, tem que ser um varejo dinâmico e adaptável. Ou seja, acompanhar esse mercado requer constantes questionamentos e muita criatividade, tarefas difíceis de serem executadas se você estiver exclusivamente submerso nos problemas do dia-a-dia.

 

Convido você a participar do nosso Pós-NRF que acontecerá no dia 21 de fevereiro, das 8 às 11 horas, na sede da AGR Consultores em São Paulo.

 

Acesse o link e inscreva-se!

 

Sugiro que aceitem o convite da Ana Paula e identifique o BLOG DO MILTON JUNG para inscrever-se DE GRAÇA.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.
 

Consumidor 2017 valoriza Qualidade e Variedade mais do que Atendimento

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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mobilidade está entre as demandas atuais do consumidor

 

 

Depois de 14 anos encabeçando a lista dos atributos que as marcas precisam para serem consideradas de respeito pelos consumidores, o Atendimento cai para terceiro lugar. Essa informação é da pesquisa CIP Centro de Inteligência Padrão* realizada pela CA Ponte Estratégia com a Stella Kochen Susskind Consulting. Divulgada e apoiada pela Revista Consumidor Moderno.

 

 

A perda da liderança após 14 anos evidencia uma ruptura significativa, ampliada pelo fato de que o comparativo com o ano passado dá uma queda de 57% para 27% na avaliação da importância do Atendimento para o consumidor.

 

 

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Ao estar ranqueado atrás de “Qualidade e Variedade de produtos”, com 29% em primeiro lugar, e de “Preços atrativos, promoções, ofertas vantajosas e facilidade de pagamento”, com 28% em segundo lugar, o “Atendimento” aparece em terceiro lugar com 27% de importância. Fato que a primeira vista pode ser lido como uma tendência do brasileiro passar a ser um consumista à busca de ofertas, sem considerar a relação com as marcas que aprecia.

 

 

Para quem milita há anos com a relação consumidor/compras esta nova posição do Atendimento é um susto, que na verdade é revertido ao ouvir a Stella Susskind, executora desta e das pesquisas anteriores:

 

 

“O Atendimento no Brasil virou commoditie, a maioria das empresas atende da mesma maneira:

 

 

– Bom dia, meu nome é Anne, qual é o seu?
– Qual é o nome do seu cachorrinho?
– Muito obrigado por pisar na nossa loja!

 

 

Isto quando não vira inquérito policial, com uma infinidade de perguntas, sem, é claro, um cumprimento amável, um olhar simpático, bom humor, etc.”

 

 

Stella complementa afirmando que existe uma grande oportunidade de reverter favoravelmente o valor do Atendimento ao colocar naturalidade e criatividade neste processo. A seguir elenca as demandas atuais:

 

 

– Mobilidade: quero tudo fácil, de preferência em um lugar só ou próximo;
no caminho de casa.

 

 

– Trânsito infernal, queremos rodar menos

 

 

– Violência, queremos segurança

 

 

– Atendimento diferenciado respeitando o aspiracional de personalidade de cada consumidor

 

 

– Várias gerações consumindo: Baby Boomers, X, Milenials. Cada uma com suas demandas e hábitos

 

 

– O brasileiro viaja, algo que não acontecia com frequência no século passado
E mais…

 

 

– UNIQUENESS ! “Eu sou único, o atendimento também tem que se diferenciar”
CHEGA DO MESMO !

 

 

Estamos, portanto, diante de uma grande oportunidade de diferenciação. As marcas que assumirem uma postura de atendimento dentro das novas demandas, certamente serão identificadas como aquelas que respeitam o consumidor, oferecendo produtos e serviços numa relação de empatia, naturalidade e individualidade.

 

 

Marcas de respeito

 

 

Os entrevistados na pesquisa escolheram as categorias de produtos que tiveram experiências de compra nos últimos seis meses e avaliaram o grau de respeito que as empresas envolvidas tem com o consumidor. Numa escala de 0 a 10.

 

 

Destaques:

 

 

Quadro 1

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 
* A Pesquisa: foram pesquisadas 1490 pessoas, de 25 de outubro a 3 de novembro pela WEB através do aplicativo Mindminers, do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Considerando um Universo de homens e mulheres com acesso a internet, das classes A,B,C,D no critério Brasil e maiores de 18 anos.

O momento, a pessoa e a tarefa mais importantes como abordagem de venda e sabedoria de vida

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Cheguei a três interessantes questões ao buscar uma síntese das melhores práticas comerciais. As três se sobrepõem as especificidades e particularidades das técnicas de vendas, pois estão na esfera conceitual e emocional. De certa forma, estão inseridas em textos como contos de sábios ou até mesmo de cunho religioso, como bíblicos ou espirituais.

 

Questão 1 – Qual o momento mais importante da vida?

 

É o momento presente. Nem eventos passados nem futuros são mais importantes do que o atual, em que há o controle da situação.

 

Questão 2 – Qual a pessoa mais importante?

 

É a pessoa que está na nossa frente. As outras estão ausentes e fora da ação atual. É preciso se esmerar para focar a atenção nesta pessoa.

 

Questão 3 – Qual a tarefa mais importante?

 

É atender esta pessoa que está à nossa frente da melhor maneira possível. Outras tarefas ficam em segundo plano, pois o possível é fazer feliz quem está conosco no momento.

 

Numa situação de venda é claro o momento mais importante, pois é exatamente o atual, em que a pessoa na frente é o cliente. Que passa a ser a pessoa mais importante. Cuja tarefa mais importante é atendê-lo de forma a deixá-lo feliz.

 

Em qualquer outra situação, sempre podemos repetir essa relação de importância, efetivando o presente como o ponto principal. Afinal, é assim que podemos ter o controle da situação, sem as perdas de estar pensando no passado ou no futuro.
Podemos imaginar quão maravilhoso seria o mundo se todos agissem desta maneira.

 

Visualize você sendo a pessoa mais importante para o pessoal de atendimento das companhias aéreas, ou para os vendedores e vendedoras de lojas, ou para os atendentes das concessionárias de serviços públicos.

 

É assim que eles fazem você se sentir? É assim que você faz o seu cliente se sentir?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O medo de perder o emprego e a necessidade de manter o cliente

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Bel Pesce, no Jornal da CBN, ontem, entrou na linha do artigo publicado por Mílton Jung: “O medo nosso de cada dia no mundo corporativo”. Ao lembrar que a admissão foca a competência e a demissão o comportamento, ela endossa uma excelente perspectiva para análise do sistema empresarial sob o aspecto técnico e emocional diante do desafio das demissões.

 

Gostaria de enfatizar o aspecto comercial, que impregna todo o processo das organizações e que em época de crise é revalorizado. Afinal, ao encolhimento do mercado a solução é buscar a excelência nas vendas.

 

Aparentemente as funções distantes das áreas comerciais estariam mais propensas aos cortes de pessoal. Entretanto, muitas vezes o diferencial de uma companhia pode ter origem em outras funções.  Desde que comprometidas com o atendimento aos clientes.

 

Kotler, por exemplo, enfatiza que o Marketing é muito importante para estar restrito à área de Marketing.

 

Neste momento de redução de procura, um comportamento focado no atendimento poderá ser um trunfo para aqueles que motivados e comprometidos, não importa a área em que operem, venham a fazer a diferença.

 

A realidade é que a excelência em produtos e serviços não é a regra. Fato que corrobora a excepcional oportunidade para quem estiver disposto a buscá-la. Enquanto é tempo, pois o futuro dos empregos ainda está por ser desenhado.

 

Jeremy Rifkin, por exemplo, economista especializado, acredita que ou o trabalho se reinventa ou ficaremos sem ele. Apenas com o caos.

 

A verdade é que hoje, o medo de perder o emprego, se funcionário, ou de perder o próprio negócio, se dono, é inevitável.

 

A saída em qualquer dos lados é só uma, como nos alertava Sam Walton, da Wal-Mart:

 

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

 

Portanto, antes de perder o emprego nosso de cada dia, vamos fazer com que o trabalho nosso de cada dia mantenha os clientes de todos os dias.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Multicanais de vendas crescem, e os de comunicação decrescem

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os multicanais reforçados pela intensidade do e-commerce vêm se alastrando dentro do setor comercial como um todo. As organizações começam a despertar para atender os clientes de todas as maneiras possíveis, em todos os momentos.

 

Ao mesmo tempo, o varejo físico, seu mais antigo membro, tem se especializado e moldado à altura das diferenciações exigidas pela concorrência dos outros canais. Está focando na experiência de compra ao vivo.

 

Enquanto isso, nos multicanais de comunicação os formatos antigos como o atendimento telefônico pessoal, tem piorado ou sido substituído por mensagens digitadas.

 

A situação se agrava ao constatarmos que mesmo nos setores que atendem diretamente compradores potenciais aos seus serviços e produtos também existem empresas onde a indiferença ou a dificuldade para um contato com pessoas é bloqueada. Quer através de telefone ou até mesmo um chat.

 

Nos remanescentes canais que ainda usam o telefone, cresce uma tendência reversa. Você procura uma pessoa, que conforme a empresa estará 80% ou mais do tempo em reunião, e quem o atende pedirá para que ligue depois. Não se dispõe a anotar recado e muito menos a ligar assim que o procurado se liberar.

 

Provavelmente não é este o sistema padrão da empresa, mas o fruto de um funcionário pertencente a uma organização que desconhece a premissa de Walt Disney:

 

“Trate seu funcionário como você quer que ele trate seu cliente”.

 

Ou uma empresa que deixou de considerar a importância do cliente e do funcionário, como lembra Tom Peters:

 

“O cliente vem em segundo lugar. Se você quiser realmente colocar os clientes em primeiro lugar, coloque os funcionários mais acima”.

De qualquer forma é ignorar a importância da linha de frente da organização, composta das pessoas que atendem os clientes no primeiro momento.

 

Por isso, o mesmo Tom Peters, o autor americano de “Best Sellers” sobre as organizações, em palestra aqui, lembrou a todos a insuperável experiência de ligar para a própria empresa e procurar por si mesmo. Além de afirmar que os executivos deveriam ser mais acessíveis, como boa parte daqueles bem sucedidos. E, a seguir pega o telefone e chama Fred, o dono da Fedex, que o atende de pronto e sem intermediários.

 

É a experiência física da comunicação.

 

Em extinção? Esperamos que não!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O varejo avança e a “loja do futuro” pode ser do passado

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

  

 

  

 

Com o acentuado avanço da tecnologia e da expansão do comercio eletrônico, as lojas físicas estão diante de um cenário de rara oportunidade e simplicidade. Na medida em que a experiência de compra se torna o diferencial para as lojas físicas, é hora de atentar para o relacionamento humano com os clientes.

  

 

A reinvenção necessária do varejo físico deve considerar tanto a aplicação dos recursos tecnológicos à disposição quanto os antigos métodos de aproximação com os consumidores.

  

 

Por exemplo, é possível evitar as filas nos caixas e não se entende porque as lojas ainda não eliminaram esta função, criada dentro das condições de séculos atrás. Sob a luz da Teoria das Filas, de fácil acesso na Pesquisa Operacional, e usando aplicativos atuais, os vendedores podem executar esta tarefa, eliminando custos e melhorando o atendimento.

  

 

Através de CRM – Customer Relashionship Management, conceito originado há décadas, as informações disponibilizadas podem antecipar necessidades e desejos dos consumidores. E aplicadas na loja com o necessário calor humano.

  

 

A customização, a interatividade produto-consumidor, o co-branding e o conceito 24/7, que significa disponibilidade total em 24 horas 7 dias por semana, são opções que podem ser oferecidas e reconhecidas.

  

 

Nesse contexto, um bom exemplo é Jack Mitchell. Com duas lojas e um livro sobre gestão humana de varejo, Jack foi convidado para a NRF – National Retail Federation, de 2005, para expor aspectos de seu sucesso como lojista e autor. “Hug yours customers”, traduzido pela Sextante como “Abrace seus clientes”, teve excepcional avaliação pelos presidentes da Coca Cola, Ralph Lauren, Xerox, IBM, e Zegna, cujo comentário é bem elucidativo ao nosso texto:
 

 

 

“Devido à combinação de valores de ontem e de hoje, e também ao conceito de acolhimento, creio que a parceria Mitchells/Zegna – duas empresas familiares – sobreviverá aos desafios desta nova era de incertezas e oportunidades”.

  

 

E, Warren Buffett, não deixou por menos:

  

 

“Este livro é uma joia”

 
 

 

Jack Mitchell não decepcionou a plateia, sua palestra foi um sucesso. E, onze anos depois, com o avanço dos canais de varejo, vemos que a sua abordagem é a solução para a formatação da loja física atual.

  

 

O balcão, tirado há décadas das lojas, permite agora o abraço nos clientes. Vamos a ele.

  

 

Ilustra este post, palestra realizada há 4 anos por Jack Mitchell e disponível em seu site.
 
 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: César Souza diz como aplicar a “clientividade” na sua empresa

 

 

“Grande parte dos casos em que a empresa perde o cliente, não é só por problemas do pessoal de marketing, comercial e venda, não. Perde o cliente porque o pessoal do back-office, do entorno, que não lida diretamente com o cliente não sabe tratar adequadamente; por exemplo, o cliente fica inadimplente aí o que é que acontece? …. o jurídico manda aquela carta extremamente ofensiva para o cliente .. o pessoal de logística promete e não entrega no prazo”. A afirmação é do consultor César Souza, presidente da Empreenda, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Para Souza, “o cliente infelizmente não está no centro (do negócio), tá ainda na periferia”. Com a intenção de mudar esse cenário encontrado na maioria das empresas, ele criou o conceito “clientividade” que alerta para a necessidade de se desenvolver estratégia para se conquistar e fidelizar cliente de forma constante e rentável. Ele é autor do livro “Clientividade – como oferecer o que o seu cliente quer” (Ed BestBusiness).

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com este quadro: Alessandra Dias, Wagner Magalhães e Débora Gonçalves.

Novas tecnologias, velhos problemas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Pelo ranking do “Reclame Aqui”,organização que reúne opiniões de consumidores, as empresas que mais receberam reclamações na ultima semana foram:

 

NET, Vivo, Extra online, Casas Bahia online, Tim, Sky, Ponto Frio, Claro, Oi, Americanas online.

 

Como se vê, a tecnologia, que cada vez mais propõe produtos e serviços para o conforto e a satisfação do consumidor, não tem conseguido evitar falhas.

 

A NET, por exemplo, nesse sábado, deve ter levado seus usuários do NOW a ter saudade das casas de vídeo, quando se viram com problemas técnicos, provavelmente devido a congestionamento de canais.

 

O conforto da compra online, em algumas ocasiões tornam o processo exaustivo para consumidores que recebem com atraso, com preço errado, etc.

 

Os celulares com seus encantos de conexão total, também não ficam sem irritar seus aficionados.

 

Estas companhias de tecnologia, protagonistas de gigantescas batalhas de mercado, com investimentos não menos grandiosos em marketing, bem que poderiam centrar esforços maiores na qualidade de suas entregas.

 

Propondo enfatizar esta necessidade, o “Reclame Aqui”, ao comemorar 15 anos, recebeu três destas empresas através de seus principais dirigentes para um jantar. Ocasião em que foram propositada e planejadamente mal atendidos.
Vejamos o que os ilustres convidados falaram:

 

15’
Já não estou gostando deste atendimento
Você pede duas águas sem gás, geladas. O cara me traz um suco e uma coca
Você está enganado você não prestou atenção. P***que p****
Vou jogar essa água na cabeça dele

 

30’
Mas tu já tiraste o pedido duas vezes
O meu pão está queimado.
Eu quero falar com o gerente. Não existe ele estar ocupado
Estou achando que está faltando um pouco de respeito aqui com a gente
Uma sacanagem tratar o cliente desse jeito

 

60’
Não acredito que estou passando por isso
A CONTA
VOCÊ SE SENTIU DESRESPEITADO?
22015 consumidores de sua empresa também se sentem assim
64806 consumidores de sua empresa também se sentem assim
34466 consumidores de sua empresa também se sentem assim
Assinado: RECLAME AQUI
Reclame Aqui é o c******!

 

A recíproca é verdadeira!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: Gilberto Cavicchioli ensina a melhorar o atendimento ao cliente

 

 

“É muito fácil colocar um anúncio na parede, dizendo nosso foco é o cliente. isso é muito fácil de fazer, mas é difícil, ou é desafiador cumprir … eu costumo dizer: a crítica, a reclamação, na empresa moderna, ela é vista como meio mais barato de você aperfeiçoar os procedimentos e os processos internos”. O alerta é do consultor e especialista em gestão de pessoas Gilberto Cavicchioli, entrevistado por Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Cavicchioli é autor do livro “Cartórios e gestão de pessoas – um desafio autenticado” , no qual descreve a experiência que tem desenvolvido para qualificar o atendimento aos clientes e melhorar a performance destes serviços.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quarta-feira, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro tem a colaboração de Alessandra Dias, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Os brutos que me perdoem, mas gentileza é fundamental

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Quando falamos em produtos e serviços de luxo inegavelmente esperamos a perfeição. Ou, talvez, a expectativa de que esta exista. Na verdade essa perfeição é (ou deveria ser) intrínseca ao produto de luxo,pois, como já falamos em alguns artigos aqui no Blog do Mílton Jung, esta é requisito para um produto ter tal consideração. Sem falarmos, claro, da alta qualidade, prestígio da marca, sua história e a história de seu criador.

 

Não podemos deixar de lado os aspectos intangíveis. O que é intangível é uma das principais chaves do sucesso (ou não) das marcas desse segmento. No varejo de luxo, onde a marca, representada por seus funcionários, tem contato direto com o cliente, é mais comum de aparecerem pequenas e, às vezes, grandes falhas no atendimento. A falta de gentileza é uma delas.

 

Claro que é essencial que vendedores conheçam a história e valores da marca, entendam o universo em que esse cliente está inserido e outros quesitos racionais. Porém, ser gentil é fundamental. Abordagem qualificada, atenção ao cliente e tratamento exclusivo resultam em encantamento. Sem isto, em decepção. Decepcionado, o cliente não volta e a imagem da marca começa a se deteriorar.

 

A falta de atenção também merece destaque. Recentemente pude observar cena em um hospital de luxo, em São Paulo, bastante significativa. O cliente era atendido e esperava o registro de sua entrada para o exame, enquanto a funcionário, sem olhar para ele, repetia gesto comum hoje em dia: dedilhava o seu celular. E como pude perceber, interagia em seu próprio perfil do Facebook. Algo que pode parecer simples, mas para o cliente, na condição, aliás, de paciente, foi nítido que naquele momento era como se ele nem estivesse ali. Um típico caso em que se identifica a possível falta de treinamento comportamental, que deve essencialmente ser aliado ao treinamento de produto.

 

Convenhamos, isto já deveria ser mais do que sabido por todos: gentileza e educação são aspectos que profissionais de atendimento devem ter independentemente do segmento em que atuam. Afinal, quem não gosta de ser bem atendido, entendido e encantado?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.