Foto-ouvinte: Bicicleta na fotofaixa

 

Bicicleta na motofaixa

Imagens de bicicleta foram pintadas nas áreas que serão usadas por motocicletas na rua Vergueiro, em São Paulo. A imagem é do ouvinte-internauta e cicloativista André Pasqualini que ficou na dúvida sobre a intenção da prefeitura. (publicado às 9h30)

CET responde:

A CET esclarece que a sinalização de bicicletas na motofaixa do corredor Vergueiro/Liberdade é irregular e presta um desserviço aos ciclistas, uma vez que os induz a correr riscos aos circular em uma faixa que não foi planejada para receber bicicletas, nem oferece a segurança necessária. Dessa forma, para garantir a segurança dos usuários da via e evitar possíveis acidentes, essa sinalização será retirada pela CET nesta noite. (publicado às 11h30)

Blogueiro esclarece:

A pintura de uma bicicleta na motofaixa da rua Vergueiro, que ainda não está funcionando, foi feita por cilcistas com o claro objetivo de provocar o debate sobre o uso deste veículo, em São Paulo. A mesma atitude foi adotada na avenida Paulista quando imagens apareceram sobre o asfalto na pista de rolamento do lado da faixa de ônibus. Na CET, o pedido de esclarecimento, causou estranheza. Pois não existe nenhum plano para privilegiar as bicicletas naquele trecho da cidade, também. Antes de verem a foto aqui no blog, funcionários da Companhia chegaram a dizer que poderia ser um mal-entendido e a imagem talvez fosse de uma moto. Evidentemente que não. Em seguida, identificaram que seria mais um protesto de ciclistas da capital e, então, anunciaram que iriam apagar o sinal, conforme nota publicada acima.

Em diferentes blogs e mesmo neste que você lê foram publicados comentários elogiando a “iniciativa da CET”, antes que se esclarecesse a situação, em uma demonstração de que incentivar o uso de bicicletas tem o apoio de parte da população. Chamou atenção, aliás, o fato de que a CET entende que as faixas de rolamento na cidade não são apropriadas para o uso de bicicletas, conforme mensagem. Sugiro que você leia alguns dos comentários abaixo que são esclarecedores em relação as bicicletas e o direito de ir e vir do cidadão. (publicado em 14:53)

Faltam estacionamentos para bicicleta na cidade

 

Enquanto isso, em Nova Iorque, estacioamento de bike é arte

Enquanto isso, em Nova Iorque, estacioamento de bike é arte

Andar de bicicleta em São Paulo é tarefa tão difícil quanto estacionar a bicicleta, como se percebe no texto escrito pela designer Marina Chevrand que me foi encaminhado pelo diretor geral do Instituto CicloBR André Pasqualini. No artigo que você lê a seguir, Marina descreve a tentativa dele de assistir a um filme após deixar a casa dela pedalando:

Onde amarrei minha Filó

Nove da noite: horário marcado para minha sessão de cinema começar. Menos de 8 km separam minha casa, que fica na Pompeia, do Reserva Cultural na Avenida Paulista, meu destino.

Doze minutos é o tempo que eu gastaria de carro segundo o Google Maps (sem trânsito, sem semáforo, sem pedestres, sem esquinas e sem buracos na rua, provavelmente). Média de 35 minutos – nas mesmas condições e sem considerar o tempo de espera da condução -, se eu encarasse um busão e uma caminhadinha. Uma hora e meia se eu resolvesse gastar toda a sola do meu All Star.

Vinte e cinco minutos. O Google não me disse, mas sei que esse é o tempo que gasto pedalando a Filó para fazer esse trajeto. Não dependo do trânsito, não fico parada em sinais e conheço meu ritmo. Não tenho muitos fatores adversos a considerar: se o filminho (na faixa) começa às 21h, partindo às 20h,  chego, no máximo, às 20h30 no cine e ainda dá tempo de descolar um ingressinho, não dá? Não senhora, me desculpe, os ingressos esgotaram, dá uma lida no aviso que coloquei aí, ó.

Assim como o Google Maps, no Brasil ainda não considera um trajeto percorrido de bicicleta, os motoristas e os responsáveis por cuidar dos interesses de quem mora na cidade também ignoram o fato de que os ciclistas existem. Por isso ninguém se preocupou em fazer ciclovias ou ciclofaixas nem em criar espaços para estacionar as bikes. E era esse o fator adverso com o qual eu não contava.

Portanto, às 20h25, horário planejado para minha chegada, começou minha saga – não planejada: Moço, posso prender minha bike aqui? Não, o poste é do prédio, vão reclamar.

Empurrando a magrela, sigo em frente e sorrio para a moça da CET: Oi, tudo bem!? Pode me dizer onde estacionar a bike? Um longo minuto de silêncio, tenho a impressão que perguntei a ela quais seriam os números da Mega Sena. Ihhhhh moça, aqui na Paulista? Ixi! Da até vergonha de responder isso, mas tá complicado né?!.

Sorriso amarelo de cá, outro de lá. Um estacionamento do outro lado da rua, como não pensei nisso antes! Oi, posso deixar a bike aqui no cantinho? O que é isso menina, isso aqui é um estacionamento de carro!. Então, mas é que eu não tenho carro, só tenho minha bike…mas tenho dinheiro e posso pagar. A saída é daquele lado de lá, moça, não dá não.

20h40. Parada na calçada central da Paulista, olho para minha magrela. Juntas não somamos nem 60 quilos. Não poluímos, não fazemos barulho, não ocupamos espaço, mas me sinto muito marginal com ela por, simplesmente, não cabermos na lógica de São Paulo.

Outro estacionamento e o tempo corre. Oi, por favor, pelo amor de Deus, posso deixar minha bike aqui no cantinho?! Preciso correr, meu filme vai começar e ainda nem retirei meu ingresso! Me envergonho de mim mesma naquela situação ridícula, de mãozinhas em prece e sobrancelhas enviesadas. Põe no cantinho lá no final, menina. Alma boa tem o moço, descolou um lugarzinho seguro e tranquilo pra minha Filó.

20h55. O tal do aviso colado na minha cara me faz respirar fundo de raiva.

Mas… outro filme, talvez? Nada? Esgotou tudo? O café ali de baixo também já tá fechando? No meu caminho de volta paro pra perguntar a um ciclista sobre como ele conseguiu “gambiarrar” aquelas luzinhas no capacete, e aperto o passo ansiosa para chegar em casa e fazer o mesmo.

Oi de novo, voltei, posso pegar minha bicicleta?. Mas já, menina?

25 minutos, 30 buracos e 10 buzinadas depois estou de volta, refazendo minhas contas de tempo, com durex, luzinhas e capacete nas mãos e sabendo que apesar de tudo, melhor opção não há.

A pedido da Marina publico o link com reportagem sobre o paraciclo da foto, projeto do ex Talking Heads e cicloativista David Byrne

Bike Bus não é apenas para o lazer, diz secretário

 

Bike Bus em São Paulo

O Bike Bus, que você viu aqui Blog do Mílton Jung, foi apresentado à prefeitura de São Paulo pela Concessionária Sambaíba, que atende a zona norte, e começará a ser testado no dia 17 de abril. O equipamento permite o transporte de até três bicicletas instaladas pelo próprio ciclista em uma operação que não deve passar de 1 minuto e meio, segundo o secretário municipal dos Transportes Alexandre de Morais. O disposito tem uma tranca acionada pelo motorista que, além de transportar a bicicleta de forma segura, impede que ela seja roubada.

Em resposta a comentários feitos por ouvintes-internautas do Blog, Alexandre de Morais disse que não pretende restringir o uso do Bike Bus a linhas que circulem por parques municipais e fins de semana, apesar de ser isto o que vai ocorrer no período de teste. Ele afirmou que se for aprovada, a intenção é que todas as concessionárias passem a usar o equipamento, atendento as pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte diariamente, não apenas como lazer.

Ouça a entrevista de Alexandre de Morais ao CBN São Paulo, nesta quarta-feira.

As imagens do Bike Bus, mostradas em primeira mão no Blog do Mílton Jung, foram feitas pelo colaborador e ouvinte-internauta Luis Fernando Gallo.

São Paulo testa ônibus para bicicleta

 

Bike Bus em São PauloÔnibus e bicicleta nunca se deram bem na cidade de São Paulo. E o prejuízo maior, claro, sempre é de quem pedala. Por isso, chama atenção a iniciativa da Secretaria Municipal dos Transportes, flagrada pelo ouvinte-internauta Luis F. Gallo, nesse início de semana, diante da sua sede, na Rua Boa Vista, centro.

O ônibus tem na parte dianteira um equipamento capaz de transportar até duas bicicletas. O “Bike Bus” seria usado em linhas que passam pelos parques da cidade, permitindo que o ciclista se desloque até lá com mais facilidade, utilizando os dois modelos de transporte, principalmente nos trajetos mais longos.

Veja mais fotos do “Bike Bus” em São Paulo no Flickr do CBN SP

Outras iniciativas no mundo

Double deck com bicicletaUm sistema semelhante é usado há cerca de 10 anos em cidades do Canadá, conforme mostramos no post “Ônibus e bicicleta, uma antiga relação de amor”, em 02.10.08, com a colaboração do nosso busólogo Ádamo Bazani (hoje ele está com tudo aqui no blog). Na reportagem dele, vimos, inclusive, uma das primeiras experiências – e bem mais complexa – registrada na inglesa Dartford, em 1963, com a adaptação de um ônibus de dois andares, no qual os passageiros viajavam na parte de cima e as bicicletas na de baixo (foto ao lado).

Foto-ouvinte: Engarrafamento de bicicleta, São Paulo tem

 

Congestionamento na ciclovia

Poderia ser visto como sinal do sucesso, mas é de desorganização, mesmo. Inaugurada há menos de duas semanas, a ciclocia do rio Pinheiros tem apenas duas áreas de acesso e em uma delas houve congestionamento de bicicletas, neste domingo. De acordo com o ouvinte-internauta Ivson Miranda os ciclistas tiveram de esperar quase meia hora para sair da ciclovia pela passarela da Estação Vila Olímpia, na zona oeste. “É isso que acontece quando uma obra é inaugurada com pressa e sem uma boa consultoria técnica”, reclamou por e-mail.

Agora o outro lado

O presidente da CPTM Sérgio Avelleda explica que o congestionamento na saída da ciclovia, no fim de semana, se deu pelo grande número de ciclistas – mais de 3 mil, segundo ele – e apenas no horário de pico, mais próximo do meio-dia. Ele entende que com a inaguração de mais acessos – o próximo será na estação Santo Amaro, em 15 dias – a situação não se repetirá.

Ouça a entrevista de Sérgio Avelleda ao CBN SP

Cidade inaugura ciclovia na Marginal Pinheiros

 

Ciclistas testam faixa na Marginal (Foto: Andre Pasqualini)Um dos trechos da ciclovia prevista na Marginal Pinheiros será inaugurado neste sábado, em São Paulo. A pista liga a Usina da Traição a região da Represa Billings, na zona sul da capital, em faixa que está entre a linha de trem da CPTM e o rio Pinheiros. Por ali sempre houve esta faixa, de responsabilidade do DAEE, mas não era permitido o acesso a pessoas que não trabalhassem no local. Da zona sul de São Paulo em direção aos bairros mais centrais, costuma sair um grande número de ciclistas e nunca houve preocupação da cidade em oferecer algum trajeto segregado ou mais seguro.

O cicloativista André Pasqualini, do Instituto CicloBR, chama atenção para a necessidade de a mobilização dos ciclistas e cidadãos de São Paulo continuar, pois este é um pequeno trecho dentro de um sistema viário que está em estudo para permitir o uso de bicicletas na capital.

Ouça a entrevista de André Pasqualini, do Instituto CicloBR que já usou a faixa exlcusiva de bicicletas na Marginal Pinheiros

Neste fim de semana, o Instituto CicloBR promove uma série de atividades no Parque das Bicicletas, na região do Ibirapeura. Conheça a programação no site do Instituto.

Coleção de fotos de Willian Cruz
Clique aqui e veja a série de fotos da Ciclovia do Rio Pinheiros pelo ciclista Willian Cruz que pedalou nela nesta manhã

USP vai punir vítima pra evitar roubo de bicicleta

 Cadastrar ciclistas e apenas permitir a entrada de quem tiver em mãos uma carteira de identificação são as maneiras que a USP encontrou para reduzir o número de roubos de bicicleta dentro da Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista. Foram três bicicletas roubadas em dezembro, além de uma série de violências que vão desde acidente de trânsito a furto e roubo.

Para os demais casos, a coordenadoria do Campus a USP não tem uma solução aparente, pois admite que faltam vigilantes para atender toda a área da universidade. De acordo com estatísticas oficiais da USP, ocorreram 29 furtos qualificados e 11 roubos no mês de novembro (último mês em que as estatísticas foram publicadas). Desde setembro, o número de casos de violência registrados tem aumentado na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Por exemplo, em novembro de 2008 ocorreram 61 registros contra 84 em 2009.

Ouça as justificativas do coordenador do Campus da USP Antonio Marcos Massola, em entrevista ao CBN SP

Restringir o acesso de ciciclistas no campus para evitar roubos de bicicletas é inverter os papéis e punir às vítimas.

Vereador explica rodízio de 2 dias

 

A falta de discussão em torno do projeto de lei que aumenta a restrição de circulação de trânsito na capital paulista incomoda o vereador Ricardo Teixeira (PSDB), autor da ideia. Ele disse que nas audiências públicas faltam questionamentos pelo cidadão e não há apresentação de proposta para melhorar o texto aprovado em primeira votação.

Teixeira explicou ao CBN São Paulo como funcionaria o rodízio de carros em dois dias da semana, com restrição de circulação para quatro finais de placa a cada dia. Além disso, falou sobre outras medidas propostas como a criação de ciclofaixas interligando todos os parques da cidade, faixa com prioridade para motos e carros com mais de um passageiro, e a mudança no horário do comércio para evitar o deslocamento no horário de pico.

Ouça a entrevista do vereador Ricardo Teixeira (PSDB) ao CBN SP

Respeito na ciclofaixa é bom e eu gosto

 

Foi uma surpresa para muitas que usaram a ciclofaixa neste domingo, em São Paulo. A pista exclusiva para ciclistas estava desativada devido a evento esportivo que havia na região, mesmo assim muitos se arriscaram a andar por lá. Apesar disto, não houve incidentes pois os motoristas dos carros que passavam no local pareciam ter entendido que a convivência é possível, desde que haja respeito e consciência cidadã.

A constar: havia enorme preocupação com o fato de a ciclofaixa estar desativada e o anúncio ter ocorrido de maneira tímida, a partir do fim da tarde de quinta-feira. Na primeira vez que isto aconteceu, durante a Virada Esportiva, houve xingamento e discussão entre motoristas de carros e ciclistas.

Desta vez foi diferente, disse o cicloativista André Pasqualini que esteve no local e gostou da experiência: Ouça a entrevista ao CBN São Paulo