Conte Sua História de SP: Estrela que me guia

 

No Conte Sua História de São Paulo, Euro Ribeiro da Silva, natural de Igaraçu, Pernambuco, onde nasceu em 1945, de onde saiu 16 anos depois. Deixou os pais, seu Severino e dona Raimunda, e dez irmãos em busca de um objetivo: trabalhar na capital paulista.

No depoimento gravado pelo Museu da Pessoa, Euro Ribeiro conta que a expectativa da família dele se continuase vivendo na terra natal era ser policial militar, como o pai, ou político. Não queria nem acreditava neste destino. Através de cartas enviadas às tias, conseguiu uma casa para ser recebido na capital paulista, no início dos anos de 1960.

Pra viajar até São Paulo, contou com a ajuda de um amigo da família, policial que nas horas vagas fazia carreto em um caminhão. Foram seis dias de viagem até chegar na cidade e desembarcar diante das lojas Pirani, no centro. Foi a partir desta região que passou a desbravar a capital, onde contou com a ajuda de uma estrela guia.


Para conhecer melhor esta história, ouça o depoimento de Euro Ribeiro

Você também pode participar deste quadro no CBN São Paulo. Agende uma entrevista pelo telefone 2144-7150 ou no site do Museu da Pessoa e Conte Sua História de São Paulo.

Governo recua e anuncia reforço (?) no Rodoanel Sul

 

Foram necessários 20 dias para o Governo do Estado de São Paulo admitir que os transportadores de carga e seguradoras tinham razão ao reclamar da falta de segurança aos motoristas no trecho sul do Rodoanel. Em nota, divulgada nessa quarta-feira, a Secretaria Estadual de Segurança Pública anunciou o reforço do policiamento na área informando que “o efetivo foi praticamente dobrado para auxiliar no patrulhamento”.

Em junho, os donos das empresas de transporte de carga disseram que as seguradoras se negavam a pagar indenização caso os caminhões fossem alvos de bandidos no trecho sul do Rodoanel pois o policiamento não era suficiente e havia falhas no sinal de telefonia celular, o que prejudicava o monitoramento eletrônico. As seguradoras confirmaram a restrição, ao CBN SP. Na época, primeiro por nota, depois em entrevista, o Governo disse que “o discurso do Sindicato não se sustenta”.

A curiosidade entre as informações divulgadas pelo Governo de São Paulo em julho e hoje é quanto ao número de viaturas que rodam na região para dar segurança aos motoristas.

Na nota do dia 16 de julho, afirmava que “existem duas bases da Polícia Militar Rodoviária com 19 viaturas e motos disponíveis” (leia nota aqui)

Na nota de ontem, diz que as medidas para implementar a segurança prevêem o uso de 17 viaturas do 1º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, duas viaturas do Tático Ostensivo Rodoviário e o helicóptero Águia da Polícia Militar.

A persistirem as contas, o único reforço no trecho é o uso do helicóptero, pois o número de viaturas permanece o mesmo.

Sobre o tema:

Seguros ‘proíbem’ caminhões de rodas no Rodoanel Sul

Governo de Sp diz que não há roubo de carga no Rodoanel

Sem número, seguradoras insistem em restrição ao Rodoanel

Gerente do Rodoanel diz que seguradoras estão mal informadas

A nota da Secretaria de Segurança Pública, divulgada ontem:

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Sem estudo, prefeitura proíbe caminhões na Bandeirantes

 

Reduzir em até 20% os índices de congestionamento na avenida dos Bandeirantes e, em conseqüência, melhorar a fluidez do trânsito em outras vias importantes da zona sul de São Paulo, inclusive beneficiando o transporte público. Esta é a meta da prefeitura com a proibição dos caminhões na Marginal Pinheiro e avenidas Roberto Marinho e Bandeirantes, a partir do dia 2 de agosto. Porém, o próprio secretário municipal dos Transportes Marcelo Cardinale Branco diz que ainda não tem em mãos estudo sobre origem-destino do transporte de carga na capital que poderia oferecer um cenário real sobre o impacto das medidas anunciadas nessa quarta-feira.

Cardinale, em sua primeira entrevista como Secretário de Transportes e presidente da CET, falou, também, que apesar da proibição das motos na pista expressa da Marginal Tietê, os motociclistas continuarão tendo à disposição sete faixas de rolamento devido a ampliação das pistas. Neste caso, a medida pretende reduzir o número de acidentes com motos. O secretário disse que ainda não há uma decisão sobre restrições para a circulação de motos na avenida 23 de Maio.

Ouça a entrevista do secretário dos Transportes Marcelo Cardinale, ao CBN SP

“Seguradoras estão mal informadas”, diz gerente do Rodoanel

 

A polêmica sobre o roubo de cargas no trecho sul do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, levou a Dersa atacar as operadoras de seguro que se negam a permitir que caminhões de carga utilizem o acesso para o litoral paulista. O gerente de operações Paschoal Vargas Sobrinho disse que as seguradoras estão mal informadas, e não entende a restrição imposta, pois não teria havido nenhum roubo desde o início das operações, em 1º de abril.

Apesar de confirmar a existência de pontos em que não há sinal de telefonia celular, o que dificulta o monitoramento dos caminhões de carga, Paschoal Sobrinho diz que o trecho sul do Rodoanel é bastante seguro em função das característica da rodovia. “Não existem rotas de fuga”, explicou o gerente.

Quando a crítica de que os caminhões estariam preferindo seguir por dentro de São Paulo em lugar de usar o trecho sul do Rodoanel, Paschoal Sobrinho disse que também não se confirma. Atualmente, 70 mil veículos passariam por dia pela rodovia, aumento de 5% em relação há três meses.

Seguros ‘proíbem’ caminhões de andar no Rodoanel Sul

Para saber o que dizem as operadoras de seguro e os transportadores de carga, acesse os links a seguir:

Sem números, seguradoras insistem em restrição ao Rodoanel

Governo de SP diz que não há roubo de carga no Rodoanel

 

Nenhum caso de roubo de cargas foi registrado no trecho sul do Rodoanel desde sua inauguração, em 1o. de abril. A afirmação é da Secretaria Estadual de Transportes em resposta às críticas feitas pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, Manuel Souza Lima, ao CBN SP, nesta sexta-feira.

Na entrevista (ouça aqui), o representante das transportadoras de carga disse que há uma restrição das empresas de seguro que se negam a pagar indenização caso haja roubo de cargas no novo trecho do Rodoanel Mário Covas. A alegação é de que há falta de segurança no local pela inexistência de sinal para telefonia celular, iluminação pública e policiamento precários.

Conforme nota divulgada pela Secretaria de Transportes “existem duas bases da Polícia Militar Rodoviária, com 19 viaturas e motos disponíveis, além 9 viaturas da Dersa, responsáveis – respectivamente – pelo policiamento ostensivo e pela fiscalização, e mais 13 veículos de apoio ao usuário, o que mostra que cada viatura é responsável pelo monitoramento de 2,19 km”.

Na resposta, a Secretaria afirma, também, que nenhuma rodovia tem iluminação pública em todo o seu trajeto e as projeções de tráfego apresentadas pelo Sindicato não condizem com as estatísticas oficiais.

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Seguros ‘proíbem’ caminhão de andar no Rodoanel Sul

 

Rodoanel encruzilhada

É perigoso. Em resumo, é o que seguradoras estariam dizendo às transportadoras de cargas ao impedir que os caminhões circulem no trecho sul do Rodoanel Mário Covas. O presidente do sindicato que reúne as transportadoras em São Paulo Manoel Souza Lima Júnior explicou, ao CBN São Paulo, que a falta de sinal de telefone celular impede o monitoramento pelos sistemas eletrônicos. Além disso, a iluminação é precária e há carência de policiais na região o que tornaria o sistema vulnerável ao roubo de cargas.

De acordo com o representante das transportadoras, a cobrança de pedágio para acessar o trecho oeste do Rodoanel também tem levado motoristas a preferirem encarar o congestionamento da Marginal Pinheiros e da avenida Bandeirantes. Segundo ele, o trecho é mais curto e representaria uma economia para as cargas que chegam do interior do Estado pelas rodovias Castelo Branco, Anhanguera e Bandeirantes.

Ouça a entrevista com Manoel Souza Lima Júnior ao CBN SP

O primeiro olhar no Rodoanel Sul

 

De um lado, a festa oficial com o governador em exercício Alberto Goldman dirigindo seu carro na inauguração do trecho sul do Rodoanel Mário Covas. Do outro, uma fila de carros esperando a abertura da nova pista com quase duas horas de atraso. No meio de tudo, imagens bonitas da rodovia que ligará as principais estradas paulistas ao litoral. E muito pó.

Foram alguns dos detalhes registrados pelas repórteres Cátia Toffoletto e Pétria Chaves, que nesta manhã acompanharam a inauguração do novo trecho do Rodoanel. O reflexo positivo que se promete no trânsito não foi possível constatar, pois a avenida Bandeirantes – uma das principais vias a ser beneficiada pela redução no tráfego – foi cenário de mais um acidente de caminhão.

Foto-ouvinte: Encaixotando Leopoldina

 

Abuso na Vila Leopoldina

“Caixas e lixos na rua, caminhões em fila dupla, pregos que furam pneus e a inexistência de calçadas”. A cena assim descrita pelo ouvinte-internauta Hélio Figueiredo ocorre na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Ele disse que está cansado de reclamar para a prefeitura, mas o problema parece não ter solução.

Triturador pode ser solução, escreve Soninha

Reproduzo aqui comentário deixado no Blog pela subprefeita Soninha Francine, sobre o problema das caixas que armazenam produtos transportados para o Ceagesp:

“E o desespero que me dá quando tenho o impulso de dizer “o problema parece não ter solução mesmo”?! Uma operação de apreensão para liberar uma única rua exige cerca de 60 caminhões da prefeitura. E no dia seguinte, a caixaria estará funcionando lá a todo vapor. Como outros tipos de comércio irregular e ilegal, ele é favorecido por circunstâncias locais – a Ceagesp, com seu imenso impacto na vizinhança – e pelo valor econômico. Se ninguém comprasse os tais dos caixotes; se o consumidor exigisse embalagens corretamente rotuladas etc., o comércio morreria de inanição. No ano passado, como cheguei a comentar com o Milton Jung no ar, me animei com a perspectiva de usar um terreno cedido pela Ceagesp e um triturador doado por empresas da região para dar muito mais agilidade às operações de apreensão – e um outro valor econômico para os caixotes. Mas a doação “micou” (não era tão simples qto os empresários tinham dado a entender – “é só a prefeitura querer!”) e a Ceagesp tb não quis mais ceder o terreno, que pretende usar como estacionamento. Estamos, agora, firmando uma parceria com uma cooperativa de catadores para instalar o triturador em uma área municipal – surgem contratempos aqui e ali, mas parece que vai dar certo. Enquanto isso, fazemos operações esporádicas em pontos específicos, mas é uma lástima ver o quanto o resultado mal aparece. A cadeia produtiva é muito mais forte e poderosa do que nosso poder de fiscalização, e isso me dá um desgosto imenso. Não é à toa que tantos defendem que a Ceagesp diminua de tamanho e mude boa parte de suas atividades para outro local, mais moderno e menos favorável ao subemprego e exploração que vicejam no seu entorno”

Acidentes geram indenização à prefeitura

 

Após uma semana em que acidentes de caminhão interromperam grandes avenidas e as Marginais, em São Paulo, ouvintes-internautas perguntaram quem paga o prejuízo provocado pelos enormes congestionamentos na cidade e o custo da operação necessária para amenizar o impacto no trânsito e na vida do cidadão. A CET ouviu e mandou o esclarecimento a seguir:


A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informa que a transportadora responsável pelo caminhão que tombou, nesta madrugada, na Avenida dos Bandeirantes, será autuada nos termos da Lei de Eventos, que prevê que todo acidente/ocorrência que provoque fechamento de pista com interrupção de tráfego e conseqüente congestionamento deve arcar com os custos gerados por essa interferência.

Os valores cobrados pela CET são calculados levando-se em conta os seguintes elementos:

· necessidade de operacionalização do trânsito envolvendo desvio de tráfego;

· complexidade no ordenamento e orientação do trânsito antes, durante e após o acidente;

· quantidade de técnicos e agentes de trânsito envolvidos no atendimento;

· portes e complexidade dos serviços prestados;

· emprego de viaturas;

· emprego de sistemas de comunicação;

· instalação e remoção de materiais de sinalização visando a manutenção da fluidez e da segurança do trânsito da cidade.

O valor final é composto pelo custo da “estrutura operacional”, que engloba os recursos humanos e o custo da “estrutura com materiais”, que leva em conta viaturas, sinalizações e demais materiais a serem utilizados.

No ano de 2008 foram aplicadas cobranças no valor de R$ 429 mil, devido a ocorrências imprevistas envolvendo veículos que permaneceram na via pública por mais de 60 minutos. No ano de 2009, até outubro, as atuações totalizaram R$ 315,6 mil.

Todo o dinheiro arrecadado com as operações de trânsito em eventos é incorporado ao orçamento da CET e integralmente aplicado na gestão do trânsito, em atividades operacionais, administrativas e projetos de educação de trânsito, entre outros.

Cátia Toffoletto: Olhar de mulher

 

Olhar apurado 1

Na Marginal Tietê, alguns trechos novos foram entregues nesta segunda-feira para amenizar o impacto negativo da interdição parcial de pontes. A Cátia Toffoletto identificou alguns problemas na sinalização e no próprio piso que tinha desnível em um dos pontos. Depois de questionar o diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza sobre estas falhas, ela ouviu: “Só o olhar de uma mulher para enxergar estas coisas”.

Ouça o que disse o diretor do Dersa para a Catia Toffoletto

Não é que o “tal” olhar da Cátia enxergou também este caminhão enorme que cruzava a Marginal, hoje cedo. Teria sido o olhar feminino ou o olhar corintiano ?