Mundo Corporativo: Artur Hipólito do Zaiom fala de franquias de baixo custo

 

 

“As microfranquias são para as pessoas que estão mudando o mundo do emprego pelo mundo do trabalho; e que vão se dedicar durante uma fase da sua vida a construir esse pequeno negócio até que ele tenha as condições necessárias para que possa ser formatado melhor do ponto de vista da contratação de pessoas e recursos humanos para operar suas atividades”. A afirmação é de Artur Hipólito, sócio-diretor do Grupo Zaiom, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Hipólito explica quais são as estratégias para quem pretende entrar neste mercado de franquias de baixo custo: “é muito importante a pessoa separar o que vai fazer, porque nem sempre o negócio que é bom para o seu cunhado, ou para o vizinho do lado, é bom para você, e às vezes a pessoa chega e pergunta o seguinte: o que que está dando dinheiro? Eu costumo responder o seguinte: vender coxinha na porta do campo de futebol dá dinheiro. Qualquer coisa que você vier dá dinheiro, desde que você faça com muito amor, com coração e muito trabalho”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, toda quarta-feira, às 11 horas, no site http://www.cbn.com.br​ Você participa com perguntas para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN e tem a participação de Paulo Rodolfo, Carlos Mesquita e Ernesto Foschi.

Mundo Corporativo: Lupércio Moraes conta como foi a profissionalização da Sorvetes Rochinha

 

 

Após 25 anos construída a partir de gestão familiar, a Sorvetes Rochinha passou por processo de profissionalização em busca da expansão dos negócios. A estratégia desenvolvida por José Lopes, o criador da tradicional marca de sorvetes do litoral paulista, e pelos sócios da Hurtado & Moraes Capital Management é o tema da entrevista, do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, que recebeu o atual diretor-geral da empresa Lupércio Moraes. Na conversa com o jornalista Milton Jung, ele conta a história da Sorvetes Rochinha desde sua criação, quando Lopes que reformava imóveis na região teve a oportunidade de montar a sua primeira sorveteria. Destaca ainda a forma como a marca acabou se transformando em produto da elite paulista que frequentava o litoral norte do Estado, a construção da fábrica que permitirá que a empresa amplie ainda mais o seu mercado e os cuidados que devem ser adotados sempre para a profissionalização de empresas familiares.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN e tem a participação de Paulo Rodolfo, Carlos Mesquisa e Ernesto Foschi.

Conte Sua História de SP: 50 anos de uma incrível amizade

Por Elisabete Parra

 

 

Meu nome é Elisabete Parra, nasci em Catanduva, em setembro de 1956. Sou filha única e convivi com meus pais, avós e tios naquela cidade até meus sete anos, quando então meus pais resolveram mudar-se para São Paulo, para que eu pudesse estudar, pois a escola mais próxima do sítio que morávamos ficava a uns 4 km de distância, e não havia condução.

 

Chegamos em São Paulo em novembro de 1963. Pra todos nós e principalmente pra mim foi um choque, em todos os sentidos. Vivia numa casa simples, sem luz elétrica, mas confortável, onde não havia cercas, vizinhos próximos, somente verde e animais.

 

Fomos para a Vila Industrial na Zona Leste, morar em um quarto e cozinha nos fundos da casa do meu avô materno, numa rua de terra com muitas casas e cheia de crianças. O que me consolava é que meu pai para me agradar comprou um rádio, onde conheci as músicas do Roberto Carlos, e o sucesso da época era Calhambeque.

 

 

No inicio de 1964 fui pra escola, Escola Estadual Prof.Maria da Gloria da Costa e Silva, primeira escola de alvenaria da região. A escola ficava um pouco distante, então as mães tinham que levar e buscar as crianças a pé, e nessas idas e vindas três mulheres se conheceram, ficaram amigas e então começaram a se revezar para buscar suas filhas, entre elas minha mãe: D.Ermelinda; a D.Carmen, mãe da Rosa; e Roseli e a D.Enedina, mãe da Lala, Nice e Edna.

 

As crianças ficaram muito amigas, e os pais também. Frequentávamos as casas, comíamos juntas e conhecíamos toda a família. Brincávamos na rua, sem medo, conhecemos as primeiras paqueras, que também moravam no bairro, fazíamos bailinhos nas casas, íamos ao cinema, comprávamos nossas roupas e calçados na feira livre, participávamos das procissões da Igreja N.Sra de Fátima, no Bairro Sapopemba. Era tudo muito divertido, apesar de sermos muito pobres, não tínhamos noção disso, pois éramos muito felizes com o que tínhamos.
Essa amizade ficou tão forte, que já dura 50 anos. Desde aquela época passamos os Natais sempre juntos, pois consideramos essa a nossa grande família, família não de laços sanguineos, mas de laços fraternos, laços de amor.

 

Em setembro do ano passado, fizemos uma grande festa para comemorar meio século dessa amizade, com nossos filhos, que são amigos e se consideram primos.

 

Eu só tenho que agradecer a essa cidade que acolheu tão amorosamente aquela menina assustada, e me deu essa grande família de amor.

 


Para comemorar os 50 anos de amizade, foi produzido o vídeo que você assiste neste post. Delicie-se com a histórias das amigas eternas.

 

O Conte Sua História de São Paulo é sonorizado pelo Claudio Antonio. Você participa com textos enviados para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo: Sampa City, minha cidade!

 

Por Fran Girão
 


 

 

Tem a igreja de Santa Cecília, onde fui batizado, batizei minha afilhada e fiz a primeira comunhão. Vi os Harlem Globetrotters, o Real Madrid, a seleção brasileira de futebol, de vôlei, de handebol.

 

 
Empolguei-me com o Cirque du Soleil e com a sinfônica da cidade no Teatro Municipal. 
Frequentei trupes de teatro em Pinheiros. Matei uma tarde no Ibira e outra no Museu da Língua Portuguesa.

 

 
Cruzei a Ipiranga e a avenida São João – e pude ver que, sim, alguma coisa acontece.
No alto do edifício do Banespa, colhi uma fruta no pomar e olhei para o fim do mundo.

 

 
Comprei um quimono na Liberdade, um narguilé no Bom Retiro e muambei na Vinte e Cinco. Almocei numa churrascaria porteña e, depois de uma peça no Sergio Cardoso, fui a uma cantina no Bixiga. Tudo, tudo, no mesmo dia.
 

 

Juro: voltei para casa numa noite e vi duas meninas se beijando no metrô, sem causar espanto. Quando saí da estação, vi um piano (!) deixado no meio da praça, com um cartaz convidativo: “Toque-me”. Alguns passos adiante, uma jovem vestida de branco, olhos fechados e braços abertos, segurando uma vela. Entre os três acontecimentos, menos de dez minutos.
 

 

Um momento marcante da minha vida, em algum lugar especial de São Paulo?
 

 

Ôrra, meu.
 

 


Fran Girão é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participa com textos enviados para milton@cbn.com.br

Conte Sua História de SP: Meu pai, seu Geremias, o mecânico dos multiplus instrumentos

 

Por José Geremias Caetano

 

 

Corria a década de l940 e chegava a cidade de São Paulo, vindo da pequena Santa Lúcia na região de Araraquara, o senhor Geremias Caetano.

 

Como tantos, ele trazia na bagagem, sonhos, ilusões e o que mais coubesse. A “Terra da Garoa” logo mostrava a esse homem simples, que a vida por aqui não seria simples, mas ele estava disposto a mostrar a que veio e lutar era com ele mesmo , pois para quem vendia pamonha pelas ruas de São Carlos,na infância,(0 slogam era “olha a pamonha quente, quem não come fica doente” e nem pensar em trabalho de exploração infantil) cidade pela qual ele passou antes de se mudar em definitivo para São Paulo, a luta era só um item da vida e do dia a dia. Faço a ressalva que as pamonhas eram feitas pela minha avó, dona Benta. Consta que minha avó, dona Benta, chegou a enfrentar até uma pequena onça, com a pequena espingarda confiada a ela pelo meu avô Benedito. Por falar na família, não posso me esquecer da avó Rosalina, mãe de dona Yolanda, minha mãe. . .mulheres de fibra e de muito valor!

 

Voltando ao nosso personagem principal, já deu para percebeu que ele se casou, no inicio da década de 50, com dona Yolanda, minha mãe.

 

Se a vida já era difícil, os anos 50 se mostram bastante duros e nessa época, nosso personagem já começava a ao título fazer lastro, ao titulo acima, pois ele já trabalhava como mecânico em duas oficinas, na Secretaria da Educação de São Paulo e em uma transportadora que tinha por nome Nova União Portuguesa. Tudo isso durante o dia, pois a noite, meu Pai tocava seu saxofone e também a clarineta, vez por outra arranhava também o violão, nos bailes populares da época conhecidos como “gafieiras”. Imaginem vocês que meu Pai chegou a fazer parte de uma famosa orquestra da época, conhecida como Orquestra do Bem(um maestro muito popular nessa época em que era muito comum se copiar as “big bands ” americanas.). Papai chegou até a tocar com o conhecido maestro Erlon Chaves(sem querer ser maldoso, cada vez que o carro do maestro dava algum probleminha, lá vinha ele atrás de papai, não pelo seu lado musical, mas pelo seu lado mecânico!).Dinheiro ?! Só para se ter uma idéia, eram comuns os “bate bocas” no carnaval, pois mamãe queria papai em casa nessa época e ele afirmava que o carnaval “era o l3º do músico” e lá ia ele “pelos bailes da vida”ganhar o “seu 13º” ! São Carlos, Rio Claro, Araraquara e até outros estados, eram seus destinos frequentes na época do carnaval. Aliás esse bailes eram “empresariados” pelo tio João Francisco, que era de São Carlos e não se deixou seduzir pelo sonho da vinda a São Paulo Capital, e olhem, a qualidade de vida do tio João Francisco, foi bem melhor do que a de papai, que veio para São Paulo Capital, mas isso é uma outra história que vamos deixar para outra ocasião.

 

E a vida seguia seu curso, Na época do material escolar, tanto meus quanto de meus irmãos, papai se desdobrava nos seus múltiplos empregos e lá vinha ele com o dinheiro para comprarmos o material escolar!

 

As queixas de mamãe, tomavam vulto, mas papai não ficava em casa, tocando nos bailes, nem no Natal, Ano Novo ou aniversários tanto nossos como de casamento ! Nós não entendiamos que ele não poderia falta aos bailes, pois a concorrência era cada vez maior.

 

Mas, a vida e as tragédias não se desligam umas das outras. . .em um dos salões que papai tocava na época, o “28”, houve um grande incêndio em que dezenas de pessoas perderam a vida !

 

A romaria de pessoas em casa não cessava, , , elas vinham prestar solidariedade e saber notícias, já que alguns dos mortos eram músicos da orquestra !

 

Mas. . . As pessoas eram recebidas por um sorridente Geremias Caetano, que resolveu nesse dia, atender aos reclamos de dona Yolanda, não indo trabalhar e ficando com a família !

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no programa CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar com textos enviados ao e-mail milton@cbn.com.br ou agendando entrevista no Museu da Pessoa no e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net

Conte Sua História de SP: o passeio de mãos dadas com o meu pai até o Cambuci

 


Por Roberto Furtner Caldeira

 

 

A brisa suave anunciava a chegada do outono na cidade, varrendo ladeira abaixo as folhas das árvores prestes a adormecer. O toc-toc dos sapatos apressados atravessando a rua de paralelepípedos era o prenúncio de mais um entardecer.

 

Seria mais um final de dia normal naquela cidade que via seu sonho de virar metrópole se aproximar a passos largos. Mas não para mim. Então aos 6 anos de idade, as terças feiras eram especiais. O dia da semana em que voltava a pé com meu pai do centro da cidade até nossa casa no bairro do Cambuci.

 

Como fazia toda semana, ao final do expediente meu pai me apanhava na escola. Ele gostava de caminhar, hábito adquirido nos tempos em que tudo em São Paulo ficava à distância de uma caminhada, se muito uma viagem de bonde.
Segurando firme sua mão, olhando o mundo de baixo para cima, eu sentia um misto de temor e excitação. Aquela caminhada de quarenta minutos era repleta de estímulos, de aventuras.

 

De um lado o ronco dos carros nacionais em meio aos antigos e bojudos carros americanos que ainda circulavam, brilhantes, imponentes. De outro lado o bonde alaranjado, com aposentadoria já anunciada, apinhado de pessoas em busca de um lugar em seus assentos de madeira gasta. Suas rodas emitindo um guincho estridente em função do atrito contra os trilhos de metal.

 

A medida em que nos afastávamos da praça da Sé em direção à Baixada do Glicério, os prédios mais altos ficavam para trás e surgiam restaurantes, bares e luminosos de neon. Uma profusão de cheiros, sons, vozes e risadas.
Me divertia especialmente na frente dos bares que naquela época jogavam as tampinhas de garrafa na calçada. Tampinhas de refrigerante, de cerveja e de pinga. Até ensaiei uma coleção, consumida meses depois pela corrosão do metal das tampinhas.

 

Como sempre, em meio a nossa animada conversa, parávamos no meio do caminho para comer pastel. O meu sempre de queijo, o de meu pai sempre de carne.

 

Após o lanche retomávamos nossa caminhada, cruzando pela baixada do Glicério, até chegarmos à outrora famosa rua do Lava Pés, conhecida pelo riacho e por ser a última parada dos viajantes para beber água e se refrescar antes de subir para o centro da cidade, nos tempos do império.

 

A caminhada então alcançava sua reta final ao cruzarmos o largo do Cambuci, já próximos de casa. Nasci e cresci no Cambuci. Embora nunca tivesse visto de perto uma árvore da espécie, cedo soube que o nome do bairro era homenagem a uma fruta outrora abundante na região.

 

Já no último quarteirão passávamos pelo açougue do seu Jairo, padaria do seu Milton, sapataria do seu Manuel e barbearia do Antônio. Naquela pequena comunidade todos nos conheciam pelo nome e acenavam ao nos verem passar.
Antes de entrarmos em casa meu pai refazia o ritual diário: colocar uma garrafa de vidro destinada ao leite, dentro da caixa de metal ao lado do portão, para que o padeiro pudesse trocar por uma garrafa cheia quando trouxesse o pão na madrugada seguinte. Leite que seria devidamente fervido para o café da manhã.

 

Ouvíamos o som dos cascos do cavalo trotando rua abaixo, puxando a carroça do catador de sucata. A brisa continuava, de tempos em tempos. O céu, mais escuro naquela época, mostrava um negrume salpicado de estrelas por todos os lados. Pedia para meu pai me apontar o cruzeiro do sul antes de entrarmos em casa onde minha mãe nos aguardava.

 

Como um herói que voltava da guerra cheio de estórias para contar, eu entrava em casa de peito estufado, dono do mundo, contando as novidades. Minha mãe ouvia tudo com atenção e o devido ar de surpresa. O único ponto de discórdia: ela achava que pastel não era um bom jantar para uma criança.

 

O tempo passou, eu me tornei adulto, a cidade se multiplicou.

 

Hoje já não consigo chegar aos lugares com uma caminhada apenas. O bonde se foi há tempos. Não mais consigo ver as estrelas com a mesma clareza, quanto mais apontar o cruzeiro do sul para meus filhos. Só quando viajamos para fora da cidade.

 

Tampinhas de garrafa de metal quase não existem mais. Não sabemos mais o nome dos vizinhos direito. Leite entregue em casa é coisa do passado. Açougue virou seção de supermercado.

 

Aquela cidade de indivíduos cedeu lugar a uma cidade de instituições. Para o bem, e para o mal.

 

Porém ainda caminho com meu pai, pela rua arborizada que ele escolheu para viver sua aposentadoria. Já aos 80 anos, hoje é a sua mão que busca apoio em meu braço. Aquela mesma mão que me guiou pela São Paulo de outros tempos.

 

Conversamos sobre causos da vida, enquanto a brisa suave anuncia a chegada de outro outono na cidade, varrendo ladeira abaixo as folhas das árvores prestes a adormecer.

 

Mundo Corporativo: Vera Lucia Vieira conta como aumentar o número de seguidores da sua empresa no Facebook

 

 

Empresas têm alcançado excelentes resultados no relacionamento com seus clientes através das redes sociais, impulsionando vendas, fidelizado consumidores e reforçando sua identidade. Mas apesar da experiência positiva de algumas corporações, ainda há muita gente ou desperdiçando este espaço de interação ou, o que é pior, cometendo erros que podem ser cruciais para a marca. Foi para determinar quais os caminhos que têm oferecido melhores resultados para a comunicação corporativa através das redes sociais que Vera Lúcia Vieira pesquisou o caso das 10 empresas com maior número de seguidores no Facebook. Mestra em comunicação e autora do livro “As empresas nas mídias sociais”, Vera Lúcia foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN), O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de SP: uma vida centenária na capital paulista

 

Por Jacob Pomerancblum

 

 

Tenho 100 anos. Nasci no dia 12 de setembro de 1914, numa pequena aldeia na Polônia. Assim que completei 13 anos, eu e meu irmão de 10 fomos colocados num navio, sozinhos, a caminho do Brasil. Cheguei em São Paulo em 1927 e cada vez que ando pelas ruas da cidade que me recebeu e onde construí minha vida lembro como era nos anos da minha juventude.

 

Vivi no Bom Retiro a maior parte da minha vida. Caminhei pelas ruas iluminadas por lampiões de gás e lembro que nas ruas laterais do Colégio Santa Inês sempre eram quebrados para manter as ruas escurinhas. Assisti a muitos filmes mudos nos “poleiros” dos cinemas de bairro.

 

Estive na inauguração do Estádio do Pacaembu e do Jóquei Clube. A avenida Pacaembu nem estava asfaltada ainda e ia-se ao Jóquei de bonde. Não havia nenhuma construção no entorno.

 

Depois que casei fui morar por uns anos no bairro do Tremembé. A estação do trem Maria Fumaça ficava no centro do bairro e muitas vezes a família ia para o centro de trem.

 

São 87 anos vividos nesta cidade que se tornou “minha cidade”, onde tive muitos e bons amigos com quem vivi muitas aventuras e alegrias e onde criei minha família. Só lamento que todos amigos tenham decidido “ir embora” e me deixaram sozinho com minhas lembranças, guardadas e vívidas na minha memória.

 

Jacob Pomerancblum é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Thiago Pessoa, da Gympass, fala de atividade física e produtividade na empresa

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Ao oferecer programa de qualidade de vida para os colaboradores, no qual eles têm a possibilidade de realizar atividades físicas, a empresa diminui a ociosidade, aumenta a assiduidade e ganha uma equipe muito mais saudável. Com isso, melhora a produtividade e reduz custos com planos de saúde, que, atualmente, são os responsáveis pelo maior gasto no Orçamento depois da folha de pagamento. De acordo com o empresário Thiago Pessoa, o trabalhador beneficiado por esse tipo de programa “consegue ser um colaborador mais feliz e tende a entregar mais resultados do que um colaborador menos feliz”. Thiago é diretor corporativo da Gympass, empresa que vende planos de atividade física que oferecem acesso a 2.600 academias credenciadas em 200 cidades brasileiras. A gestão de pessoas e a estratégia de atuação da empresa que dirige foram alguns dos assuntos da entrevista de Thiago Pessoa para o jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

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O Mundo Corporativo da CBN pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, às 11 horas da manhã, pelo site http://www.cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de SP – 461 anos: os lampiões de gás iluminavam os vagalumes da cidade

 

Por Alayde Toledo Silva Pinto

 

 

Ah, minha querida cidade São Paulo !

 

Nasci na Rua Conselheiro Furtado, 220 no ano de 1924 em uma família católica, apostólica, romana e paulista, maioria naquela época. Todas as passagens importantes da vida eram comemoradas em família: batizado, noivado e casamento, com a participação da vizinhança.

 

As festas do Natal não estavam focalizadas nas compras e presentes. A montagem do presépio natalino, por exemplo, era um acontecimento que unia a avó ao neto: todos os personagens eram arrumados nos mínimos detalhes em chão de alpiste. Na véspera da Natal, as crianças esperavam os adultos voltarem da Missa do Galo para aguardar seus presentes, que chegariam na madrugada pelas mãos do Papai Noel.

 

Brinquedos eram artesanais, feitos à mão, bastava a imaginação infantil para lhes dar vida…os meninos construíam caveiras na abóbora moranga recortada iluminada por velas, para causar susto nas meninas. Além disso, havia concurso de pipas que todos empinavam com talento. As pequenas, por sua vez, usavam uma espécie de argila para confeccionar panelinhas e bichinhos. Crianças brincavam nas ruas e nas escolas de jogos como barra-manteiga, cabra-cega, esconde-esconde, e de pular corda. Atividades simples e ingênuas que usavam apenas imaginação, sem gastos com dinheiro ou compras…

 

Lembro-me que ganhei uma boneca do meu tamanho em um aniversário da infância. Fui passear com a boneca e o tempo mudou, trazendo chuva forte. Minha bonecona foi se desmanchando e descobri então que ela era feita de papelão, não houve tempo para salvá-la na UTI…

 

Havia clara diferença entre os gêneros com uma escala gradativa para as mulheres: criança, menina, menina-moça e mocinha, para depois senhorita ou senhora. Os meninos até se tornarem moços, usavam bermudas, calça comprida era traje somente de reuniões solenes.

 

Nas cerimônias de batizados, além do padrinho e da madrinha, havia também a madrinha “de apresentação”, geralmente uma moça mais jovem que carregava o bebê até a pia batismal. E nos casamentos, havia a “madrinha de bandeja” para apresentar as alianças.

 

As casas sempre tinham árvores frutíferas nos quintais e nos jardins, na área da frente das moradias, as grades baixas eram coloridas por rosas trepadeiras e flores perfumadas, como madressilva, dama da noite e a rara e cobiçada “Flor de Baile” que só abria à meia-noite.

 

São Paulo era uma cidade romântica nas décadas de 40 e 50, até os anos 60, podemos dizer. Nas noites calmas e agradáveis, no clima fresco e com frequente garoa, nas ruas de paralelepípedo todos circulavam a pé ou de bonde, e era usual manter amizades com os vizinhos, sem rivalidade. No passeio noturno com meus pais e meus irmãos, apreciávamos assistir ao acendimento dos lampiões a gás para iluminação das ruas e ficávamos maravilhados com os lindos vagalumes, com suas asas em tons azuis e verdes, a colorir aquela atmosfera.

 

Ah, minha querida cidade que foi a terra da garoa !