Canto da Cátia: A vida na Real

 

Incêndio na favela Real Parque

O que sobrou foi para a viela. Do que sobrou, algo foi roubado.

No incêndio que destruiu 300 barracos na favela Real Parque, em zona rica de São Paulo, a repórter Cátia Toffoletto flagrou não apenas imagens mas histórias do cotidiano deste povo. Logo que chegou ao local, após trânsito e encrencas, entrou ao vivo. E ao vivo entrevistou uma moradora ainda impressionada com o ocorrido.

Incêndio na favela Real Parque

A senhora (tinha voz de senhora) disse que o fogo começou “nove e pouquinho” e ela só ouviu a gritaria dos vizinhos, acordou, e passou a mão na bolsa e em um dos filhos. Correu pra fora enquanto alguns poucos pertences foram retirados do barraco. “O microondas foi roubado”, disse para Cátia. Ao fundo, uma voz de menina se espantava: “Foi roubado ?”

Incêndio na favela Real ParqueEm meio ao desespero de quem tentava impedir mal maior, houve quem visse ali a oportunidade de levar daqueles que tem muito pouco. E este pouco ficou no caminho a espera de um lugar para ser abrigado.

Foi a Cátia quem lembrou também o esforço dos bombeiros para impedir que as chamas chegassem na mata que resistiu a ocupação do local e no Singapura, construído há anos pela prefeitura para maquiar um problema que nunca foi contido. Faltam mais de 600 mil habitações para os paulistanos ao mesmo tempo que milhares vivem nas condições precárias dos moradores da Real Parque.

Candidatos estiveram na favela este ano garantindo melhorias. Mas toda eleição é a mesma coisa. Vão até lá, prometem “fazer e acontecer” e voltam para casa. A única coisa que deixam para trás é a propaganda irregular pendurada no poste.


Ouça aqui a reportagem da Cátia Tofolletto

Adote um Vereador destacado em jornal do NE

 

Webcidadania

A dificuldade que partidos e políticos têm encontrado para explorar de maneira apropriada a internet se contrapõe ao uso que o cidadão faz das ferramentas que tem à sua disposição. Quem reforça esta ideia que tenho há algum tempo, é o jornalista Charles Cadé, consultor e especialista em redes sociais, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste – indicada ao Blog por Claudio Vieira pelo Twitter

Dentre as várias experiências que permitem a participacão política dos usuários da rede, apontadas na reportagem, Cadé destaca o trabalho do Adote um Vereador e o jornal explica que a ideia do projeto desenvolvido em São Paulo “é o usuário acompanhar o mandato do parlamentar e postar, em uma plataforma tipo enciclopédia virtual, todas as ações referentes ao mandato do vereador da Capital”.

Cadé constata que “O cidadão não pode participar da democracia só de dois em dois anos, com o voto. Esse trabalho de engajamento deve ser diário. É realmente um grande desafio”.

Veja outros projetos citados pelo Diário Do Nordeste:

Eleitor2010

Espaço para que o internauta acompanhe detalhes da legislação e dos crimes eleitorais e denuncie qualquer prática criminosa, apontando no mapa (Google Maps) os locais em que ocorreram os atos ilícitos.

Sem Sujeira

O blog posta imagens de poluição visual nas cidades e, nestas eleições, está se dedicando a mostrar as propagandas visuais irregulares de muitos candidatos.

Extrato Parlamentar

A intessante plataforma submete o internauta a um questionário sobre temas atuais e projetos de discussão nacional e traça um perfil dele com o dos candidatos do estado que ele indicar na consulta.

Vote na Web

O site submete à votação dos internautas os projetos que estão sendo discutidos no Congresso Nacional. O cidadão pode votar pela web.

Google Eleições 2010

Por meio da página, o eleitora tem acesso à nota dos principais candidatos a presidência da República. É só indicar o presidenciável e o mapa mostra o destino dos candidatos.

Resultado final do Perguntômetro do CBN SP

 

Pelo fim da progressão continuada, redução ou cancelamento do pedágio nas rodovias, extensão do sistema de trem e metrô na região metropolitana de São Paulo e aumento salarial para professores, policiais e qualquer outro tipo de servidor público. Tivesse feito um controle mais apurado sobre as propostas mais vezes citadas pelos candidatos ao Governo do Estado de São Paulo não tenho dúvidas de que os temas citados acima estariam na lista dos mais mais.

Oito dos nove concorrentes ao cargo participaram da série promovida pela CBN na qual durante 30 minutos cada um deles discutiu temas relacionados a organização da coligação e campanha eleitoral, além de terem tido oportunidade de apresentarem alguns projetos de lei nas áreas de educação, transporte, segurança, saúde, meio ambiente e gestão pública.

Do ponto de vista do eleitor, os dois temas que mais tiveram repercussão foram educação e transporte. O nosso “perguntômetro” que mede o nível de interesse do eleitor pelos candidatos entrevistados a partir da quantidade de perguntas e comentários enviados pelos ouvintes-internautas, mostrou que Alckmin do PSDB e Mercadante do PT foram os que mais receberam e-mails antes e durante a entrevista – sem surpresa pois são os dois primeiros colocados nas pesquisas eleitorais. Feldmann do PV e Skaf do PSB apareceram acima de Russomano do PP. Os candidatos socialistas não chegaram a despertar tanta curiosidade. Anai Caproni do PSTU foi a única a não comparecer na entrevista.

Todas as perguntas foram encaminhadas aos candidatos e suas assessorias. Da estatística final não foram calculadas as perguntas feitas a todos os candidatos. Veja como foi o resultado final no Perguntômetro do CBN SP:

Perguntômetro

Grabois quer união socialista além da eleição

 

Na última entrevista da série com os candidatos ao Governo do Estado, não havia militantes na porta nem equipe de televisão no corredor. A presença de Igor Grabois, do PCB, mobilizou apenas a sua assessora de comunicação – mais do que isto, uma defensora dos ideais socialistas pregados pelo partido. Foi dela que veio o alerta para o fato de que a entrevista seria transmitida pela internet, portanto “cuidado com a imagem”.

Gola da camisa e blazer arrumados no que era possível, Grabois começa a falar com a tranquilidade de quem dá aula e domina o tema. A união dos partidos socialistas, a atuação dos conselhos populares, o fim das privatizações e o não pagamento da dívida de São Paulo com a União são assuntos que fazem parte do cotidiano dos comunistas brasileiros – sim, eles existem para espanto de alguns ouvintes-internautas que teimam em não entender como seria possível inserir na sociedade o discurso anti-capitalista. E para a surpresa dos institutos de pesquisa que não conseguem registrar um só voto em favor do candidato.

Grabois sabe bem qual o papel do PCB nesta eleição e defende o Poder Popular, a principal plataforma política do partido. Não dá sinais, porém, de esperança de vitória. Seria preciso, como ressaltou na entrevista, uma frente socialista que reunisse não apenas os partidos de esquerda, mas os movimentos sociais, também. Um encontro que não visasse apenas a eleição. Uma utopia quase tão distante quanto a sociedade que deveria surgir após a derrocada do sistema capitalista.

Houve essa tentativa de união na eleição presidencial de 2006 quando o PCB se juntou com o PSOL e o PSTU. Não funcionou: “a candidatura ficou concentrada em uma personalidade”, disse o candidato em referência a Heloísa Helena.

Grabois, assim como a maioria dos candidatos ao Governo de SP, também não se inscreveu no site do Ficha Limpa, no qual se compromete a atualizar as contas da campanha a cada semana, divulgando o nome dos doadores e a forma como o dinheiro é gasto. Nem tanto pelo custo da campanha – R$ 50 mil -, muito mais pela falta de organização: “sei lá o que aconteceu no partido”.

Fora do ar, seguimos a falar de educação, tema que tem sido discutido de forma superficial no debate político. Ele é a favor da progressão continuada, mas não da maneira como foi instituída na rede pública paulista; e se espanta quando ouve candidatos propondo boletim de notas contra todas as recomendações pedagógicas em vigor. Porém, não se assusta ao saber da ideia de um de concorrentes ao cargo de Governador de que para resolver o problema vai colocar dois policiais na porta de cada escola. “Se ouve de tudo”.

Antes de ir embora, a assessora de Grabois, em tom entusiasmado, anuncia: voltaremos aqui com o Poder Popular constituído.

Perguntômetro

Seis perguntas e comentários foram encaminhados diretamente para o candidato Igor Grabois. Todas foram repassadas para a assessoria do PCB, juntamente com questões que haviam sido enviadas para todos os candidatos entrevistados pela CBN.

Igor Grabois, do PCB, fecha série de entrevistas

 

CBN SP painelDesde 1922 quando foi fundado, esta é a primeira vez que o PCB lançou candidato ao Governo do Estado de São Paulo. Igor Grabois, mesmo não pontuando e na maioria das vezes não tendo seu nome lembrado nas pesquisas eleitorais, aproveita os poucos espaços que tem nos meios de comunicação para defender a principal plataforma de governo dos comunistas, o Poder Popular.

Hoje, Grabois estará no CBN SP para fechar a série com os candidatos ao Governo do Estado, que se iniciou há duas semanas. Ele é professor universitário e economista formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A entrevista será das 10 e meia às 11 da manhã, com transmissão simultânea no rádio e na internet. E você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.

Para saber como foram as entrevistas com os demais candidatos, acesse os links a seguir:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Feldmann é verde mas quer falar de todas as cores

 

“Me acusam de ser monotemático, mas só me perguntam sobre meio ambiente”. A frase é do candidato do PV Fábio Feldmann que acabara de deixar o estúdio do CBN São Paulo para gravar depoimento à TV Globo. Disse com um sorriso no rosto e sem elevar a voz (ele nunca levanta a voz), mas soou como uma crítica à imprensa.

No estúdio de internet da CBN, em 30 minutos de conversa, Feldmann falou muito sobre temas ambientais, mas também teve de apresentar propostas para as áreas de educação, saúde e economia. Respondeu várias perguntas, ainda, sobre transporte – afinal, foi ideia dele o rodízio de carros. Restrição que atingia toda a região metropolitana e tirava de circulação os automóveis durante o dia inteiro para combater a poluição do ar. E lá voltamos nós a temática verde.

Vasculhei as sugestões dos ouvintes-internautas,: qualidade da água, preservação das matas, queimadas no campo, transporte mais limpo … meio ambiente de novo.

Afinal, o que se pode esperar de um candidato que representa o Partido Verde ?

O que deve incomodar Feldmann é que apesar de haver mais consciência do cidadão em relação ao tema – a discussão está em todas as partes, na academia, nos meios de comunicação e no mundo corporativo – isto não se transforma em voto.

Em São Paulo, nenhum dos principais candidatos do PV consegue decolar nas pesquisas. Marina, presidente, Feldmann, governador, Ricardo Young, senador, aparecem com baixa preferência entre os eleitores. Resultado, também, da pequena exposição na campanha de rádio e TV. Registre-se que Feldmann acredita que o partido sairá maior deste pleito, ao menos em relação ao número de deputados.

Nem mesmo a baixa arrecadação parece lhe tirar a confiança. A candidatura dele conseguiu pouco mais de R$ 1 milhão, dinheiro que está publicado e registrado no site da campanha. Sendo um dos dois candidatos ao Governo de São Paulo que se cadastraram no site Ficha Limpa e assumiram o compromisso de atualizar as contas e divulgar o nome dos doadores antes das eleições, tive a curiosidade de saber se algum empresário havia pedido sigilo a ele: nenhum, respondeu.

Fiquei surpreso, afinal todos os candidatos ‘grandes’ com quem conversei alegam que o dinheiro costuma ser repassado apenas com a garantia de que o nome do doador não será divulgado antes da eleição.

Surpresa não tive quando ao ver o candidato deixando os corredores da rádio CBN lembrei de olhar a gravata dele. Adivinha qual era a cor ?

Perguntômetro

Antes e durante a entrevista, Feldmann recebeu 22 perguntas, comentários e sugestões. Todos os e-mails foram repassados à assessoria do candidato

Feldmann, do PV, na entrevista com o CBN SP

 

CBN SP painelForam quatro debates na televisão até aqui. Várias entrevistas ou sabatinas. Mesmo assim, Fábio Feldmann do PV, ex-deputado-federal e ex-secretário de Estado, vê seu nome aparecer ao lado de candidatos pouco expressivos nas pesquisas eleitorais. Não supera a marca de 1%. Hoje, terá mais 30 minutos para tentar convencer o eleitor de suas ideias identificadas com os temas ambientais.

Feldmann fechará a segunda semana de entrevistas com os candidatos ao Governo de São Paulo, promovidas pela rádio CBN. Terá de falar sobre temas que vão além do meio ambiente, pois os assuntos foram propostos por especialistas e ouvintes-internautas.

A entrevista começa às 10 e meia da manhã com transmissão simultânea na internet. e você pode participar com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens encaminhadas ao candidato serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria dele.

Acompanhe o calendário dos candidatos e as entrevistas já realizadas:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Alckmin, do PSDB, entre cafezinhos e estatísticas

 

Cafezinho, número, debate, estatística, cazefinho de novo, mais debate, mais dados, e um cafezinho, por favor ! Assim tem sido o cotidiano do candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, apontado como favorito na disputa pelo Governo de Estado de São Paulo.

Na noite passada, estava em um debate. O quarto de seis que se realizarão até o fim do primeiro turno. “Com seis participantes fica cansativo”, confidenciou. Hoje cedo, saiu de casa para a rádio CBN e pouco antes de entrar na emissora, atravessou a rua para mais um cafezinho. É sempre oportunidade para ganhar o apoio de um eleitor que esteja no caminho.

Interrompeu o trajeto para cumprimentar o jornalista Heródoto Barbeiro que deixava a rádio naquele momento. “Fui aluno dele” contou aos mais próximos. E seguiu para o cafezinho. Abraços, foto, um sorriso contido.

Apesar de aparecer com chances de ganhar a eleição no primeiro turno, Alckmin não perde um minuto de sua agenda. Sabe que qualquer descuido é suficiente para ter de encarar mais uma etapa nesta corrida, o que significaria mais cafezinho, número, debate, estatística …

Chega no estúdio acompanhado de alguns assessores, fotógrafos e um cinegrafista da TV Globo que grava imagens para reportagem do dia. A propósito: Alckmin faz parte dos candidatos de gravata, e usa uma azul. Será retirada assim que voltar às ruas.

Antes disso, porém, mantém a pose de candidato na televisão (é no rádio e na internet nossa entrevista, mas é como se fosse na TV). Senta com a coluna ereta, não encosta na cadeira, usa as mãos de maneira sincronizada com a fala e mantém um hábito de políticos antigos: fala olhando para a lente da câmera, se esquecendo que ao lado dele tem um jornalista a fazer pergunta.

Da primeira a última pergunta tenta disparar dados, estatísticas e propostas de governo, mesmo que a questão tenha outro sentido. Se não é forçado a interromper a resposta, dá a impressão de que falaria sem errar os 30 minutos que tem à disposição. Este hábito torna a entrevista quase um embate. Posso perguntar, por favor ?

Falou muito de educação, metrô e segurança, sempre apoiado em uma quantidade enorme de dados, alguns dos quais difíceis de serem confirmados. Comentou sobre o Efeito Lula na eleição estadual e de denúncias durante seu governo quando foi acusado de estar beneficiando deputados da base aliada com verba de publicidade da Nossa Caixa.

 

Apesar de gostar tanto de números e dados (e cafezinho), Alckmin abre mão de usá-los quando o tema é transparência na campanha. Diz que não vai divulgar o nome dos financiadores antes da eleição, pois cumpre a lei rigorosamente. Se cadastrar no site do Ficha Limpa nem pensar: “daqui a pouco vem uma ONG e vai querer que a gente atualize as contas diariamente”, reclamou. Sugeriu que transformem a obrigação em lei. Deve ter esquecido que ONG na cria lei, deputados (inclusive os da base alida) é que têm este poder.

Seja como for, a entrevista termina e lá vai o candidato para mais um cafezinho, números, debate, estatística, cazefinho de novo … Ele torce para que dia 3 de outubro esta maratona acabe, seus oito concorrentes esperam que não.

Perguntômetro

Líder nas pesquisas e no número de mensagens, também. Entre perguntas, críticas e sugestões foram 78 as que contei em minha caixa de correio.

Alckmin é o entrevistado do CBN SP, na rádio e na internet

 

CBN SP painelFavorito nas pesquisas eleitorais, antes mesmo de se iniciar a campanha, Geraldo Alckmin do PSDB tem a oportunidade de vencer a eleição no primeiro turno, apesar da redução da diferença entre ele e Aloizio Mercadante do PT. É o que mostram pesquisas dos principais institutos, casos do Ibope e Datafolha. O ex-governador será o entrevistado desta quinta-feira, no CBN SP, com transmissão simultânea na internet.

Alckmin responderá perguntas feitas com base em entrevistas realizadas com especialistas em seis áreas – educação, saúde, transporte, meio ambiente, segurança e gestão pública e transparência -, além de sugestões envidas por ouvintes-internautas nas últimas duas semanas. O público poderá participar também, durante a entrevista, enviando e-mail para milton@cbn.com.br. Todas as perguntas serão repassadas, após a entrevista, para a assessoria do candidato.

A série com os Governadores, que se iniciou semana passada, vai ao ar das 10 e meia às 11 da manhã.

Acompanhe o calendário dos candidatos decidido por sorteio:

Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)

Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)

Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)

Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)

Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)

Candidata do PCO perde entrevista na CBN

 

Estúdio CBN na Internet

As duas cadeiras do estúdio de internet da CBN ficaram vazias hoje pela manhã, entre 10 e meia e 11 horas. No corredor havia uma equipe da TV Globo escalada para acompanhar o entrevistado na série com os candidatos ao Governo de São Paulo. Só faltou mesmo, o candidato. No caso, a candidata.

Um dos partidos que mais criticam os meios de comunicação e o sistema eleitoral por não darem espaços iguais na discussão política desperdiçou, hoje, 30 minutos de entrevista na rádio CBN com repercussão na TV Globo. Por desorganização, Anaí Caproni do PCO não compareceu à emissora conforme estava acertado com a assessoria dela.

Não houve uma explicação oficial sobre a ausência. Apenas por telefone, um dos assessores do partido disse, inicialmente, que ela chegaria atrasada a entrevista porque estava participando de outro compromisso. Quando faltavam 10 minutos para o horário marcado voltou a ligar e disse não saber onde estava Anaí Caproni e, portanto, cancelava a participação dela.

A rádio CBN abriu espaço para que todos os nove candidatos ao Governo de São Paulo pudessem, através de entrevista, expor suas ideias e projetos políticos. O tempo e a estrutura oferecida a eles foi igual, independentemente da representação partidária no parlamento. E a entrevista é transmitida na rádio e na internet, simultaneamente.

No início da série, semana passada, o candidato Celso Russomano do PP foi outro que perdeu parte do seu tempo, pois chegou atrasado 15 minutos na entrevista, segundo ele por causa do trânsito que havia entre Santo Amaro e o centro da cidade. Durante a série com os candidatos ao Senado, Moacyr Franco do PSC também perdeu a hora, enquanto Orestes Quércia do PMDB e Romeu Tuma do PTB alegaram problemas de saúde.

Geraldo Alckmin do PSDB está confirmado para amanhã.