Caxias 2 x 3 Grêmio
Gaúcho – Centenário (Caxias-RS)

Começo esta Avalanche com um pedido de desculpas. Com a quarta-feira lotada de compromissos desde às cinco horas da manhã e sem direito a adiá-los, sendo alguns extremamente complexos, já havia me comprometido a não ver o jogo do Grêmio, com horário marcado para começar às 10 da noite, momento em que deveria estar na cama, dormindo e recuperando a energia para nova maratona nesta quinta-feira. Além disso, era mais uma partida pelo Campeonato Gaúcho de pouco risco a medida que estamos muito bem obrigado na tabela de classificação. O trabalho realmente se estendeu por boa parte do dia e ao chegar em casa ainda faltavam alguns textos e projetos a serem desenvolvidos. Coincidentemente, as tarefas se encerraram às 10 da noite, quando fui para o quarto dormir. Liguei a televisão para relaxar e lá estava o Grêmio.
Não sei se você teve a oportunidade de assistir ao jogo. Mas desde o início viu-se uma dinâmica interessante da equipe, com nossos jogadores se movimentando de forma harmoniosa, mantendo o domínio da bola, trocando passes de pé em pé e driblando os marcadores com talento. O gol de Zé Roberto foi resultado claro desta variação de jogadas com uma conclusão de categoria desviando a bola do goleiro. Tivemos percalços na defesa, vacilos que permitiram a virada no placar após dois gols de cabeça em que o adversário estava sozinho dentro da área. Nem isso porém parecia abalar o jeito do Grêmio jogar, a ponto de termos conseguido o empate ainda no primeiro tempo com um gol e tanto do atacante Barcos. Ele queria cruzar ou chutar a gol? Pouco importa. Seja qual tenha sido a intenção, sinalizou que a sorte está mudando para o argentino. Tanto é verdade que foi o próprio Barcos quem, no segundo tempo, definiu a vitória em jogada inusitada que se iniciou com um chutão do goleiro Busatto, na cobrança do tiro de meta, que caiu atrás da defesa adversária e foi muito bem aproveitado pelo goleador redivido.
Como você deve ter percebido, ao contrário da minha promessa, assisti à toda partida, sem tirar o olho da televisão, sofrendo com a virada e vibrando com as boas jogadas. Não tive coragem de dormir antes do apito final, mesmo sabendo o preço que pagaria nesta quinta-feira. Aí você deve se perguntar, então, por que o Mílton pede desculpas? Peço desculpas ao Grêmio, a este Grêmio que nos tem admirado nos últimos jogos, por ter levantado a possibilidade de não ver a partida de ontem à noite. Com o futebol que o time de Enderson Moreira está apresentando, mesmo diante de algumas falhas como ontem, não dá para ficar sem o Grêmio.






