Avalanche Tricolor: se é o que temos para vencer, venceremos

 

Grêmio 2 x 0 Náutico
Brasileiro – Alfredo Jaconi (Caxias-RS)

 

Gremio x Nautico

 

Aprendemos com o tempo que o Campeonato Brasileiro se conquista a cada rodada, na soma de pontos de cada jogo, e, portanto, toda partida é uma decisão. Sendo assim, vencemos a primeira de 38 finais que temos para sermos campeões. Distante de casa, pela punição que sofremos no fim da temporada passada, mas próximo da torcida que praticamente lotou o Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, fizemos uma boa partida, na qual nosso meio de campo se destacou com os gols de Zé Roberto e Elano. Houve destaques nas laterais, com Pará e Alex Telles se revezando nas subidas. E a defesa jogando com seriedade.

 

Era evidente o ressentimento de muitos com a desclassificação na Libertadores, e as vaias para Vanderlei Luxemburgo que soaram das arquibancadas revelaram este sentimento. Há muita desconfiança com o que este elenco qualificado é capaz de fazer quando desafiado em campo. Mesmo os jogadores não escondiam a ferida aberta pela derrota há pouco mais de uma semana. Ou seria a lição aprendida? A comemoração de Zé Roberto, logo após o gol, que correu para abraçar Cris no banco, pareceu-me uma forma de tentar reconstruir este grupo que, segundo palavras do próprio craque da camisa 10, precisa encarar o Brasileiro como um novo tempo para o Grêmio. Tempo de mostrar que projetos pessoais jamais poderão se sobrepor ao interesse coletivo. Que talentos individuais somente se consagrarão se impulsionados pelo espírito guerreiro que sempre marcou nossa histórias.

 

Ao fim do jogo, Souza resumiu o desejo de todos: se é o Brasileiro (e a Copa do Brasil) que temos para vencer, vamos vencer. Que assim seja, da primeira à última rodada.

Avalanche Tricolor: Desistir, jamais!

 

Santa Fé 1 x 0 Grêmio
Libertadores – Bogotá (Colômbia)

 

Santa Fe x Gremio

 

Somos Imortais não porque jamais perdemos, mas porque jamais desistimos.

 

(…e nada mais digo por enquanto frente ao adiantado da hora, mas voltarei a este espaço ainda nessa sexta-feira)

 

Estou de volta (editado às 11h15 de 17/05):

 

Ao escrever logo após o jogo, chuto a razão para as cucuias (que imagino seja um lugar bem distante), desabafo minhas emoções e desprezo a lógica do futebol. Prefiro assim pois teclar como pulsa o coração me faz sofrer menos e me impede de enxergar as fragilidades de um clube que quero Imortal. O adiantado da hora e a necessidade de dormir o mínimo possível para me colocar em condições de pensar às notícias do dia, me impediram de dizer o que pensava logo após o apito final da partida na Colômbia que nos desclassificou da Libertadores.

 

Somente agora, noite mal dormida e dia já praticamente trabalhado, é que sento diante do computador para escrever o que penso do desempenho do tricolor nesta edição da Libertadores. Talvez este distanciamento me tenha feito entender um pouco mais a sensação que me acompanhou durante todo o jogo de ontem à noite e em parte da competição. Não havia a confiança quase deslumbrada de sempre, mesmo nos melhores momentos do jogo e ciente do bom elenco de jogadores que tínhamos à disposição. As escapadas em direção ao gol adversário não me iludiam, nem mesmo a aparente tranquilidade no toque de bola de nossos jogadores. Cheguei a pensar que era apenas forma de controlar meu nervosismo: não acreditar no possível para não se frustrar no revés. Mas isto não é coisa de gremista, pensava comigo mesmo.

 

Foi a boa crônica do jogo, intitulada “Os Miseráveis”, escrita por Maurício Brum, no site Impedimento.org, que me ajudou a traduzir o sentimento e desconforto com o time. Não com os jogadores em si, apesar de alguns terem provado que não merecem vestir a camisa do Grêmio. Desconforto com a alma de um time, que desapareceu em meio a estratégias mirabolantes e palavras rebuscadas. Que acabou com a raça que sempre nos diferenciou sem sequer dar vazão para o talento que existe em muitos dos que estão na equipe. Raça e categoria estiveram juntas apenas em uns poucos instantes desta temporada; raridade como no jogo do Fluminense, no Maracanã, por exemplo.

 

A mudança de postura se fará necessária para que os desafios de 2013 não sejam desperdiçados como foram todos os que enfrentamos na Era Luxemburgo, a começar pela Copa Sul-Americana do ano passado, na qual assistimos à virada histórica do Millionários, nas quartas-de-final, e às perdas do vice-campeonato Brasileiro e da vaga direta à Libertadores ao aceitar um empate no jogo final do Olímpico. E para que esta mudança ocorra, em vez de aplicarmos a política da terra arrasada, dispensando aleatoriamente nomes que não renderam o que podiam até aqui, é preciso identificar, antes, quem sugou nosso ímpeto, quem consumiu nossa alma.

 

E você, caro e raro leitor deste Blog, sempre acostumado a me ver ufanista mesmo nos piores momentos, não pense que estou incrédulo. Estou apenas com os pés no chão e pedindo que recuperem a saga do Imortal Tricolor, este que é Imortal não por jamais perder, mas por jamais desistir.

 

Eu não desisto: Grêmio, sempre!

Avalanche Tricolor: lutamos, sofremos e vencemos

 

Grêmio 2 x 1 Independiente (COL)
Libertadores – Arena

Lutamos, acertamos, erramos, sofremos e vencemos. Com a mesma precisão com que distribuiu passes, driblou adversários e despachou bolas que rondavam nossa área, Souza descreveu a vitória que nos deixa com vantagem na disputa pela vaga às quartas-de-final da Liberadores. Um resultado que ganhou dimensão diante das circunstâncias da partida, quando mais uma vez tivemos um jogador expulso (aliás, mais uma vez o mesmo) e, agora, contra o único time invicto na competição e com a segunda melhor campanha até aqui.

 

O gol de Vargas, de cabeça, premiou o atacante que, apesar da pouca estatura, se agiganta diante dos marcadores. Fez isto especialmente na partida desta noite quando teve uma de suas melhores apresentações desde que chegou à Porto Alegre.

 

O gol de Fernando, de fora da área, consagra a história deste volante que talvez seja, hoje, o jogador que mais bem simboliza a saga gremista. Foi dele que saiu, em entrevista ao fim do jogo, a fórmula para superarmos nossas carências: cada um deve jogar 10% a mais para substituir a ausência do colega expulso. Ele, com certeza, jogou muito mais do que isso e se transformou no herói da partida.

 

Para um clube que forjou sua vida nas conquistas históricas e construiu a imagem de Imortal, não podemos esquecer que, nesta noite, tínhamos, ao lado do campo, o estigma de um vencedor: o técnico interino Roger.

 

Que venha a próxima batalha!

Avalanche Tricolor: vamos ao que interessa

 

Juventude 1 (5) x (4) 1 Grêmio
Gaúcho – Alfredo Jaconi (Caxias do Sul)

 

 

Dia 1º de maio, 19h30, Arena, Porto Alegre.

 

Está lá, marcado na minha agenda com destaque e em azul. Esta é a decisão que nos interessa. Este é o jogo da temporada. Santa Fé, o inimigo a ser abatido. Um time argentino, com certeza. Uma decisão sul-americana, sem dúvida. Nada que fizemos (ou deixamos de fazer) até aqui é mais importante do que este compromisso em pleno feriado do Dia do Trabalho. Uma decisão de 180 minutos ou um pouco mais que tem de ser resolvida nos primeiros 90, se não quisermos estender nosso sofrimento. Apesar de que tudo que fizermos nesta primeira hora e meia de futebol, por melhor que seja, terá de ser ratificado na hora e meia seguinte, diante da torcida adversária. Por isso, reunir nossa força e história neste desafio inicial é fundamental para nosso destino em busca da marca maior, o  Tri da Libertadores. Temos de nos desvencilhar de todos os entraves que surgem nesta caminhada. Craques lesionados, guerreiros debilitados e lutadores em recuperação têm de se unir, contar com o apoio incondicional da torcida. As trapalhadas técnicas, os erros gerenciais, as carências estratégicas e percalços como a decisão de pênaltis na noite deste sábado têm de ser deixados para trás.

 

Temos de ser fortes e capazes de superarmos nossas deficiências e para tanto contamos com nossa história de imortalidade. E se você me provocar pelo mau resultado de hoje, perdeu seu tempo. Tudo que aconteceu em Caxias do Sul é ensinamento, é motivo de reflexão, é a penitência que temos de pagar pela grande conquista que sonhamos.

 

É isso que penso, é nisso que creio (principalmente depois de uma garrafa do malbec argentino Lindaflor La Violeta 2008 – mesmo porquê só bebendo para aceitar um chute como o do André Santos e a falta de criatividade para chutar a gol)

Avalanche Tricolor: se é pra sofrer, que se vença

 

Grêmio 0 (5) x (4) 0 São Luiz
Gaúcho – Arena

 

 

Se pode complicar por que simplificar? Se pode sofrer por que não levar a decisão para os pênaltis? Tem sido assim e, mesmo quando teríamos condições de fazermos diferente, tendemos a manter a escrita. Ganhamos no limite. Ou empatamos se for preciso. E assim foi nessa noite de segunda-feira quando decidimos a vaga às semi-finais da Taça Farroupilha na cobrança de pênaltis. A boa notícia é que parece termos aprendido a batê-los, pois pela segunda vez, em três meses, superamos nossos adversários convertendo todas. E com categoria como fez o jovem Biteco, a quem foi reservado o prazer de acabar com o nosso sofrer.

Avalanche Tricolor: isto é jogo de Libertadores

 

Huachipato 1 x 1 Grêmio
Libertadores – Talcahuano (Chile)

 

Huachipato x Gremio

 

Isto é jogo de Libertadores! Luta-se com as habilidades que se tem, supera-se as que carecem com coragem e nada pode ser tão difícil que não sejamos capazes de enfrentar.

 

Fez-se um gol para enaltecer os craques Zé Roberto, nosso melhor jogador nesta primeira fase, e Barcos, um atacante que impressiona mesmo sem marcar. Um golaço de “meia-bicicleta” que teve a participação desta dupla no início, quando a bola foi tomada na intermerdiária, e na conclusão da jogada. O que revela disposição e talento.

 

Ganhou-se um herói. O herói de uma perna só. Manquitolando, Werley vestiu a camisa tricolor com orgulho até o seu final, mesmo com dor. Nada lhe impediria de lutar até o fim (e mesmo depois do fim)

 

Sofreu-se com a pressão adversária e o empate. Chutões para despachar a bola foram necessários. Carrinho na bola, bola prensada e até mão na bola, também, fizeram parte do nosso repertório nessa noite no Chile.

 

E diante de tudo que se enfrentou dentro de campo e no jogo, por que fugir da luta (agora me refiro a campal)? Enfrentamos a violência, injustificável, após a partida, com a mesma garra e determinação que nos levaram a conquista da vaga.

 

Uma noite de Libertadores!

Avalanche Tricolor: deu para o gasto

 

Novo Hamburgo 0 x 0 Grêmio
Gaúcho – Novo Hamburgo (RS)

Novo Hamburgo x Gremio

 

Entendo pouco das estratégias do futebol e muitas vezes tenho dificuldades para explicar a movimentação tática que justifica determinados resultados. O caro e raro leitor desta Avalanche sabe que a escrevo como torcedor, apesar de, às vezes, arriscar alguma análise. Mesmo essas, porém, estão isentas da razão, preferindo que meus textos fluam pela emoção. Comemoro o chutão para fora do estádio tanto quanto sofro com passes errados. Bato palma ao ver meus jogadores dando carrinho para salvar a defesa assim como ponho as mãos na cabeça para lamentar a falta de criatividade na movimentação. Vou da alegria à decepção em sentimentos que variam a cada jogada, acompanhando o desempenho de nosso time. Iludo-me facilmente com a substituição que acabara de ser feita para ter esperança de que aquele que entrará vai redimir a decisão tomada pelo técnico. Esforço-me mais do que qualquer zagueiro marcando seu adversário e muito mais do que qualquer atacante em busca da bola cruzada na área para enxergar mensagens positivas no que proporcionam as chuteiras calçadas pelos que defendem meu time. Nesta tarde, em Novo Hamburgo, o máximo que vi foi o nome de Fernanda grafado em amarelo nos pés de Fernando, em singela homenagem a filhinha dele nascida recentemente. Aliás, ainda bem que o temos em campo, pois, exceção ao desempenho de Fernando, na minha mais fria e profunda avaliação, o jogo, hoje, foi uma porcaria. E sabemos bem quem no futebol brasileiro apenas um time se dá ao luxo de ser “porco” e agradar sua torcida.

 

Bem verdade que o resultado deu para o gasto, foi o suficiente para entrar na próxima fase como primeiro colocado do grupo e, convenhamos, o Campeonato Gaúcho da forma como é disputado não merece muito mais do que isso.

 

Por mais contraditório que possa parecer: que este resultado se repita na próxima quinta-feira, no Chile.

Avalanche Tricolor: do jeito que o Grêmio é

 

Grêmio 0 x 0 Fluminense
Libertadores – Arena

 

O torcedor tomou a Arena, vibrou o quanto pode, marcou cada jogada do adversário com vaias e teve paciência com os erros de seu time. Fez o que se esperava de uma torcida como a do Grêmio que tem orgulho de sua história.

 

Em campo, assistimos ao esforço de Zé Roberto, à segurança e talento de Fernando e às insistências de Pará. Tivemos a oportunidade de ver nosso time lutar de forma heróica contra a superioridade numérica e as limitações de alguns de nossos jogadores. Se não fizemostudo que queríamos, fizemos o que podíamos fazer.

 

O resultado em nada muda nossa caminhada na Libertadores. A decisão seria, independentemente do placar, na rodada final jogando fora de casa, contra tudo e contra todos. Do jeito que o Grêmio sabe e gosta de fazer.

Avalanche Tricolor: vencemos, mas o que interessa é quarta-feira

 

Grêmio 1 x 0 Cerâmica
Gaúcho – Arena Grêmio

 

Gremio x Ceramica

 

Jogo é jogo e treino é treino, diz uma das máximas do futebol. Se me permitem, vou estender a frase que tenta explicar os motivos que levam jogadores e times a se comportarem de forma diferente de acordo com as circunstâncias: Libertadores é Libertadores. É por isso que querer adivinhar o que acontecerá na próxima quarta-feira quando estaremos diante de mais um desafio na temporada com base no que fizemos nesses últimos jogos do Campeonato Gaúcho é quase impossível. Ânimo, disposição e receios são diferentes conforme o objetivo que se pretende alcançar. O esforço para impedir que a bola escape pela lateral é maior; busca-se no fundo da alma a respiração que pode fazer falta para impedir que o adversário chegue para o cruzamento; e da mesma forma a precisão no chute e no passe se diferencia, podendo até ser prejudicada de acordo com a capacidade de cada um de lidar com a pressão.

 

Ganhamos na noite de sábado de um adversário sem expressão e de campanha acanhada em um campeonato ainda mais limitado. E, mesmo assim, precisamos que um zagueiro atrapalhado desviasse a bola para dentro de seu próprio gol. Houve instantes de apatia em que o futebol foi esquecido, mas também momentos que me entusiasmaram pela iniciativa do time de se movimentar com velocidade e trocar passe de forma qualificada. Foram poucas as chances de ampliar o placar, apesar do domínio que tivemos. E as poucas foram desperdiçadas.

 

Se nem tudo se desenvolveu em campo como gostaríamos, nada diminuiu meu entusiasmo para a partida decisiva que teremos. O time com esta formação, sem invenção e mesmo sem Elano, tem maturidade e se entende bem. Há vacilos na defesa que podem ser resolvidos com a mesma disposição imposta na partida contra o Fluminense, no primeiro turno da Libertadores. E há insegurança de alguns jogadores que pode ser substituída a partir do grito do torcedor. Aqui está um ponto fundamental: a força de nossa torcida, sem a impaciência que temos demonstrado. Marco Antônio tem sido o alvo preferido pois é inferior a Elano e não convenceu até hoje. Vanderlei Luxemburgo aposta nele e diz que o jogador era escalado na posição errada. Espero que tenha razão. Torço para que nosso meio-campo cale os críticos (eu entre eles) e o vejo marcando o gol que nos dará a vitória. Foi assim que escrevemos nossa história: com superação.

 

Veja o caso de Pará, lateral que teve de migrar da direita para a esquerda em toda temporada passada, sem nunca se transformar em um diferencial. Está melhorando a cada partida, surge na linha de fundo com coragem, faz cruzamentos decisivos e retorna para a defesa com o mesmo vigor. Até aquele corte de cabelo estranho tem me parecido mais interessante. Só a alma tricolor explica estes fenômenos, esta mesma que, tenho certeza, vai se expressar no gramado da Arena na próxima partida da Libertadores. Até lá.

Avalanche Tricolor: um empate sem sabor nem definição

 

Passo Fundo 1 x 1 Grêmio
Gaúcho – Vermelhão da Serra (Passo Fundo)

 

Adriano tenta desarmar o adversário (Foto: Gremio.net)

 

Meia muzzarella, meia calabresa. De pizza mais pedida nos restaurantes paulistas, o prato passou a representar, também, fatos que não são bem definidos, coisas que acontecem e não vão mudar muito a vida de ninguém. Mais ou menos como a partida desta tarde, no lotado estádio de Passo Fundo, interior gaúcho.

 

O Grêmio não ia à cidade há 13 anos e levou para lá um time indefinido, com poucos titulares de fato, alguns reservas de luxo e jogadores que jamais deixarão saudades – havia, inclusive, os que integravam mais de uma dessas categorias. Pela quantidade de torcedores que aceitou assistir ao jogo nas condições precárias do estádio Vermelhão da Serra bem que os times, em especial o Grêmio, poderiam ter oferecido em campo um pouco mais do que vimos.

 

O desempenho gremista se explica, talvez, pelo próprio comportamento de seu treinador que fez modificações no atacado e sem muita lógica, no segundo tempo, quando a vitória ainda não estava garantida. Pagou caro ao ceder dois pontos e a liderança do grupo. Já havia me incomodado na entrevista antes de a partida se iniciar quando deu respostas desaforadas em uma demonstração de que está desconfortável com as cobranças que têm sido feitas. Negou que ao criticar a falta de empenho dos jogadores na partida anterior pelo Campeonato Gaúcho estava querendo “tirar o dele da reta” – perdão se uso esta expressão pouco recomendada em público, mas foi o que disse Luxemburgo. Diz que apenas estava sendo sincero. Não entendeu até agora – e pelo seu histórico jamais vai entender – que um time apenas existe quando há espírito de grupo, quando todos estão comprometidos com a mesma causa. Atirar nas costas dos comandados a responsabilidade pelos erros não me parece ser a atitude mais apropriada, em especial no momento em que ele fazia mudanças táticas no time, obrigando os jogadores a se acostumar ao novo esquema. Não entro aqui na discussão se as tentativas são válidas ou não, mas o treinador tem de ter a percepção de que a vitória e a derrota devem ser assumidas por todos, independentemente de quem for a responsabilidade. Esta história de que eu venço e eles perdem costuma não dar bons resultados. O grupo percebe.

 

Nossos próximos desafios não nos dão o direito a erros e indefinições. E o pior que pode acontecer é depois de todo o investimento feito até aqui a temporada terminar em pizza. E sem muzzarella nem calabresa.