Um terço dos cerca de 300 mil m2 do Parque da Água Branca está em obras, o suficiente para transformar este espaço em uma área de conflito entre moradores, visitantes e gestores. Apesar do clima estar tenso nesta área privilegiada do distrito da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, há um consenso em relação a importância deste espaço administrado pelo Estado para o lazer do paulistano.
O Parque da Água Branca foi o primeiro visitado pela repórter Cátia Toffoletto na série de reportagens, ao vivo, sobre as áreas de lazer na capital paulista, que se iniciou nesta sexta-feira. Lá, ela conversou com a líder do movimento que reúne moradores incomodados com as mudanças realizadas pelo Governo do Estado, assim como mostrou o que os administradores do parque pensam em relação a estas reclamações e a reforma que se realiza.
De todas as entrevistas, a que mais me chamou atenção foi a do engenheiro civil Salomão Goichmann que usufrui do parque da Água Branca desde 1932 quando frequentava o local “de carrinho, mamadeira e chupeta na boca”. Se levarmos em consideração que o local foi inaugurado em 1929, ele é um morador privilegiado pois viveu todos os momentos desta parque.
As entrevistas estão reunidas em uma página especial no site da CBN, onde serão publicadas, também, as reportagens sobre os demais parques e praças que serão visitados pela Cátia Toffoletto, neste mês de dezembro. Você acessa, ainda, imagens feitas pela Cátia e por ouvintes-internautas, no álbum digital do CBN SP, no Flickr.
Você pode sugerir os locais que a reportagem CBN estará, ao vivo, nos próximos dias. Desde de anunciamos a série, muitos ouvintes-internautas fizeram sugestões pelo e-mail milton@cbn.com.br. Os primeiros nomes sugeridos foram o Parque da Luz, região central da capital, o Parque do Povo, na zona oeste, o Parque do Trote, na zona norte, e os parques Raul Seixas e da Vila Jacuí, na zona leste.
Há casos de ouvintes-internautas que, além de sugerir o nome do parque, ainda enviou sugestões de entrevistas, como fez Fábio Eduardo Flório que conheceu um frequentador que luta pela “reintegração” do Parque do Povo, desde quando aquela era uma área ocupada ilegalmente.
Já Antonio Carlos Viana chamou atenção para a falta de fraldário na maioria dos parques da cidade: “Nos parques de São Paulo, inclusive o Ibirapuera, não há infraestrutura adequada para que um pai ou uma mãe troque as fraldas de uma criança com condições adequadas de higiene e conforto”.
Mande a sua sugestão, também. E vamos fazer juntos esta série de reportagens sobre parques e praças da nossa cidade.






