Parque será construído dentro de represa, diz MP

 

Veja outras imagens no álbum de Henrique Bronze, no FlickrA Represa de Guarapiranga, que abastece a região metropolitana de São Paulo, pode sofrer sérios prejuízos ambientais com a construção de um parque que vai ocupar parte interna do reservatório. O alerta é do promotor de Meio Ambiente da Capital, José Eduardo Ismael Lutti, que está investigando o que ele considera um crime ambiental. O parque Nove de Julho terá cerca de 530 mil m2 e foi anunciado pela prefeitura e Governo do Estado como a solução para preservar a represa, vítima de ocupações irregulares há dezenas de anos. Ele disse que a obra é demagogia do poder público.

O subprefeito da Capela do Socorro, Valdir Ferreira, escalado pela prefeitura para defender a administração municipal desta acusação, disse que a intenção de usar a área de inundação do parque, com a colocação de alguns equipamentos na área, é impedir que as ocupações avancem naquela região. Ferreira disse que a fiscalização não é suficiente para impedir as invasões.

Após receber o laudo da perícia realizada sexta-feira em Guarapiranga, o promotor José Eduardo Lutti disse que pretende identificar quem foi responsável pelo licenciamento ambiental que autorizou a construção do parque naquela área.


Ouça a entrevista do promotor José Eduardo Ismael Lutti, ao CBN SP

E aqui a resposta da prefeitura, na entrevista com o subprefeito da Capela do Socorro Valdir Ferreira

Parque, árvore e calçada verde contra enchentes

 

A entrega de 100 parques até 2012 é uma das ações da prefeitura com o objetivo de reduzir o impacto das fortes chuvas, segundo o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge. Destes, 60 estariam concluídos aumentando 9 mil m2 a área de parques na cidade, em cinco anos.

Ouça o que o secretário do Verde e Meio Ambiente falou sobre os parques lineares

Na entrevista ao CBN SP, Eduardo Jorge listou uma série de outras ações que considera importantes para combater as enchentes: obrigação de obras terem maior área de permeabilidade, construção de calçadas verdes e arborização.

Neste trecho da entrevista, Eduardo Jorge explica estas ações contra enchente.

Lugares de São Paulo: Pico do Jaraguá

 

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“Estão instaladas no Pico do Jaraguá, zona oeste, várias antenas de sistema de rádio-comunicação das polícias civil e militar, exército, hospitais, companhias de transporte e de energia. Há também antenas de transmissão em micro-ondas, usadas para comunicação de bancos com as agências do Interior. Das emissoras de rádio, a USP é uma das que mantém sua antena instalada no Pico. Com seus 1.135 metros de altura, é o lugar mais alto de nossa cidade onde várias TVS estão com seus sistemas de transmissão. De longe parece pequeno, diante dele não sei precisar o tamanho da sua responsabilidade em atender as demandas de comunicação e segurança de nossa cidade.

O Parque Estadual do Jaraguá é considerado desde 1994 pela Unesco patrimônio da humanidade, integrando a reserva da biosfera do cinturão verde da cidade de São Paulo. O acesso feito pela rodovia Anhaguera, próximo do quilômetro 18, sentido interior, é pessimamente sinalizado. A estradinha turística que leva até lá, de quatro quilômetros, é linda. Borboletas, animais silvestres, muito verde.

E a vista lá de cima ? Só visitando pra saber.”

Uma colaboração especial do ouvinte-internauta Luis Fernando Gallo que se compromete a enviar imagens de pontos importante da capital paulista, nesta semana, para comemorar ao nosso lado os 456 anos de São Paulo. Você pode ajudá-lo, enviando fotos com informação para milton@cbn.com.br.

Enchente, taxa, esgoto e a mesma m…

 

Osasco pós enchente 2

A palavra ganhou destaque na mídia na boca do presidente Lula, semana passada, e se tornou apropriada para a situação vivida por moradores do extremo leste e região metropolitana de São Paulo. Haja vista o que ocorreu nesta quarta (16.12) em bairros de Osasco tomados pela lama e na terça retrasada (08.12) no Jardim Pantanal e áreas vizinhas, na capital, que ainda estão embaixo d’água.

Em três entrevistas, o CBN São Paulo falou sobre assuntos diferentes mas que migravam para o mesmo fato: a falta de estrutura das cidades para encarar os fenômenos do clima. Aliás, a própria Patrícia Madeira, da Climatempo, logo na abertura do programa, chamou atenção para o fato de apesar da quantidade de chuva ser muito grande, não há nada de excepcional neste mês de dezembro.

Ela disse que esta história de que “em duas horas choveu o equivalente a oito dias” é balela. Pois a chuva não cai em prestação, costuma despencar na cabeça do cidadão em pancadas como a que ocorreu nestas últimas semanas.

Mas vamos ao que disse cada um dos nossos entrevistados.

A cidade de São Paulo tem planos de construir 21 parques lineares até o fim do Governo Kassab. Dos 13 previstos para este ano, sete foram entregues. A maior aposta é com o Parque Linear da Várzea do Tietê que deve ter sua primeira etapa entregue em um ano:

Ouça a explicação do secretário interino do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, Hélio Neves

A Sabesp, por sua vez, deixou de tratar boa parte do esgoto gerado na última semana na região de São Miguel Paulista, por defeito em seu equipamento. Sem contar que o esgoto coletado no Jardim Pantanal é todo despejado no rio Tietê.

Ouça a entrevista com o superintendente da Sabesp Paulo Nobre

E como tudo se deve a forma com que ocupamos o ambiente urbano, a professora de engenharia hidráulica da USP, Mônica Porto, defende medidas urgentes para melhorar a drenagem do solo e comentou sobre a necessidade de criação de uma taxa para combater enchentes, a taxa da drenagem:

Ouça a entrevista com a professora de Engenharia Hidráulica da USP Mônica Porto

Aos que não querem ouvir falar em taxa, uma notícia: apesar de a secretária estadual de Saneamento e Energia Dilma Pena ter se sensibilizado com o tema, e se declarou a favor da cobrança, o comentário dela não repercutiu bem no Palácio dos Bandeirantes e em Copenhagen, na Dimarca, onde está o governador de São Paulo José Serra (PSDB).

Tem que enxugar a água porque o Tietê está no limite

 

Reflexo da Cidade (Pétria Chaves)

Reflexo do que é São Paulo em imagem da repórter Pétria Chaves/CBN

 

A chuva foi muito forte – dizem o técnicos que despencou 100 mm de água -, mas a cidade já encarou com menos prejuízos temporais bem mais intensos, nos quais o número de pontos alagados ficou longe dos 98 registrados nesta terça (08.12). É o que mostra levantamento feito pelo UOL com base em dados oficiais (leia aqui).

Os mais de R$ 1,7 bilhão investidos que rebaixaram a calha do Tietê para permitir que a vazão do rio chegasse a 1.188 m3 por segundo de vazão não são mais suficientes para a quantidade de água despejada nele. Ou seja, o rio está mais raso do que deveria, pois a manutenção não é suficiente para a quantidade de resíduos que se acumula na calha do Tietê.

Para o professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica Mário Thadeu Leme de Barros entrevistado no CBN SP a saída está em aumentar a capacidade de São Paulo “enxugar” a água da chuva. Uma das opções é investir nos parques lineares que preservariam as encostas dos córregos e riachos que desaguam no Tietê e reduziriam o volume de água despejado no rio.

Dos 23 previstos para serem entregues até 2012, segundo o Plano de Metas da Prefeitura, apenas um está concluído, no Jardim Esther, região do Butantã. Oito deveriam estar prontos neste mês de dezembro.

Haveria outras possibilidades como impedir a ocupação sem limite e sem ordem que se realiza historicamente na capital paulista, mas para tanto é preciso coragem política e restrição de privilégios. Hoje, São Paulo paga um preço muito alto pela falta de planejamento e o que a cidade sofreu nesta terça é reflexo de uma série de erros urbanísticos, muito mais do que o excesso de chuvas.

Nesta entrevista nós falamos também sobre a falha que ocorreu no bombeamento das águas do rio Pinheiros que tornou a situação do Tietê ainda mais crítica.

Ouça a entrevista do professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e sanitária da Escola Politécnica Mário Thadeu Leme de Barros

Nesta quarta, também conversamos com um economista para entender o tamanho do prejuízo calculado pela cidade em virtude dos transtornos provocados pelas enchentes.

Ouça a entrevista de Heron do Carmo, professor da FEA-USP, sobre o Custo São Paulo

Triste passeio no parque do Tietê

 

Rio Tietê

O passeio no parque ecológico do Tietê, zona leste de São Paulo, causou estranha sensação no colaborador do Blog Marcos Paulo Dias: “medo, receio, não sei explicar ao certo”. No domingo, ante-véspera do Dia do Tietê, ele realizou o desejo de conhecer o local, mas ficou frustrado com o que viu.

“Raramente passava alguém e quando passava de bicicleta, correndo. A decepção foi grande ao perceber que as pessoas jogam de tudo no rio. Garrafas de plástico, sacolas, sacos, pneus, e até sofá. E, olha, muitos sofás. Conforme eu caminhava a  decepção, a frustração e  a insegurança aumentavam. Para ser sincero, me senti desacreditado com tanta  falta de respeito”.


Clique aqui e assista ao slide show com imagens do parque ecológico do Tietê

Árvores secam em Santo André

 

Árvore seca

A qualidade do serviço de recuperação de área verde na cidade de Santo André, ABC Paulista, é questionada pelo ouvinte-internauta José Carlos Vieira que registrou esta e outras imagens (veja no álbum do Flickr clicando na foto acima) de canteiro na avenida Prestes Maia, onde haviam sido plantadas árvores, recentemente. De acordo com ele, o solo estava mal-cuidado e a erosão se iniciou, além de boa parte das árvores estarem secas.

A resposta: (02.09.09, 19h07)

A prefeitura de Santo André foi procurada pela produção do CBN SP e enviou a seguinte justificativa após ver a nota no blog e as imagens no álbum do CBNSP no Flickr:

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (SOSP), informa:

As fotos abaixo são de lugares diferentes. As seis primeiras fotos são de um talude na Av. Prestes Maia, atrás da sede da Guarda Municipal, onde não existia qualquer tipo de vegetação a não ser capim. Neste talude o Departamento de Parque e Áreas Verdes (DEPAV) plantou 251 mudas de árvores nativas de mata atlântica, plantou também grama-amendoim, para evitar erosões, e outras plantas ornamentais.

As cinco fotos seguintes são do Parque Central, onde foram podadas duas árvores, sendo uma cássia-amendoim e um abacateiro (não é nativo), por estarem prejudicando a casa vizinha ao Parque. Foi removida também uma amoreira (não nativa) pelo seu estado fitosanitário estar comprometendo seu desenvolvimento e a integridade dos transeuntes, pois oferecia perigo de queda. Salientamos que foram elaboradas as autorizações de podas e remoção das mesmas. A Policia Militar Ambiental esteve no local e constou que estávamos agindo corretamente.

Para mais informações favor nos contatar.

Engº Agrº Valdemar Campião Junior
Diretor Assistente

Parque suspenso de Manhattan é Minhocão civilizado

High Line conquistou nova-iorquinos desde a inauguração em junho

High Line conquistou nova-iorquinos desde a inauguração em junho

Uma estrada de ferro abandonada foi transformada em parque público na cidade de Nova Iorque com uma atração especial: o parque é elevado. Ainda que mal comparando, é como se o Minhocão em São Paulo estivesse desativado e fosse transformado em área para passeio e piquenique.

Desde a inauguração, em 9 de junho, os nova-iorquinos invadiram o High Line e o transformaram em local de descanso e bate-papo. Com os celulares nas mãos, fotografam ângulos ainda não vistos de Manhattan graças a nova construção que tem, até aqui, concluída apenas a primeira fase.

O trecho pronto do High Line começa próximo do Rio Hudson na Gansevoort Street e vai até a 20th. O prefeito Michael Bloomberg anunciou que a extensão até a 30th será entregue em 2010. Que o faça logo, haja vista o sucesso que o parque suspenso está provocando. Em bares na região de Chelsea, com U$ 15 você compra uma cesta de piquenique Hig Line com sanduíche, picles, batata chips, cookies e bebida.

Após ler reportagem do The New York Times, nesta quarta, vou pegar o trem para Manhattan e conhecer mais de perto esta nova atração.

Parques serão unidos por ciclovias, em São Paulo

 Foto da BikeTour 2009 do álbum de Alexandre Nascimento no Flickr

Do parque da Aclimação ao Ibirapuera; dali até o parque das Bicicletas é um pulo só; de lá até o parque do Povo e, depois, ao Villa Lobos. Este circuito poderá ser feito de bicicleta se a ideia em debate entre a Secretaria de Esportes e do Verde e Meio Ambiente convencer o prefeito Gilberto Kassab (DEM), mas, principalmente, se passar pela resistência da CET.

As ciclofaixas seriam abertas aos domingos pela manhã quando se calcula de 700 mil a 800 mil pessoas andam de bicicleta na capital paulista. Inicialmente, deve ligar apenas dois parques para depois se estender a locais mais distantes.

A inspiração de São Paulo são as ciclovias de Bogotá, na Colômbia, cidade que fez a opção pelo uso de transporte mais limpo e inteligente (incluo neste conceito, claro, o transporte público). No entanto, se o secretário Walter Feldmann, dos esportes, for a Porto Alegre, em um fim de semana, já encontrará experência semelhante quando as “Faixas Verdes” estão abertas.

Na capital gaúcha, existem faixas pintadas no asfalto que são usadas pelos ciclistas para sair de um parque a outro da cidade. Sábado e domingo, as pistas são das bicicletas. Durante a semana, não há exclusividade, mas a preferência naqueles locais é dos ciclistas (mas não recomendo que você acredite piamente no respeito do motorista de carro na hora do rush).
Calcula-se que em São Paulo existam 5 milhões de bicicletas e todos os dias 300 mil pessoas pedalam, muitos a caminho do trabalho. A quantidade de bicicletas na cidade pode parecer grande, mas ainda é menor do que a frota de carros, estimada em 6 milhões.

Ouça a entrevista do secretário de Esportes Walter Feldmann ao CBN SP

* Para ver outras fotos de Alexandre Nascimento clique aqui