Mundo Corporativo: como ser feliz no seu trabalho

 

A satisfação no trabalho é uma utopia possível no século 21 e depende muito mais do propósito que você tem no emprego do que do salário. O jornalista Alexandre Teixeira, entrevistado no programa Mundo Corporativo da CBN, diz que “o componente chave é o proposito, é a pessoa saber porque ela faz o que está fazendo, é achar sentido no trabalho; e propósito é coisa mais difícil de encontrar do que , simplesmente, a remuneração no final do mês”. No livro Felicidade S.A, o autor, através de pesquisas e casos corporativos, lembra que é estratégico para as empresas ter trabalhadores satisfeitos pois, neste cenário, há aumento da produtividade, diminuição da rotatividade de funcionários e redução nos investimentos com marketing.

 

Considerando que salário não é tudo, quanto um trabalho precisa ganhar para se sentir feliz? Assista à entrevista, pois falei com Alexandre Teixeira sobre este assunto, também.

 

 

O livro Felicidade SA será lançado, nesta terça-feira (18/09), na Livraria da Vila do Shopping JK/Iguatemi.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, apenas no site da rádio CBN, quando você pode participar por e-mail (mundocorporativo@cbn.com.br) ou pelo Twitter (@jornaldacbn). O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN

5 comentários sobre “Mundo Corporativo: como ser feliz no seu trabalho

  1. Bastante oportuna esta materia de hoje Milton!

    Um sujeito, ou sujeita, adora o que faz, na quilo em que se especializou, semte prazer, consegue um bom emprego, com salario consideravel, empresa montada com equipamentos de ultima geração, sistemas de aperfeiçoamento e desenvolvimento pessoal idem, aparentemente tudo de bom e do melhor
    Mas tem sempre um patrão mala, chefe, gerente, diretor qua não sai de cima do funcionário exigindo e fazendo constantes cobranças para que sejam atingidas metas absurdas, numeros cada vez mais distantes, ritimo de produtividade não existente ainda neste planeta, até que o “feliz funcionário” um dia acaba por ficar seriamente doente “dos nervos”, com stress, depressão, uma infinidade de doenças psicossomaticas, dores pelo corpo inteiro, a tal da fibromialgia e um dia vai parar no hospital internado, incacpaz porque acabou sofrendo um enfarto agudo do miocardio, ou sofreu um tremendo AVC e acabou ficando com um dos lados do corpo ou todo corpo paralizado, e finalmente, se tiver sucesso, conseguir boa vontade de um perito do INSS, “poderá” ser aposentado por invalidez.
    Prefiro ser profissional liberal, autonomo, ja passei por tudo isso e nunca mais!

  2. Muito bom o trabalho do AlexandreTeixeira.
    Acredito que o propósito deve ser colocado conjuntamente com a busca da empresa que tenha o mesmo estilo do individuo. É evidente no mundo de hoje a segmentação já tão conhecida e respeitada no mercado de consumo, mas neste âmbito empresarial ainda não é comum . E, fica clara a sua importância. Google e Carterpiller são bons exemplos da diferença de estilos comportamentais.
    A tipologia comportamental vai ter que ser aplicada a tudo. Desde a escolha da escola até o emprego.Se na compra de roupa seguimos o nosso lifestyle por que não fazer na escolha da empresa para trabalhar?
    Os trinta minutos valeram. As citações de obras e pesquisas foram pertinentes e boas. O trailer foi bom. O livro deverá ser também.

  3. Entrevista muito boa , acredito que para ser feliz no trabalho a pessoa tem que estar disposta a oferecer o seu melhor para as pessoas , pensar que se é para ser feito precisa ser bem feito. Não consigo imaginar uma pessoa cheia de revolta e raiva ser feliz em alguma coisa . O negocio é se conhecer , tentar ser leve e bem humorado e tomar muito cuidado com os espíritos de porco que são em maior número na vida real do que na” Avenida Brasil “.

  4. Estou encantada com a entrevista. Sempre entendi que as coisas deveriam ser assim e procuro promover/incentivar a felicidade com minha equipe. Nosso local de trabalho tem que ser bom, caso contrário será um preço muito caro deixar nossa família e passar tantas horas num local que nos deixa infeliz. Remuneração não é tudo. Sou escrivã da justiça federal do trabalho há 18 anos e trazer felicidade num ambiente de muita cobrança, metas e naturalmente formal é tarefa complicada, mas pessoas felizes rendem mais e trazem melhor retorno à sociedade.
    Parabéns Alexandre, você me inspira muito.

  5. Olá Milton! Tudo bem?
    Em primeiro lugar, queria agradecer-lhe o aceite do meu convite para nos conectarmos pelo Linkedin.
    Queria dizer-lhe também, que solicitei a minha participação no seu grupo de debates, o Mundo Corporativo, e envie-lhe já lá este mesmo comentário que faço abaixo.
    Em verdade, o tema dessa entrevista é bastante amplo e complexo, portanto, desperta a vontade de muito “falar”, mas de início acho que uma questão básica precisaria ser melhor esclarecida, e essa questão é definição do que é Felicidade.
    Se eu pedisse para você, para a Rosângela, o Carlos Magno e o Armando, que deixaram comentários mais acima, me definirem o que é Felicidade, certamente teríamos quatro definições diferentes.
    Os grandes estudiosos do tema, e cientistas de toda ordem, inclusive o Dr. Kaneman, citado pelo Alexandre na entrevista, já se deram conta de que não há consenso sobre o que é Felicidade, ou melhor, de que a Felicidade tem vários significados a depender das pessoas e dos contextos em que é aplicada. Diante disso, eles entenderam que talvez a Felicidade não devesse ser o tema central de seus estudos. Isso tanto é verdade que quase todos eles hoje trabalham com foco num outro conceito que é o Bem Estar.
    O que se descobriu sobre a resposta que se obtém ao se perguntar a alguém se ele ou ela é feliz, na verdade, é o seu nível de satisfação com a vida, e que em grande parte (70% para ser mais preciso) essa resposta tem a ver com o estado de ânimo do “aqui e agora”. Isso é muito bem abordado no mais recente livro do Dr. Martin Seligman, o criador da Psicologia Positiva, também citado pelo Alexandre. O livro chama-se Florescer. No início do próprio livro o Prof. Seligman trata de explicar detalhadamente essa transição do foco da Felicidade para o foco no Bem Estar. É uma pena que o Alexandre não tenha falado mais sobre a Psicologia Positiva, pois isso ajudaria muito os expectadores a melhor entenderem toda essa questão ligada à Felicidade e ao Bem Estar.
    Sendo bastante direto, e que me desculpem aqui aqueles que sabem o quanto essa definição é exageradamente simplificadora, a Felicidade é apenas um dos elementos que compõe o chamado Bem Estar, portanto, este é mais abrangente que o primeiro. Mas não só mais abrangente, é o bem estar que promove o chamado florescimento: o florescimento das pessoas, das instituições, das comunidades, dos países, das civilizações. Se inicialmente a felicidade era o foco da Psicologia Positiva, hoje ela é apenas um dos seus componentes, pois o que se mostrou mais consistente em termos de resultado foi o estudo do que faz as pessoas, as instituições, os países e as civilizações florescerem.
    A “receita” do bem estar, segundo a Psicologia Positiva, compreende cinco elementos. Cada um deles, perseguido individualmente por cada um de nós. Cada um deles mensurável. E cada um deles capaz de contribuir fortemente para o Bem Estar e consequentemente para o florescimento.
    São eles:
    As Emoções Positivas, e aí se inclui a felicidade medida a partir da satisfação com a vida, o Engajamento, citado também pelo Alexandre na entrevista através do seu termo original, o Flow, ou Fluxo (em meu entendimento, o Alexandre cometeu um erro de interpretação ao dizer que o Fluxo é algo que acontece quando somos demandados num nível um pouco acima da nossa competência. Mas para explicar isso, eu precisaria de outro comentário exclusivo), os Relacionamentos Positivos, o Sentido, que o Alexandre também citou, mas com outro nome, ou seja, Propósito e a Realização, que pode ser entendida também como Conquista.
    Esses cinco elementos formam o acrônimo PERMA. P de Positive Emotions, E, de Engagement, R, de Positive Relations, M, de Meaning e o A, de Acomplishment.
    É sobre esses elementos, que hoje se desenvolvem as grandes pesquisas e descobertas em relação às pessoas e profissionais brilhantes, em relação às empresas e instituições que tem ótimos resultados porque são ótimos lugares para se trabalhar, e em relação aos países, regiões ou comunidades, nas quais vemos altos índices de prosperidade.

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