"Bote fé, bote esperança e bote amor"

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Costumo escrever nas terças-feiras os textos que produzo para este blog, mas esses são postados somente dois dias depois. Como não poderia deixar de ser, escolhi, como assunto, a visita do Papa Francisco. Afinal, não era necessário ser adivinho para saber que nada poderia ser mais importante. Deus me livre de fazer pouco dos Papas que estiveram no Brasil antes do atual Pontífice. Todos os três que aqui vieram foram bem-vindos. João Paulo II, recordista de estadas em nosso País, teve rápida passagem, em 1979, pelo Rio de Janeiro. Depois, em 1980, visitou treze 13 cidades brasileiras em doze dias. Uma delas foi Porto Alegre. Nessa, porque é onde moro desde a mais tenra idade, deixou muito bem marcada a sua presença. Lembro-me, especialmente, da Santa Missa, que oficiou ao ar livre, bem pertinho da minha casa e do Estádio Olímpico, do Grêmio. O local passou a ser chamado de Largo do Papa. Em visita do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, se não me engano, pronunciou, em português, esta pequena, mas inesquecível frase: “O Papa é gaúcho!”. João Paulo II fez ainda mais duas visitas ao Brasil: uma em 1991, outra em 1997, essa já com a saúde debilitada.

 

Bento XVI, esteve aqui em 2007. Na semana passada, o Papa Francisco assombrou o Brasil desde a sua chegada. Creio que não exagero. Seus primeiros movimentos no Rio de Janeiro foram, simplemente, fantásticos, a começar pelos episódios vistos pelas tevês que cobriram o trajeto dele, do Galeão até o Palácio da Guanabara, durante o qual, no modesto Fiat Idea que o conduzia, acabou cercado por multidão de pedestres, para pasmo e medo dos telespectadores e responsáveis por sua segurança. Quem não viu os primeiros movimentos do Papa Francisco, perdeu uma das suas mágicas. Houve outras que nem preciso relembrar, especialmente, as que ocorreram na praia de Copacabana, com o seu público de mais de três milhões de, na sua maioria, jovens católicos cheios de entusiasmo. Entre as frases que Francisco – o Modesto – pronunciou – todas profundas, uma das que mais gostei foi esta, dirigida aos participantes da Jornada Mundial da Juventude: “Bote mais amor na sua vida, assim, você encontrará muitos amigos que caminham com você. Bote fé, bote esperança, bote amor”. Para mim,o Papa Francisco foi o Homem do Ano de 2013.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

5 comentários sobre “"Bote fé, bote esperança e bote amor"

  1. É…Milton Jung tem a quem puxar…estou gostando muito dos textos que Sr.Jung escreve. Muito legal!
    Beijos,
    Dione
    (pena que Milton Jung teve como presente de aniversário: 2 x 0 ( o meu TIMÃO não deixou seu Grêmio ganhar…hehehehhee)

  2. Excelente post!

    Pai e filho em sintonia TOTAL!!

    A visita do Papa Francisco foi o contra ponto em relação ao atual momento que o Brasil enfrenta.

    Com todas as manifestações e protestos da população, que está cansada de políticos corruptos, políticos esses que acham que por ocuparem cargos públicos estão em alguma dimensão superior as demais pessoas. Acham que são intocáveis, deuses, ou alguma raça superior. Esses políticos, péssimos políticos, péssimos representantes, que não se cansam de exibir e ostentar viagens, altos consumos, a custas do dinheiro público, dinheiro esse fruto da contribuição de nós trabalhadores.

    Lembro de um trecho da música do Titãs “Desordem” que diz assim:
    “Pois tudo tem que virar óleo
    Pra por na máquina do estado”.

    Essa música já deve ter seus 25 anos, se não mais, e ela se mostra totalmente atual. Ou seja, quase nada mudou.

    Sinceramente? Eu acho que “eles” estão brincando com coisa muito séria.

    Acabei me pegando mais no contra ponto, mas sem dúvida – independente de religião e crença -, que a visita do Papa foi bastante positiva.

    Ah propósito, Feliz Aniversário MÍlton Jung, sucesso SEMPRE!

    Abraço!

  3. Cara Dione:muito obrigado pela sua comparação. Faça força para a merecer. Quanto ao resultado do jogo,tanto o Milton quanto eu,já o assimilamos.

  4. Salva de palmas a Francisco- o modesto- como muito apropriadamente o sr. o definiu! Parece que ele já está fazendo estragos ( !) no Vaticano. Que Deus o ajude ! Torcemos muito por ele! Nossos gestores poderiam seguir seu bom exemplo.
    Quanto ao jogo, meu timão pode exibir seu extraordinário futebol atual.. é uma pena que tenha sido contra seu Grêmio.. Se eu não estiver enganada,o Heródoto dizia que o Milton Filho era palmeirense…. Ferretti, não?…
    E, feliz aniversário para você Milton Filho!

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