IPTU: Robin Wood ou Ali Babá?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A estratificação do IPTU da cidade de São Paulo leva um toque de Robin Wood ao comparar o aumento que o imposto terá no próximo ano.

 

Dos 2,6 milhões de imóveis residenciais, 1,0 milhão ou 40% não pagarão IPTU, enquanto na outra ponta 1,0 milhão ou 40% pagarão de 18% a 26% de aumento. Na faixa central 400 mil ou 9% pagarão 9% de aumento. Na inferior 200 mil ou 6% pagarão 4% a menos.

 

Convenhamos que é uma distribuição com propósito de equilibrar as forças, colocando menos imposto no imóveis menos valorizados. Beneficiando a população mais carente.

 

Supondo que esta transferência de recursos aos imóveis mais valorizados tenha sucesso, possibilitando aos mais necessitados os serviços municipais essenciais como saúde e ensino, o sacrifício da outra ponta provavelmente valha a pena. A experiência, entretanto não conduz a esta previsão. E é o sentimento geral, sinalizado pelas reações diversas de diferentes setores.

 

As extensas manifestações contrárias proporcionais aos enormes aumentos dos imóveis felizmente ultrapassam o normal, contrariando o Prefeito Haddad, e devem provocar uma revisão no conceito. Tanto na arrecadação quanto na aplicação dos recursos daí originados.

 

Por exemplo, o imóvel residencial familiar único, não pode ser taxado em função da valorização do mercado, quando permanece como habitação. Os reajustes por sua vez devem se limitar a parâmetros do mundo financeiro, pois é daí que surgem as bases para as atualizações de salários e preços em geral. Neste caso, o reajuste médio está na absurda taxa de 17%. Ou seja, está mais para Ali Babá do que Robin Wood e os pobres da floresta.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

2 comentários sobre “IPTU: Robin Wood ou Ali Babá?

  1. Carlos

    prefeitura deveria chamar os aposentados, idosos que residem no mesmo bairro a décadas e/ou insentá-los da cobrança do IPTU ou cobrar preços compatíveis a renda com provada.

    Quando nasci na Vila Olimpia, este bairro era considerado como periferia, rural, hoje se tornou um bairro “chic” e privilegiado a exemplo de muitos outros.

    Conheço moradores hoje muitos idosos que moram no mesmo bairro desde que nasceram.

    Como fica?

    E os índices inflacionários, estão sendo respeitados, uma vez que os governos petistas adoram afirmar que são justos com “seus pobres”?

    E os apadrinhados do Haddad que acabram de assumir cargos politicos publicos?

    quem vai pagar seus vultuosos salários?

    Muita demagogia, favoritismo, falta de vergonha na cara dos politicos.

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