Moradores são ouvidos e Comissão vota hoje projeto que pode preservar bairros residenciais, em São Paulo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Quinta-feira, após insistentes pedidos, o grupo que representa 42 entidades de bairros residenciais, foi atendido pelo Vereador PTB Paulo Frange, na véspera da votação inicial do zoneamento ora proposto.

 

A tensão que antecedeu a reunião, devido ao perigo que as áreas preservadas da cidade estarão sujeitas, se aprovado o zoneamento tal como está sendo proposto, aliado à proximidade da votação marcada para dali a 20 horas, felizmente foi aliviada devido a postura de ouvinte demonstrada por Frange.

 

O Grupo apresentou duas premissas básicas, apoiando-se no Plano Diretor:

 

1. Não incluir nas ZERs nenhuma possibilidade de uso que não seja residencial
2. Não discutir os corredores comerciais neste momento, deixando esta análise para depois e fixando os estudos dentro das próprias regiões interessadas.

 

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O vereador Paulo Frange entendeu claramente as propostas e determinou que a primeira votação, na Comissão de Política Urbana, fosse transferida de sexta para esta segunda-feira, bem como se comprometeu a analisar as sugestões do Grupo.

 

Caberá então à Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo, a análise e deliberação sobre o Projeto de Lei 272/2015, em sessão extraordinária, hoje às 17 horas, na qual participarão os vereadores:

 

Gilson Barreto, PSDB, presidente
Nelo Rodolfo, PMDB, vice-presidente
Paulo Frange, PTB, relator

 

E os integrantes:

 

Dalton Silvano, PV;
Souza Santos, PSD;
Aurelio Miguel, PR;
Juliana Cardoso, PT.

 

Esperamos que a proposição das ZERs seja incluída e a votação seja levada posteriormente ao plenário da Câmara Municipal.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

9 comentários sobre “Moradores são ouvidos e Comissão vota hoje projeto que pode preservar bairros residenciais, em São Paulo

  1. Infelizmente tenho plena convicção que não haverá qualquer modificação por parte do Relator pois eles defendem o interesse de seus financiadores de campanha e o adensamento da nossa cidade só interessa ao SECOVI, FECOMÈRCIO entre outros.

    Esta Lei de Zoneamento foi baseada em Projetos apresentados em um Concurso feito pela Prefeitura de São Paulo apenas para Associados do IAB – Instituto dos Arquitetos do Brasil. Informação esta que se encontra no relatório da Aprovação do Projeto de Lei quando tramitou na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal.

    Desde quando esta associação representa a população da cidade de São Paulo? O Estatuto da Cidade obriga o diagnóstico para elaboração tanto do Plano Diretor como para a Lei de Zoneamento pela população da cidade. Que eu saiba este Instituto não representa a população de SP e sim o grupo financiador dos políticos.

    Assim nossa querida Sampa vai sendo achacada por interesses econômicos muito longe do desenvolvimento sustentável. Que adianta a COP-21 se nesta cidade aumenta-se a cada dia os fatores que prejudicam nossa qualidade de vida?

    Abraços

  2. Recebi agora o seguinte e-mail do Heitor Marzagão, membro do Conselho de Política Urbana:

    Prezado Gibrail,
    Sinto-me na obrigação de informar a todos que muito embora o Vereador Paulo Frange tenha falado expressamente, na reunião de sexta-feira com as entidades de bairros residenciais, que ele entraria em contato diretamente comigo para informar o que seria incorporado no PL 272/2015 referente às demandas dos bairros exclusivamente residenciais, relato que até o presente momento esse contato direto não ocorreu.
    Abraços, Heitor
    11-98444-6675

  3. Vamos lutar pela preservação das ZER! São vitais para o pouco de qualidade de vida que ainda resta em São Paulo! Quando entra o comércio, árvores são derrubadas para dar visibilidade às vitrines e estacionamento ao clientes! O trânsito piora! Vamos preservar as ZERs!!!!

    • não querem liberar apenas para pequenos comércios, existe até mesmo a ideia de colocar um shopping num bairro que hj é ZER. o impacto será gigante!
      já morei no Campo Belo e sei bem o estrago que acontece quando liberam o comércio, tanto que me mudei de lá. perdemos muitas árvores, as ruas tiveram de ganhar faróis por conta do excesso de veículos, etc, etc.

    • Prezada Cristina, que as pessoas que assim pensam fiquem nos 96% da área de São Paulo, que não correspondem às ZERs.
      Porque há pessoas que não pensam assim, e não querem comércio perto de suas residências. São apenas 4%, por que não preservar estas áreas?

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