Poesia de Mário Quintana
Narração de Milton Ferretti Jung
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!… E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons… acerta… desacerta…
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas…
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço…
Pra que pensar? Também sou da paisagem…
Vago, solúvel no ar, fico sonhando…
E me transmuto… iriso-me… estremeço…
Nos leves dedos que me vão pintando.
Publicado em A Rua dos Cataventos
Caro Sr. Milton Ferretti, Jung,
Duas bênçãos nesta manhã ensolarada de verão: a magia do soneto do grande poeta Mario Quintana e o bálsamo da sua magnífica narração. Que as estrelas privilegiadas dos “JUNG”, pai e filho, jamais
percam o seu brilho.
Fraternal abraço.
Alceu Sebastião Costa