Legado da Rio2016 nas artes e na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A abertura das Olimpíadas do Rio, espetáculo de apurada criatividade, entrará definitivamente para a nossa história de grandes eventos. Tema, cenografia, música, roteiro e vestuário foram impecáveis. Santos Dumont no ar tecnológico e Gisele Bündchen na passarela de Ipanema foram destaques à altura do show.

 

Gisele foi ainda agraciada com notas sobre a velocidade que imprimiu no desfile e o processo de criação do seu vestido. Se o andar foi mais lento, segundo Fernando Meirelles, o talento de moda foi superior.

 

“Gisele sabe exatamente o que fica bom nela, o que facilitou muito meu trabalho …”

 

“Ela esteve presente em todo o processo e me deu dicas importantes. Pensamos juntos. Ela fez alterações importantes. Parte do meu processo criativo foi escutar e ajustar o vestido para que ela ficasse satisfeita”.

 

Alexandre Herchcovitch ao site americano da revista VOGUE.

 

 

Maria Prata, jornalista de moda corporativa da CBN, entusiasmada pelo clima olímpico, saiu do escritório e entrou nos campos e nas quadras. Na sexta-feira, informou que para o futebol foram lançadas chuteiras cujo material repele a água que forma a lama. Na ginástica foi desenvolvido  tecido que estica pelos quatro lados, permitindo os movimentos sem limitações. Para o atletismo, surgiu um tecido com o frescor dos chicletes, com a função de diminuir a temperatura do corpo.

 

No restrito mundo da alta moda, a seleção brasileira de equitação na modalidade de saltos foi brindada pela aristocrática Hermès (centenária empresa que se iniciou como selaria), com a criação exclusiva de seus uniformes. Ralph Lauren e Lacoste fizeram o mesmo para americanos e franceses. Na natação, vários competidores estão usando enormes casacos de inverno.

 

 

A Nike, fornecedora de uniformes aos atletas brasileiros e mais 13 delegações, apresentou o tecido chamado de Aeroswift, fabricado em poliéster reciclado, com a função de diminuir o peso, e o processo Aeroblade aplicado em áreas especificas, reduzindo o atrito gerado nas roupas e, consequentemente, aumentando a velocidade – com isto a performance dos atletas poderá melhorar.

 

Segundo a empresa há quatro anos esta vantagem era obtida para tempos mais curtos, mas agora é possível manter o rendimento por distâncias mais longas.

 

Outra novidade da Nike é um sistema que impede o contato do suor com a pele.

 

Como vimos, as artes e a moda já têm legado da Rio 2016. Resta saber se o Rio terá o seu. Esperamos que tenha.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

White Collar: você vai torcer por esta amizade quase impossível

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“White Collar”
Uma série de Jeff Easting
Gênero: Série investigativa/comédia
País:USA

 

Neal Cafrey, ladrão e falsificador, começa a ser consultor do FBI, ou melhor, consultor de seu algoz do FBI. Juntos, eles caçam grandes bandidos, desvendando de maneira inteligente alguns crimes muito elaborados.

 

Por que ver:
Para começar, devo dizer que é realmente empolgante assistir a um gato incrível como Matt Bomer agir como um charmoso e elegante bandido.

 

A série é beeemmm levinha e interessante. Os roteiros inteligentes nos permitem somar vários conhecimentos inúteis para o hall de coisas “importantes, só que não”,do nosso HD interno.

 

A maior parte dos crimes é relacionada ao mundo das artes, o que é um ponto a mais para o “chame da série”.

 

A dupla carismática formada pelo “Peter”, agente certinho e competente do FBI, e “Neal”, marginal cativante e gênio, vai fazer você torcer por esta amizade.

 

A melhor definição para série é que ela sem dúvida alguma é muito divertida!

 

Como ver:
Crianças que já sabem ler podem ver. Acredito que as de oito anos para frente se interessarão na série, bem como toda a família. As cenas mais “pesadas”são levinhas….

 

Quando não ver:
Tem algum amigo cléptomaníaco? Bom, melhor não convidá-lo…Vai que você dá alguma ideia, né?!!!!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: espírito Olímpico volta no Dia dos Pais

 

Grêmio 3×0 Corinthians
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Sou gremista porque meu pai decidiu assim. Nasci sem cor nem clube, como nascem todos os bebês. E no momento em que meu destino teria que começar a ser traçado foi ele quem me ensinou, nos moldes da época, o caminho a seguir.

 

Foi meu pai quem me levou pela mão ao estádio Olímpico que ficava logo ali, quase na esquina de casa. A primeira vez, pelo que me lembro, foi para ver Pelé em campo. E daquela lembrança tenho a caminhada pelo “beco”, como chamamos as ruas de terra e cercadas por casas pobres, para cortar caminho.

 

Pode ter me levado antes ao estádio, mas a memória me trai. Sei, porém, que depois daquele jogo, levou-me duas, três, quatro, um centena de vezes, até que eu soubesse percorrer aquele caminho sozinho.

 

Meu pai me forjou gremista, sentindo o frio das cadeiras cativas no arco de cima do estádio Olímpico e visitando os corredores internos daquele monumento construído para abrigar nosso time de coração. Tive o privilégio de ver jogos ao lado dele na cabine de transmissão da rádio Guaíba. As arquibancadas lotadas causavam arrepios e minha emoção muitas vezes se transformou em lágrimas, tanto pela vitória quanto pela derrota.

 

Hoje, ao ver a Arena do Grêmio tomada por mais de 50mil torcedores, em um domingo especial no qual se comemora o Dia dos Pais, percebi que o espírito do Estádio Olímpico estava de volta. A torcida cantou e vaiou. Atreveu-se a pedir olé quando o placar estava decidido. O caldeirão esquentou.

 

Mesmo distante, tinha a impressão de que estava lá, sentado em um das cadeiras ao lado do pai, no velho Estádio Olímpico – que ganhou este nome por abrigar a Universíada – os Jogos Olímpicos Universitários, em 1963.

 

O número de torcedores presentes jamais havia sido registrado em partidas disputadas na Arena. E se estavam lá é porque sabiam que o time poderia responder a altura. Torciam para que isso acontecesse. E aconteceu.

 

Um time que começou a partida com postura diferente das últimas, semelhante a que nos deu vitórias importantes neste campeonato. Que não se importou com as ausência de dois de seus maiores talentos, Luan e Wallace, que ajudam o Brasil a ser melhor nos Jogos Olímpicos.

 

O resultado foi que nossos atacantes, Pedro Rocha, Everton e Miller, fizeram o que esperamos deles: gols. Nossos defensores, com destaque para Geromel, o Incrível, e Marcelo Grohe, cumpriram com méritos suas funções. E, mesmo com uma partida a menos, estamos de novo na disputa da liderança.

 

No Dia dos Pais, o espírito do Estádio Olímpico esteve de volta. E eu pude lembrar mais um vez como o pai foi importante na minha formação.

Quintanares: Eu faço versos

 

 

Poesia de Mário Quintana
Publicado em A rua dos Cataventos, 1940
Interpretação Milton Ferretti Jung

 

Eu faço versos como os saltimbancos
Desconjuntam os ossos doloridos.
A entrada é livre para os conhecidos…
Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!

 

Vão começar as convulsões e arrancos
Sobre os velhos tapetes estendidos…
Olhai o coração que entre gemidos
Giro na ponta dos meus dedos brancos!

 

“Meu Deus! Mas tu não mudas o programa!”
Protesta a clara voz das Bem-Amadas.
“Que tédio!” o coro dos Amigos clama.

 

“Mas que vos dar de novo e de imprevisto?”
Digo… e retorço as pobres mãos cansadas:
“Eu sei chorar… Eu sei sofrer… Só isto!”

 

Quintanares foi ao ar originalmente na rádio Guaíba de Porto Alegre

Conte Sua História de SP: “Vai pra Sum Paulu, fía?”

 

Por Flávia A Souza
Ouvinte-internauta da Rádio CBN

 

 

Contemplar diferenças. Eis o mistério e o encanto desta metrópole. Das marginais superpovoadas aos parques-oásis, das robustas pontes às estreitas ruas de favela, da plataforma incessante de modernos edifícios à arquitetura imperial remanescente, do sincretismo dos idiomas das gentes do mundo ao mundo de gente de dialetos regionais, da insegurança sem alento ao irradiante fascínio da celeridade, da ilusão camuflada ao discreto e adormecido amor sublime, do indivíduo central ao coletivo em nichos, do anonimato ao ensaio da vaidade, das perguntas evitadas às respostas contundentes, das dúvidas oscilantes às certezas insistentes.

 

Sim, contraste e esplendor. E semeio meu caminho por estas bandas.

 

“Vai pra Sum Paulu, fía?”, indagou minha família, do Centro-Oeste do Brasil, quando aqui ancorei. Vivi meus 20’s, 30’s e já me aproximo dos 40’s na capital do desenvolvimento. Culpo-me pela saturação, pois sou imigrante, dentre os tantos que catalisam os problemas desta cidade mais do que as soluções. Também me indulgencio quando emano ternura por esta terra tão intrigante e sedutora.

 

No balanço, sinto-me mais que menos. Daqui fiz o benço do meu filho, inspirada pela Abençoada missão de fazer dele um homem bom: meu presente para São Paulo, quem me traz tantos presentes, a cada fato e sentimento que vivo, com sorriso, às vezes úmido, mas sempre providente.

 

Flávia Souza é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Mário Pacheco Fernandes, há 70 anos inovando e criando no mercado de trabalho

 

 

“Houve um fato novo que mudou tudo, que foi o computador, mas os executivos não mudaram muito na sua maneira de ser”. A avaliação sobre como evoluiu o mercado de trabalho é de Mário Pacheco Fernandes, que há 70 anos se dedica ao ambiente corporativo como empresário, executivo, empregado e, atualmente, orientando novos profissionais. Fernandes foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, quando contou curiosidades da sua carreira desde que começou trabalhar com 15 anos.

 

Hoje, Mário Fernandes está com 84 anos e na retrospectiva que fez falou de ações inovadoras adotadas ao longo do tempo antecipando tendências como o uso do merchandising e o marketing de guerrilha, além de mudar a forma de remuneração de vendedores.

 

Na entrevista, Fernandes conta a experiência que foi montar, vender e promover, no Brasil, a Romi-isetta, na segunda metade da década de 1950. Ele trabalhava para a fábrica de tornos Romi que decidiu investir na versão brasileira do carro originalmente criado na Itália, a Isetta. Apesar de já estar fora de linha há cerca de 60 anos, a Romi-isetta tem clubes de fãs até os dias de hoje.

 

 

Mário Pacheco Fernandes lançou o livro ”25.555 dias na estrada, o que aprendi administrando empresas”.

 

O Mundo Corporativo é gravado às quartas-feiras, 11 horas da manhã, e pode ser assistido no site cbn.com.br e pela página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Ribeirão Preto tem talk show e lançamento do livro”Comunicar para liderar”

 

Comunicar Para Liderar capa

 

(texto publicado no site MaxPress)

 

A Revide – revista de maior circulação em Ribeirão Preto e região, com edições semanais gratuitas, há trinta anos no mercado – promove no dia 19 de agosto (sexta-feira), às 19 horas, no Hotel Mont Blanc (Avenida Maurílio Biagi, 1577) palestra e lançamento do livro “Comunicar para liderar”, da editora Contexto, com os autores Mílton Jung e Leny Kyrillos. Durante o encontro Jung que é jornalista e âncora da Rádio CBN e Leny, escritora, fonoaudióloga e comentarista da Rádio CBN, vão abordar os ensinamentos que trazem na obra sobre a comunicação e maneira de falar, passando pela importância de se expressar bem, até a liderança.

 

Segundo Jung, a publicação era um projeto que ele e Leny desenhavam há pelos dois anos. “Tínhamos o desejo de reunir as informações que levantamos no decorrer de estudos para compartilhar com as pessoas e ajudá-las a se transformarem pessoal e profissionalmente”, comenta. Leny afirma: – “Eu e o Milton compartilhamos várias oportunidades de trabalho em conjunto e trocas de ideias produtivas. Construímos, ainda, uma relação de muita harmonia e respeito”, diz.

 

Sobre a parceria com Leny, Jung comenta que teve início no fim dos anos 90. “A nossa primeira experiência foi com os trabalhos de observação que a Leny fez na TV Cultura, onde eu era âncora do Jornal da Cultura. Depois, passamos a ser convidados para os mesmos eventos, quando tivemos a oportunidade de trocar informações e experiência. Com o tempo surgiu uma sinergia de ideias e propósitos. Construímos não apenas uma relação profissional, nossas famílias passaram a conviver e nos transformamos em grandes amigos”, explica.

 

“A velocidade com que a informação circula, a maneira como é compartilhada e o fácil acesso para todo cidadão provocaram uma revolução neste cenário. Nas últimas três décadas, segundo estudos, quintuplicou a quantidade de mensagens que uma pessoa recebe no decorrer de um dia. Isso significa que, para os produtores de informação, torná-la relevante é um desafio a ser enfrentado. Hoje, os meios de comunicação não têm mais o monopólio da informação. Todos somos emissores de mensagens e temos ferramentas para fazê-las ir ainda mais longe. Aos profissionais, cabe usar experiência, conhecimento e criatividade para se diferenciar dos demais”, analisa Jung sobre as mudanças do jornalismo nos últimos 30 anos.

 

Para Jung adaptar-se as novas exigências foi um dos desafios que enfrentou na comunicação nas últimas três décadas. “Estar atento as novidades que a tecnologia nos proporciona no campo da informação e saber equilibrar dois conceitos básicos no jornalismo: agilidade e precisão. Todas as vezes que abrimos mão da precisão em nome da agilidade, pagamos com o que há de mais caro na nossa vida de jornalista: a credibilidade”, exemplifica.

 

“A comunicação é fundamental em todas as circunstâncias da nossa vida pessoal e profissional. É a competência que nos permite trocar ideias, expressar sentimentos, ensinar e aprender. Ao nos comunicar, construímos percepção e o outro reage imediatamente. No nosso dia a dia, vale a pena trazermos para nós a autonomia de produzir a reação que precisamos ou queremos”, exemplifica Leny sobre a oratória.
O trajetória de Leny na Rádio CBN começou quando por intermédio de seus atendimentos aos profissionais do veículo. “Em 2014 surgiu o convite para fazer um piloto com o Carlos Sardenberg e a experiência tem sido bastante positiva”, comemora.

 

Isabel de Farias, diretora da Revide destaca que receber Mílton Jung e Leny Kyrillos nas comemorações dos 30 anos da revista é um presente. “Eles são profissionais de destaque na comunicação. Além de falar dessa incrível ferramenta vão lançar o livro ‘Comunicar para liderar’. O bate-papo será uma experiência engrandecedora para todos”, finaliza.

 

O evento faz parte das comemorações do trigésimo aniversário da Revide – revista de maior circulação em Ribeirão Preto e região, com edições semanais gratuitas, dentro do ciclo de palestra que acontece mensalmente, sempre relacionadas à comunicação.

 

Para participar é preciso doar dois litros de leite que serão destinados ao Núcleo Dom Bosco. A troca pelo convite pode ser realizada na Revide (Rua Heitor Chiarello, 882), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

 

Serviço
Palestra e lançamento do livro “Comunicar para liderar”, com Mílton Jung e Leny Kyrillos
Data: 19 de agosto (sexta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Hotel Mont Blanc (Avenida Maurílio Biagi, 1577)
Entrada: dois litros de leite que serão destinados ao Núcleo Dom Bosco. A troca pelo convite deve ser realizada na Revide (Rua Heitor Chiarello, 882), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Mercado de moda grande cresce, não aparece e dá espaço para o e-commerce

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Pelos dados do IBGE, 60% da população brasileira estão acima do peso, mas o varejo de moda não reflete esta realidade. No cenário mercadológico atual, em que se mescla crise de consumo, evolução do e-commerce e pequenos empreendedores apostando em ações menores de nichos, certamente é um bom momento para ficar atento ao “plus size”. E, detectar o melhor caminho para atender esta procura.

 

A trajetória da americana LANE BRYANT, o maior negócio do setor nos Estados Unidos, com mais de 800 lojas, e “omni channel” efetivo pode dar alguma pista para o sucesso.

 

Fundada em 1901 por Lane Bryant Malsin , abriu em 1904 uma pequena loja de moda feminina na Quinta Avenida. Ali uma cliente pediu que ela criasse uma roupa apresentável e confortável para gestante, que pudesse ser usada em público.

 

Bryant lançou então seu revolucionário produto moldável com elástico, que serviu as clientes de classe média com sucesso, e possibilitou as mais pobres trabalhar vestidas com propriedade durante a gestação.

 

O “know how” adquirido por Bryant com estruturas especiais e atenta às consumidoras levou-a a criar modelos grandes.

 

Ao lado deste sucesso enfrentou muito preconceito. Não foi fácil convencer ao “New York Herald”, em 1911, a aceitar anúncio de gestante. E, em 2010, Lane Bryant acusou a FOX e ABC de proibir seu comercial de 30 segundos no “Dancing With the Stars” e “American Idol”, enquanto a “Victoria’s Secret” com lingerie similar foi ao ar sem censura.

 

Pedro Diniz, em artigo recente, lembra que na temporada de moda em Milão, , em 2010, o desfile de Elena Miró, destaque dos tamanhos grandes, foi excluído do evento.

 

No Brasil, há preconceito na indústria e no comércio, pois de acordo com reportagem de Anna Rangel da Folha, pesquisa do IBOPE indica que apenas 18% do varejo oferece tamanhos acima do 46, e de acordo com o SEBRAE 91% dos consumidores dizem que os vendedores não estão preparados para vender roupas de tamanhos grandes.

 

Na verdade, a busca do aspiracional louva o tipo longilíneo, o elegante padrão, e descarta o tipo gordo e os extremos em geral. Na produção e na comunicação.
É uma mentira. É só comparar as vitrines com os corredores dos Shoppings. Os manequins não correspondem às pessoas.

 

Essa alta dose de preconceito, a pouca variedade ofertada em reduzido número de pontos de venda, confrontados ao conforto e praticidade da internet tem gerado um crescimento de novos negócios “plus size” “on line”.

 

É a realidade do virtual.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Rafaela Silva e o atrevimento de ser medalha de ouro no Brasil

 

 

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Reproduçao da transmissão da SportTV

 

Hoje, reverenciamos Rafaela Silva, a jovem carioca que aos 24 anos ganhou a medalha de ouro, no judô olímpico. O primeiro ouro brasileiro na Rio2016. Falamos seu nome com orgulho. Há quem a considere uma heroína, outros a transformaram em sinônimo de superação; e todos a queremos como referência e exemplo para os jovens que nascem desgraçados da vida.

 

Nem sempre foi assim.

 

Como você já deve saber, Rafa – sim, nos atrevemos a tratá-la pelo apelido que antes só servia aos íntimos – é de família muito pobre, da Cidade de Deus, superou-se ao encontrar projeto social que investe no esporte e teve seu desempenho financiado com o cartão de crédito do treinador Geraldo Bernardes.

 

A coragem de se transformar em vencedora, vivendo em um lugar onde seus moradores não têm este direito, cobrou dela preço muito caro: classificou-se para representar o Brasil nas Olimpíadas de Londres, em 2012 – o que seria um orgulho para qualquer atleta. Uma irregularidade cometida no tatame, porém, tirou-lhe a chance de medalha e a colocou no centro de ataques racistas.

 

Rafaela não esqueceu o que enfrentou. A mãe dela também não.

 

A atleta queria ficar esquecida dentro de seu quarto. Escondida. A mãe contou com o apoio dos amigos para a jovem voltar a treinar. Voltou e foi campeã mundial.

 

Nem assim Rafaela esqueceu. A mãe também não.

 

Desde a primeira entrevista ainda suando e ofegante da última luta desta terça-feira  até a fala com os jornalistas após tomar um banho dourado pela medalha conquistada, Rafaela e a mãe repetiram à exaustão as palavras que foram usadas para atacar a jovem: macaca. E assim que falam, choram. Só elas sabem o tamanho desta dor. Elas e todos os que como elas são frequentemente atacadas por essa gente estúpida e racista.

 

Foi esta jovem, a crença de sua mãe e o poder transformador do esporte que me fizeram chorar escondido por mais de uma vez e todas às vezes em que ela apareceu na televisão, após o ouro olímpico. Chorei emocionado pelo que conquistaram. E envergonhado pelo que sofreram.

Grace and Frankie: a história imperdível de setentões gays e suas ex-esposas

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Grace and Frankie”
Uma série original Netflix
Gênero: Comédia
País:USA

 

Dois advogados são sócios de longa data. Suas esposas, apesar de serem totalmente diferentes uma da outra, convivem bem. A série começa  colocando em jogo o drama cômico que regerá todos os capítulos seguintes, portanto não é spoiler, tá? Bom,os dois são amantes há anos, sim, são gays, e decidem que é hora de assumir este relacionamento, pois aos 70 de idade, não querem continuar a viver uma mentira.

 

Por que ver:
Jane Fonda, Lily Tomlin, Martin Sheen e Sam Waterson simplesmente arrasam.

 

Gente, apesar de não estar nessa faixa etária, a dos 70 anos, consigo me identificar com situações brilhantemente descritas pelos autores e muito bem conduzidas por atores e direção. Algumas delas dizem respeito à idade dos personagens, outras à convivência, as vezes turbulenta entre eles.

 

O humor leve e inteligente nos captura e permeia esta história tão cheia de verdade. Como observadora da vida, vejo pessoas ao meu redor lidando com as mesmas questões da série, e fico feliz em pensar que obras como esta podem – e muito – tornar algumas questões da vida mais fáceis e até engraçadas.

 

Como ver:
Com a família toda. Desaconselho crianças muito pequenas pois ainda não vão entender e aceitar dilemas vividos pelos personagens.

 

Quando não ver:
Não tem essa não! VEJA!!!!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung