Conte Sua História de SP: O dia em que o Corinthians foi campeão

 

Por Suely A. Schraner
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Vai corinthians!

 

Era 1977 e o clima, uma ansiedade cinzenta. A alegria em preto e branco. A realidade em tecnicolor.

 

Luis Pinguinha, faltou ao trabalho para ficar picando papel. O Dario fez um balão enorme em preto e branco. O Muniz saiu pra comprar ingressos pra todos.

 

Não entendia nada do que via. Medo da massa. Virgem de estádio. De concreto o filhinho de seis anos, louquinho pelo Corinthians. Ingresso na numerada, que seguro morreu de velho. As colegas de escritório quiseram ir. As comadres com seus pimpolhos corintianos, também.

 

Entrar no Estádio do Morumbi até que foi fácil. Coração disparado. Como sair daqui no final? Em volta só emoção. Multidão cadenciada entoava: filhos da puta, filhos da puta. Eram guardas que entravam com seus cães policiais. Alinhavam-se em campo para dar mais segurança. Segurança? Engrossar esse coral. Catarse popular. Desabafos anônimos em resquícios de ditadura.

 

Os olhos dos circundantes a brilhar. Ovação ao plantel corintiano. A boca a salivar. Coração a saltitar. Entra a Ponte (Preta) pra enriquecer o repertório de nomes feios.

 

Começa o jogo. A Jurema gritava:Geraldão, minha paixão, Geraldão, minha paixão! Virou bordão.

 

Bem depois e era já, aos 36 minutos, Zé Maria bate uma falta pela direita. A bola percorre toda a pequena área e vai parar no pé de Vaguinho. De bico, ele chuta a bola no travessão do goleiro Carlos. Na volta ela quica no chão e sobe para Wladimir cabecear. Em cima da linha, Oscar também de cabeça, salva. No rebote, a bola sobra pro pé direito de Basílio. Ele faz o gol. Quebrou o jejum de 23 anos! Festa no Morumbi. No cordão de isolamento até os guardas chorando.A torcida invade. Faz mal não.

 

Esperar a vida toda pra sair do estádio. Ainda assim, massa comprimida. A numerada é pra poucos. A rampa de saída, pra todos. Neguinho segurava a bandeira no ombro.Enorme. No mastro de bambu, a cachaça já secara. Com a mão livre, batucava levemente nos traseiros de quem vinha à frente. A Jurema perdeu o radinho de pilha. Roubaram o guarda-chuva da Neuza.

 

Na rua lateral , o ônibus da torcida Ponte Preta. Se puseram a cantar: Joga pedra na Geni, joga bosta na Geni. O filho falou, vamos correr mãe? Melhor não, ela respondeu. Então vou tirar a camisa.Não demonstre medo, que é pior, filho. Uma pedra acertou o braço, outra maior nas costas. Lapidação bem agora? Uma viatura chegando. Ufa!
O resto foi o que vocês ouviram no rádio.

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte mais um capítulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br ou agende entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net.

A Copa da Hospitalidade

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Como muitos disseram nessa semana pós-Copa, o ano começou. Finalmente. Não há como negar que o Mundial e a ansiedade de esperar por ele tenham se parecido com um “carnaval depois da hora”. Um carnaval pra lá de divertido. E caro, mesmo para os privilegiados que conseguiram comprar ingressos para as partidas. Caro para os que sofreram assaltos e outros tipos de violência. E caro para os que viajaram, se hospedaram e consumiram nas 12 cidades que sediaram os jogos. Diante de muita alegria e festa, não podemos deixar de mencionar aqui o pessimismo pré-Copa do brasileiro. Frases prontas que escutávamos no dia a dia: “imagine na Copa”, “não vai ter Copa” e outras tantas que alertavam para os riscos de um fiasco.

 

Apesar de todos os problemas sociais e políticos do Brasil, e da seleção não ter sido a vencedora, a Copa foi um sucesso. Dentro desse sucesso, inevitável falarmos e elogiarmos a hospitalidade do Brasil. A hospitalidade não apenas como ferramenta de marketing, na qual os convidados desfrutam dos melhores lugares no estádio e de recepções exclusivas e personalizadas em áreas privativas, mas principalmente na hospitalidade do povo brasileiro que, ao redor do mundo, é conhecido por seu jeito alegre, pronto a ajudar, festejar e colocar-se no lugar do outro, seja para entender o seu idioma (mesmo sem muitas vezes ter a menor noção sobre este) ou para colaborar em uma situação difícil.

 

Elogios à parte, é inegável também que os serviços ainda precisam ser melhorados, e muito. Com ou sem Copa. A estrutura dos aeroportos, o atendimento de companhias aéreas, a prestação de serviços em restaurantes, hotéis e resorts de luxo ou não. Por mais que muitos estabelecimentos sejam renomados e considerados de luxo, ainda pecam no atendimento. Afinal, não basta boa vontade. É preciso conhecimento e estratégia das marcas e empresas de não apenas atenderem, mas entenderem cada cliente e, principalmente, encantá-los. O desafio está na mão das empresas, para recrutar, capacitar e motivar seu pessoal para oferecer a excelência em serviços.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Cara de quem ganha é bem diferente da cara de quem perde

 

Por Milton Ferretti Jung

 

 

Cara de quem ganha é bem diferente da cara de quem perde. Basta que,como diria o Mílton,os meus raros leitores tenham aberto o vídeo acima deste texto e, tanto visto quanto ouvido, a coreografia dos Campeões do Mundo ao gozar com os argentinos. Malena,minha mulher,acha muito feio o que os alemães fizeram ao lembrar,cantando a plenos pulmões,enquanto dançam alegres, que “asi andan los gauchos” – de cabeça baixa – enquanto eles,como vitoriosos que foram,ficam eretos. Não é de se duvidar que os gaúchos deste lado do continente prefeririam ver os germânicos dançando com os pataxós aqui no Brasil,imagem bem mais simpática,aliás,que a do vídeo que encabeça o que,antigamente,se chamaria de mal traçadas linhas. Malena,que torceu pelos “hermanos” como se estivessem vestidos com a camiseta do Grêmio,não digeriu a brincadeira da turma que representou a Deutschland Über Alles na Copa do Mundo. É bem possível que os argentinos tenham visto a farra alemã como brincadeira de mau gosto.

 

Pode-se discutir a correção dela,mas é indiscutível que o título que premiou a Alemanha não teve nada de ocasional. Ocasional,me atrevo a dizer,seria se a Seleção Brasileira, mesmo que não houvesse sido vitimada por goleada vexatória e,em seguida,por outra derrota,deixou claro não merecer resultado menos infeliz. Fosse apenas a deficiência técnica da Seleção Brasileira a causa do cataclisma, a preocupação de quem deseja que,nos próximos anos,o nosso futebol viva tempos melhores,aumenta ao invés de diminuir,quando a gente se dá conta de que o exemplo da Alemanha dificilmente será seguido.Afinal,os nossos pró-homens(?)são todos da mesma casta,para não dizer, laia. Olha-se para o futuro e o que se vê? Dos gestores da CBF aos das Federações regionais será que existe algum que o amigo leitor se encorajaria de aceitar como genro?

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: para matar a saudade

 

Grêmio 0 x 0 Goiás
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

Estava com saudades do Grêmio. Imagino que você, caro e raro leitor gremista deste blog, também estivesse. Depois da overdose de Copa, com seu cerimonial pré-jogo, partidas bem jogadas, arenas lotadas e cenas incríveis registradas por mais de uma dezena de câmeras, não via hora de voltar a realidade do futebol brasileiro. Por estar de férias, cheguei a planejar um retorno em alto estilo, com viagem a Porto Alegre e direito a ingresso para ver o Grêmio, ao vivo, pela primeira vez na Arena. Sim, eu confesso envergonhado: até hoje não consegui chegar perto do nosso novo e bonito estádio. E não foi desta vez, pois intempéries familiares me impediram de viajar. Restava-me repetir a tática das partidas anteriores – ficar sofrendo em frente a televisão – com a vantagem de não ter de acordar de madrugada no dia seguinte, o que me permitiu abrir uma garrafa de vinho e cantarolar enquanto a bola não rolava: “eu sou Borracho, sim senhor/ E bebo todas que vier/ Canto pro meu tricolor/ Meu único amor/ E dale daaaaaaaale Tricolor…

 

Apesar da viagem frustrada, havia outras expectativas para o jogo desta noite de quarta-feira. A começar pela estreia de Giuliano de quem mais ouvi falar do que vi jogar, pois nunca fui de prestar atenção no desempenho da turma lá próxima do Guaíba. Meu pai, que entende de futebol bem mais do que eu e acompanha de perto as coisas que acontecem entre o Humaitá e a Praia de Belas, por telefone, me garantiu que o cara joga bola de verdade e voltou ao Brasil fisicamente mais forte (e parece que feliz pela oportunidade de jogar pela primeira vez em um grande time brasileiro – calma, isso é só uma brincadeira!). Pelo que se percebeu em campo, realmente pode ajudar na campanha deste ano. Além dele, havia algumas trocas de posição, como a presença de Saimon na lateral esquerda, Geromel de titular na zaga, um meio de campo redistribuído e o ataque com esperança renovada. Sem contar o banco mais bem reforçado. Ou seja, Enderson Moreira tinha mais recursos em mãos.

 

Noventa e poucos minutos e uma garrafa de vinho depois, vimos que a frustração não se resumiu a viagem não realizada. Assim como no primeiro semestre do ano, os gols seguem sendo peças raras do nosso lado. E para deixar a coisa ainda mais angustiante, a bolinha que aparece na tevê para anunciar gols nos outros jogos da rodada insistia em saltitar à minha frente para provar que era possível marcar. Nós é que não sabemos como. Justiça seja feita, não faltaram tentativas de gols, com chutes para um lado e para o outro, alguns bem mais para cima do que para os lados. Houve até bola no poste e por cobertura. Nenhuma, porém, fez a gentileza de entrar. Quem entrou bem foi Dudu, esforçado, driblando, tentando cruzar para área, como sempre fez desde que esteve no time. Luan deu sinais de que pode entregar o futebol que promete ter. Barcos segue tentando. E Pará, pintou o cabelo com a mesma tinta de Daniel alves, esta sim a mudança mais visível em relação ao primeiro semestre.

 

De resto, o Grêmio matou a minha saudade (e entenda isso da maneira que bem quiser).

Até… 90% de desconto

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O varejo brasileiro vinha lutando com custos de ocupação elevados, ao mesmo tempo em que necessitava acompanhar a expansão de novos centros para não perder mercado. Ou seja, reduziu sua margem e ainda precisou abrir novas lojas. Hoje, enfrenta uma liquidação que até agora não correspondeu. A Economia e a COPA contribuíram. As duas semanas que faltam para completar o mês de férias provavelmente também deixarão as vendas aquém do desejado. A não ser que haja mudanças de parte dos agentes do mercado.

 

É um bom momento para os lojistas, agentes protagonistas deste mercado reanalisarem as formas e os formatos de suas operações estratégicas de liquidação. Nesta era da valorização das marcas e da importância cada vez maior da credibilidade na relação com os clientes, é perceptível a intenção de camuflar as mensagens e o próprio sistema de liquidação. Exatamente em uma época em que a população, quer como cidadã, quer como consumidora, está num processo cultural de descrença e desconfiança.

 

O até… 50%, ou 60% , ou 70%, ou pior ainda 90%, é sob qualquer aspecto uma mensagem claramente de acobertamento. Todos já sabem que o até… 50% significa que apenas algumas poucas peças estarão com este desconto. E, quanto maior o desconto certamente a relação entre o desconto máximo e o mínimo será maior. Ao mesmo tempo, há uma generalização dos descontos progressivos na medida em que o tempo e o estoque vão se desenvolvendo. Aumenta o tempo, aumenta o desconto. Ora, o consumidor ficará esperando descontos maiores e a liquidação se estenderá.

 

Será que um sistema único de desconto percentual, sem progressão, não dará maior credibilidade à marca? Além de simplificar a leitura da mensagem de oferta? Que tal perguntar ao agente mais importante, sua excelência o consumidor?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Fora da Área: a Alemanha conquistou todo mundo

 

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Havia uma camisa da Alemanha vestida ao meu lado. Era da Copa de 2010, preta com listras douradas sobre o ombro e o emblema da Deutscher Fußball-Bund no lado esquerdo do peito e embaixo de três estrelas. Foi naquele mundial que os alemães mostraram seu cartão de visita para a Copa no Brasil ao chegar em terceiro lugar com vitória por 3 a 2 contra o Uruguai, no último jogo. Antes tinham vencido a Inglaterra por 4 a 1, nas oitavas de final, e a Argentina por 4 a 0 (sim, os argentinos também já foram goleados), nas quartas, e somente não estiveram na final devido a derrota por 1 a 0 para a Espanha que, como todos sabemos, saiu-se campeã. Na época, escrevia o Blog Fora da Área para o portal Terra, que me levou à África do Sul, e nas muitas conversas com os colegas de trabalho tinha-se a nítida impressão de que a Alemanha chegaria ao Brasil para ser campeã. Tudo que assistimos no Mundial, que se encerrou nesse domingo, confirmou aquela previsão.

 

Verdade que por alguns anos esquecemos da superioridade deles no continente africano e imaginamos que o Brasil, por jogar em casa, faria páreo aos alemães. Como sabemos – e vamos lembrar eternamente – não fizemos. Verdade que se Higuain tivesse acertado o pé na rara bobagem feita pela defesa montada por Joaquim Löw, ou Messi, naquela escapada pela esquerda, ou Palácio, ao encobrir Neuer, a Argentina poderia ter comemorado o título. Verdade que muitas outras coisas poderiam acontecer nessa ou em qualquer outra das partidas do mundial porque sabemos que o futebol é fantástico em sua imprevisibilidade: a bola que vai para fora pode desviar em um pé descuidado e parar dentro do gol; ou o árbitro pode interpretar pênalti em lance fortuito do zagueiro; ou o goleiro sair em falso; ou, simplesmente, dar um apagão (substantivo que, recentemente, ganhou novo sentido no Brasil para explicar erros de planejamento e infraestrutura). Mas a suprema verdade desta Copa é que a Alemanha se preparou como poucos para evitar surpresas e mereceu como ninguém esse título.

 

O plano traçado na última década teve requintes de crueldade para os adversários. Em campo a Alemanha construiu uma seleção capaz de atemorizar qualquer um que se intrometesse no caminho do tetracampeonato, enquanto fora dele conquistava a simpatia de todos os torcedores (talvez por algumas noites não a dos argentinos, o que é compreensível). Melhor exemplo dessa estratégia foi o fenômeno que surgiu logo após o Brasil ter sido trucidado nas quartas de final. Nem mesmo o mais indignado torcedor brasileiro parecia capaz de odiar os alemães. A maioria os aplaudiu e outros tantos aderiram a causa. É o que explica, em parte, o Maracanã vibrar com as defesas de Neuer; a firmeza de Hummels e Boateng; a bola passando do pé de Lahm para o de Kramer, o de Höwedes, o de Özil e o de Klose, com mínima margem de erro; o jeito peladeiro de ser de Müller; a dedicação e talento de Schweinsteiger; e, claro, a arrancada de Schürrle que propiciou o lindo lance do gol da vitória marcado por Götze.

 

Sou obrigado a confessar, caro e raro leitor deste blog, que também fui vítima da tática germânica montada para conquistar o campo e o coração dos inimigos. Além daquela camisa da Alemanha de 2010 (a propósito, vestida por um dos meus filhos), que estava ao meu lado, fui flagrado em intensa comemoração logo após o gol do título. E não tenho vergonha em contar isso, porque sei que você entenderá meu sentimento diante de um futebol bem jogado e planejado. Ao final, a Alemanha conquistou todo o Mundo.

Conte Sua História de SP: Itaquera, a capital do mundo

 

Por Daniel Sena Serafim
Ouvinte da rádio CBN

 

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Lembro-me como se fosse hoje, eu e minha família residíamos no bairro de Artur Alvim, em 1989 ainda criança por volta dos 7 anos caminhava de mãos dadas com minha mãe à beira da Av. Radial Leste próximo ao metrô Corinthians – Itaquera. Ela fanática por futebol, apontou para uma planície cheia de morros e mata irregular dizendo: “Olha filho, aqui um dia será construído o estádio do Corinthians, imagine como ficará grande e bonito”.
Ainda criança, tentava imaginar como seria este lugar, quando o estádio fosse construído, pequeno, porém com a imaginação fértil de uma criança imaginava um castelo, grande e bonito onde os jogos seriam realizados. Mas como a infância em uma periferia reserva particularidades adversas e estatísticas, logo tive que abandonar a imaginação e interagir com a realidade. Aos 13 anos já começaria a trabalhar e a estudar, mas o gosto pelo esporte e o afeto pelo local onde morava continuaram, como também uma espécie de lenda urbana, ouvida e reproduzida pelos populares que insistiam em dizer: “É lá em Itaquera, do lado do metrô que vai ser construído o estádio”.

 

A mídia especulava e alimentava este imaginário ao passar das décadas, eu continuava a me lembrar do que minha mãe havia dito a mim quando criança. Entre tantos encontros e desencontros da realidade de uma periferia, um belo dia, leio no jornal sobre a candidatura do Brasil para sede da Copa do Mundo de Futebol da FIFA de 2014 e a possibilidade da construção de um estádio em Itaquera para o Sport Clube Corinthians Paulista, sendo o palco do jogo de abertura da Copa do Mundo e me pergunto com um sorriso travado no canto na boca: “Será?”.

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Mundo Corporativo: Maurício Goldstein fala de gestão inovadora

 

 

Uma crença fundamental no ser humano, este foi o fator diferencial que os consultores Maurício Goldstein e Vicente Gomes, da Coral, encontraram nos líderes de 24 empresas identificadas por eles como adaptadas as atuais exigências do mercado. O resultado desta pesquisa está no livro “Novas organizações para uma nova economia – Um mundo onde as empresas, as pessoas e o planeta prosperam juntos”, ponto de partida da entrevista do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Goldstein destacou ainda que essas corporações geralmente têm um fundador ou um líder muito forte, carismático e um sonho mobilizador.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN (www.cbn.com.br), com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Fora da Área: para quem vou torcer?

 

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Foi cansativo driblar os textos que me ofereceram para ler, nesta semana, sobre a final da Copa do Mundo, mas consegui eliminar de todos eles a expressão “hermanos” que, insistentemente, acompanhava as notícias relacionadas a Argentina. Não porque cultive qualquer incomodo com os argentinos, muito antes pelo contrário. Como sabe bem o caro e raro leitor deste blog, sou gaúcho, gentílico de todos os nascidos no Rio Grande do Sul, mas que também identifica o povo ligado à pecuária em especial os da região dos pampas, da Argentina e do Uruguai. Portanto, a proximidade vai além da geografia, se faz pelos hábitos, expressões e atitudes. Não gosto de chamá-los de “hermanos” simplesmente porque se transformou em lugar comum e uma de nossas tarefas no jornalismo tem de ser a pureza da língua e a limpeza do discurso. Portanto, lembrando brincadeira do colunista Ancelmo Gois, de O Globo, sempre que depara com o exagerado uso de expressões estrangeiras: “hermanos” é o c…..

 

Não gosto de “hermanos”, mas não tenho nada contra eles. Por isso, apesar de muitas vezes compartilhar das brincadeiras que os brasileiros costumam fazer todas as vezes que se referem aos argentinos, os admiro pela bravura, pela elegância no vestir (mesmo diante da crise econômica) e pela carne saborosíssima. Sendo assim, não haveria qualquer motivo para torcer contra a seleção comandada pelo técnico Alejandro Sabella nesse domingo na final contra a Alemanha, no Maracaña. Mesmo porque eles tem Messi, jogador que potencializou à sua genialidade síndrome apontada como uma forma branda de autismo, a de Asperger. Joga com rara qualidade e a cada partida nesta Copa parece melhorar a capacidade de extrapolar com seu sorriso sem jeito os limites emocionais que o transtorno o impõe. Vê-lo jogando é um privilégio. A Argentina, claro, tem Messi, mas também tem Mascherano, tem Zabaleta, tem Di Maria e tem uma torcida de causar inveja. Isso não quer dizer que torcerei para os argentinos.

 

Nascido de família meio italiana e meio alemã, lá no Rio Grande do Sul, escolhi o Jung como sobrenome para me acompanhar na vida profissional. Nem me pergunte porque abri mão do Ferretti que se parece muito mais com a minha personalidade. Mas sendo Jung teria motivos que chega para torcer pela Alemanha. Parentes, que devem viver nas colônias germânicas formadas no meu estado natal, certamente ficarão bastante satisfeitos com a vitória da equipe comandada por Joachim Löw. Se me faltassem motivos para torcer, a seleção ainda tem como maior destaque Thomas Müller, atacante que carrega o sobrenome da minha mãe, não bastasse jogar bola como poucos. Independentemente dessa familiaridade, o tetracampeonato da Alemanha teria um fator pedagógico para o futebol mundial devido a estrutura construída pelo país para chegar ao nível atual, desde a derrota para o Brasil, na Copa de 2002. Sim, na semifinal fomos vítimas de uma criatura que se reconstruiu a partir da lição que aprendeu ao perder para nós por dois a zero no Mundial do Japão e da Coreia. O governo alemão ajudou a reestruturar os times de futebol do país e os obrigou a adotar escolas na região em que atuam, nas quais professores foram capacitados a partir de conhecimento desenvolvido em cursos da Uefa, novos talentos foram identificados e submetidos a uma série de conhecimento técnico e tático e preparados física e psicologicamente. Para se ter ideia, Özil tinha 14, Müller 13, e Kross 12 anos, quando isso começou. O que vemos em campo não é resultado do acaso ou do improviso, como costume aqui no Brasil. O título alemão seria um incentivo a quem acredita em planejamento, trabalho, competência e, claro, muito talento. Isso não quer dizer que torcerei para os alemães.

 

Entre Argentina e Alemanha, no domingo, ainda escolho o Brasil, pois, como já escrevi neste blog, sou torcedor contumaz da nossa seleção.

Plaza Athénée reabre ainda mais atraente, em Paris

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O hotel Plaza Athénée, em Paris reabrirá suas portas no dia primeiro de agosto após quase um ano fechado para reforma. O centenário hotel símbolo do luxo parisiense, que já recebeu celebridades como Grace Kelly, Josephine Baker e Jackie Kennedy, estava fechado desde outubro de 2013 para reforma e expansão. O Plaza Athénée faz parte do portfolio de hotéis de luxos da rede Dorchester Collection ao lado de The Dorchester (Londres) e Principe di Savoia (Milão), entre outros. Localizado na Avenue Montaigne, próximo da Champs Élysées,e em meio ao círculo fashion e de negócios da cidade, o hotel não deixou de irradiar o mesmo charme e elegância de sua inauguração, em 1911.

 

As mudanças no Plaza Athénée incluem seis quartos, oito suítes, salão de bailes e dois espaços para eventos. Tradicional e requintado, sua decoração tem tons de terracota e bronze a seu estilo clássico francês, com design e tecnologia considerados state-of-the-art. Algumas de suas acomodações em suítes são diferenciadas, com decoração contemporânea e mais clara.

 

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A alta gastronomia continua sendo um dos ícones do Plaza, tanto que é supervisionada pelo chef Alain Ducasse. Hóspedes que têm o privilégio de vivenciarem o verão parisiense podem saborear alguns dos coquetéis servidos no La Cour Jardin, localizado no coração do hotel, em um ambiente de paz e serenidade em grande estilo. O hotel conta agora com o novíssimo Instituto Dior, spa da companhia, que oferece tratamento da mais alta qualidade com excelentes profissionais. O Plaza Athénée ainda tem programas especiais para famílias com crianças, oferecendo não apenas a comodidade de quartos conectantes como também amenidades especiais para os pequenos hóspedes como joguinhos, pelúcias, pantufas e outros.

 

Ah, o verão em Paris…

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung