Para respirar no primeiro fim de semana de inverno, em São Paulo

 

Por Dora Estevam

 

O fim de semana merece atenção especial e pensando nisso fiz uma curadoria das programações para você levar as crianças e se divertir, seja no cinema, no teatro ou parque.

 

Começando com o cinema: particularmente, tenho preferência pelo filme Universidade Monstros, sequência de Monstros S.A, aqui a visão do relacionamento entre Mike e Sulley no período em que estavam na Universidade do Terror.

 

Para quem gosta de passeios a céu aberto a sugestão é passear no Memorial da América Latina, sábado ou domingo, e participar das diversas oficinas que eles estão propondo nos dois dias: recreações infantis, parquinho, circuito de caminhada e de ginástica.

 

Nos dois dias: na parte da manhã exibição de filmes divertidos no espaço Vídeo do Pavilhão da Criatividade. À tarde, 13h30, Charanga Bombeiro, com o grupo CapadoCia.

 

Sábado: às 15h30, apresentação Folias de São Pedro, São João e Santo Antonio, na frente do auditório.

 

Domingo: no mesmo horário e local a animação ficará por conta do show Trio Som Tropical.

 

Para quem curte música erudita a opção é a Sala São Paulo para conferir a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, domingo às 11h, que une dois coros para a série Concertos Matinais. A regência do coro infantil ficará no comando do regente japonês Teruo Yoshida, o juvenil tem à frente o maestro brasileiro Paulo Cesar Moura. A pianista romena Dana Radu irá teclar obras dos austríacos Franz Peter Shubert (1797-1828) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), além do americano Leonard Bersntein (1918-1990), entre outras maravilhas.

 

Também na linha infantil, domingo às 15h, na Casa das Rosas, a Infinita Companhia narra o conto mexicano Mi abuela ya no esta (Minha avó já não está). Rutilda, sábia e misteriosa mulher, conta a história de Alfredo, um garoto mexicano que perdeu a avó. Com isso, o jovem descobre que as pessoas queridas continuam sempre fazendo parte de nossas vidas. Um verdadeiro mergulho no imaginário e nos costumes do Dia dos Mortos, tudo com as técnicas de animação do grupo.

 

 

Para quem gosta de espetáculos de dança é bom correr, neste fim de semana a Cia de Dança vai apresentar as três últimas obras do repertório da temporada. Pela primeira vez na América Latina será exibida uma peça do coreógrafo americano William Forsythe In The Middle, somewhat elevated (No oriente, um pouco elevada), criada em 1987 por Sylvie Guillem e outras estrelas do Paris Opera Ballet, com música de Thom Willems. Em Supernova (2009), coreografia de contrastes, na qual morte e vida, escuro e claro estão ligados pela energia de cada corpo. O jovem coreógrafo alemão Marco Goeke utiliza recursos elementares como água, sal e fogo. Também tem a estreia da obra ainda sem nome para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros 2013 do bailarino, coreógrafo, diretor e professor Luiz Fernando Bongiovanni.

 

Um pouco mais de música: da eletrônica para o rock indie, o repertório faz parte da programação de música eletrónica Green Sunset deste mês que muda o foco e conta com a parceria do Cultura Inglesa Festival para realizar os festivais. Quem se apresenta é o ex-vocalista e ex-guitarrista das extintas bandas The Libertines e Dirty Pretty Things. O inglês vai discotecar uma festa com sucessos mais tocados de seus principais álbuns. A edição conta ainda com o residente DJ Tahira, Handys Klaus e intervenções do grupo Grite Poesias. Não perca, sábado às 16h00.

 

Fique com o som do single “Victory Gun” de Carl Barat. Um bom final de semana!

 

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Do Quiéres às redes socias

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Maria Helena, minha mulher, e eu, compramos o nosso primeiro computador faz tanto tempo que nenhum de nós conseguiu se lembrar do ano em que isso ocorreu. Talvez tenha sido em 1996. Esse tipo de informação nem o Google, que sabe quase tudo, é capaz de dar. Vá lá, lembro-me tratar-se de um Vaio. O PC estava exposto e à disposição para ser testado. Tínhamos, porém, tanta vontade de levá-lo para casa que o adquirimos sem pensar duas vezes. Naquele tempo, um computador não oferecia aos seus usuários os recursos, os programas e, claro, os avanços tecnológicos que foram surgindo com o passar dos anos. Se não me falha a memória, não se faziam presentes redes sociais de nenhuma espécie. Os “chats”, então, eram quase tudo que tínhamos para conversar com amigos ou com pessoas que nunca víramos nem sonhávamos que acabaríamos conhecendo na internet.

 

Filiamo-nos ao “chat” chamado “quiéres?”. O seu criador, o mexicano Salvador Méndez, se tornou nosso amigo íntimo. Eu lhe escrevia em português a seu pedido. Queria aprender a nossa língua. Salvador foi, tanto para Malena quanto para mim, um excelente professor de espanhol, aliás, o melhor que tive. Ela escreve o “español” melhor do que muitos hispânicos que entram nos “chats” das redes sociais. Jogo sinuca pela internet e minha preferida é a “sala Barcelona”, do site “GameDesire”, porque nessa enfrento muitos adversários de língua espanhola, com quem converso. Não sou muito chegado, no entanto, a acessar as redes sociais. Acho-as, na atualidade, evidentemente, muito importantes. Maria Helena até andou usando o meu Facebook, mas tem, agora, o seu. Eu estou nesse e no Twitter. Já assinei o Orkut (existe ainda?). Há outros, mas não me convidem para neles me cadastrar. Seja lá como for, tenho saudade do nosso primeiro PC e mesmo de sua escassa tecnologia.

 

Citei, faz pouco, no meu texto desta quinta-feira, as redes sociais. Vejo-as todas como facas de dois gumes. Há quem se utilize delas para o bem. Existem, entretanto, os que se aproveitam delas para o mal. Os exemplos desses últimos – os do mal – ficaram patentes nos ustos protestos populares em que eram exigidos mais hospitais, educação, tarifas de transporte coletivo e o fim de corrupção dos políticos. A contribuição das redes sociais, nesse sentido, deve ter alcançado quase 100%, pois até no Estados Unidos brasileiros se filiaram às manifestações. Os vândalos, os bagunceiros, os aproveitadores, aqueles que são do mal, trataram de macular as boas intenções das pessoas de bem, realizando toda sorte de tropelias, tão amplamente noticiadas pela mídia que seria ocioso as repetir. A existência dessas ralés deixou-me ainda mais revoltado porque moro em Porto Alegre há 77 anos e não sabia que, entre os seus piores representantes, muitos são daqui.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

As grandes vaias

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

As vaias que Blatter e Dilma receberam no sábado resultaram em infinitas análises. As ciências humanas foram requisitadas para explicá-las. Um exagero!

 

A vaia nos estádios sempre foi usada para desaprovar os intrusos ao espetáculo que viria. Simples assim! Nos anos 1970, no auge do futebol brasileiro, o estádio do Morumbi com 100 mil torcedore,s duas horas antes do inicio do jogo, recebeu equipes de futebol formadas pelas coelhinhas da revista Playboy, “vestidas” a caráter. A ideia de entreter não funcionou. Foram recepcionadas com uma vaia e um coro fenomenal: “queremos homens, queremos homens…”.

 

O Morumbi fizera o que Nelson Rodrigues preconizara para o Maracanã, quando afirmava que lá se vaiava até mulher nua. Não antes de ter dito num programa da TV Rio uma frase que se tornou antológica. Quando se comentava que o Marechal Castelo Branco teve seu velório no Clube Militar anunciado pelos alto-falantes do Maracanã pedindo um minuto de silêncio antes do jogo América x Botafogo, e o Maracanã inteiro vaiou. Ao que Nelson comentou: “O Maracanã é implacável, vaia até minuto de silêncio”.

 

O torcedor que vaiou Blatter e Dilma faz parte do público da pesquisa do Datafolha que constatou que 77% apoia a Copa e naquele momento queria mesmo é assistir à partida Brasil x Japão. Entretanto, parte deste mesmo público da pesquisa, fora do Mané Garrincha, dava seu recado aos políticos e seus desmandos. As passagens reajustadas era apenas um pretexto inicial. E o movimento tomou uma seriedade respeitável. Um movimento sem um líder único e sem um inimigo específico, mas com a cara de um Brasil atualizado. De repente o país do futebol, está se transformando com a ajuda das mídias sociais na democracia a caminho da República ideal.

 

Por isso que o incessante barulho de helicópteros durante horas na noite de terça-feira não me impediram que o humor aflorasse ao passar em frente ao Palácio dos Bandeirantes, ontem pela manhã, e lesse o cartaz empunhado por uma bela jovem remanescente da ação: “Acorda Brasil”.

 

Também na terça-feira foi anunciado que R$ 400 milhões de dinheiro público federal seriam creditados ao estádio de Itaquera para se somar aos R$ 420 milhões que a Prefeitura de São Paulo já tinha doado. Na próxima semana, a PEC 37 será votada, quando correremos o risco do Ministério Público ser esvaziado. “Acorda Brasil”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Equilíbrio é a palavra de ordem

 

Manifestação na Paulista foi pacífica na noite de terça-feira

 

No que estamos metidos? Ouço a pergunta de vários lados. Muitos de nós não temos a resposta para isso. Quem as tem de forma taxativa corre o risco da revisão em breve ou esteja apenas interessado em vender uma tese. Os olhares ainda estão contaminados demais para uma fala totalmente isenta. As manifestações, frutos de uma sociedade conectada, causam reações desconexas. As características deste cenário têm provocado conclusões sem sentido e contraditórias. Alguns perderam a lógica do pensamento ao explicar suas posições e suas falas beiram ao absurdo. Gente de diferentes matizes políticas se aproveita desta situação. Pelas palavras ou atos, joga pedras para o outro lado da rua, enxerga inimigo em todas as sombras e não assume sua responsabilidade. O momento é propício para os aproveitadores e alcançar o equilíbrio tem de ser a meta de quem media esta situação.

Produtos nacionais com patentes estrangeiras

 

Por Julio Tannus

 

Reproduzo aqui texto sobre a questão das patentes de produtos nacionais:

 

 
       Na história da biopirataria, produtos como rapadura, cupuaçu e caipirinha já fazem parte do grande acervo de patentes que circulam hoje no mundo envolvendo nomes genuinamente brasileiros, com o país precisando brigar sempre para garantir o seu passaporte verde e amarelo.

 

O registro estrangeiro de marcas com nomes de produtos nacionais tem representado nos últimos anos uma grande dor de cabeça para o Ministério das Relações Exteriores. Isto porque os sistemas de segurança são frágeis. Apesar de uma lista com a nomenclatura da biodiversidade no Brasil tentar impor limites, as autoridades brasileiras esbarram na ausência de uma legislação internacional sobre o assunto.

 

                  
Entre os produtos brasileiros, o Cupuaçu é o que tem mais dado trabalho às autoridades brasileiras nos últimos anos. A Divisão de Propriedade Intelectual do Ministério das Relações Exteriores conseguiu reverter o domínio do nome da fruta em poder de empresas nos Estados Unidos e na Europa e obteve de volta a nacionalidade do mesmo. Mas falta, ainda, quebrar outras patentes do produto. A apropriação do nome dos produtos brasileiros por outro país impede que produtos nacionais saiam do Brasil com o nome original porque o direito sobre a marca “pertence” a uma empresa estrangeira.

 

“Já pensou vender rapadura para o exterior e ter de colocar o nome de garapa sólida na embalagem porque rapadura é um direito alemão?”, questionou ao Correio o diretor de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Velez. O nome do doce típico do Nordeste chegou a pertencer a uma empresa na Alemanha que o registrou como domínio naquele país e nos Estados Unidos, mas a rapadura alemã não durou muito tempo. Por meio de um acordo de cavalheiros, o Itamaraty conseguiu reaver a brasilidade do produto.

 

Aliás, segundo o jornal brasiliense, o diálogo é a primeira estratégia que o Ministério das Relações Exteriores utiliza para obter de volta a propriedade intelectual de um nome brasileiro. Geralmente, a empresa estrangeira abandona a apropriação do nome. O Japão, por exemplo, já havia registrado a marca cupuaçu também, mas devolveu o domínio em 2004.

 

Quando não há composição amigável para reaver o domínio do nome brasileiro, o ministério dá entrada em procedimento administrativo no país de origem do proprietário da marca. No momento, o Ministério das Relações Exteriores acompanha dezenas de processos de utilização de nomes brasileiros como marca estrangeira em vários países.

 

A falta de um marco regulatório internacional deixa o produto nacional mais vulnerável ao seqüestro do nome. A lei de combate à biopirataria não trata da apropriação de nome de planta ou animal, tradicionais da fauna e da flora brasileira. Para evitar o uso estrangeiro de denominações do Brasil, o país preparou uma lista de nomes associados à biodiversidade brasileira. São mais de três mil registros científicos e cinco mil genéricos.

 

Mas há casos que fogem à regra de “clonagem” de nomes. Tem empresa estrangeira usando caipirinha e açaí compostos com outro nome como estratégia para fugir do questionamento de propriedade. Na Inglaterra existe um produto chamado Açaí-Power. A marca não pode ser questionada, mas o nome da fruta não pode ser usado de forma isolada.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras escreve no Blog do Mílton Jung

São Paulo, uma cidade partida

 

A cidade de São Paulo será palco de mais uma manifestação nesta segunda-feira com a convocação de dezenas de grupos que se uniram em torno da discussão sobre a tarifa do transporte público. Após o confronto da polícia com ativistas, quinta-feira passada, uma série de mensagens chegaram à minha caixa de correio, na CBN, que demonstram como a cidade está partida em torno do debate que se acirra nas ruas. Reproduzo algumas das centenas de frases que li nestes últimos dias em e-mails escritos por ouvintes-internautas. Você concorda com qual dos pensamentos a seguir?

 

MANIFESTAÇÕES

 

Será que essa tarifa de R$ 3,20 não está abusiva pela  qualidade do transporte? (Sergio Pelarin)

 

Será que mesmo tendo ações organizadas o movimento não transborde por que ambos os lados se encontram saturados de tanta bandalheira política? (Elisa Soveral)

 

Considero essa atitude como positiva pois mostra que ao menos uma pequena parte dos jovens, ao menos uma pequena parcela ainda se importa. (William Souza)

 

Pena que eles próprios e o restante da sociedade não têm a mesma indignação quanto ao muito que sai de nossos bolsos para pagar impostos (Claudio Alves)

 

Por que os que protestam contra o aumento das passagens, não vão na porta da Câmara Municipal, Assembleia e Congresso?(Alberto do Nascimento)

 

Este aumento somente foi a gotas dágua q estava faltando para transbordar o copo da paciência da população. (Douglas da Silva)

 

Alguém viu alguma vez as contas que justifiquem custos e preços? O que se sabe é que o serviço é uma porcaria (Serge Ortega)

 

Não tem dinheiro para saúde, transporte, etc .. mas para a Copa tem. (Sidnei Rodrigues)

 

Gastos da Copa do Mundo em bilhões. Você ainda acha que é somente pelos 20c” (Fabio Lucena)

 

Essas manifestações não é só pelo preço da passagem, o problema é que o Brasil ta um país caro pra viver.(Adeílson

 

É incrivel a quantidade de pessoas protestando, mas por 20 centavos, brincadeira né. Porque não protestaram assim no escandalo do mensalão que desviou bilhoes dos cofres publicos? (Solange Brito)

 

Sabemos que não é por causa de 20 centavos. (Cynthia)

 

Acredito que qualquer tipo de manifestação é direito do cidadão e deve ser respeitado desde que essa manifestação também respeite o direito do cidadão que dela não faz parte.(Eric Salathiel)

 

E o nosso direito de ir e vir fica onde!? (Andre Freire)

 

Devemos lembrar que os protestos de rua contra a Ditadura Militar começaram com o mote de reclamação contra a comida do calabouço; restaurante estudantil no Rio de Janeiro, puxados por muitos dos que agora estão neste desgoverno. (Alfredo de Quadros)

 

Sugira que os manifestantes façam um bloqueio pacífico em qualquer rua da cidade sentando-se no asfalto e sem baderna, sem depredações. (Rosa Maria)

 

Sobre os protestos em São Paulo e a diversidade das camadas sociais envolvidas da para se pensar que o motivo principal não é a passagem, são as autoridades.(Casé)

 

Estou adorando estes protestos, acho que a sociedade deve apoiar. Já estava na hora do Brasil reaprender a protestar e reivindicar seus direitos. (Marcelo teixeira)

 

Ficar refém dessas manifestações, preso no trânsito ou dentro das casas e lojas, com medo de ser agredido fisicamente  ou ter o patrimônio depredado, não faz parte de um estado democrático. (Carlos Takahasshi)

 

Caso a polícia e as emissoras de rádio e televisão não dessem guarida a estes vândalos, as passeatas, já estariam esvaziadas e não aconteceriam mais. (Cleiton Pereira)

 

É de suma importância que os nossos governantes estabeleçam um local apropriado para as pessoas fazerem protestos.  (José Martin)

 

POLÍCIA

 

Não concordo em dizer que a policia foi “agressiva”! Eles tinham um acordo de não entrar na Paulista e não cumpriram(Regina Siqueira)

 

A repressão no Brasil não acabou, o que adormeceu foi a vontade da população em se manifestar e isso volta a se despertar aos poucos. (Leandro Bartulic)

 

Acredito em direitos humanos para que tem direitos e não para  bandidos, invasores de terra, manifestantes armados com coquetéis molotov. (Paulo Visconti)

 

Quem deve estar adorando esses protestos são os bandidos. Enquanto toda tropa da polícia combate os manifestantes, os bandidos fazem a festa nas periferias (Daniel Lescano)

 

O que a polícia deve usar? Bombom e perfume? (Miguel Marques)

 

A maior cidade do país nao sabe lidar com um diteito tão legítimo e tao árduo para ser conquistado.(Miya Vilela)

 

Ela (a violência) só começou pois se sentiram acuados. O que eu vi foi incrível. (Alessanra Helena)

 

Nunca vi tanto policial na rua para reprimir quem luta pelos seus direitos. (Wladimir)

 

O desrespeito é muito grande. As pessoas saem nas ruas para protestar e vão armadas… (Cleia carvalho)

 

A policia do Alckmin mais uma vez não conseguiu impedir a baderna. Eles são bons pra massacrar população pobre como no Pinheirinho. (antonio c. ciccone)

 

Uso excessivo da força não é legítima defesa! (Sérgio H. Yariwake)

 

Trabalhador de verdade estava trabalhando ou retornando do mesmo para suas casas, sem tempo para badernas. E viva o Choque! (Isac de Oliveira)

 

As imagens sao muito claras mostrando a policia atirando bombas gratuitamente….. (Alberto Gomes)

 

Imagina que maravilha seria se a PM usasse toda essa energia pra manter a segurança das cidades? (Miriam Machado)

 

A policia tem mesmo que baixar o pau nesta meia duzia de baderneiros que nao representam nem 0,00001% da populaçao, a maioria nem anda de onibus (Luiz Carlos Rodrigues)

 

Pela opinião pública vimos que o povo quer passeata democrática, com ordem e sem faces veladas. (Fernando Magalhães)

 

Acredito em direitos humanos para que tem direitos e não para  bandidos, invasores de terra, manifestantes armados com coquetéis molotov. (Paulo Visconti)

 

E, infelizmente, como protestar com tanta violência? (Edson Lima)

 

O governador e o prefeito devem firmar a posição, ficamos com medo das agressões, mas acho que foi somente uma coisa política, todos pagam imposto (Cynthia Santos)

 

A ordem do Governador e do prefeito é claramente calar a multidão, é atirar bala de borracha e gás de pimenta nos estudantes. Eles tem coragem de reprimir estudantes, mas não o tráfico, t (Marcos Talarico)

 

QUEM PROTESTA

 

Será que essa ação não é um pote cheio de uma população maltratada pelo poder?

 

Não seriam esquerdistas misturados a terroristas e bandidos comuns querendo o confronto para se fazer de vítimas? (Nelson Pereira)

 

É preciso averiguar o grau de legitimidade de quem está ordenando essa manifestações e o porque dessa postura de enfrentamento físico e depredação, algo não condizente com nossa cultura e liberdade democrática que vive o País (Luiz Melo)

 

Acho que as pessoas estão lutando por uma ideia, a ideia de que o povo brasileiro está cansado da política que vem arrastando-os a sarjeta.(Fabio de Lucena)

 

São pessoas ligadas ao PT e PSOL que utilizam coquetel molotov e outros artefatos. Parabéns a policia de São Paulo. (Esdras Campos)

 

Existe uma diferença enorme entre protesto e baderna. No meio desta multidão podemos ter até oposição para enfraquecer os governos estaduais. (Ricardo Gomes)

 

Tem dedo do PIG (Partido da Imprensa Golpista). Por quê não foram feitas manifestações nos últimos 10 anos, por quê não fazem manifestações contra os pedágios, nas estradas paulistas que são os mais caros do mundo? (Cleiton Pereira)

 

Existe uma orquestração de gente que sabe muito bem o que deseja para prejudicar o Governador Geraldo Alckmin (Henrique Schnaider)

 

Absurdo PT e professor LuLa ensinou e agora sente a navalha na carne. (Samuel Oliveira)

 

Nota-se que seguem a cartilha dos movimento terroristas. A reação é proporcional a este tipo de movimento orquestado por extremistas aprendizes de terroristas (José Carlos)

 

Quem não noticia o verdadeiro motivo das manifestações pela “redução do preço da passagem”, ou está conivente ou está de má-fé, pois como disse o Gilberto Carvalho “em 2013 o bicho vai pegar”, ou seja, o objetivo é conquistar o governo de São Paulo, mesmo que hajam alguns efeitos colaterais. (Geraldo Andrade)

De Santo Antonio

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Olá,

 

Somos cercados por energias conflitantes, de todo tipo e matiz. Sempre estivemos, acredito, mas o número de humanos vem crescendo e, onde há aglomeração há confusão. A competitividade aumenta, a avidez galopa, o ódio partidário e preconceituoso arreganha os dentes, a solidariedade mingua, a honestidade se limita a termo no dicionário, e você pode aumentar a lista, se quiser, de tudo que está faltando e de tudo que está sobrando. Vai chegar a uma equação que aponta para o desequilíbrio. Esquecemos que somos um só corpo, separados ilusoriamente, e que tirando do outro, tiramos de nós, e vice-versa.

 

Por outro lado, acabamos de viver o dia de Santo Antonio, santo casamenteiro, santo do amor. E amor, sozinho, equilibra qualquer tipo de energia. Do amor brotam todas as benesses. Por isso, neste papo com você, em vez de enumerar erros do lado de fora e do lado de dentro, vou trazer de volta, em homenagem ao amor, meu primeiro poema publicado neste blog em dezoito de maio de 2008.

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

As perucas fazem a cabeça da mulher moderna

 

Por Dora Estevam

 

Quem assiste à novela ou acompanha o mundo da moda sabe que as celebridades e atrizes são capazes de se apresentar com diferentes cortes de cabelos, que mudam em tão pouco tempo, enquanto uma pessoa comum levaria meses para conseguir aquela franja, aquele longo e deixá-los loiro ou ruivo.

 

Atualmente, porém, conseguir o visual de novela já não é mais problema, existem profissionais que são devidamente treinados para adaptar os cabelos de lá para cá. Por exemplo, foi moda nos anos 1960 então vamos revisitá-la e torná-la interessante para os dias de hoje. Eles reinventaram as perucas e as tornaram acessórios indispensáveis nas cômodas das mulheres modernas.

 

 

As perucas tiveram o seu auge de glamour nos anos 1960 e depois caíram em desuso. Apenas mulheres que necessitavam destes apetrechos (especialmente as que tinham de se submeter a quimioterapia e perdiam os pelos) é que continuaram a comprar tais peças. Havia, também, as atrizes que precisavam compor personagens teatrais, novelescas ou cinematográficas.

 

Hoje, o mercado oferece opções que mesmo quem nunca usou ou ousou acaba se rendendo às perucas. Pessoalmente, tenho visto muitas lojas de cabelos na região central de São Paulo. Ao passar diante de uma delas, ouve-se o grito do vendedor: compram-se cabelos! Estive observando essas lojas por dias, até me decidir entrar, sem pretensão e sem a chamada do tal vendedor. Descobre-se que os acessórios não se limitam as perucas, não; têm rabos de cavalos, coques, alongamentos, franjas, com presilhas tic tac que se prendem aos cabelos facilmente, em cores e texturas infinitas,e atendendo aos cortes.

 

 

No balcão da loja Valentina Hair, a proprietária Marcela Viana me atendeu com a maior atenção, e em meio a clientes curiosos, ela me mostrou vários modelos. O mais procurado na loja, hoje, é o Full Lace, uma peruca com uma telinha na borda que esconde o cabelo e deixa o look natural. Outro acessório muito procurado é o coque, que colocado no cabelo da pessoa dá um volume natural e deixa o penteado chic. A atriz Mariana Rios usou um no último dia da novela Salve Jorge, no casamento da mãe dela. As perucas com o couro em silicone também saem bem e se parecem muito com o couro cabeludo natural.

 

Hoje, as perucas estão modernas e traduzem a praticidade da mulher que trabalha fora e precisa estar bonita e inteira para uma festa. O coque ou a franja são fáceis de ser aplicados, explica a proprietária Marcela. O público vai desde a mulher que faz quimioterapia até a jovem que segue para a balada. As perucas são feitas de fios sintéticos, importadas, e naturais, feitas na própria loja.

 

 

Outro apaixonado por cabelos é o cabeleireiro Denylson Azevedo, o Denny. Ele é tão louco por cabelos que montou a coleção “To-Wig”, que está em exposição desde abril. São visuais contemporâneos e fáceis de usar no dia a dia, fazendo dos cabelos acessórios. A proposta do profissional é vestir os rostos com cortes estilizados, elaborando o penteado de acordo com as linhs do rosto, formato e estilo da cliente.

 

Denny se inspirou nas pessoas que influenciaram a década de 1960 e nas ruas de Londres para criar as suas personagens. A partir daí, os nomes das composições são referências de locais da capital inglesa. Para curtir mais um pouco deste trabalho, assista ao vídeo da exposição criado pelo designer Ricardo Don.

 

Infos:

 


Exposição To-Wig

Local: Espaço AVA | R. Cônego Eugênio Leite, 170 C – Jardins – SP.
Dia: 4 de abril
Horário: Das 17h às 22h.

 

Salão Wig
Alameda Lorena 578 (dentro da loja Diva), Jardins – SP.
Atendimento apenas com hora marcada.
Informações: (11) 2579-7965

 

Valentina Hair
Rua: Quintino Bocaiúva, 182, centro, Praça da Sé, São Paulo
(11) 3106 9589
e-mail: valentinahair@hotmail.com.br

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung